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domingo, 25 de maio de 2014

HÁ BOMBA POR PERTO!


Nunca Alberto João Jardim escreveu um artigo politicamente tão acutilante como o de hoje. Apenas isto: "Pschiu! Hoje não há conversa. Vamos votar!" Sublime. Fantástico. Ele que até em dia de eleições costumava inaugurar obras públicas e privadas, desta vez, decidiu não encher colunas de habituais vómitos políticos. Das três, uma: ou tomou juizinho, ou já não tem nada para dizer, muito menos para inaugurar! Ou um misto das três, se bem que juizinho político é coisa que nunca apresentou, nem na montra nem no armazém. De qualquer forma, no plano do debate político, foi uma atitude de higienização mental para muitos que passam os olhos pelos seus escritos. Seria fastidioso, no dia de hoje, ler historietas da maçonaria, da "perseguição" da família Blandy e dos que pertencem à Madeira Velha. Se não lhe desse para outra coisa, para pegar na esferográfica e despachar meia dúzia de tiros contra os que tentam retirar-lhe o tapete da quintinha onde diz trabalhar pela Madeira. 


No entanto, este silêncio, politicamente, pode ter um outro significado. Será um passo atrás para dar dois em frente? Ás vezes os silêncios são ensurdecedores. E neste caso, que jogadas estará a desenhar para mais um qualquer xeque-mate? E a quem? Naquele saco de gatos no qual o PSD-Madeira está transformado, onde a ninhada cresce e  se arranha por desespero, se esta atitude de "Pschiu! Hoje não há conversa",  à cautela, transporta o significado do receio pelos resultados que venham a se verificar fechadas as urnas? Nem uma palavra contra a abstenção, na perspectiva de, pelo menos os seus, darem corda aos sapatos e comparecerem. Estranho. Ou há "gato escondido..." ou perdeu a seu retrato de "único importante"! Seja como for, repito, no jornal pago pelos nossos impostos, desta vez esteve muito bem, pelo menos não incomodou! Mas há bomba por perto!
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 24 de maio de 2014

A IMPORTÂNCIA DE VOTAR


Por maiores que sejam os atropelos, por mais evidente que seja o facto desta Europa não servir as populações que a integram, a verdade é que, por enquanto, estamos nela e, por isso mesmo, necessário se torna votar contra os interesses dos directórios que nos espezinham com palavras muitas vezes doces. Esta gente tem de ser corrida. 




Li,do Antropólogo e Historiador Panagiotis Grigoriou (Le Monde Diplomatique) um importante artigo sobre a Grécia. A páginas tantas, destaca: "(...) Num jornal de Atenas, esta oferta de emprego:em Creta procura-se "criada de quarto, sem salário, em troca de alojamento e comida". 
Esta é a consequência das troikas que por aí andam e dos tiros de Bruxelas contra o direito ao trabalho, todos apostados naquilo que se designa por "dumping social". Uma vergonha. Votemos contra esta gente.
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

25 DE MAIO - ELEIÇÕES EUROPEIAS. NÃO TRANSFORMAR O SONHO EM PESADELO!


"NÃO faça nas URNAS o que costuma fazer na sanita, pois na sanita você faz a descarga e não vê mais, mas nas urnas você leva 4 anos a ver a merda que fez".


Aproxima-se o dia das eleições europeias. Domingo, temos o dever de reservar um tempo para cumprir o que a Democracia exige de todos os cidadãos. Dizer que são todos os mesmos, que a trafulhice anda por aí, que o descrédito dos políticos é evidente e que nada melhorará com novos protagonistas, não constitui solução. Não votar significa entregar o poder, de bandeja, a quem não gostamos, ou porque nos roubaram, saquearam ou diminuíram direitos sociais conquistados com muita luta; não votar significa dizer sim à transformação do sonho europeu num pesadelo europeu. E nós estamos a viver esse pesadelo consubstanciado numa clara agressão aos povos, onde deixou de existir solidariedade no âmbito do sentido de comunidade, mas espezinhamento para favorecimento dos grandes interesses financeiros. Não falo de igualdade entre as nações, mas de solidariedade comunitária, o que é bem diferente. É perverso que os directórios europeus, liderados por grupos que sabem de onde vêm, o que pretendem e para onde seguem, entrarem no país para nos dominarem a seu bel-prazer. Tenhamos presente o texto de Frédéric Panier, Economista na Universidade de Stanfort, Califórnia, a propósito dos "arranjos contratuais, que pretende fragmentar as solidariedades nacionais (in Le Monde Diplomatique): "(...) Os arranjos contratuais, igualmente conhecidos pelo nome "Instrumentos de Convergência e Competitividade" assentam num princípio simples: em troca de incentivos financeiros, os estados europeus serão convidados a assinar contratos de reformas macroeconómicas com a Comissão. Estes compromissos incidirão sobre os sectores social, económico ou fiscal, independentemente das competências transferidas para as instituições europeias. Assim, tendo em conta as prioridades actuais da Comissão, é fácil imaginar que a concessão de "vantagens financeiras" pode vir a ser condicionada à eliminação de medidas de protecção do emprego, a reduções das despesas sociais, ou a benefícios fiscais às empresas... ". Isto, segundo o Partido Socialista Europeu (PSE), Sergeï Stanichev, que assegura que ele poderá "fazer desaparecer as disposições sociais em todos os Estados Membros, um atrás do outro, medida atrás de medida". 
É pois contra esta vergonhosa teia de interesses europeus que devemos lutar. A única arma que dispomos é a do voto. Domingo temos o dever de dizer NÃO a estes senhores que dominam politicamente a Europa. Eu irei votar.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O DESESPERO DE PAULO PORTAS E A CAMPANHA ELEITORAL NEGATIVA


Não foi José Sócrates que chamou a Troika, mas sim Passos Coelho e Paulo Portas, ávidos que estavam para chegar ao poder. Foram estes senhores que chumbaram o PEC IV e abriram as portas a uma crise política gerada externamente. O PEC IV, já foi explicado, constituía a solução, no caso português, negociada em Berlim, com o BCE e com Angela Merkel. Daí que, não fosse o chumbo ao PEC IV, o FMI não entraria em Portugal. Se alguém lutou para que Portugal não ficasse sob o domínio da troika, esse político chama-se José Sócrates. Dos outros, reza a História, pela fome de poder, chumbaram essa negociação, aliás, idêntica àquela que Espanha seguiu. Em síntese, a História é esta. E se não tivessem derrubado o governo, provavelmente, não teria sido necessária tanta austeridade e tanta ausência de respeito pela população. Mas ele (Paulo Portas), descaradamente, atira-se a José Sócrates falando de tentativa de "glorificação". 

Políticos que não falam a verdade.

