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domingo, 27 de junho de 2010

NOTAS SOLTAS E A CENSURA DA RTP

Subtilmente, o caminho vai sendo construído em favor do poder. E já repararam que desde há vários meses que o presidente do governo regional não se refere à televisão?

Duas notas nesta manhã de Domingo:
1ª Sondagens
Os tempos são muito difíceis para o governo do Engº José Sócrates. Uma sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF atribui ao PSD 47,7% das intenções de voto, caindo o PS para 24,1%.
Porém, há que salientar que o nível de indecisos desta sondagem é de 41,8%. Na opinião de André Freire, tudo está em aberto: "Apesar deste estudo consolidar a tendência de subida do PSD e a queda do PS, se juntarmos aos indecisos a abstenção [4%] e os votos brancos e nulos [6%] dir-se-á que tudo pode acontecer".
O que me parece lógico é que a diferença entre os dois partidos não tem a expressão que a sondagem apresenta, quando a percentagem de indecisos é tão significativa. Não deixa de ser um indicador muito significativo, mas... cuidado com as leituras percepitadas.
2ª RTP-Madeira
Uma vez mais pela negativa. Se aquilo a que assisti não é censura, pergunto, então o que é?
Ontem, no Telejornal, segui a peça que reportou a presença, no Funchal, do grupo socialista do Parlamento Europeu que, durante dois dias, realizou uma visita no quadro das Jornadas Parlamentares.
Na conferência de imprensa final, falou a Deputada Drª Edite Estrela, enquanto líder do grupo visitante e, a fechar, o Presidente do PS-Madeira, Dr. Jacinto Serrão. Deste nem uma palavra. O Vice-Presidente do governo (e muito bem, por parte da RTP, disse o que tinha a dizer) mas o líder da oposição, nada, rigorosamente, nada, ao contrário de outros órgãos de comunicação social que divulgaram passagens da sua intervenção. Censura? Obviamente que sim. Tudo controlado ao pormenor. Subtilmente, o caminho vai sendo construído em favor do poder. E já reparam que desde há vários meses o presidente do governo regional não se refere à televisão.
NOTA:
A RTP-M acabou de fazer nova CENSURA ao PS-Madeira. Na sessão de encerramento do Congresso da Juventude Socialista, a RTP não esteve presente. Inexplicavelmente. A RTP-Madeira ignorou o partido que governa Portugal, ignorou que o PS é líder da oposição na Madeira e ignorou a presença dos parlamentares europeus na citada sessão. Isto é CENSURA. Não há explicação possível. O Conselho de Administração da RTP em Lisboa deve ser questionado sobre esta matéria. Uma vergonha que desprestigia a obrigação de "serviço público"!
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

DO APARENTE OURO À CIDADE QUE MORRE

Mais dois comentários relativamente a assuntos publicados.
1ª Não gostei da posição do Dr. Almeida Santos que, repetidamente, tece elogios a um político e à "obra" que tem muito que se lhe diga. E não gostei apenas pelo facto das suas palavras terem sido proferidas em momento inadequado mas, sobretudo, porque quando se analisa o saldo de uma acção, política ou outra, devemos ter a preocupação de olhar para os dois lados da balança. Bem disse, a propósito, o Dr. Jacinto Serrão, sem pestanejar e em jeito de contraponto, que "nem tudo o que reluz é ouro". E de facto não é. Se, em um dos pratos da balança, pesa a mudança paisagística da Madeira, à custa de muitos milhões de um período de ouro no que concerne às transferências da União Europeia, no outro prato, pesa a pobreza que cresceu, a mentalidade que não descolou, o desemprego que apavora, a educação que condiciona e a qualidade da Democracia que anda pelo grau zero. É nesta comparação que podemos analisar o fruto da acção política. Da minha análise esse fruto está bonito por fora mas corroído por dentro. Certamente, por ausência de dados, o histórico socialista contempla a aparência deste fruto mas não o provou. Devia experimentá-lo e então aí, estou certo, que outra teria sido a sua posição no recente Congresso dos socialistas madeirenses.
Aliás, o Dr. Almeida Santos, autor de mais de uma vintena de títulos, nos últimos anos, tem vindo a demonstrar uma particular e muito interessante preocupação sobre a necessidade de uma nova ordem mundial que envolve, naturalmente, um novo conceito económico e político. E esses valores são aplicáveis à pequena escala, de país ou de região, de acordo com os sinais das assimetrias económicas, sociais e culturais. Por isso, não gostei. Reconheço que houve trabalho nestes últimos trinta anos (como já alguém disse, se não houvesse, seria um caso de polícia e não de política) mas, na verdade, "nem tudo o que reluz é ouro"!
O Park & Ride. É o regresso da velhinha questão, afinal, o que é preciso para dar sentido ao tráfego e transportes da cidade do Funchal? Ora bem, uma vez mais, as soluções de natureza isolada não conduzem a nada. Desde 1997 (e, provavelmente, antes) que esta questão tem vindo a ser equacionada. Em vão. E pergunto, como será possível implementar um sistema de descongestionamento quando a orientação tem sido a da criação de mais lugares de estacionamento no centro e quando os parques que deveriam ter natureza pública, quer da zona oeste quer na zona leste, foram entregues à exploração de empresas privadas? Impossível.
Do muito que sobre esta matéria já escrevi, aqui ficam seis das principais medidas que deveriam ser consideradas de forma integrada.
a) A implementação do Park & Ride, com a criação de amplos parques periféricos, descobertos e com ligações rápidas e regulares ao centro do Funchal (preocupação relativamente aos movimentos pendulares);
b) Limitação da circulação automóvel abaixo da cota 40;
c) Criação de ciclovias nos três percursos planos do Funchal: Pontinha-Empresa de Electricidade; Mercado-Infante; Campo da Barca-Carreira;
d) Criação de uma rede de transportes escolares;
e) Limitação do estacionamento de superfície na baixa funchalense;
f) Implementação do metro de superfície aos concelhos limítrofes do Funchal (preocupação relativamente aos movimentos horizontais).
Mas há mais. Ficará para uma outra oportunidade.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

O PS NÃO PRECISA DE FAVORES...

Há dias, neste espaço, perguntava, "organizações perfeitas: onde estão elas?". É evidente que não existem. Há sempre conflitos. O problema é quando não se sabe gerir esses conflitos. Há conflitos funcionais e disfuncionais. Compete ao gestor perceber e actuar em nome da organização. Ora, vem isto a propósito das recentes alterações que o Presidente do PS entendeu fazer no seio dos seus mais directos colaboradores. Pois bem, não vejo qualquer problema nas mudanças e tanto assim é que os Deputados Vítor Freitas e Jaime Leandro se predispuseram, de imediato, a uma colaboração sem limites, sublinhando os superiores interesses do PS em termos de discurso político. Desenganam-se, portanto, aqueles que pensam que o Grupo Parlamentar está dividido. Não está e nunca esteve. O trabalho realizado ao longo de quase dois anos foi consistente e só quem não quer ver ou anda distraído passa ao lado das dezenas de propostas apresentadas na ALM. Propostas estudadas, elaboradas com rigor e que, no plano económico, por exemplo, fizeram o governo vergar-se à realidade adoptando-as como suas.
De facto, há uma tendência para esquecer tudo o que tem origem no PS e potenciar os factores pressupostamente negativos. Basta consultar o que foi feito no âmbito da economia, das finanças, da educação, dos assuntos sociais, basta ter em atenção o motivo dos constrangimentos impostos no uso da palavra na ALM, com três regimentos no espaço de um ano, para percebermos que a atitude do PS foi, indiscutivelmente, de grande qualidade política. Infelizmente há pessoas e comentadores que se esquecem, num ápice, tudo o que tem sido realizado em várias frentes, e aproveitam determinados momentos para, de certa forma, ainda que não intencionalmente, facilitar a vida a quem está no poder. Mas no dia em que a população der ao PS o governo desta Região, vamos certamente todos assistir à aproximação de quadros e outros da nossa sociedade a dizer que nunca tiveram nada a ver com o PSD. Só aí sobressairão os anos de luta política de muitos madeirenses e porto-santenses em prol de uma sociedade mais justa, mais livre, mais apostada na felicidade de todos e não apenas de alguns.
O PS não precisa de favores e de ajudas de ninguém. Precisa, apenas, que os que andam por fora, os que não têm coragem para assumir a luta no campo partidário, sejam honestos com a sua verdade, isto é, não analisem pela rama.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

CONVÍVIO DE NATAL

Várias salas completamente a abarrotar de militantes e simpatizantes do Partido Socialista. Novecentas pessoas ali estiveram neste habitual convívio de Natal.
O local, embora agradável, já não constitui o espaço ideal para um encontro desta natureza pelo elevado número de pessoas que envolve. Por exemplo, as intervenções políticas são feitas numa sala e acompanhadas pelo som dissiminado pelas restantes. Acaba por perder-se um pouco o entusiasmo e a atenção que os mesmos merecem, até porque este é um momento, para além do convívio, de plena afirmação no plano político.
As intervenções acertaram no alvo.
Quer Orlando Fernandes (JS), quer Víctor Freitas (Grupo Parlamentar) quer, finalmente, o Presidente do Partido, Dr. João Carlos Gouveia, todos apontaram as baterias à governação da Madeira, ao descalabro das gravosas políticas que estão a ser seguidas e ao trabalho que está a ser realizado pelo PS no sentido de garantir a confiança do eleitorado. Posted by Picasa