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sexta-feira, 27 de junho de 2014

DIA DE CHORO


E a selecção não conseguiu dar uma alegria aos portugueses! O pedido que partiu do Presidente da República não teve eco. Paciência, fica para a próxima. Ora, eu que não sou, nem treinador de campo, nem de bancada, não teço, por isso, quaisquer considerações sobre a organização e postura da equipa. Se Paulo Bento deve ou não deixar a selecção, sobre as razões que justificaram tantas lesões, umas mais graves do que outras, se deveriam ter começado pelos Estados Unidos ou rumado directamente ao Brasil, enfim,  tantos "se" para cujas respostas não estou nem minimamente habilitado. Há quem esteja, muitos deles sem nunca terem calçado umas chuteiras! Falam e falam enquanto eruditos da matéria. 


Há dias, logo a seguir aos 4-0 da Alemanha, estava eu no cais de Machico entretido entre a tentativa de pesca de mais um bodião e os olhares na magnífica baía ali mesmo em frente. Ao meu lado, a poucos metros, escutei uma acessa discussão entre cinco ou seis homens do mar, pressuponho: o Bento é isto e aquilo, x deveria jogar ali e não acolá, y deveria ter ficado em casa, k é um árbitro com problemas de vista, enfim, digo-o com sinceridade, senti-me a ver um programa de televisão, entre tantos que nos entram casa adentro em horário nobre, apenas feito por homens do povo e não por engravatados e licenciados em direito, medicina e tantas profissões que não as do desporto. Também com uma diferença, escutei, entre duas ou três palavras, um palavrão, coisa que, na televisão, apesar dos arrufos, os interlocutores são comedidos. De resto, não notei diferenças. Talvez, por isso mesmo, cansado de repetitivos comentadores políticos e de programas de desporto para entreter camelos, começo a ter uma tendência para seguir a RTP-Memória, entre outros de música, cinema e natureza. Felizmente, ainda temos essa opção.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

DA EUFORIA À TRAGÉDIA



O Estádio Municipal de Leiria, remodelado e ampliado para o Euro 2004, num investimento de 88 milhões de euros, custa à câmara, diariamente, € 16.750,00, estando ainda por pagar 48 milhões de euros de empréstimos, informou a autarquia. Mas não é apenas este: o de Faro/Loulé custou 66 milhões e apresentava, recentemente, € 9.400,00 de manutenção por dia e o de Braga que custou 161 milhões, tinha um milhão de euros de encargos anuais. Para não falar de outros disparates. Nós estamos a  pagar a factura e, no Brasil, onde a população reclama mais e melhor educação e saúde, por exemplo, a factura há-de chegar. Como, por exemplo, chegou na Grécia após os Jogos de 2004, cujas instalações (muitas) são hoje elefantes-brancos. A euforia do Mundial de Futebol do Brasil, inevitavelmente, dará lugar à tragédia. 
Eu gosto de assistir a uma boa partida de futebol. Eu gosto de ver actuar Ronaldo e outros. Não é isso que está em causa. Mas é de mais. Liga-se a televisão e não há canal que nos dê algum descanso. As peças de reportagem sucedem-se, as ligações aos "enviados especiais" são constantes; os assuntos repetidos e especulados até à exaustão através de sucessivos programas de comentadores; é o sujeito que fez 5.000 km de bicicleta para ali estar; é o bar que vende sandes com o nome Ronaldo, enfim, uma paranóia insuportável. É o jogador A com uma lesão, é o B que esteve indisposto, o C que tem apresenta fadiga muscular, o D que ficou no ginásio e não subiu ao relvado, sinceramente, do meu ponto de vista, é de mais, parece que a vida se esgota ali. Até o Presidente da República pediu à selecção que alegre os portugueses com umas vitórias. Como se a bola da FIFA resolvesse as múltiplas questões dramáticas que envolvem as famílias portuguesas. O "ouro" da FIFA fica com eles e com as instituições que a rodeiam. Não tem efeito multiplicador e sobretudo duradouro. Gostaria que tudo fosse mais comedido, sensato e colocado no patamar adequado. Mas não é assim. Resta-me, para já, mudar de canal. Mas, atenção, conto ver os jogos de Portugal e que apesar de todos os nossos problemas, a selecção portuguesa evidencie dignidade competitiva.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

O BRASIL ASSIMÉTRICO E O BRASIL DO MUNDIAL DE FUTEBOL


Não domino a profundidade do problema que aqui é desenvolvido. Evito, portanto, qualquer comentário adicional. Porém, pouco importa se é ou não elaborado por uma qualquer corrente de natureza política. Simplesmente porque o vídeo compagina-se com as imagens que, diariamente, chegam do grande Brasil.
Para ouvir e decifrar.