Paulo Portas pediu aos eleitores: "Usem democraticamente o direito à indignação. O que é que isso quer dizer? Domingo não fiquem em casa, vão votar serenamente e travem o caminho desta glorificação de José Sócrates" (...) "Eu apelo aos eleitores para pensarem bem quando virem José Sócrates, o homem que chamou a ‘troika', o homem que assinou o memorando, o homem que nos levou ao precipício financeiro e que nos custou toda esta austeridade, na próxima sexta-feira, ser levado em ombros pelo PS. Pensem bem". Esta é a campanha negativa de Paulo Portas, com uma declaração que não corresponde à verdade. Não foi José Sócrates que chamou a Troika, mas sim Passos Coelho e Paulo Portas, ávidos que estavam para chegar ao poder. Foram estes senhores que chumbaram o PEC IV e abriram as portas a uma crise política gerada externamente. O PEC IV, já foi explicado, constituía a solução, no caso português, negociada em Berlim, com o BCE e com Angela Merkel. Daí que o FMI não entrava em Portugal. Se alguém lutou para que Portugal não ficasse sob o domínio da troika, esse político chama-se José Sócrates. Dos outros, reza a História, pela fome de poder, chumbaram essa negociação idêntica àquela que Espanha seguiu. Em síntese, a História é esta. E se não tivessem derrubado o governo, provavelmente, não teria sido necessária tanta austeridade e tanta ausência de respeito pela população. Mas ele, descaradamente, atira-se a José Sócrates falando de tentativa de glorificação. 
De facto, ninguém olha para uma árvore que não dá frutos. E se fala da glorificação de José Sócrates é porque, no essencial, tem presente que o caminho seguido pela direita foi de total irresponsabilidade, que redundou em frustração e que o povo já se apercebeu que foi enganado. Paulo Portas tem, assim, medo da presença de José Sócrates, ao mesmo tempo que adivinha que o "direito à indignação" manifestar-se-á num voto contra o PSD/CDS, enquanto primeira etapa das legislativas nacionais a terem lugar em 2015. Faz, portanto, do ataque a sua defesa. Ele sabe que as maldades contra o povo perpetradas nos últimos três anos, maldades bem expressas na destruição de postos de trabalho, no aumento da dívida externa, apesar dos pesadíssimos sacrifícios e de uma austeridade que roubou milhões de portugueses, pagam-se nas urnas. E estou convencido que vai pagá-las com juros.
Por tudo isto, não dou muita relevância àquelas declarações. Enquadro-as numa atitude de desespero eleitoral. Todavia, pergunto, como pode ser tão mentiroso! É que sobre Passos Coelho não havia dúvidas. Este, já ultrapassou a cena do "irrevogável" e do "cisma grisalho", colocando-se, agora, no patamar da mentira grosseira.
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 18 de maio de 2014

AI JUNKER... JUNKER...



Li: "O candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à presidência da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, defendeu que Portugal fez "um excelente trabalho", com uma "impressionante" "saída limpa", afirmando que os resultados vão chegar à vida das pessoas (...) "sei que o plano de resgate foi fortemente criticado, mas os resultados agora estão aí, ainda não estão aí tão rapidamente no que às pessoas diz respeito, mas vão chegar. O desemprego está a diminuir, as trocas comerciais com o estrangeiro estão a melhorar, as exportações estão a melhorar, todos os indicadores apontam para uma melhor situação (...)". Em poucas palavras: a direita política, quase radical, é assim. Pouco se rala com a pobreza, com o desemprego e com a emigração forçada. O que interessa é abrir as portas ao grande capital, privatizar tudo o que cheire a dinheiro e permitir a especulação dos mercados. Da felicidade dos povos a direita tem um entendimento muito limitado. Basta olhar para Portugal e aquilatarmo-nos do que este governo Passos/Portas fez em três anos. Foram alguns meses de campanha a prometer o Céu e mil dias a roubar, descaradamente, quem vive do seu trabalho. Os indicadores estão também aí: aumento da mortalidade, diminuição da natalidade, salários em queda, carga fiscal insuportável, pobreza e falta de esperança. E continua este Junker a prometer o Céu! 
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

