quarta-feira, 22 de junho de 2016

BREXIT SIM OU BREXIT NÃO?


É um assunto que, obviamente, diz respeito ao povo da Grã-Bretanha. Porém, são aos "molhos" e de vários quadrantes, o "forcing" final, em um ai Jesus, votem pela permanência, façam a corrente do beijo e tenham em consideração que a desgraça vem a caminho se a maioria disser não a esta Europa. E o problema, parece-me, que está, exactamente, aqui, nesta Europa dos directórios politicamente selvagens. E sobre isto a discussão é pouca ou nula. Não quero, até porque não domino, profundamente, as variáveis que conduzem a milhões de britânicos a se sentirem desconfortáveis, repito, com esta Europa, mas lá terão as suas razões. Talvez seja de trazer à colação as palavras de Abraham Lincoln: "Pode-se enganar todos por algum tempo. Pode-se enganar alguns por todo o tempo, mas não se pode enganar a todos todo o tempo". E o sentimento que existe é que estamos a ser enganados e esmagados, ao mesmo tempo que perdemos, subtilmente, a independência e a capacidade de sermos nós a construir o nosso futuro, tais são as manobras inscritas nos "tratados" e acordos a troco de dinheiro! Hoje, nada se faz sem o consentimento de uns senhores comissários de outros senhores, por exemplo, os escondidos nessa mafiosa engrenagem que é o Bilderberg Group.


São incapazes de discutir as causas desta Europa de nobres e de escravos. Até a França de Holland arrumou na gaveta a divisa da República, Liberté, Égalité, Fraternité", para render-se a Merkel e quejandos e impor as tais reformas laborais, sempre no sentido da perda de direitos sociais conquistados com luta e sangue. Entre outros, Holland é mais um dente dessa poderosa roda trituradora. Enganou-nos a todos! 
Estão apavorados com as consequências de uma eventual saída da Grã-Bretanha, porém, não discutem o essencial: o  regresso ao princípio de uma Europa das pessoas, uma Europa que respeite a identidade de cada país, uma Europa social de liberdade, de fraternidade e de igualdade. É esta Europa que me faz europeísta convicto da paz, da segurança e do progresso, não a outra onde andamos, os mais vulneráveis, todos de mão estendida ou à volta da mesa de onde caem algumas migalhas. 
Se o Povo britânico decidir pela manutenção, o que é provável, pelo menos que aprendam a lição da turbulência. Dificilmente aprenderão, mas espero! Até porque, a continuar assim, tarde ou cedo,outros referendos surgirão.
Ilustração: Google Imagens. 

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