segunda-feira, 23 de outubro de 2017

A HISTÓRIA UNIVERSAL DA INFÂMIA


In Estátua de Sal, 22/10/2017



Já publiquei hoje um excelente texto, retirado do Blog Um Jeito Manso, sobre os comentadores televisivos e as suas práticas, mormente sobre a prestação de Clara Ferreira Alves no último Eixo do Mal, no qual vociferou contra o actual Governo, contra António Costa, contra o PS, acusando este de enormes malfeitorias, terminando a lista das mesmas dizendo, e cito, “para já não falar de Sócrates”.

Pois bem, para aferirmos da credibilidade da escriba e comentadora, nada melhor que ler um artigo que publicou na Revista do Expresso, em 19/10/2013 e que aqui deixo. Em “História Universal da Infâmia”, glosando o título de uma conhecida obra de Jorge Luís Borges (a rapariga é culta, pois claro), Clara defende Sócrates com unhas e dentes e acusa Passos Coelho de traidor à Pátria, sendo ele o verdadeiro responsável pela vinda da troika. É por isso que fico cada vez mais espantado com os ataques que faz ao Governo de António Costa e ao partido socialista. Ou talvez não fique. Clara Ferreira Alves é uma anti-comunista primária, inoculada nos tempos da guerra fria, uma frequentadora dos Encontros de Bilderberg a quem o apoio do Partido Comunista a um governo PS, causa ataques de urticária em catadupa.
O mais curioso é que o referido artigo foi retirado do site do Expresso, mostrando o link para o mesmo apenas a cara e a biografia da escriba, como podem ver Aqui. Talvez para não causar muito embaraço à Dona Clara, a quem foram dadas instruções para que, hoje em dia, desdiga tudo o que escreveu.
Subscrevo na íntegra o texto de 2013 de CFA. A rapariga até escreve bem. Pena é que à qualidade de escrita não alie maior memória do passado e maior coerência com o que escreveu e defendeu. Só os asnos não mudam de opinião, costuma dizer-se. Mas uma coisa é mudar de penteado, outra é fazer o pino, como uma acrobata exímia. Clara Ferreira Alves, se alguma vez deixasse de ser uma “vedeta televisiva”, teria lugar garantido no Cirque du Soleil.
Aqui fica, a História Universal da Infâmia, por Clara Ferreira Alves:


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