quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

ESTADO DO SISTEMA DE SAÚDE E A DANÇA DE CADEIRAS


Não conheço pessoalmente e, portanto, nego-me a qualquer juízo de valor. Não faz o meu jeito nem é isso que está em causa. Para mim como, aliás, para qualquer cidadão, o que está em causa é a competência para exercer uma função, neste caso, de vértice estratégico administrativo e gestionário. E é, por isso, que me causa apreensão assistir a uma dança de cadeiras sem que os bailarinos demonstrem, através do seu currículo de vida profissional, o imprescindível e sustentado conhecimento que justifique determinadas nomeações. 


Qualquer pessoa bem informada reconhecerá, julgo eu, que administrar a extrema complexidade do sistema de saúde, não é semelhante à direcção de uma escola seja ela de hotelaria ou de música, administrar os portos, gerir a produção de banana ou uma qualquer sociedade de desenvolvimento. Por muita boa vontade e bom senso que os nomeados tenham, há uma história de experiência profissional que se torna determinante para o exercício das funções. As pessoas não são "enciclopédicas", têm uma formação específica e uma experiência de vida que as habilitam para um determinado desempenho e jamais para a polivalência. Ora, quando assisto a uma sistemática dança de cadeiras, sem que determinados pressupostos estejam garantidos, obviamente que é de ficar preocupado. Fico entre duas balizas: ou os mais habilitados não aceitaram, ou a lógica da fidelização partidária sobrepôs-se ao interesse de uma instituição em cacos. No vértice estratégico "não basta vestir a camisola".
Ilustração: Google Imagens.

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