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quinta-feira, 23 de agosto de 2018

CONVIDAM PARA A "SUA CASA" E, DEPOIS, DÃO AOS CONVIDADOS UM ESPECTÁCULO DEPRIMENTE


O debate deve ser sério, vigoroso, mas com regras e nos locais próprios. Não é quem grita e ofende que tem razão, mas quem, serenamente, apresenta factos, sugere e com um tom e forma de comunicação adequados às circunstâncias, faz valer os seus pontos de vista. Começa a tornar-se habitual, até em cerimónias solenes, onde se exige compostura e comedimento nas palavras, assistir-se a atitudes ofensivas, discordantes com uma salutar vivência e convivência democráticas. Há tons de comunicação doentios, intolerantes, que não ajudam a formar a sociedade. Apenas contribuem para acicatar a intransigência e, entre os politicamente mais esclarecidos, o natural afastamento da coisa pública. Por estes dias o que li é mau demais. Se isto é a democracia, então vou ali e já volto!


Quarenta anos depois há políticos que ainda não aprenderam que se pode marcar a diferença pela qualidade discursiva. O nível mais baixo e reles não se coaduna com a qualidade. Nem nos tempos mais instáveis, quando a democracia deu os primeiros passos, ouvi tanta ofensa e tanto despejar de ódios. Se pensam que fica bem, que é um sinal de força das convicções, que por essa via se impõem no "mercado" das ideias políticas, quanto enganados estão! O povo não gosta da falta de respeito. 
Perante convidados, figuras em representação política, também das várias instituições civis, militares e religiosas, perante figuras da sociedade, perante o povo, pergunto se os que levam a liberdade da palavra até o extremo da incompreensão, não têm consciência da VERGONHA de, na "sua própria casa", utilizarem o insulto como arma política. O que ouvi e li dá muito que pensar em matéria de aprendizagem da democracia. Eu diria que, também aqui, a escola não funcionou. 
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL E AS RIVALIDADES...






Exortou o Senhor Padre José Fiel na Missa deste Dia da Cidade do Funchal: “devemos estar todos acima das rivalidades”. Absolutamente de acordo. Aliás, não apenas no exercício da política, mas em tudo na vida. Uma coisa é ter opinião diferente, salutar em democracia, outra é a rivalidade doentia, agressiva, musculada e sem sentido. Mas quando se opta, e bem, por exortar à decência do comportamento entre os mortais, também é óbvio que se deva olhar para as atitudes que a instituição a que se pertence também privilegia o princípio da não rivalidade doentia. E a Igreja, lamento, não tem oferecido o melhor exemplo. O Senhor Cónego José Fiel de Sousa, Vigário Geral da Diocese, pessoa por quem nutro consideração, sabe que a Igreja Madeirense mantém, há 40 anos, uma injustificável, eu diria, inqualificável, à luz da História dos factos, pena "a divinis" relativamente ao Senhor Padre Martins Júnior (paróquia da Ribeira Seca). Este é, apenas, um exemplo, entre outros, porventura menos relevantes.
Acredito na sinceridade e bondade do Senhor Cónego José Fiel, mas não basta fazer como Frei Tomás... 
Ilustração: DN/Rui Silva/ASPRESS.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL E A ESTRANHA ATITUDE POLÍTICA DO VEREADOR DR. BRUNO PEREIRA


É absolutamente natural e importante que a oposição na Câmara tenha outros olhares sobre a cidade. O que não me parece razoável é que se pegue na metralhadora das palavras e varra de qualquer maneira, sem sentido de responsabilidade política. O Dr. Bruno Pereira (PSD) foi vice-presidente da Câmara, e nesse quadro político teve responsabilidades por uma estranguladora dívida muito próxima dos 100 milhões de euros. Tem razão o Dr. Paulo Cafôfo, actual presidente: "(...) Agora, as exigências são bem maiores do que antes. Quando havia dinheiro era fácil governar. Quando deixou de haver dinheiro também não era difícil, com o acumular de dívida. Mais difícil é governar com menos recursos financeiros e humanos, pagar a dívida que outros fizeram, pagar os compromissos presentes e ainda investir nas pessoas, no espaço público, na dinamização da economia". 


