Um novo livro do meu grande Amigo Professor Doutor Gustavo Pires, Professor Catedrático da Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa. Tive a oportunidade de o ler antes da sua publicação e, agora, estou a "saboreá-lo" enquanto documento histórico. Trata-se de uma matéria sobre a qual não existe paralelo em Portugal no que concerne à profunda investigação sobre o Olimpismo. O livro, prefaciado pelo Professor Doutor Manuel Sérgio, outro Amigo de quem tenho uma profunda saudade de com ele estar e aprender, classifica a presente obra de um "inequívoco rigor científico" que atravessa desde os primórdios do Século XX até aos nossos dias. São 142 páginas de uma relevante importância para quem está, directa ou indirectamente, ligado ao desporto. Mesmo para os que não estão. Parabéns Amigo Gustavo.
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terça-feira, 21 de junho de 2016
terça-feira, 26 de março de 2013
JOSÉ MANUEL CONSTANTINO NOVO PRESIDENTE DO COP
José Manuel Constantino é o novo presidente do Comité Olímpico de Portugal, sucedendo no cargo a Vicente Moura.
O dirigente, de 62 anos, foi hoje eleito com 92 votos, contra os 67 do outro candidato, Marques da Silva, que representava um projecto de continuidade.
AS ELEIÇÕES NO COMITÉ OLÍMPICO - A MUDANÇA NECESSÁRIA
O que me levou a escrever, embora num breve apontamento ao correr do pensamento, foi o facto de ler as preocupações substantivas daquelas duas mulheres em contraponto com as eleições para o Comité Olímpico de Portugal que terão lugar hoje. De um lado, um candidato coloca quatro mulheres na sua lista de candidatura; do outro, um candidato esquece, já não digo a paridade, mas o que tem representado e representa hoje o universo das mulheres no cômputo geral dos resultados desportivos. Imperdoável.
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| Dr. José Manuel Constantino Quatro mulheres fazem parte da sua lista |
Há constatações absolutamente inacreditáveis. Já lá vou. Leio, na edição do Público (Domingo) a luta de duas mulheres (Graça Fonseca e Isabel Coutinho) candidatas à liderança do departamento de mulheres socialistas. Há ali um traço comum consubstanciado na “agenda progressista para a igualdade” e no risco de perda “dos direitos que foram conquistados”. Ambas sublinharam a importância de ser atingida a meta de 40%-60% definida pela ONU no que concerne à paridade no acesso aos cargos ou simplesmente na elaboração de listas eleitorais. É evidente que a paridade não pode constituir um factor absoluto. A competência deve ser determinante. E aqui, questiono, quantos homens de duvidosa competência ocupam lugares perante uma legião de mulheres de mão-cheia que ficam à porta? Por interesses mesquinhos e particulares e porque não fazem parte de núcleos que controlam as instituições, numa lógica de favores que se pagam ou, então, porque agora é a tua vez!
O que me levou a escrever, embora num breve apontamento ao correr do pensamento, foi o facto de ler as preocupações substantivas daquelas duas mulheres em contraponto com as eleições para o Comité Olímpico de Portugal que terão lugar hoje. De um lado, um candidato coloca quatro mulheres na sua lista de candidatura; do outro, um candidato esquece, já não digo a paridade, mas o que tem representado e representa hoje o universo das mulheres no cômputo geral dos resultados desportivos. Imperdoável.
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| Comandante Marques da Silva, uma candidatura de continuidade e que deixa uma imagem contra os princípios da igualdade. |
O que me leva, inevitavelmente, à leitura que arranjos de natureza eleitoral, de mesquinhos interesses por um lugarzinho, mesmo que discreto seja, acaba por ter mais peso do que os princípios e os valores que devem nortear uma candidatura que respeite a competência e a dignidade de uma instituição que deve oferecer ao País e a todo o sistema desportivo, que o mundo do desporto é de homens e de mulheres. A não ser que um dos candidatos, entre outros aspectos, não sinta roer-lhe a consciência pela significativa diferença na taxa de participação desportiva portuguesa entre homens e mulheres. E até neste particular uma lista de candidatos deve oferecer um sinal de preocupação, até porque o olimpismo não se esgota na representação olímpica. Finalmente, porque tenho presente, no quadro do movimento olímpico internacional, que a defesa da igualdade dos géneros é um dos princípios fundamentais.
