sexta-feira, 27 de março de 2015

A PROPÓSITO DE PREPOTÊNCIA


Pedem uma maioria absoluta "(...) não para exercer a prepotência", dizem. Sinceramente, não sei o que isto significa à luz da história de todo o processo, onde todas as maiorias absolutas, prolongadas num tempo excessivo, redundou sempre em controlo político e social. Parece-me, aliás, extremamente perigoso, porque são conhecidos os comportamentos políticos das figuras que hoje se apresentam como imaculadas. E de todos os outros que se escondem atrás da cortina. Que parecendo não estar, estão! E perguntar-se-á, afinal o que significa a palavra prepotência? 


Estar acima de todos os outros? Bom, mas, então, na Câmara do Funchal, o Dr. Miguel Albuquerque, fazendo ouvidos de mercador da generalidade da oposição, o Plano Director do Funchal não foi suspenso em determinadas zonas para legitimar erros cometidos? Não será este um exemplo acabado de mando em excesso? E mais, ainda, não será prepotência, embora tenha sido, sucessivamente, chamado à atenção, aquando da discussão do Plano e Orçamento e respectivas Contas de Gerência, gerar uma colossal dívida de mais de noventa milhões de Euros? E a prepotência de ignorar os representes do povo, em sede de Assembleia Municipal, não permitindo a voz livre na tribuna da sessão solene do Dia da Cidade? E a prepotência das decisões que conduziu a cidade a perder muito do seu património histórico, ao mesmo tempo que a cidade das zonas altas foi preterida em relação ao centro do bilhete postal? Pode haver muitos de memória curta, porém, não me esqueço. E aqueles são, apenas, alguns exemplos de natureza política e que configura PREPOTÊNCIA. O rol é, politicamente, muito extenso.
Ilustração: Arquivo próprio.

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