Mas para o Vereador do PSD esta é uma Câmara que do ponto de vista das infra-estruturas nada tem feito”. Nas zonas altas, lamentou, não tiveram “um único investimento”. O Dr. Bruno Pereira esquece-se que se as zonas altas são aquilo que são (desordenamento territorial) fica a se dever a quase quarenta anos de incúria no planeamento onde proliferaram intervenções espontâneas à revelia dos interesses da cidade. Esquece-se que foi o PSD que teve um slogan de campanha, há mais de 20 anos, "Funchal de Alto a Baixo", que começou por baixo e com algum humor se diz que não passou da cota 40! O Dr. Bruno Pereira fala do PDM que “está parado no mesmo sítio”. Esquece-se que, a Câmara, durante anos, nunca apresentou os respectivos relatórios de acompanhamento, que o PDM deveria ter sido revisto em 2007 (administração do PSD) e que foi suspenso em algumas zonas para, não digo branquear, mas legalizar erros cometidos. Esquece-se das dívidas do governo regional à autarquia. Esquece-se, também, que durante anos, a política do "bico calado" no Dia da Cidade foi a marca das administrações a que pertenceu. Hoje, felizmente, pode dizer o que pensa, na frente de todos e na cara dos actuais responsáveis pela cidade. 
Finalmente, disse que “infelizmente foram dois anos perdidos”. O Presidente da Câmara, em artigo de opinião, responde-lhe: "(...) Num contexto de grave crise económica e social, temos executado uma política de redução da carga fiscal sobre os contribuintes, devolvendo aos munícipes 1% da comparticipação de IRS que cabe ao município; redução gradual da taxa de IMI, até chegarmos à taxa mínima em 2017, que neste momento está em 0,33%; redução em 15% das taxas dos parcómetros; redução em 50% das taxas de publicidade e ocupação do espaço público, para benefício dos pequenos comerciantes. Ajudar as pessoas a ultrapassar as enormes dificuldades com que se deparam tem sido outra das nossas prioridades com a implementação de uma série de programas: Subsídio Municipal de Arrendamento; Comparticipação Municipal de Medicamentos; Programa de Apoio à Conservação, Reparação e Beneficiação de Habitações Degradadas; Apoio à Natalidade e à Família; Programa Municipal de Formação e Ocupação em Contexto de Trabalho, entre outros. (...)"
É imprescindível respeitar as diversas oposições. Mas também é dever da oposição ser politicamente séria. Este tipo de oposição de "bater por bater" foi chão que deu uvas. Até porque as pessoas não são cegas e sabem destrinçar os aspectos positivos dos negativos de uma governação. Quando uma oposição não sabe fazer essa destrinça deixa de ter qualquer credibilidade. Em dois anos, reduzir 25 milhões a uma dívida de outros... é obra!

domingo, 24 de agosto de 2014

AINDA O DIA DA CIDADE DO FUNCHAL



O Dia da Cidade do Funchal constituiu um sinal de liberdade e de democracia. Frente ao povo, dentro da cidade e não no recato de um salão, as vozes dos partidos fizeram-se ouvir. O presidente do governo, convidado, não compareceu e assim averbou mais uma derrota como político desfasado da liberdade e da democracia. No mínimo, faltou ao respeito que deve a quase metade da população da Madeira. Faltou, ponto final. O Dia da Cidade é dos munícipes livres e dos autarcas eleitos. Mas esteve lá um “ponta de lança” que fez o trabalhinho político sujo. Toda aquela agressividade mereceu apupos, porque quem assistiu percebeu que uma coisa é ser oposição com argúcia e elevação, outra com a baixeza tão ao estilo do “vigia da quinta”.
NOTA:
Comentário que elaborei à fotografia a convite do DN-Madeira.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

DR. DOMINGOS ABREU, POLITICAMENTE, TENHA CUIDADO E LEMBRE-SE DO QUE DIZIA NO PASSADO!


Apontar aos outros a existência de um "vazio de ideias" e de "falhanço total" nestes dez meses de governo autárquico é não ter um espelho. Ainda por cima dito por quem me dizia, quando nos cruzávamos, tem uns anos, que isto só ia para a frente com "luta armada". Eu não diria isso das sucessivas equipas absolutas do PSD. Foram feitas coisas ao longo de 38 anos, umas bem feitas, outras que, hoje, prova-se não terem sido as melhores opções. Tanto assim é que o povo mandou-os embora. E é por isso, também, que existe uma dívida colossal e uma uma teia de conflitos internos no PSD, que se sabe como começou mas não se sabe como vai acabar. Ademais, Dr. Domingos Abreu, fica-lhe muito mal esta agressividade sem sentido político, este formato de bater por bater que mais parece o "chefe" das angústias, quando sabe, certamente, que as cópias são piores que os originais. O Funchal não precisa de gente assim, de gente politicamente fanática. Olhe para o CDS/PP e atente na forma política comedida do discurso. Fez reparos, como compete à oposição, mas com elegância política. O Dr. Domingos Abreu nem deu conta que nos longos anos de liderança do PSD nem hipóteses tinha de abrir o bico!

