segunda-feira, 2 de maio de 2016

PEDRO PASSOS COELHO É MAIS À DIREITA QUE O CDS/PP


Torna-se desesperante o desaforo do Dr. Pedro Passos Coelho e associados. Ele que há dias considerou "retrógrado" o actual governo do partido socialista. Causa-lhe uma forte comichão este acordo à esquerda. Como se não fosse legítimo e como se a capacidade para governar se esgotasse no centrão. Repor direitos gerais que foram, claramente, roubados, e aproximar, cautelosamente, os salários de 2011, é ter uma política "retrógrada". Ser pobre é que constitui desígnio nacional; privatizar tudo a eito, todas as riquezas nacionais, é que deve ser motivo de orgulho; conduzir, paulatinamente, para o sector privado, os direitos à educação e à saúde, isso sim, deve ser sinal de progresso. Fico com a certeza que aquele ex-primeiro-ministro é mais à direita que o próprio CDS/PP. Parece-me que lhe dá desmedido gozo ver o desemprego, a emigração forçada e uma larga percentagem de jovens, muitos licenciados, completamente à nora e desesperados. 


Passos Coelho demonstra que não está satisfeito com o que fez, durante quatro anos, através dessa estratégia de quase total submissão à Europa dos directórios e dos mercados. Ele e os que o acompanham querem ir mais longe, vendendo aos bocados o resto que ainda subsiste. A cegueira é total pouco importando a identidade e a independência nacional. Roubar ao povo para dar aos banqueiros, melhor, à banca, subtrair o máximo a quem já pouco tem, para oferecer ao capital sôfrego de dinheiro e benesses, parece constituir o seu objectivo no âmbito da sua missão, enquanto dente da roda. Para ele há que continuar a mentir, repetindo até à exaustão a teoria do "caminho certo" em função do desastre que ele adivinha. A conquista do poder vale mais que a felicidade do povo, mesmo que esse estado se encontre distante. E assim surgem as palavras azedas, os contrapontos falhos de consistência, ah e o famigerado "plano b". Onde é que ele anda, pergunta(m)? Como se qualquer governo, no quadro do planeamento estratégico, perante as oportunidades e as ameaças e as forças e fraquezas, não tivesse, necessariamente, planos sectoriais de contingência. Mas falam e falam para alimentar uma única palavra que lhe(s) interessa: a "desconfiança". Se isto é oposição, vou ali e já volto. Se isto é amar o seu povo, vou ali e já volto.
Ilustração: Google Imagens.

Sem comentários: