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quinta-feira, 29 de maio de 2014

SE EU ESTIVESSE NO LUGAR DE SEGURO...


(...) Mas, se lá, um vitorioso, provavelmente sairá, pergunto, na Federação da Madeira, um líder que perdeu as eleições europeias, o que deverá fazer quando, também no horizonte, estão as legislativas regionais? Quando é sintomática a dificuldade em juntar os partidos políticos para uma coligação sob a égide do actual líder do PS? Quando o seu nível de aceitação popular não permite acalentar a hipótese de "mudança" no próximo ano? Regresso ao princípio: se eu estivesse nesse lugar convocaria um congresso. Já. E pelas mesmas razões não concorreria. Finalmente, li a edição de hoje do DN-Madeira. Apesar de não ter qualquer responsabilidade política no PS-Madeira, a quem apenas pago as quotas, desde já anuncio que votarei no Dr. Carlos Pereira, caso venha a candidatar-se, por entender que é a única solução na construção de uma alternativa, inclusive, com possibilidades de acordos com outras forças políticas.


Se eu estivesse no lugar de Seguro, perante duas eleições vitoriosas e depois de três anos a credibilizar o partido, no próximo Sábado, na Comissão Nacional, por paradoxal que pareça, colocaria o lugar à disposição dos militantes e convocaria eleições. Uma posição, esta sim, irrevogável". E mais, não concorreria à liderança. Apenas saía, em alta, apesar de, naturalmente, contar com muitos apoios. Seguro deveria assumir esta posição, magoado, é certo, mas, em nome do PS e do futuro do país, sair pela porta grande e no momento certo. Esse constituiria um acto político que não está ao alcance de muitos, porque é necessária uma alta dose de desprendimento político. Sejam quais forem as causas e as pressões exercidas. Não se trata de fraqueza nem de calculismo, trata-se apenas de uma resposta para não perturbar e prolongar uma crise interna quando as legislativas nacionais estão no horizonte. 
Seguro é vítima, também, de uma comunicação social que, desde a primeira hora, não o entendeu. Eu diria que Seguro não caiu em graça. Com poucas excepções, jornalistas e comentadores alinharam pelo mesmo diapasão, mas a verdade é que ganhou as autárquicas e as Europeias. Mesmo assim, a cabeça dos eleitores está feita: este não... venha outro. Costa, neste caso, gera empatia com o eleitorado, vá lá saber-se porquê! Aliás, o mesmo aconteceu com Sócrates. Foi visado, maltratado e responsabilizado, quando se sabia e hoje confirma-se que a crise foi externa, não teve origem no governo da República, que foi uma crise que varreu e continua a varrer a Europa, agravado pelo chumbo do PEC IV que veio a determinar a entrada da Troika em Portugal. Mas a cabeça do povo eleitor foi feita!
Ora, quando isto é tão evidente, julgo, no caso em apreço, que,a Seguro, só lhe restará a saída com a noção do dever cumprido. Envolver-se na questiúncula interna poderá resultar, entre outras, uma de três consequências: primeira, uma sua vitória, por pouco, deixando o partido internamente dividido. Perguntar-se-á, à posteriori, para que serviu o congresso? Se a situação já não era famosa tenderá a degradar-se; segundo, uma vitória tangencial de Costa não favorecerá a necessária unidade interna; terceiro, em qualquer dos casos, dificuldades acrescidas nas eleições legislativas nacionais do próximo ano. Portanto, não vejo outra saída para António José Seguro que não a sua "saída limpa" deste processo.
Mas, se lá, um vitorioso, provavelmente sairá, pergunto, na Federação da Madeira, um líder que perdeu as eleições europeias, o que deverá fazer quando, também no horizonte, estão as legislativas regionais? Quando é sintomática a dificuldade em juntar os partidos políticos para uma nova coligação sob a égide do actual líder do PS? Quando o seu nível de aceitação popular não permite acalentar a hipótese de "mudança" no próximo ano? Regresso ao princípio: se eu estivesse nesse lugar convocaria um congresso. Já. E pelas mesmas razões não concorreria.
Finalmente, li a edição de hoje do DN-Madeira. Apesar de não ter qualquer responsabilidade política no PS-Madeira, a quem apenas pago as quotas, desde já anuncio que votarei no Dr. Carlos Pereira, caso venha a candidatar-se, por entender que é a única solução na construção de uma alternativa, inclusive, com possibilidades de acordos com outras forças políticas.
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 19 de janeiro de 2014

CONGRESSO DO PS-MADEIRA (III) - PALAVRA-CHAVE: RECOMEÇAR


"Eu tenho um sonho para a Madeira em que a democracia e justiça social andem de mãos dadas" - Vítor Freitas

Muito importantes os dois discursos de encerramento do XVI Congresso do PS-Madeira. Deles sobressai uma palavra-chave: RECOMEÇAR. Concordo. E este recomeço por uma Madeira próspera, de liberdade, de democracia e de Autonomia, precisamos de estar todos unidos, deixando de lado, do ponto de vista ideológico, o que nos desune, para nos centrarmos naquilo que nos une. Se assim não acontecer, se alguns egoísmos prevalecerem, quem continuará a pagar a factura serão todos os madeirenses e portosantenses. Disse Vítor Freitas, o presidente reeleito dos socialistas, que se congratula com a luta de alguns que agora tentam construir a democracia no PSD, mas que ninguém se esquecesse "que aquilo que estão a exigir hoje no vosso partido, negaram há Madeira" durante anos. E disse mais: "(...) o futuro passa por uma mudança política sem cometer os erros do passado. A Madeira precisa de um novo começo", onde prevaleça a ética, a humildade na política e o envolvimento dos cidadãos nas decisões políticas. "(...) é chegada a hora de dar uma oportunidade" a novos protagonistas políticos de uma "geração que acredita na democracia" mas que "nunca governou". E acrescentou: "Eu tenho um sonho para a Madeira em que a democracia e justiça social andem de mãos dadas".

sábado, 18 de janeiro de 2014

CONGRESSO DO PS-MADEIRA (II)


Uma cerimónia de abertura cinco estrelas e uma Moção aprovada por unanimidade, abrem grandes expectativas para as Legislativas de 2015. As intervenções de Paulo Cafôfo (Presidente da Câmara do Funchal), Filipe Menezes de Oliveira (Presidente da Câmara do Porto Santo) e de Liliana Rodrigues (Laboratório de Ideias) a abrir o Congresso deram o mote, pela segurança, profundidade e denúncia do quadro político regional e nacional. Por outro lado, para além de outras intervenções, o líder eleito, Vítor Freitas, soube tocar nas pessoas e galvanizar o partido para os combates futuros.

COMEÇOU O CONGRESSO DO PS-MADEIRA (I)

Este o vídeo que deu início o Congresso.