Hoje é dia de eleições para a eleição do novo presidente do Comité Olímpico de Portugal. Conheço o meu Amigo Dr. José Manuel Constantino, já lá vão 44 anos, figura de quem fui colega naquela que hoje é a Faculdade de Motricidade Humana de Lisboa. Apoio-o, incondicionalmente, porque neste processo de candidatura há um ciclo que se fecha e um tempo de esperança que surge no horizonte. Parece-me evidente que essa esperança alia-se a um sentido de mudança a qual terá de nascer de fora para dentro do COP. Quando uma instituição se reproduz a partir dela própria, o sinal que emerge é o da continuidade, é o dos acertos marginais que não alteram as políticas estruturantes. Ora, José Manuel Constantino é a figura que pode trazer ao Comité Olímpico de Portugal, essa necessária mudança, simplesmente porque a sua formação académica filia-se no desporto, existe nele uma enorme experiência gestionária, transporta um mundo de importantes relações com o associativismo, factores que lhe permitem trazer a inovação e a criatividade num quadro de agitação positiva de um movimento que precisa de sair, rapidamente, de muitos anos de rotinas.
Para além de uma necessária mudança, a qual, estou certo, o movimento associativo compreenderá, ela reveste-se de uma grande importância, por um lado, para os atletas, porque podem olhar para o Dr. José Manuel Constantino como a figura que, pela sua formação, melhor posicionado está para interpretar os projectos e as necessidades, por outro, porque a importância do COP não se esgota na representação nacional ao mais alto nível. Os princípios e os valores do olimpismo precisam de ser disseminados e integrados na mentalidade do povo e, nesse aspecto particular e de relevante importância, acredito que o COP possa vir a beneficiar do seu labor.
Não sou dirigente associativo. Apenas fui um treinador que teve o ensejo de qualificar um atleta para os Jogos de Seoul. Conheço, por isso, as necessidades e as angústias, os enquadramentos ou a ausência deles, por isso mesmo, sem qualquer menosprezo pelos dirigentes que pelo COP passaram, está na altura de uma mudança que permita que Portugal, apesar de todas as contingências e fragilidades, possa melhorar a sua respeitabilidade no seio das nações. Pelo que conheço, o Dr. José Manuel Constantino teria o meu incondicional voto. Espero que as eleições ao fim da tarde de hoje resultem na sua vitória.
Ilustração: Google Imagens
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
OS FALSOS 100 ANOS DO COMITÉ OLÍMPICO DE PORTUGAL
Acabo de seguir um programa na SIC onde em destaque esteve a comemoração dos 100 anos do Comité Olímpico de Portugal. Foi considerado o atleta do centenário o notável Carlos Lopes, Campeão Olímpico da Maratona. Não me vou debruçar sobre a entrevista, obviamente, mas sobre o dito "centenário". E a pergunta é esta: como pode o Comité Olímpico de Portugal comemorar o centenário se, em 1962, comemorou o cinquentenário?

E a propósito deste monumental erro histórico, vale a pena ler o que nos diz o investigador Doutor Gustavo Pires:
"(...) O Comité Olímpico de Portugal (COP), no corrente ano de 2009, está a comemorar o grande equívoco que é a data do seu centésimo aniversário, na medida em que, hoje, está perfeitamente esclarecido que a data em questão não tem qualquer verdade histórica.
Contra a História
Em consequência, as comemorações, para além de se realizarem à revelia da história do desporto nacional, acabam por envolver o País, o Governo e o próprio Presidente da República num equívoco o que, bem vistas as coisas, nada dignifica o Movimento Olímpico Nacional. Mas mais, o COP já convidou para a efeméride o próprio Presidente do Comité Olímpico Internacional Jacques Rogge, pelo que acaba também por conferir um certo cunho internacional ao enorme equivoco que, desde os anos oitenta tem, relativamente a este assunto, caracterizado a liderança do COP.
Contra o Conhecimento
Contra a História
Em consequência, as comemorações, para além de se realizarem à revelia da história do desporto nacional, acabam por envolver o País, o Governo e o próprio Presidente da República num equívoco o que, bem vistas as coisas, nada dignifica o Movimento Olímpico Nacional. Mas mais, o COP já convidou para a efeméride o próprio Presidente do Comité Olímpico Internacional Jacques Rogge, pelo que acaba também por conferir um certo cunho internacional ao enorme equivoco que, desde os anos oitenta tem, relativamente a este assunto, caracterizado a liderança do COP.
Contra o Conhecimento
O que é facto é que, há muito que se sabe que a data da fundação do COP foi em 1912. Jornalistas como Sequeira Andrade, investigadores como Orlando Azinhais, João Marreiros ou Monge da Silva e até dirigentes desportivos como Carlos Cardoso Presidente da Confederação do Desporto de Portugal, ele próprio também um investigador, bastas vezes já apresentaram provas concludentes que a data de 1909 é uma mistificação que faz da verdade histórica uma conveniência ao serviço de interesses que nada têm a ver com os da história do Movimento Olímpico".
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