quinta-feira, 17 de setembro de 2015

"É PRECISO TER LATA" - DISSE ANTÓNIO COSTA


"É preciso ter lata", disse o Dr. António Costa sobre uma das posições do Dr. Passos Coelho. De facto, o líder do PSD pareceu-me de cabeça perdida, tal foi a agressividade e arrogância demonstradas, inclusive, resvalando para assuntos marginais, distantes das preocupações que os portugueses têm relativamente ao seu futuro. Fiquei com o sentimento que este homem vive em um país que não é o meu. A dívida aumentou cerca de trinta mil milhões, mas para Passos Coelho isso não parece ser relevante; aquilo que é sentido na rua, o desespero de milhares de famílias pelo agravamento das condições sociais, parece não comovê-lo; o IRS aumentou dezasseis vezes, mas isso é de pouca monta para as carteiras dos portugueses. Ah, falou de uma "quase bancarrota", mas, incoerentemente, admitiu, julgo que pela segunda vez, que a Europa passou por "uma das crises mais sérias do pós-guerra". Então, pergunto, Sócrates não foi o culpado de tudo? O resto tratou-se de um filme já conhecido, à excepção da análise à questão dos refugiados.


Ora bem, Passos Coelho, do meu ponto de vista, não merece a mínima confiança. A mentira foi sempre a sua arma, desde o que prometeu em 2011 até ao que veio a se verificar ao longo dos quatro anos de mandato. A determinada altura ouvi esta de Passos Coelho: "O senhor diz tudo e o seu contrário", como se tivesse moral para assim falar, olhando para o seu histórico de promessas não cumpridas. Este facto levou António Costa a dizer-lhe: "O senhor não acerta nos seus números como pode acertar nos dos outros?"
Por mim estou esclarecido: entre a mentira, a aldrabice do discurso político e a subserviência a interesses estrangeiros que não acautelaram, nestes últimos quatro anos, a dignidade do povo português, obviamente que aguardo por uma solução de esperança para Portugal que não passe por esta Coligação.
Finalmente, duas palavras para os que conduziram o debate: não gostei.
Ilustração: Google Imagens. 

Sem comentários: