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quinta-feira, 19 de setembro de 2019

Porque apoiei este Governo apesar de ter saído do PS, e porque não quero que o PS tenha maioria absoluta


Por estatuadesal
Alfredo Barroso, 
in Facebook, 
16/09/2019

Não tenho qualquer animosidade especial em relação ao PS, partido de que fui um dos fundadores, em 1973, no qual militei, até à marginalização absoluta, durante 42 anos, e do qual me desfiliei em 2015. As minhas divergências começaram com António Guterres, decidido a copiar o estilo "Terceira Via" - na realidade o estilo neoliberal - de Tony Blair, aliado do perigoso idiota Bush filho, presidente dos EUA, na criminosa invasão do Iraque que pôs o Médio Oriente em polvorosa, como hoje bem podemos constatar.


A "neoliberalização ideológica" do PS e da maioria dos partidos da Internacional Socialista foi assim como que uma espécie de suicídio colectivo que deu cabo das melhores intenções de alguns líderes políticos aparentemente de esquerda, que acabaram por pôr em prática políticas contrárias aos interesses das classes populares e de boa parte das classes médias, "proletarizando-as".
E foi então que comecei a bater-me pela necessidade dos partidos de esquerda - PS, BE e PCP-PEV - manifestarem a vontade de estabelecer uma plataforma mínima comum capaz de viabilizar Governos sustentados à esquerda, rompendo com a tradição, nefasta para o PS e para o País, deste partido governar ao centro, em alternância ou em conivência com o PPD-PSD e, inclusive, com o CDS-PP, integrando assim o famoso "arco de governação" tão caro a Paulo Portas.
Ora bem, António Costa teve a coragem de romper com esse ridículo "arco", afastando-se do PPD-PSD e estabelecendo com o BE e o PCP-PEV a tal "plataforma mínima comum" capaz de viabilizar um Governo que durou uma Legislatura.
É por estas e outras razões que me preocupa a possibilidade do PS vir a obter uma maioria absoluta e derivar para a direita. Sobretudo depois de ouvir o ministro das Finanças, Mário Centeno, defender a maioria absoluta, dizendo que com ela seria muito mais fácil "governar" - ou seja, presumo eu, seria muito mais fácil fazer "cativações" que distorcem e retorcem os Orçamentos de Estado em prejuízo da qualidade dos serviços públicos e do investimento público, tão necessários ao País.

Passei tantos anos da minha vida política - sem quaisquer ambições pessoais e sendo até prejudicado por isso - a defender a constituição e viabilização de Governos sustentados à esquerda, que não há-de ser agora que desistirei de os defender. Creio que terão sido muito poucos os comentadores e cronistas políticos que defenderam tão aberta e afincadamente este Governo do PS e o seu primeiro-ministro, António Costa.

Todavia, preocupa-me a perspectiva de o PS alcançar maioria absoluta e, por isso mesmo, vou votar no sentido de tentar evita-la. Há pessoas que andam na vida política, não para conquistar cargos políticos e garantir carreiras auspiciosas, mas sim para serem fiéis às suas ideias e ideais políticos e sociais. É esse o meu caso.
E sei de gente vária, até de amigos meus, que não conseguem compreender tal atitude. Paciência. Estou de bem comigo próprio, e posso dizer, sem jactância, que saí da vida política activa mais pobre do que para lá entrei, logo após o 25 de Abril de 1974. Em todo o caso, acho que chegou o tempo de deixar a minha actividade de cronista político - desde há vários anos a escrever quase sempre "de borla" - para me dedicar um pouco mais a mim próprio, nos poucos anos que ainda me restam. Estou algo pessimista em relação ao futuro, mas espero que o futuro me desminta e que tudo corra pelo melhor no melhor dos mundos possíveis, como diria o professor Pangloss...
Campo d' Ourique, 16 de Setembro de 2019

terça-feira, 24 de junho de 2014

TERESA LEAL COELHO, UMA DEPUTADA «DE GINJEIRA»...


Há políticos que nos seus partidos pouco se importam em dizer aquilo que outros não podem assumir. Uns resguardam-se, enquanto outros servem a frente do combate político. São pessoas dispostas a tudo, que fazem o trabalhinho a troco de uma presença numa qualquer lista. Detesto figuras assim. O caso da Drª Teresa Leal Coelho entristece-me, não apenas por aquilo que diz, mas sobretudo por ser uma senhora. Tem o direito ao pensamento livre, de dizer e justificar as suas convicções, mas fica-lhe muito mal o ar arrogante e muitas vezes malcriado com que se apresenta. As suas declarações sobre os juízes do Tribunal Constitucional, recentemente assumidas, constituíram a cereja em cima de um bolo fora de prazo. 

