sábado, 31 de outubro de 2015

COM QUE LATA SUBTRAEM 52 MILHÕES DE EUROS


Já se sabia, mas agora foi dito de viva voz pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares: todos os madeirenses vão ter de pagar € 52.000.000,00, correspondentes às dívidas do Jornal da Madeira. Diz o secretário Dr. Sérgio Marques que estes milhões se inscrevem no processo de reestruturação, digo eu agora, para colocar a zero o contador das dívidas da empresa, para depois entregá-la a um privado que seguirá, certamente, a mesma linha editorial. Pessoalmente, não tenho quaisquer dúvidas. Aliás, li na peça do DN: "Sérgio Marques reforçou a intenção de garantir o pluralismo na comunicação social (...)". Ora, para o governo PSD isto pode significar que, abusivamente, o DN se enquadra em um posicionamento ideológico contrário ao do governo, pelo que terá de existir a garantia de pluralismo! Resta saber quem estará na calha para continuar a fazer do JM o órgão de comunicação social almofada do governo. Cinquenta e dois milhões corresponde a um grande euro milhões que sai direitinho dos nossos impostos. Não é exagero dizer que são subtraídos à pobreza. 

O JM leva 52 milhões
e vão buscar à banca 30 milhões!

Múltiplas questões podem e devem ser colocadas. Eis algumas ao correr do pensamento: o que tem a ver um governo sério e transparente com o pluralismo da comunicação social? O Jornal da Madeira, enquanto empresa, é diferente de todas as outras empresas em dificuldade? Vão pagar os passivos dessas empresas? O passivo do Diário de Notícias, por exemplo? E a anunciada redução para 28 trabalhadores faz-se de que maneira? Através de negociação? Se esse é o procedimento, quanto é que isso custará? A redução faz-se por incorporação directa nos quadros das várias secretarias governo? Se é assim, é legítimo que se questione: com que legitimidade? Muitas mais questões podem e devem ser colocadas. Simplesmente porque todos os madeirenses, inclusive, as empresas, são confrontados com uma enorme carga fiscal e, ainda por cima, vão ter de pagar as megalomanias políticas no quadro da "propaganda ilícita" do governo regional da Madeira. Que cada leitor retire as conclusões. Eu já retirei as minhas.
Ilustração: Google Imagens.

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