NOVINHA MAS COM TODA (IN)CULTURA PARTIDÁRIA


A candidata do PSD/CDS às Eleições Europeias de 25 de Maio, começou muito mal esta pré-campanha. Dou de barato a visita a Bruxelas para traduzir uma imagem "que já trabalha", mesmo quando ainda não foi eleita. Isso faz parte do folclore eleitoral e, portanto, tal propaganda, em  termos operacionais futuros, vale zero. Refiro-me a um outro aspecto, muito mais grave, por um lado, pela sua juventude que deveria ser pautada por um espírito aberto e democrático; por outro, os laivos de arrogância que tem vindo a demonstrar. Disse a candidata do PSD/CDS, Cláudia Aguiar: Antes um bom deputado da Madeira do que vários eleitos da Região ao Parlamento Europeu. (...) "Acho que se nós tivermos uma pessoa aplicada, empenhada e sobretudo a puxar sempre pela sua Região, neste caso pela RAM, por ser ultraperiférica e por ter tanta dependência dos fundos europeus, acho que podemos ir por aí (...)". Ir por onde? Pense lá bem no que disse. Na Madeira, existem vários candidatos, obviamente dois deles bem posicionados para garantirem a eleição, e candidata do PSD/CDS ignora todos os outros, coloca-se no pedestal quase dizendo mais vale só que mal acompanhada? Eu diria que se trata de um caso de "presunção e água benta...". Enquanto cidadão, se já estava, agora, estou totalmente esclarecido. Apenas pela avaliação política que faço do que tem sido esta Senhora, enquanto Deputada, na Assembleia da República. Os eleitores que digam se conhecem alguma medida emblemática que tivesse sido proposta e aprovada com repercussões na vida dos madeirenses. Só uma! E já lá vão três anos e tal!


Ainda por cima, diz aquilo quando não sabe se será eleita. Com tantos candidatos de diversos partidos, será que já lhe passou pela cabeça que a candidata do PS, indicada pela Federação da Madeira, Doutora Liliana Rodrigues (8ª) poderá estar mais próxima de ser eleita do que a sexta do PSD/CDS? E digo isto porque a situação não está nada, absolutamente nada, favorável ao PSD/CDS na governação nacional, e o povo, no dia 25 de Maio pode dizer BASTA a esses dois partidos! O que vulgarmente se designa por um cartão vermelho. Para além disso há o ambiente europeu contra as políticas ultraliberais que os partidos da direita têm vindo a seguir. Portanto, manda o bom senso que, politicamente, cada um, no contexto do programa da lista nacional pela qual concorre, se apresente ao eleitorado, respeitando os outros que também são dignos de representar o País.
Poderão alguns dizer que a candidata não estava a se referir a outras figuras, concretamente à candidata do PS. Não me parece, até porque, se ela, Cláudia Aguiar, aceitou a candidatura é para lutar pela  eleição, logo, a ela não deveria estar a referir-se. O mais óbvio é que aquelas palavras se dirigissem à sua concorrente directa. Para além do mau gosto da declaração, que define a pobreza política e democrática da candidata, no Parlamento Europeu, digo eu, quantos mais madeirenses lá estiverem de pleno direito melhor. São mais vozes, multiplicam-se os contactos e, apesar da nossa limitada dimensão, é sempre possível intervir no âmbito das nossas necessidades de região ultraperiférica. Mas, infelizmente, a natureza de algumas pessoas e sobretudo da matriz partidária do PSD acaba por trazer à tona situações que de todo deveriam ser evitadas. Começa mal, muito mal, esta candidata do acaso!
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

A MENTIRA DA CANDIDATA DO PSD/CDS


O cartaz do PSD às eleições europeias (Madeira) é muito significativo. Por dois motivos: primeiro, pelo slogan: "Uma Nova Europa - a das pessoas e não do capital". A lata é tanta que os mesmos que fazem parte do grupo maioritário europeu que defende as lógicas do capital e que tem vindo a esmagar os povos, são aqueles que se apresentam contra o capital. Ao mesmo tempo que, politicamente, é interessante, é repugnante porque traduz a colossal mentira em que assenta a candidatura. Mas existe um segundo ponto, subtil, mas que o cartaz de candidatura enaltece: fazem parte de uma coligação nacional que junta o PSD e o CDS, mas aqui ignoram o símbolo do CDS. Hipocrisia levada ao extremo. 


