sexta-feira, 26 de junho de 2015

CONGRESSO DO PS: UM NOVO CAMINHO SE ABRE COM O POVO E PELO POVO


O caminho não é fácil. Carlos Pereira, eleito presidente do PS-Madeira, sabe que esse caminho está cheio de pedra e buracos que tornam complexo um caminhar sereno e sem dor. Romper com o passado, não com o sentido propositivo que sempre apresentou e que constitui a sua marca, mas com aquilo que, politicamente, enfraqueceu o partido, acabar com algumas lógicas perversas e medíocres que bloquearam a sua afirmação junto dos eleitores, quebrar um quase princípio que, primeiro os interesses pessoais ou de grupo e, só depois, os da população, convenhamos que não é tarefa menor. Há um rumo a ser seguido que exige muito diálogo e a plena aceitação que repetir, sobretudo o passado recente, só conduzirá, no futuro, aos mesmos resultados de hoje. Não existe outra saída possível: ou os congressistas eleitos tomam consciência que o caminho é difícil, mas que pode conduzir ao sucesso eleitoral, ou jamais terão legitimidade para lamentar a falta de confiança manifestada pelo povo. Tão simples quanto isto.


O problema da Madeira tem uma natureza ideológica, económica e financeira. O Dr. Carlos Pereira é, posso dizê-lo, a figura na Região que melhor domina estes três pilares da construção do futuro. Pelo seu posicionamento político, de claríssima sensibilidade em todas as áreas sociais; também pelo conhecimento dos sectores económicos e financeiros. Basta ler o seu recente livro "A Herança" para se perceber que aquilo que caracteriza o seu discurso está assente em um profundo estudo de onde é possível determinar o caminho possível para tornar esta em uma Região exemplo. Podemos falar de educação, de saúde, de assuntos sociais, de turismo, de agricultura, de pescas, de ambiente, etc., do muito que está por resolver relativamente a compromissos assumidos, ou concretizar projectos para o futuro, mas se não existir um profundo conhecimento da economia e das finanças, aliado a um compromisso ideológico assente nas pessoas, obviamente que será grande a probabilidade de se repetir o passado. 
O Dr. Carlos Pereira, pessoa que bem conheço, que é portador de uma cultura política muito consistente, que está obstinado em abrir o partido à sociedade com uma dimensão nunca antes vista, que quer junto de si a história do PS consubstanciada naqueles que são a sua memória e experiência, que deseja uma maior e mais consistente proximidade aos autarcas, aos parceiros sociais e àqueles que constituem a base trabalhadora do partido, os seus militantes, o Dr. Carlos Pereira, dizia, estou convicto que é a figura central para romper com quarenta anos do partido que mantém a maioria absoluta na Região. Porém, repito, não será fácil porque, por um lado, há sempre quem se entretenha a meter um pouco de areia no motor, por outro, quem pense que um partido não é um meio, mas um fim. Só que o tempo de luta interna acabou. Democraticamente foi aberto um processo eleitoral. Os militantes, livremente, tiveram a possibilidade de disputar a liderança. Os militantes votaram e agora é tempo de aceitar os resultados e de não conceder espaço a uma qualquer "5ª coluna". Os órgãos do partido serão eleitos neste congresso e a eles caberá, interna e serenamente, produzir as melhores e mais ponderadas estratégias. Que todos se lembrem que, em Outubro, teremos legislativas nacionais e que só um partido unido, com um discurso de excelência e que todos o compreendam, será possível mudar este governo Passos Coelho/Paulo Portas que tanto nos maltratou, bem como iniciar um novo tempo de esperança para todos os madeirenses. Que cada um saiba ocupar o seu lugar.
Ilustração: Google Imagens.

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