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domingo, 19 de dezembro de 2010
domingo, 27 de junho de 2010
NOTAS SOLTAS E A CENSURA DA RTP
Subtilmente, o caminho vai sendo construído em favor do poder. E já repararam que desde há vários meses que o presidente do governo regional não se refere à televisão?
Duas notas nesta manhã de Domingo:
Duas notas nesta manhã de Domingo:
1ª Sondagens
Os tempos são muito difíceis para o governo do Engº José Sócrates. Uma sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF atribui ao PSD 47,7% das intenções de voto, caindo o PS para 24,1%.Porém, há que salientar que o nível de indecisos desta sondagem é de 41,8%. Na opinião de André Freire, tudo está em aberto: "Apesar deste estudo consolidar a tendência de subida do PSD e a queda do PS, se juntarmos aos indecisos a abstenção [4%] e os votos brancos e nulos [6%] dir-se-á que tudo pode acontecer".
O que me parece lógico é que a diferença entre os dois partidos não tem a expressão que a sondagem apresenta, quando a percentagem de indecisos é tão significativa. Não deixa de ser um indicador muito significativo, mas... cuidado com as leituras percepitadas.
2ª RTP-Madeira
2ª RTP-Madeira
Ontem, no Telejornal, segui a peça que reportou a presença, no Funchal, do grupo socialista do Parlamento Europeu que, durante dois dias, realizou uma visita no quadro das Jornadas Parlamentares.
Na conferência de imprensa final, falou a Deputada Drª Edite Estrela, enquanto líder do grupo visitante e, a fechar, o Presidente do PS-Madeira, Dr. Jacinto Serrão. Deste nem uma palavra. O Vice-Presidente do governo (e muito bem, por parte da RTP, disse o que tinha a dizer) mas o líder da oposição, nada, rigorosamente, nada, ao contrário de outros órgãos de comunicação social que divulgaram passagens da sua intervenção. Censura? Obviamente que sim. Tudo controlado ao pormenor. Subtilmente, o caminho vai sendo construído em favor do poder. E já reparam que desde há vários meses o presidente do governo regional não se refere à televisão.
NOTA:
A RTP-M acabou de fazer nova CENSURA ao PS-Madeira. Na sessão de encerramento do Congresso da Juventude Socialista, a RTP não esteve presente. Inexplicavelmente. A RTP-Madeira ignorou o partido que governa Portugal, ignorou que o PS é líder da oposição na Madeira e ignorou a presença dos parlamentares europeus na citada sessão. Isto é CENSURA. Não há explicação possível. O Conselho de Administração da RTP em Lisboa deve ser questionado sobre esta matéria. Uma vergonha que desprestigia a obrigação de "serviço público"!
Ilustração: Google Imagens.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
DO APARENTE OURO À CIDADE QUE MORRE
1ª Não gostei da posição do Dr. Almeida Santos que, repetidamente, tece elogios a um político e à "obra" que tem muito que se lhe diga. E não gostei apenas pelo facto das suas palavras terem sido proferidas em momento inadequado mas, sobretudo, porque quando se analisa o saldo de uma acção, política ou outra, devemos ter a preocupação de olhar para os dois lados da balança. Bem disse, a propósito, o Dr. Jacinto Serrão, sem pestanejar e em jeito de contraponto, que "nem tudo o que reluz é ouro". E de facto não é. Se, em um dos pratos da balança, pesa a mudança paisagística da Madeira, à custa de muitos milhões de um período de ouro no que concerne às transferências da União Europeia, no outro prato, pesa a pobreza que cresceu, a mentalidade que não descolou, o desemprego que apavora, a educação que condiciona e a qualidade da Democracia que anda pelo grau zero. É nesta comparação que podemos analisar o fruto da acção política. Da minha análise esse fruto está bonito por fora mas corroído por dentro. Certamente, por ausência de dados, o histórico socialista contempla a aparência deste fruto mas não o provou. Devia experimentá-lo e então aí, estou certo, que outra teria sido a sua posição no recente Congresso dos socialistas madeirenses.
Aliás, o Dr. Almeida Santos, autor de mais de uma vintena de títulos, nos últimos anos, tem vindo a demonstrar uma particular e muito interessante preocupação sobre a necessidade de uma nova ordem mundial que envolve, naturalmente, um novo conceito económico e político. E esses valores são aplicáveis à pequena escala, de país ou de região, de acordo com os sinais das assimetrias económicas, sociais e culturais. Por isso, não gostei. Reconheço que houve trabalho nestes últimos trinta anos (como já alguém disse, se não houvesse, seria um caso de polícia e não de política) mas, na verdade, "nem tudo o que reluz é ouro"!
2º O Park & Ride. É o regresso da velhinha questão, afinal, o que é preciso para dar sentido ao tráfego e transportes da cidade do Funchal?
Ora bem, uma vez mais, as soluções de natureza isolada não conduzem a nada. Desde 1997 (e, provavelmente, antes) que esta questão tem vindo a ser equacionada. Em vão. E pergunto, como será possível implementar um sistema de descongestionamento quando a orientação tem sido a da criação de mais lugares de estacionamento no centro e quando os parques que deveriam ter natureza pública, quer da zona oeste quer na zona leste, foram entregues à exploração de empresas privadas? Impossível.