É por estas e por muitas outras que os cidadãos se afastam da política. Porque descobrem os sinais que conduzem ao engano e à aldrabice. Estão na coligação e não estão. Estão por interesse, mas na primeira curva, porque não lhes interessa conotações locais, querem transmitir um sinal de independência e de uma força que não têm. Espero que o povo descubra esses sinais, que descubra que foi esta direita retrógrada, favorecedora de uma Europa desequilibrada, que rompeu com os laços da solidariedade, da fraternidade e da irmandade entre as nações, que transformou a economia num casino a céu aberto, que gerou gritante pobreza e desemprego ao lado do crescimento de milionários, espero, dizia, que o povo, no dia 25 de Maio, nas urnas, saiba castigá-los pelas acções e pelas omissões. Do meu ponto de vista, a Europa precisa de um novo rumo, precisa de uma esquerda solidária que inverta as políticas, coloque travão, custe o que custar e doa a quem doer, nesta onda especulativa ultraliberal a que o PSD/CDS estão vinculados e com bastas culpas pelo percurso que tomaram. 
Vir agora sublinhar e enaltecer uma Europa pelas pessoas e não pela capital só tem uma palavra caracterizadora: HIPOCRISIA, sobretudo quando aquelas palavras são ditas por quem está atolado de porcaria até ao pescoço.
Ilustração: Google Imagens.       

sexta-feira, 7 de março de 2014

PRATELEIRA DOURADA OU INTERESSES DOURADOS?


O Deputado Guilherme Silva (PSD), há dias, deu a entender que uma candidatura à Europa é uma "prateleira dourada". Lapsus linguae, dirão alguns. Politicamente incorrecto, dirão outros. Para mim, é o que lhe vai na cabeça. O facto de um candidato acabar por ser um entre seiscentos do parlamento europeu, a responsabilidade acaba por ser quase nula. Dir-se-á que lhe fugiu a língua para o pensamento que tem da Europa e do exercício político dos eleitos. Estar no Parlamento Europeu corresponderá a essa "prateleira dourada", isto é, a uns milhares de euros por mês que apenas tem o inconveniente de algumas horas de voo todas as semanas. Mas acaba por ser compensador. Paulo Rangel, o candidato do PSD, que o diga. Todas as semanas vejo-o na TVI, no programa "Prova dos Nove", da TVI 24, emitido à Quinta-feira. Assim, é fácil e corresponde, genericamente, à tal "prateleira dourada". Obviamente que não esse o entendimento que tenho da participação europeia. Ser deputado europeu, mesmo com todas as limitações, mesmo considerando a pequenez face a todas as pressões e lóbis, mesmo considerando os poderes instalados, os monumentais interesses em todos os sectores e áreas, a função não pode assimilar-se a uma "prateleira dourada". Tem de haver trabalho, tem de existir interesse e força interior para meter o "pauzinho na engrenagem", para dizer NÃO quando a evidência é a do interesse de alguns em detrimento da esmagadora maioria dos povos. 


É difícil, pois é! Porque os deputados estão integrados em grupos de pensamento único ou quase único, obviamente que sim. Mas, ceder é que não. As cedências deram no que deram, numa Europa despedaçada, dividida, subjugada aos interesses dos mercados, ultrapassada que foi pelo poder económico e financeiro, que a transformaram em um mero instrumento. 
É sensível que esta Europa se arrasta, deixou de ser o motor das políticas, antes assume o papel de "resposta" aos factos consumados. Os que optam pela "prateleira dourada", obviamente, nada têm a dizer; os que optam pela via do combate político, mesmo que poucas sejam as vozes, combate político esse sério, honesto, com inteligência e estratégia, acabam por servir causas e beneficiar do reconhecimento dos povos. Sempre repudiei o aforisma "maria vai com as outras", sempre contrariei a voz do pensamento único, a atitude de que não vale a pena, porque é assim, e o que é assim tem muita força. Não gosto de estar segundo o pensamento dos outros ou vergar-me aos interesses violando a consciência. O exercício da política não é isso. A política é, essencialmente, combate pelas convicções, é a arte de buscar a felicidade de todos, é a capacidade de encontros nos desencontros, é a luta permanente em defesa dos direitos do Homem. Não se faz política numa "prateleira dourada", onde o mais enfadonho é passar trinta dias à espera que caia mais um salário e outros subsídios na conta bancária. A opção pela política, seja a que nível for, muito mais no plano europeu, implica conhecimento, pensamento, capacidade intelectual, frontalidade e capacidade para quando é visível que o "rei vai nu", mesmo contra a corrente, levantar a voz e passar ao ataque, à desmistificação, à clarificação dos procedimentos, à exigência que os povos fazem relativamente aos mais elementares direitos. É claro que a Europa tem sido uma "prateleira dourada" para muitos, mas desses não rezará a História.
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 4 de março de 2014

