segunda-feira, 2 de outubro de 2017

O POVO JÁ NÃO VAI EM CANTIGAS


O povo votou e decidiu. Soberanamente, explicou que não vai em cantigas, que não gosta do quero, posso e mando, que, genericamente, sabe quem deseja nas Juntas, na Câmara e nas Assembleias Municipais. No Continente disse NÃO aos tempos de austeridade, mandou Passos Coelho para fora do espaço de jogo. Nos Açores o povo manifestou contentamento pelas políticas em curso e, na Madeira, confirmou que, em 2019, deseja arejar a governação regional. O povo está, paulatinamente, a experimentar até decidir-se.


Haja juizinho da parte dos partidos políticos e muito juizinho por banda daqueles que podem querer dar um passo superior à perna. Mudar de rumo para ter a experiência de um novo formato de governação, mais próximo das pessoas e não dos poderosos lóbis que muito mal têm feito à Região, necessita, repito, de muito juizinho, de muita humildade e de uma enormíssima congregação de esforços. É possível acabar com o fatalismo da pobreza, com vaidades em catadupa, com gente bem vestida que esconde os seus verdadeiros desígnios, que são possíveis melhores e mais vastas políticas sociais, uma nova dimensão da Educação e um basta aos constrangimentos do serviço regional de saúde. Os resultados disseram que o partido outrora maioritário está ferido de morte, que internamente sangra através de grupos em conflito mais ou menos silencioso. 
O povo disse que já não espera pela promessa de um lugarzinho, antes deseja emprego através de uma outra visão da economia. O povo disse que se marimba para a loucura da obra pública, antes quer ser feliz através de políticas sustentáveis, honestas e compreensíveis. O povo disse que rejeita todas as formas de mentira e todos os superficialismos, preferindo que lhes garantam confiança no futuro. Por isso, em maus lençóis estão todos aqueles que se julgam "donos disto tudo", os que fulanizam, partidarizam e governamentalizam tudo. Esse tempo está a acabar. Ou já acabou! O medo está a dar lugar à esperança e à confiança que outros poderão fazer melhor e que essa ideia peregrina dos insubstituíveis é coisa do passado. Parabéns Madeira. 
Ilustração: Google Imagens.      

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