O Dr. Domingos Abreu
Tem muito a aprender no regime DEMOCRÁTICO

Esperam que se faça em dez meses o que não fizeram em 35 anos, assumiu o presidente da Câmara do Funchal na cerimónia dos 506 anos da cidade. E é verdade. A intervenção do Dr. Domingos Abreu (PSD) é de um ressabiamento sem limites.  Pelo contrário a do líder do CDS/PP foi comedida, apontando os aspectos positivos da acção, mas não se coibindo de chamar à atenção do que considera necessário corrigir. Dois posicionamentos completamente distintos. O povo julgará. Aliás, não deixa de ser significativo o que o anterior vereador e vice-presidente da Câmara, Dr. Pedro Calado, escreveu em um artigo de opinião publicado no DN-Madeira: "(...) Começa a ser indescritível o que se passa dentro do actual PSD-M. Depois de décadas de governação, com o poder absoluto (...) Se há coisas que a população reconhece, sabe e já não compra, é o oportunismo político, fácil e barato. A social-democracia precisa urgentemente de uma mudança radical, rápida, consistente e inteligente, com estratégia, determinação e vontade de construir, desenvolver e olhar pela sociedade, pela sua economia, numa gestão social e sem oportunismos pessoais e políticos". O que daqui se deduz é que muitos se perfilam para regressar a um lugar de algum poder. O Dr. Pedro Calado foi vice-presidente do Dr. Miguel Albuquerque; o Dr.  Domingos Abreu, passou de ex-director regional do Ambiente para mandatário da candidatura do Dr. Bruno Pereira à presidência da Câmara e putativo candidato a presidente da Assembleia Municipal. Daí que, perante estas trocas e baldrocas, o Dr. Domingos Abreu cumpriu a tarefa que o seu mentor, o "vigia da quinta", certamente encomendou. Nem precisava, porque, politicamente, sabe do que ele gosta!
Ora, numa cidade há sempre muito a corrigir e a implementar sobretudo quando todos os especialistas, arquitectos, geólogos, engenheiros, biólogos, sociólogos, especialistas em mobilidade urbana e tantos outros que tenho escutado, são unânimes a dizer que a cidade tem muito, mas muito para fazer. O que é espantoso é que há pessoas que estiveram no poder durante 38 anos ou agarraram o comboio do poder daí para cá, não operacionalizaram e, agora, em dez meses querem que tudo apareça feito. Nem presente têm que deixaram uma colossal dívida de mais de 90 milhões de euros. E que a prioridade é pagar a quem a Câmara deve. É por isso que os cidadãos desesperam, alheiam-se da política e não querem saber das pessoas que teoricamente as representam. Porque, na prática, serviram-se do voto para vomitar alguns bitates, no seu próprio interesse, mas não no interesse específico dos eleitores. 
Mais concretamente: o Dr. Domingos Abreu sabe, por exemplo, o que se passa nas zonas mais altas da cidade, quem são os responsáveis pela falta de ordenamento? Conhece as bolsas de pobreza que por aí andam em becos, impasses, travessas, desde o centro da cidade até onde a sua vista alcança? Conhece os números do desemprego e os dramas dos empresários? Diga lá aos funchalenses como pagaria a montanha de facturas amontoadas na Câmara à espera de oportunidade de liquidação? Conhece, porventura, que o governo deve à Câmara cinco milhões de euros? Sabe o Dr. Domingos Abreu da pouca-vergonha do governo regional em suspender o PDM, à revelia da  Câmara e sempre que dá jeito? Conhece os atropelos feitos aos instrumentos de  planeamento perpetrados durante anos a fio? Sabe quem é que falou de alegadas "negociatas" na Câmara e que essa grave palavra não teve desenvolvimento judicial? E por aí fora!
Apontar aos outros a existência de um "vazio de ideias" e de "falhanço total" nestes dez meses de governo autárquico é não ter um espelho. Ainda por cima dito por quem me dizia, quando nos cruzávamos, que isto só ia para a  frente com "luta armada". Eu não diria isso das sucessivas equipas absolutas do PSD. Foram feitas coisas ao longo de 38 anos, umas bem feitas, outras que, hoje, prova-se não terem sido as melhores opções. Tanto assim é que o povo mandou-os embora. E é por isso,  também, que existe uma dívida colossal e uma uma teia de conflitos internos no PSD que se sabe como começou mas não se sabe como vai acabar. Ademais, Dr. Domingos Abreu, fica-lhe muito mal esta agressividade sem sentido político, este formato de bater por bater que mais parece o "chefe" das angústias, quando sabe, certamente, que as cópias são piores que os originais. O Funchal não precisa de gente assim, de gente politicamente fanática. Olhe para o CDS/PP e atente na forma política comedida do discurso. Fez reparos, como compete à oposição, mas com elegância política. O Dr. Domingos Abreu nem deu conta que nos longos anos de liderança do PSD nem hipóteses tinha de abrir o bico!
E por aqui fico, simplesmente porque domino alguns dossiês e não quero ir longe de mais. São estes actos que envergonham o exercício da política. Um vereador que em uma Assembleia Municipal classificou de "porcaria" um documento, chamou "cábulas" e "medíocres" aos vereadores da coligação maioritária 'Mudança', não merece consideração política. Ponto final.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL


Amanhã, 21 de Agosto, a Cidade do Funchal, comemora mais um aniversário. Eu diria um aniversário marcado pela "MUDANÇA" política que ocorreu nas últimas eleições autárquicas. Decorre daí que este elenco governativo está, portanto, em funções, há pouco mais de dez meses. É público que os primeiros meses não foram fáceis. Eu próprio assumi uma posição que, certamente, não agradou, mas perante a turbulência, em tempo real, foi o que me ocorreu como o melhor para a cidade. Não quero discutir situações passadas, sobretudo porque não domino a totalidade do processo e, quando assim é, o melhor é deixar o marfim correr. O grande balanço só deverá ser feito mais próximo do final do mandato. Recordo-me, por exemplo, em 1994, passados poucos meses da tomada de posse, o chinfrim que foi quando o Prof. Virgílio Pereira (PSD), eleito presidente, deixou a Câmara depois de um insanável conflito com o presidente do governo! Tudo porque este disse publicamente ao autarca eleito que era preciso saber governar sem dinheiro. E em 1994 a dívida da Câmara do Funchal eram trocos relativamente aos mais de 90 milhões de euros com os quais se confronta o actual executivo. O Prof. Virgílio foi embora, aí sim, num processo que deveria ter conduzido a eleições intercalares. Porque estava em causa o presidente! 


Tudo isto para dizer que, apesar de alguma turbulência inicial, a Câmara do Funchal tem funcionado e quanto a mim bem. Não é fácil geri-la e administrá-la, ainda por cima, com a dívida que transitou do anterior elenco (PSD). Podem justificar como quiserem, podem assumir que ela sempre esteve controlada, que essa dívida é de médio e longo prazo, a verdade é que a dívida existe e coarcta quaisquer hipóteses de colocar em prática projectos mais ambiciosos. Ainda assim alguns têm sido levados à prática, sobretudo no campo social, o que é motivo de alegria. Mas, dez meses não dão para conhecer a Câmara de alto a baixo. Foram 38 anos de hábitos e rotinas e quebrá-los em função de uma nova leitura da cidade em todos os sectores, áreas e domínios, convenhamos que não é fácil. Ainda por cima com uma gravíssima limitação financeira e com um governo regional de relação muito difícil. Um governo que se esquece que, no Funchal, vive praticamente metade da população da Madeira.
Por outro lado, não que à opinião não tenham direito, mandaria o bom senso que os que por lá passaram com funções executivas tivessem posições comedidas, porque sabem o que fizeram e como deixaram a autarquia. Uma coisa é ser oposição e, entre outras funções, fiscalizadores dos actos do executivo, outra bem diferente é a crítica vã, sem sentido, ainda por cima com propostas que nunca conseguiram levar à prática. Quando os telhados de vidro são muitos, seria aconselhável um certo decoro e recolhimento. Atente-se, por exemplo, a um outro nível, o que têm dito uns dos outros, os candidatos à liderança do PSD. E não só esses. O anterior vereador, Dr. Pedro Calado (PSD) ainda hoje escreveu um artigo no DN subordinado ao título "O verdadeiro estado do PSD-Madeira". Apenas um excerto: "Começa a ser indiscritível o que se passa dentro do actual PSD-M. Depois de décadas de governação, com o poder absoluto (...) Se há coisas que a população reconhece, sabe e já não compra, é o oportunismo político, fácil e barato. A social-democracia precisa urgentemente de uma mudança radical, rápida, consistente e inteligente, com estratégia, determinação e vontade de construir, desenvolver e olhar pela sociedade, pela sua economia, numa gestão social e sem oportunismos pessoais e políticos". Perante isto que, aliás, não traz nada de novo, apenas confirma, há que esperar que os próximos três anos, com todas as dificuldades de permeio, o actual executivo da Câmara do Funchal, liderado pelo Dr. Paulo Cafôfo, saiba POLITICAMENTE, dar o safanão que esta cidade precisa, agora sim, "DE ALTO A BAIXO". Que não é fácil, sublinho. 
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

DIA DA CIDADE COM CHEIRO A PÓLVORA!


Discursos inócuos e com olhares políticos enviesados, com algum "omo - lava tudo", como pudesse ser passada uma esponja branqueadora sobre 37 anos de atentados vários, no ordenamento do território, na secundarização do planeamento, na suspensão do PDM, sempre que deu jeito, nos atentados ao património, na ausência de requalificação das zonas altas, no encolher de ombros relativamente à necessidade de um plano estratégico de ordenamento do comércio, nas cedências a lóbis, enfim, do meu ponto de vista, o Funchal, nos últimos vinte anos, perdeu uma oportunidade única de criar cidade. Em 1993 o actual presidente foi candidato sob o slogan “Funchal, de alto a baixo”. Esta mensagem pressuporia uma mudança radical na atitude de pensar a cidade. Por um lado, o slogan era o reconhecimento do desastre da governação autárquica nos dezassete anos anteriores, por outro, a esperança de um tempo de mudança na atitude política a começar pelas zonas altas. Nos primórdios dos anos 90 ainda era possível, agora, torna-se muito mais complicado, porque se perdeu o sentido de escala da cidade, cometeram-se erros grosseiros e os recursos financeiros são cada vez mais escassos. Aliás, tanto assim é que, quando a tragédia acontece a nu ficam todas as fragilidades desse "Funchal, de alto a baixo". De resto, uma sessão solene onde o Presidente do Governo ouviu a "Grândola", alguns vereadores voltaram-lhe as costas, ouviu-se "abaixo a mamadeira" e "Jardim para a rua". Significativo da necessidade de uma "MUDANÇA".