BARROSO PEDE AMPLO CONSENSO


Durão Barroso pediu, aos portugueses, um amplo consenso político e eu pergunto, para quê? Então a democracia não tem regras? Não existe uma confortável maioria ou uma "maioria confortável" na Assembleia da República? Mas, afinal, regressámos ao tempo na União Nacional? Então, porquê arrastar um terceiro partido para o leque dos interesses dos partidos liberais e ultraliberais? Por causa dos famigerados mercados, os tais que impõem regras absurdas de exploração dos povos? Nem no tempo do Estado Novo houve consenso. Daí a Revolução de Abril. Havia sim imposição e silêncios. Durão Barroso que tire o "cavalinho da chuva" que não vai conseguir os seus intentos, simplesmente porque o povo, não apenas o de Portugal, está farto e cheio desta pouca-vergonha de aviltamento das condições de vida, de exploração, de desemprego, de atropelos aos mais elementares direitos do ser humano enquanto outros somam incalculáveis fortunas. Consensos, NÃO. Mudança de políticas, SIM.

Esta Europa, assim, é zero!

Disse: "Quanto maior for o consenso entre as forças políticas maior será a confiança em Portugal, portanto, menos Portugal terá de pagar de juros para financiar as suas despesas". Esta declaração transmite a imagem da inexistência de uma alternativa política, que este é o caminho e ponto final. Está enganado. Há alternativas, no plural. Basta que os políticos não alinhem pelo facto consumado e se posicionem em defesa dos povos que os elegeram. É, pois, uma farsa a historieta do consenso entre "as principais forças políticas" em Portugal sobre o Documento de Estratégia Orçamental, no pressuposto que facilitaria uma "saída limpa"do programa de resgate que foi imposto quando, até nesse aspecto, havia alternativa. E Durão Barroso esteve envolvido nessa alternativa, através de uma negociação com Merkel e o BCE, acontecida numa reunião em Berlim. Ele sabe. Olhe-se para o caso de Espanha, por exemplo. 
Mais. "Saída limpa", Dr. Durão Barroso? A saída, tal como a entrada, foi suja. Sugíssima! Se recorrermos aos dados da História, quer no plano nacional como nos factores externos que determinaram a crise, só podemos ter a leitura de uma crise PROVOCADA, e de uma consequente exploração para ganho de uns quantos ávidos em somar riqueza à riqueza que possuem. Daí o crescimento dos milionários. Alinhar nessa corja internacional, de cariz mafioso, que tanta desgraça semeou e continua a semear, é o pior que um português, na Comissão Europeia, pode fazer pelo povo ao qual pertence por laços de identidade. Por isso, a luta do Dr. Durão Barroso deveria ser outra, o seu caminho deveria ser o de um olhar para o povo português (entre outros), cujos milhões não viveram acima das suas possibilidades e que hoje vivem sem esperança, com crescentes dificuldades e, claramente, encostados à parede pelas políticas europeias que desvirtuam os princípios que estiveram na origem da própria União. 
Ilustração: Google Imagens.  

segunda-feira, 3 de março de 2014

ELEIÇÕES EUROPEIAS: UM 5º LUGAR OU FIQUEM COM TODOS!


