quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

BEM PREGA FREI TOMÁS... FAÇAMOS O QUE ELE DIZ E NÃO O QUE ELE FAZ (FEZ)


Não posso precisar, transcrevendo "ipsis verbis" as declarações, à RDP-Madeira, do Bispo Emérito Teodoro de Faria. Tais declarações não estão, infelizmente, disponíveis no sítio da internet. Mas, no essencial, referindo-se à situação, publicamente turbulenta, na Santa Casa da Misericórdia de Machico, D. Teodoro de Faria referiu-se àqueles que se eternizam no poder. Salientou que é da natureza "humana" as pessoas, depois de alguns anos, (repito, palavras minhas) julgarem-se insubstituíveis e que há sempre um tempo para estar e um para sair. E que a sociedade deveria estar atenta a isso, não permitindo tais situações. 


Absolutamente de acordo. Caso para dizer "palavras santas"! Mas estava eu a escutar esta declaração e, em simultâneo, na minha cabeça giravam pensamentos diversos, do tipo, oh diacho, então por que não assumiu essa posição durante todo o tempo de governação do ex-Presidente do Governo Regional, Dr. Alberto João Jardim? A que se deveu tanto silêncio e tanta cumplicidade política? Porquê tanta reverência, tanto agachamento durante 25 anos de responsabilidade na Diocese, compaginados com tanto atropelo social dos sucessivos governos do PSD? Porquê tanto silêncio relativamente ao Jornal da Madeira, endividado até ao tutano, vivendo à custa dos nossos impostos, quando a pobreza crescia a olhos vistos? E já que falou de Machico e da Santa Casa da Misericórdia, porquê o silêncio sobre a suspensão (claramente política) "ad divinis" do Senhor Padre Martins?
Explicações que não foram nem serão dadas, porque aí o silêncio parece ser melhor que a verdade. Mas este é tempo de Natal... tempo também de perdão!
Ilustração: Google Imagens.

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