Uma cidade não se constrói com atitudes de maquilhagem, com cedências, porque fica mais bonitinho, mas com pensamento estratégico transversal e sectorialmente integrado, não apenas no plano urbanístico, mas em todos os outros planos de análise. O ordenamento do território foi secundarizado, o PDM suspenso em determinadas zonas, o planeamento geral e específico ignorado, o património muito pouco cuidado e as pessoas, as pessoas que deveriam ser o centro de onde deveriam partir as políticas, ficaram sempre para depois. 
Não se pode avaliar o resultado de uma política olhando apenas para o alargamento de uma acessibilidade, a legalização da habitação espontânea ou porque o centro está agradável. A cidade é muito mais do que qualquer atitude de cosmética. Eu diria que foi realizado o mais fácil e o estruturante, aquilo que permite bem-estar, qualidade de vida, segurança e futuro foi, sucessivamente, adiado ou mesmo ignorado. Aquilo que deveria ficar como marca indelével destes vinte anos não existe. A Câmara que deveria ter sido o motor que deveria puxar pela cidade, deixou-se ultrapassar pela pressão dos interesses, pelos lóbis sedentos de riqueza fácil, o que conduzirá a que os próximos responsáveis tenham de correr atrás do prejuízo. Corolário de políticas que não tiveram em conta as pessoas que a habitam, temos uma cidade sem alma, dividida, sem vida, dinamismo, apresentando-se morta a partir do final da tarde e aos fins-de-semana. 
Destes vinte anos fica-me a memória de quatro aspectos que me merecem elogio: o trabalho realizado na sequência do 20 de Fevereiro de 2010, no sentido de devolver a cidade ao que era. Em poucas semanas foi atenuada a angústia e devolvida a esperança; em segundo lugar, o investimento no parque habitacional; terceiro, o esforço realizado no sentido da renovação da rede de águas, evitando perdas que eram significativas. Um trabalho invisível, de pesados encargos, mas importante; quarto, o facto de ter batido o pé à Valor Ambiente, na defesa de uma gestão autónoma e menos dispendiosa. E se isto merece que seja reconhecido, falo também, pela negativa, de muito património que se perdeu ou que se deixou degradar. A lista é longa, quando uma cidade, a primeira fora da Europa, deveria impor-se pela sua singularidade, autenticidade, identidade e particularidades. 
Mas há outros domínios que merecem reflexão. Por exemplo a mobilidade na cidade. Não tanto nos fluxos horizontais aos concelhos limítrofes, onde se fixaram muitas centenas de famílias, mas nos movimentos pendulares e nos novos hábitos a aprender para circular e estacionar no interior da baixa funchalense. Levaram vários anos para concretizar o “estudo de mobilidade”, mas continua a não ser sensível uma estratégia. Assistiu-se a várias opções claramente experimentalistas e sucessivamente abandonadas por clara ausência de uma visão de conjunto e integrada. A falência do park & ride explica, entre outros, que a Câmara andou aos soluços e nunca assumiu uma estratégia integrada e articulada no tempo. Nesta área de intervenção está quase tudo por fazer. 
Lamento, por outro lado, a falta de coragem política na implementação de um plano estratégico de ordenamento do comércio. Era essencial e determinante. O problema não está no aumento dos percursos pedonais no centro do Funchal. Ainda bem que a cidade se tornou mais pedonal. O problema está na ausência de um Plano de Ordenamento do Comércio. Não é admissível, numa procura que sempre foi limitadíssima, condicionada pelo número de habitantes da Região, terem autorizado tantas superfícies comerciais ao ponto de, hoje, a proporção entre o comércio tradicional e as grandes superfícies que deveria ser de, aproximadamente, 50%, seja já de 1/3 para o comércio tradicional contra 2/3 das grandes superfícies. Acresce a esta oferta, superior à procura (há um estudo que demonstra que a Madeira tem uma oferta quatro vezes superior à população, pelo que basta fazer a proporção para o Funchal), uma degradação do poder de compra, a que não é alheia, por outro lado, a existência de milhares de pobres e a bola de neve da crise empresarial geradora de desemprego. Confrontamo-nos, hoje, com o encerramento de centenas de empresas, o despedimento de alguns milhares de empregados do comércio tradicional, onde, maioritariamente, os empregos eram estáveis. A Câmara tem a sua quota-parte de responsabilidades neste processo. 
Por outro lado, não é aceitável, porque a cidade são as pessoas que nela habitam, o crescimento de bolsas de pobreza. Que o combate não depende apenas da Câmara, obviamente que sim, mas não aceito que se tivessem passado tantos anos ignorando a necessidade de criação de condições visando a empregabilidade. 
Da mesma forma condeno a atitude passiva face ao Banco Alimentar Contra a Fome. Podiam ter assumido a disponibilização de um espaço para o seu funcionamento, para que pudessem iniciar, de forma independente dos poderes, político e religioso, a sua missão assistencialista. Uma autarquia tem o dever primeiro de olhar pelas pessoas, de entrar pelos becos, travessas, impasses e entradas, conhecer a realidade e denunciá-la junto do governo, ao mesmo tempo que deve assumir as suas responsabilidades políticas. 
Finalmente, a dívida da Câmara que já é superior a cem milhões de euros. Uma dívida comercial e financeira, preocupante, porque coloca em causa os pequenos e médios empresários. Tem sido um erro a Câmara dizer que tem capacidade de endividamento, pois tem, mas não pode esquecer-se que toda a dívida tem de ser paga e com juros. Não é que esteja falida, mas está impedida de ser promotora do desenvolvimento. 
Conclusão sumária: a cidade não pode ser uma coutada de uns poucos, mas na verdade é. A cidade não pode ser vendida aos bocados e aos interesses, mas na verdade foi. A cidade na baixa não basta estar "bonita" ("limpinha") por fora quando está corroída por dentro nos planos económico, social e cultural de “alto a baixo”. A cidade deveria ser hoje muito mais do que automóveis em circulação, intranquilidade, poluição visual e sonora, mas na verdade é. A cidade não deveria ser pobre (a população) mas na verdade é pelos desequilíbrios gerados no seu crescimento pela ausência de planeamento. A cidade não deveria desprezar um compromisso com o emprego, mas, infelizmente encolhe os ombros.
Pergunto:
"Por que raio são assim, que nem os bons exemplos de preservação e de respeito pela identidade são capazes de adoptar? Por que raio alguns políticos só vêem nos materiais de construção o desenvolvimento? Por que raio não entendem que cada vez menos as pessoas visitam as cidades onde tudo é igual às outras, no nosso caso, muitas vezes para pior? Por que raio não entendem que a "cimentização" da paisagem (a zona do Lido, por exemplo, está um descalabro) cada vez vende menos e a cultura, isto é, a identidade das cidades, cada vez vende mais? Por que raio não respeitam o sentido de escala da nossa cidade? Por que raio querem fazer de uma cidade pequena, implantada numa orografia complexa, um espaço de megalomanias sem sentido, sem alma, isto é, uma cidade cheia de coisas mas vazia de significado? Por que raio ainda não entenderam que as zonas altas da cidade não precisam, num primeiro momento, da oferta aos mais pobres, qual dádiva com os olhos postos no dia das eleições, de projectos, de telha, cimento, areia, blocos e ferro, antes precisam de ordenamento, planeamento e respeito pela dignidade e segurança das pessoas? Por que raio não pensam que se torna necessário dispor de um plano estratégico de ordenamento comercial? É difícil entender por que raio não entendem! Mas eu entendo, tal como tantos outros que se preocupam com a cidade".
Nota:
Neste Dia da Cidade, deixo, neste último parágrafo, o fragmento de um texto aqui publicado em 21.08.2009!
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