Escreveu Alfredo Barroso,
Como não quero ir longe de mais nas injunções e vocativos à deputada e vice-presidente da bancada parlamentar do PPD, Teresa «Preocupada e Perplexa» Leal «a» Coelho, passo a palavra ao meu amigo PEDRO REIS:
"Acabado de chegar a casa, ligo a televisão e já só apanho a parte final da declaração do presidente do Tribunal Constitucional e, três cigarros depois, as declarações dos representantes dos Partidos.
A cerca de 5850 quilómetros de Lisboa, acaba por me entrar em casa uma deputada da república a proclamar a sua perplexidade e a zurzir, forte e feio, nos juízes do Tribunal.
Dei por mim a pensar que esta deputada, Teresa Leal Coelho de seu nome, deputada da República por escolha pessoal do primeiro-ministro, deverá ter sido escolhida para fazer esta declaração pela experiência que tem de comentar decisões dos Tribunais portugueses.
«Quando foi despedida de administradora do Centro Cultural de Belém, o então presidente, Fraústo da Silva, explicou que a senhora se teria enrolado numa série de trapalhadas que envolviam o favorecimento de amigos e o abuso de funções e do nome da instituição.
Tudo acabou em Tribunal com a futura deputada condenada duas vezes.
A propósito da sua dupla condenação a futura deputada declarou, na altura, que as sentenças continham vícios de obscuridade (?!) e falta de transparência (?!).
Juro que é verdade.
Mas explicou também que só não voltou a recorrer porque deixou passar os prazos legais para o fazer.
Sendo profissionalmente advogada e professora da faculdade é, no mínimo, estranho e absurdo.
«Um país que tem um presidente em Belém a fazer lembrar, cada vez mais, Américo Tomás em versão embalsamada, a quem não falta, inclusivamente, a sua Gertrudes e que elege para deputados da República gente desta natureza (e faço a justiça de concordar que os/as há em todos os partidos) deve, no mínimo, parar para pensar, mas não auguro nada de bom para o futuro".
PS: Atacar uma senhora, não é bonito. Penitencio-me por isso. Tenho, no entanto, uma atenuante. Esta senhora também foi administradora da SAD do Benfica sob a presidência de Vale e Azevedo.
Fez, portanto, parte da pandilha que ia destruindo o Clube.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 5 de março de 2014

ALFREDO BARROSO E A SENHORITA MARIA LUIS ALBUQUERQUE



A senhorita Maria Luís é como o armeiro branco da anedota...
«Este governo não tem nada contra os funcionários públicos nem contra os pensionistas», disse a inefável ministra das Finanças, senhorita Maria Luís Albuquerque, explicando que o alargamento da famosa Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) justifica-se pela «necessidade de garantir a sustentabilidade das contas públicas».
Esta extraordinária declaração da senhorita Maria Luís fez-me lembrar uma famosa anedota, que, por acaso, me foi contada pela primeira vez pelo Raul Solnado, num jantar de aniversário, há mais de 20 anos, e que reza mais ou menos assim:
Numa cidade do sul dos EUA, um preto entra numa loja de venda de armas, é recebido ao balcão pelo armeiro branco dono da loja, vai olhando para as armas expostas nas vitrinas e vai perguntando:
- O senhor tem uma pistola Beretta?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Walther?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Smith & Wesson?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma espingarda Remington?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Brownning?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Kalashnikov?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma pistola-metralhadora UZI 9MM?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Breda M37?
- Não tenho, não senhor!
- E tem um lança granadas de espingarda Energa m/953?
- Não tenho, não senhor!
- E tem um lança granadas Battlefield 4 MGL?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma BaZuka by runie84?
- Não tenho, não senhor!
- Oiça lá, o senhor tem alguma coisa contra os pretos?
- Tenho, sim senhor! Uma Beretta, uma Walther, uma Smith & Wesson, uma Remington, uma Brownning, uma UZI 9MM, uma Breda M37, um Energa m/953, um Battlefield 4 MGL, uma BaZuka by runie84, e ainda, se for preciso, um Canhão Sem-Recuo de 106MM!
A senhorita Maria Luís também não tem nada contra os funcionários públicos e contra os pensionistas, a não ser a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), os cortes brutais nos salários e nas pensões, o aumento dos impostos e das contribuições para a ADSE, a diminuição dos subsídios de doença e de desemprego, assim como das comparticipações nos medicamentos, o aumento das taxas moderadoras no SNS, etc, etc, etc...
NOTA
Texto que me chegou por e.mail com ilustração Google Imagens.