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terça-feira, 13 de dezembro de 2016

ORÇAMENTO DA REGIÃO DA MADEIRA (2017). DIZ O DEPUTADO JAIME F. RAMOS: O ORÇAMENTO "DEVOLVE A ESPERANÇA"


Quando se "devolve a esperança" é porque alguma coisa de errado andaram a fazer. É uma leitura óbvia que vem ao encontro do aforismo "que o peixe morre pela boca". Pois é, tratou-se de um raro momento de lucidez de política partidária, relativamente a um passado de 40 anos de muitos enganos! Tenho presente tanto discurso de cor e de olhos fechados e tantos outros "pensados" e lidos. A Madeira era um oásis de progresso no espaço nacional, traduzido em milhentas inaugurações. Mais tarde concluiu-se da fragilidade e insustentabilidade de todos os sistemas. Uma dívida superior a seis mil milhões de Euros, milhões escondidos das contas nacionais, sistemas educativo e de saúde com lacunas graves, 30% de pobres, taxa de desemprego arrepiante e empresários aflitos, enfim, caíram os tapumes do oásis e começou-se a conhecer muita coisa. 


Não discuto o Orçamento Regional porque não o li, portanto, não me sinto abalizado para qualquer comentário. Porém, em abstracto, reflicto sobre a "devolução da esperança". Ora bem, no exercício da política, com seriedade e honestidade, exige-se MEMÓRIA E COERÊNCIA. Estas duas palavras distinguem os políticos. No hemiciclo a palavra não pode ser de circunstância, porque dá jeito em um determinado momento, partindo do pressuposto que os outros, "os que estão lá em casa" se esquecem com facilidade das posições antes assumidas. Se ainda tivessem alguém para apontar o dedo acusador, um qualquer governo anterior de outra cor política, bem, ainda fazia algum sentido "devolver a esperança". Mas não, a Madeira é governada pela mesma cor desde 1976! 
Ilustração: Google Imagem.

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