Enquanto cidadão estou muito preocupado com as eleições europeias de Maio de 2014. São determinantes para a Europa, uma vez que há uma absoluta necessidade de todos os povos romperem com duas situações: primeira, a deriva política desta Europa ultraliberal, vendida e rendida aos mercados que se encarregam de empobrecer e de escravizar; segundo, travar o desespero que acaba por se reflectir no despontar de grupos de extrema-direita. No essencial, há uma nova Europa para construir tendo por base um dos princípios que a determinaram: "A paz mundial que não poderá ser salvaguardada sem esforços criadores à medida dos perigos que a ameaçam", síntese da declaração inicial proferida pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Robert Schuman. Neste conturbado tempo torna-se, assim, imperioso que nessa luta estejam os melhores representantes do POVO, os políticos mais qualificados e não a proliferação de mais "Hollandes" do nosso descontentamento. 



Mas a minha preocupação vai mais longe, porque vivemos numa região ultraperiférica, debilitada, deprimida, endividada e assimétrica. Neste contexto, a nossa voz política tem de ser escutada e uma efectiva e credível ponte deve ser construída entre a Madeira e os centros de decisão na Europa. Neste quadro, o Partido Socialista nacional tem acrescidas responsabilidades, até porque, do lado do sistema vigente, a favor de uma desavergonhada direita europeia, está uma terrível coligação nacional de interesses, que deseja, a todo o custo, esconder o desastre das suas políticas. Não me passa pela cabeça que a Madeira não disponha de um lugar claramente elegível, digo-o, abertamente, de um militante socialista, com experiência política, no mínimo, até 5º na lista nacional. A diferença tem de ser pela QUALIDADE e não pelos interesses, conveniências e dádivas que a lista do PSD/CDS apresenta. Espero que o PS Nacional e o PS Madeira não permitam que Passos Coelho premeie aqueles que conduziram a Região à falência. O sexto lugar atribuído ao PSD-Madeira constitui um prémio, uma espécie de branqueamento político no que “cuba livre” e outras cubas representam. Exige-se do PS Madeira uma atitude negocial firme neste processo, porque é preciso semear para recolher os louros de uma vitória eleitoral. Se assim não for, fiquem com todos os lugares!
O PS-Madeira precisa de demonstrar que é capaz de criar uma imagem alternativa e, neste contexto, embora difícil, necessária se torna a luta por uma vitória local do PS nas próximas eleições, também como embrião das legislativas de 2015. Finalmente, seria inaceitável que nestas eleições continuasse a se verificar o sistemático desrespeito da estrutura nacional do PS, que sempre foi relutante em colocar um madeirense em lugar, repito, claramente elegível. É histórica a atitude de mendigar um lugar, quando esta é uma Região Autónoma. Em conclusão, seria incompreensível que o PS-Madeira não fosse indicado para um 5º lugar quando, na lista contrária, as duas Regiões Autónomas estão representadas até ao 6º lugar. 
Sobre esta matéria escrevi, a 17 de Janeiro de 2014, um texto, no qual defendi uma candidatura. Pode ser lido aqui:
Ilustração:  Google Imagens.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

APROXIMAM-SE AS ELEIÇÕES EUROPEIAS. UM MOMENTO MUITO IMPORTANTE PARA A MADEIRA.