DIA DA CIDADE DO FUNCHAL E A DEMOCRACIA


Li no blogue do Jornalista Luís Calisto que "alguém do "núcleo duro" de Jardim assegurou que Miguel Albuquerque apanha mesmo uma tampa nesse dia". Li e exclamei: finalmente, um momento de lucidez política do ainda presidente do governo. Embora se percebam as razões políticas se tal vier a confirmar-se, razões que têm como causas os litígios pessoais, não deixa de constituir uma oportunidade para o presidente da Câmara do Funchal acabar com aquele figurino e apresentar um outro consentâneo com a matriz que enforma a democracia. Aliás, torna-se ininteligível que o actual presidente do município se apresente, desde algum tempo, em rota de colisão com o "chefe das Angústias", mas que não dê um passo para mostrar que os seus princípios e valores democráticos são diferentes, substancialmente diferentes. Aqui não há lugar a um mas... existe sim um momento em que a ruptura política deve passar, também, por estas  que, parecendo pequenas, são grandes questões. Se não o fizer, obviamente, que denunciará que continua imbuído das lições que o livrinho do jardinismo lhe ensinou durante trinta e muitos anos. Ou sim ou sopas. Não colhe, por isso, a ideia que se sempre foi assim, porque raio deverá ser diferente? O que está para trás está completamente errado e, portanto, se o ainda presidente da Câmara quer demonstrar que é diferente, pois bem, não pode, em questões de princípio democrático comportar-se de forma igual ao líder do seu partido. É claro que nada se alterará. Miguel Albuquerque fará o que sempre fez. Tal como a Assembleia Legislativa da Madeira reproduz, no Dia da Região, a lógica em que assenta o regime, na Assembleia Municipal, a Câmara reproduzirá, exactamente, tal estrutura do pensamento partidário, o qual visa limitar ao máximo a intervenção de outras vozes.


Nunca entendi, nem por uma questão de cordialidade, a presença de secretários regionais nos dias do concelho, bem como a do presidente do governo regional no DIA DA CIDADE do Funchal. Imagine-se o primeiro-ministro fazer questão de participar nos trezentos e tal dias do concelho de todo o Portugal! Não fazia outra coisa se não andar de um lado para outro, incluindo nas regiões autónomas. Mas, por aqui, estipularam esse princípio que corresponde a mais um momento de propaganda. Correcto seria, no caso concreto do Dia da Cidade do Funchal, assistir-se à intervenção dos representantes dos vários partidos com assento na vereação, a  intervenção do presidente do município e, finalmente, do presidente da Assembleia Municipal. Com os tempos de intervenção atribuídos em função da representatividade. E ponto final. 
E vem isto a propósito da dúvida relativamente à presença do presidente do governo regional, na sessão solene do Dia da Cidade do Funchal (21 de Agosto). Li no blogue do Jornalista Luís Calisto que "alguém do "núcleo duro" de Jardim assegurou que Miguel Albuquerque apanha mesmo uma tampa nesse dia". Li e exclamei: finalmente, um momento de lucidez política do ainda presidente do governo. Embora se percebam as razões políticas se tal vier a confirmar-se, razões que têm como causas os litígios pessoais, não deixa de constituir uma oportunidade para o presidente da Câmara do Funchal acabar com aquele figurino e apresentar um outro consentâneo com a matriz que enforma a democracia. Aliás, torna-se ininteligível que o actual presidente do município se apresente, desde algum tempo, em rota de colisão com o "chefe das Angústias", mas que não dê um passo para mostrar que os seus princípios e valores democráticos são diferentes, substancialmente diferentes. Aqui não há lugar a um mas... existe sim um momento em que a ruptura política deve passar, também, por estas que, parecendo pequenas, são grandes questões. Se não o fizer, obviamente, que denunciará que continua imbuído das lições que o livrinho do jardinismo lhe ensinou durante trinta e muitos anos. Ou sim ou sopas. Não colhe, por isso, a ideia que se sempre foi assim, porque raio deverá ser diferente? O que está para trás está completamente errado e, portanto, se o ainda presidente da Câmara quer demonstrar que é diferente, pois bem, não pode, em questões de princípio democrático comportar-se de forma igual ao líder do seu partido. 
É claro que nada se alterará. Miguel Albuquerque fará o que sempre fez. Tal como a Assembleia Legislativa da Madeira reproduz, no Dia da Região, a lógica em que assenta o regime, na Assembleia Municipal, a Câmara reproduzirá, exactamente, tal estrutura do pensamento partidário, o qual visa limitar ao máximo a intervenção de outras vozes. Não me restam dúvidas em relação a isso. Por essa razão a luta entre AJJ e MA não é mais do que uma luta de capoeira entre dois galos com outros à espreita. Por detrás de cada um deles estão as clientelas. Nada mais do que isso. Simplesmente porque os interesses são muitos, o que jogam nos bastidores tem muita força, o desejo de poder é enorme e, naturalmente, quando isto acontece, os alinhamentos impedem qualquer sentido de mudança. Vão, de facto, transmitindo uma ideia sustentada na diferença mas, no fundo, a cartilha é igual e os livrinhos das condutas políticas tendo muita força acabam por ser idênticos.
Por estas e por outras desejo que a Coligação Mudança vença as eleições para acabar com as aparências e com estes rotineiros quadros do Dia da Cidade, entre desfile de bombeiros e intervenções que são "uma seca" em pleno pico do Verão. 
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

