sábado, 11 de fevereiro de 2017

TRÊS NOTAS QUE CAUSAM APREENSÃO


Três títulos da edição de hoje do DN-Madeira:

1ª "Ramos quer saber o que há"

Só podem estar a brincar com o povo, quando falam em "acabar com suspeições que continuam a existir" e que, por isso, toca a criar a "carta de equipamentos" na Saúde. Quarenta anos depois, qualquer cidadão interrogar-se-á sobre o que andaram os serviços de saúde a fazer para não conhecerem todos os "equipamentos" públicos e privados. Como planearam e como geriram todos este complexo processo?

2ª "2,7 milhões combatem abandono escolar"

Isto é, a política educativa não se apresenta pró-activa, mas reactiva. Historicamente, ao contrário de uma definição política de ataque aos problemas sociais, económicos, financeiros e culturais da população que se reflectem na escola; ao contrário de uma política educativa assente em um novo paradigma organizacional, a lógica que presidiu foi o deixa andar e, hoje, gasta-se 2,7 milhões como penso rápido em uma situação que nem por ali se resolve. Ao invés de um investimento no futuro decidem remediar o passado!

3ª "Eleitorado vota em pessoas, não vota em partidos"

Frase atribuída ao presidente da Câmara Municipal de S. Vicente, que se diz partidariamente independente. Ora, um independente não tem filiação partidária; um independente não participa no congresso do partido onde desde sempre teve as suas costelas. Ao ler lembrei-me da história de alguém que não me recordo que disse que "isto só vai para a frente com independentes do meu partido". Por favor, um pouco de respeito, porque os eleitores "não são parvos nem andam a tirar documentos para estúpidos". Depois, não votam em partidos? Se não votassem, quantas eleições outros tinham ganhado com as figuras que apresentaram aos eleitores. Quantas?
Ilustração: Arquivo próprio.

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