Confesso, em jeito de nota prévia, a minha profunda amizade por um político de mão-cheia. Já lá vou ao seu nome. Mas tão enorme quanto a amizade é a admiração que nutro pela sua capacidade e inteligência política, alicerçada no conhecimento, no estudo dos dossiês, na argumentação, na rapidez de raciocínio, na frontalidade, tudo em defesa de princípios e de valores que o guiam. Tenho muitos anos de actividade política, pela Assembleia Legislativa passei oito anos e doze pela vereação da Câmara do Funchal, vivi e senti o pulsar do debate político com muitos "utilizadores da palavra", mas nunca vi um político como o Dr. Carlos Pereira. É o tipo de político que todos os dias "inventa coisas" para fazer. Não fica à espera da agenda ou do que a comunicação social vai transmitindo. Não anda atrás dos acontecimentos, antes posiciona-se na dianteira. Não fala por falar, não abre a boca porque tem de dizer coisas, antes estuda e vai direitinho ao âmago dos assuntos. Para mim, nestes seis anos que leva de Assembleia, o Deputado Carlos Pereira foi a figura central do Parlamento. Foi criticado, eu diria miseravelmente bombardeado, ofendido e sofreu alguns assassínios de carácter, tudo porque estudou, como ninguém o tinha feito até então, entre outras, as contas da Região. Determinou o "buraco" financeiro, assumiu que andaria pelos seis mil milhões de euros e pouco tempo depois, confirmou-se a verdade: "a situação da Madeira é insustentável", disse-o Vítor Gaspar, ex-ministro das Finanças. Foi uma questão de tempo e ficou-se a saber da história das facturas não reportadas e, sabe-se lá, o que saberemos na sequência do processo "Cuba Livre". 


O PSD-M não gosta dele, obviamente. Simplesmente porque o Deputado Carlos Pereira olha na cara, olhos nos olhos e enquadra os assuntos com invulgar seriedade e honestidade. Mas, reconhecem o seu indiscutível valor, quando, à mesa do café, longe dos olhares da comunicação social, a ele se referem. Perguntará o leitor: e por que faço este enquadramento desta figura do Parlamento e do PS? É simples. Aproximam-se eleições europeias e estou muito preocupado com as candidaturas e com o resultado.  Alberto João Jardim com toda a certeza que também está. Na sua recente reunião com o líder do PSD, este deve ter sido um dos assuntos em cima da mesa.
A questão que hoje se coloca na Europa, em geral, e para Portugal, em particular, situa-se ao nível da Economia e das Finanças. No caso da Madeira ainda mais face às circunstâncias de todos conhecida. Por outro lado, ao contrário de Durão Barroso que disse que a Europa não tem culpa da crise, defendo a necessidade de uma política de esquerda que coloque fim a este ciclo de uma direita devoradora e insaciável que varreu a Europa sob a liderança complacente do português. E nesta política de esquerda que rompa com os anos de austeridade forçada, necessário se torna a presença de eleitos muito qualificados nesses domínios e respeitados do ponto de vista ideológico. O Dr. Carlos Pereira, do meu ponto de vista, é a figura que interessa à Madeira, porque a conhece, nas fragilidades e potencialidades, porque tem discurso e porque pode ser determinante na construção de benefícios que a Madeira tanto precisa, enquanto região ultraperiférica. Sei que o PS perderá, nas suas fileiras na Região, um excelente Deputado, mas a Madeira ganhará uma voz nos centros de decisão política. E ao dizer isso estou a partir do princípio que o PS-Madeira, desta vez, não será ultrapassado por ninguém, pelos interesses geridos no Largo do Rato. Nem aceito que este madeirense entre em lugar cinzento na lista. Do meu ponto de vista terá de ocupar um lugar claramente elegível. O Dr. Carlos Pereira pede meças a muitos que por lá andam e que nem os conhecemos!  
Apesar de amigo de Carlos Pereira desconheço qual o seu posicionamento sobre esta matéria. Concretamente, se aceitaria ou não um desafio desta natureza. Se escrevo, sem o consultar, é por três motivos: primeiro, pelo reconhecimento da sua qualidade; segundo, pelo benefício para a Madeira; finalmente, porque nesta Europa que espezinha povos, há uma necessidade de políticos que façam o discurso da diferença, o discurso político que interessa à maioria da população desta Europa à procura de rumo. Espero que o PS-Madeira e o PS-Nacional se entendam nesta matéria.
Ilustração: Google Imagens.