terça-feira, 22 de maio de 2018

INSANÁVEIS INCOERÊNCIAS POLÍTICAS

FACTO
 
Francisco Assis, Eurodeputado do PS:


"Estou disponível para participar na vida do PS desde que, para isso, não tenha de renegar as minhas convicções mais profundas, dar o dito por não dito, pôr em causa aquilo que eu penso de mais profundo. Imaginemos que o PS, de facto, enfatiza nos próximos tempos a necessidade de projectar esta solução governativa no futuro. Nesse caso, é evidente que eu tenho de me afastar de tudo. É óbvio que não vou andar a fazer uma campanha eleitoral a dizer “votem no PS” sabendo de antemão que o PS tem uma linha de orientação que não é aquela que eu preconizo."

Pablo Iglésias, líder do "Podemos" (Espanha):

"Entregarias a política económica de um país a alguém que gasta 600 mil euros num apartamento de luxo?" Esta foi a mensagem que Pablo Iglesias, líder do Podemos, escreveu no Twitter em 2012, para criticar o facto de Luis de Guindos, então ministro da Economia espanhol e atual vice-presidente do Banco Central Europeu, ter comprado uma casa desse valor. O problema é que agora foi Iglesias que, junto com a companheira Irene Monteiro, porta-voz do Podemos no Congresso, comprou uma vivenda com piscina no norte de Madrid por 600 mil euros."

COMENTÁRIO

No primeiro caso, se a posição do PS, parece-me, ainda, que é a do centro-esquerda, não faz sentido que Francisco Assis ainda continue como eurodeputado, quando defende que a actual solução governativa "é como os yogurtes: tem um prazo de validade" e, politicamente, é um liberal-social. Se discorda já deveria ter saído, abstendo-se de qualquer comentário de carácter ideológico. Pessoalmente, rejeito soluções políticas do tipo bloco central. Cheira-me a interesses!
No segundo caso, trata-se de um problema de coerência. Quem defende os princípios e os valores do "Podemos" tem o dever de cautela. Não é que tenha de fazer votos de pobreza, mas convenhamos que é necessário não permitir que os tiros façam ricochete de morte política. 
Ilustração: Google Imagens.

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