sábado, 30 de janeiro de 2016

CONTRADIÇÕES OU COMO GASTAR SEM SER RESPONSABILIZADO



Factos:
1. "Maria João Monte (presidente da Sociedade Metropolitana de Desenvolvimento (SMD) recordou, na comissão de inquérito à obra da Marina do Lugar de Baixo, que estudos feitos depois de várias intempéries que levaram à destruição do quebra-mar revelaram que a onda real, no local, é de 8 a 9 metros e de 20 segundos de frequência, muito superior ao do projecto inicial." Segundo o governo aquele espaço é para ser definitivamente encerrado (abandonado). (DN-Madeira)
2. "O antigo presidente do Governo Regional, Alberto João Jardim, afirmou, esta manhã, no Funchal, que a Madeira "nunca mais consegue ir em frente" e criar emprego se continuar "sobrecarregada com a dívida" pública, pelo que defendeu que a dívida regional deve ser paga pelo Governo de Lisboa. "O Estado deve assumir dívida da Madeira, porque a Madeira é parte do Estado português (...)".
Perguntas (entre outras):
1. Quem fez os estudos visando a construção da Marina do Lugar de Baixo, não é responsabilizado?
2. Quem autorizou não fica sob a alçada da Justiça uma vez que estão em causa dinheiros públicos?
3. É lícito e natural que outros paguem os gravíssimos erros de planeamento, adjudicação e construção, só pelo facto da Região ser parte integrante do Estado português?
4. O que significa possuir um Estatuto de Região Autónoma dotada de órgãos de governo próprio? Ser autónomo não significará ser responsável?

2 comentários:

Anónimo disse...

O Estado deve assumir a dívida da Madeira, porquê? Assim, sem mais, porquê? Porque é Portugal? E quem fez a dívida, porque sim? Não é responsabilizado? Em todo o Portugal, as regras para fazer despesa, com o dinheiro público,não são as mesmas?

João André Escórcio disse...

Obrigado pelo seu comentário.