PALAVRAS OCAS NO DIA DA CIDADE


Disseram-me que não tinham dinheiro para pagar € 1.000,00 de propinas mais os encargos do curso. Percebi, também, que saltitavam de emprego em emprego temporário, que tinham de sobreviver, eles e as suas famílias. Bom, terminada a conversa fiquei a pensar neste monumental círculo vicioso de uma pobreza a gerar nova pobreza. E vem hoje o presidente do governo falar da "mudança da actual política europeia, do modelo de sociedade pós-capitalista, da mudança do actual regime político português e uma maior Autonomia Política para a Madeira". Aqueles jovens, se escutaram isto, certamente que soltaram uma palavra menos respeitosa. Um palavrão quero eu dizer. Simplesmente porque o problema está aí, é de desemprego, é de empresários aflitos, é de uma economia estagnada, é de uma política de turismo sem rumo, é de um sistema educativo sem futuro, é de angústia nas famílias e isso nada tem a ver com esse "contencioso da autonomia". Tem sobretudo a ver com a inteligência política, com pessoas que saibam ser prospectivas, com políticos que não façam dos lugares uma profissão, mas um serviço público à comunidade. Enquanto isso não for assumido e resolvido, nada feito.

Pobre, sem cêntimo, esmagado pelos ínvios caminhos políticos seguidos, desnorteado no labirinto que construiu e onde se instalou, o presidente do governo regional da Madeira voltou à carga apontando baterias para o Estado sublinhado que eles têm de "(...) assumir uma decisão democrática e permitir um referendo na Madeira que, de uma vez por todas, demonstre a vontade do povo madeirense (...)". Mas qual vontade? Mas qual "contencioso da autonomia"?, pergunto. 
Ora, o que o povo desta região precisa, com toda a certeza, não é de blá, blá, mas de atitudes políticas certas. Acima de tudo o povo precisa é de acabar com o "polvo" e, a partir daí, gerar uma economia inovadora e potenciadora de emprego, a qual, saliento, não pode ter o mesmo desenho do passado. E cada dia que ele teime em manter aquele tipo de intervenção, parece-me óbvio que mais distante a Madeira ficará de romper com o passado e de criar a esperança na criação das bases promissores de um futuro de bem-estar. Aquele tipo de conversa é, portanto, oco, por um lado, porque na República ninguém lhe liga e ninguém politicamente o respeita, por outro, porque as palavras não enchem a barriga. O que a população precisa é de projecto sério e sustentável, sendo certo que inverter o rumo destes 36 anos no sentido de alavancar uma economia com alguma pujança, naturalmente que levará vários ou muitos anos. Qualquer madeirense preferiria que, hoje, no Dia da Cidade, face à situação política configurada numa crescente degradação social, o presidente do governo aproveitasse o momento para apontar caminhos, definir uma estratégia, fazer uma abordagem apostada na solução dos problemas, mas não, novamente, pela enésima vez, preferiu falar de assuntos absolutamente marginais que nada resolvem.
A propósito, ainda ontem, bateram à minha porta dois jovens de uma grande empresa sediada na Região. Tratava-se de um inquérito de satisfação do cliente. Jovens que não tinham mais de vinte anos. Pessoas simpáticas, agradáveis, bem apresentados e falando bem o português. Respondi às perguntas que me fizeram, mas fui mais longe. Percebi que tinham o 12º ano. Incentivei-os a continuarem os estudos. Disseram-me que não tinham dinheiro para pagar € 1.000,00 de propinas mais os encargos do curso porque a acção social era muito limitada. Percebi, também, que saltitavam de emprego em emprego temporário, porque tinham de sobreviver, eles e as suas famílias. Bom, terminada a conversa fiquei a pensar neste monumental círculo vicioso de uma pobreza a gerar nova pobreza. E vem hoje o presidente do governo falar da "mudança da actual política europeia, do modelo de sociedade pós-capitalista, da mudança do actual regime político português e de uma maior Autonomia Política para a Madeira". Aqueles jovens, se escutaram isto, certamente que soltaram uma palavra menos respeitosa. Um palavrão quero eu dizer. Simplesmente porque o problema está aí, é de desemprego, é de empresários aflitos, é de uma economia estagnada, é de uma política de turismo sem rumo, é de um sistema educativo sem futuro, é de angústia nas famílias e isso nada tem a ver com esse "contencioso da autonomia". Tem sobretudo a ver com a inteligência política, com pessoas que saibam ser prospectivas e com políticos que não façam dos lugares uma profissão, mas um serviço público à comunidade. Enquanto isso não for assumido e resolvido, nada feito. 
Sobre o Dia da Cidade do Funchal todos os anos escrevo e publico. Repetir torna-se-ia fastidioso. Aleatoriamente peguei num texto de 2009. Penso que o poderia publicar hoje sem grandes alterações. 
Ilustração: Google Imagens.