Ora bem, uma vez mais, as soluções de natureza isolada não conduzem a nada. Desde 1997 (e, provavelmente, antes) que esta questão tem vindo a ser equacionada. Em vão. E pergunto, como será possível implementar um sistema de descongestionamento quando a orientação tem sido a da criação de mais lugares de estacionamento no centro e quando os parques que deveriam ter natureza pública, quer da zona oeste quer na zona leste, foram entregues à exploração de empresas privadas? Impossível. Do muito que sobre esta matéria já escrevi, aqui ficam seis das principais medidas que deveriam ser consideradas de forma integrada.
a) A implementação do Park & Ride, com a criação de amplos parques periféricos, descobertos e com ligações rápidas e regulares ao centro do Funchal (preocupação relativamente aos movimentos pendulares);
b) Limitação da circulação automóvel abaixo da cota 40;
c) Criação de ciclovias nos três percursos planos do Funchal: Pontinha-Empresa de Electricidade; Mercado-Infante; Campo da Barca-Carreira;
d) Criação de uma rede de transportes escolares;
e) Limitação do estacionamento de superfície na baixa funchalense;
f) Implementação do metro de superfície aos concelhos limítrofes do Funchal (preocupação relativamente aos movimentos horizontais).
b) Limitação da circulação automóvel abaixo da cota 40;
c) Criação de ciclovias nos três percursos planos do Funchal: Pontinha-Empresa de Electricidade; Mercado-Infante; Campo da Barca-Carreira;
d) Criação de uma rede de transportes escolares;
e) Limitação do estacionamento de superfície na baixa funchalense;
f) Implementação do metro de superfície aos concelhos limítrofes do Funchal (preocupação relativamente aos movimentos horizontais).
Mas há mais. Ficará para uma outra oportunidade.
Ilustração: Google Imagens.
sábado, 21 de fevereiro de 2009
O PS NÃO PRECISA DE FAVORES...
Há dias, neste espaço, perguntava, "organizações perfeitas: onde estão elas?". É evidente que não existem. Há sempre conflitos. O problema é quando não se sabe gerir esses conflitos. Há conflitos funcionais e disfuncionais. Compete ao gestor perceber e actuar em nome da organização. Ora, vem isto a propósito das recentes alterações que o Presidente do PS entendeu fazer no seio dos seus mais directos colaboradores. Pois bem, não vejo qualquer problema nas mudanças e tanto assim é que os Deputados Vítor Freitas e Jaime Leandro se predispuseram, de imediato, a uma colaboração sem limites, sublinhando os superiores interesses do PS em termos de discurso político. Desenganam-se, portanto, aqueles que pensam que o Grupo Parlamentar está dividido. Não está e nunca esteve. O trabalho realizado ao longo de quase dois anos foi consistente e só quem não quer ver ou anda distraído passa ao lado das dezenas de propostas apresentadas na ALM. Propostas estudadas, elaboradas com rigor e que, no plano económico, por exemplo, fizeram o governo vergar-se à realidade adoptando-as como suas.
De facto, há uma tendência para esquecer tudo o que tem origem no PS e potenciar os factores pressupostamente negativos. Basta consultar o que foi feito no âmbito da economia, das finanças, da educação, dos assuntos sociais, basta ter em atenção o motivo dos constrangimentos impostos no uso da palavra na ALM, com três regimentos no espaço de um ano, para percebermos que a atitude do PS foi, indiscutivelmente, de grande qualidade política. Infelizmente há pessoas e comentadores que se esquecem, num ápice, tudo o que tem sido realizado em várias frentes, e aproveitam determinados momentos para, de certa forma, ainda que não intencionalmente, facilitar a vida a quem está no poder. Mas no dia em que a população der ao PS o governo desta Região, vamos certamente todos assistir à aproximação de quadros e outros da nossa sociedade a dizer que nunca tiveram nada a ver com o PSD. Só aí sobressairão os anos de luta política de muitos madeirenses e porto-santenses em prol de uma sociedade mais justa, mais livre, mais apostada na felicidade de todos e não apenas de alguns.
O PS não precisa de favores e de ajudas de ninguém. Precisa, apenas, que os que andam por fora, os que não têm coragem para assumir a luta no campo partidário, sejam honestos com a sua verdade, isto é, não analisem pela rama.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
CONVÍVIO DE NATAL
Várias salas completamente a abarrotar de militantes e simpatizantes do Partido Socialista. Novecentas pessoas ali estiveram neste habitual convívio de Natal. O local, embora agradável, já não constitui o espaço ideal para um encontro desta natureza pelo elevado número de pessoas que envolve. Por exemplo, as intervenções políticas são feitas numa sala e acompanhadas pelo som dissiminado pelas restantes. Acaba por perder-se um pouco o entusiasmo e a atenção que os mesmos merecem, até porque este é um momento, para além do convívio, de plena afirmação no plano político.
As intervenções acertaram no alvo.
As intervenções acertaram no alvo. Quer Orlando Fernandes (JS), quer Víctor Freitas (Grupo Parlamentar) quer, finalmente, o Presidente do Partido, Dr. João Carlos Gouveia, todos apontaram as baterias à governação da Madeira, ao descalabro das gravosas políticas que estão a ser seguidas e ao trabalho que está a ser realizado pelo PS no sentido de garantir a confiança do eleitorado. 

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