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sábado, 31 de outubro de 2015

COM QUE LATA SUBTRAEM 52 MILHÕES DE EUROS


Já se sabia, mas agora foi dito de viva voz pelo secretário regional dos Assuntos Parlamentares: todos os madeirenses vão ter de pagar € 52.000.000,00, correspondentes às dívidas do Jornal da Madeira. Diz o secretário Dr. Sérgio Marques que estes milhões se inscrevem no processo de reestruturação, digo eu agora, para colocar a zero o contador das dívidas da empresa, para depois entregá-la a um privado que seguirá, certamente, a mesma linha editorial. Pessoalmente, não tenho quaisquer dúvidas. Aliás, li na peça do DN: "Sérgio Marques reforçou a intenção de garantir o pluralismo na comunicação social (...)". Ora, para o governo PSD isto pode significar que, abusivamente, o DN se enquadra em um posicionamento ideológico contrário ao do governo, pelo que terá de existir a garantia de pluralismo! Resta saber quem estará na calha para continuar a fazer do JM o órgão de comunicação social almofada do governo. Cinquenta e dois milhões corresponde a um grande euro milhões que sai direitinho dos nossos impostos. Não é exagero dizer que são subtraídos à pobreza. 

O JM leva 52 milhões
e vão buscar à banca 30 milhões!

Múltiplas questões podem e devem ser colocadas. Eis algumas ao correr do pensamento: o que tem a ver um governo sério e transparente com o pluralismo da comunicação social? O Jornal da Madeira, enquanto empresa, é diferente de todas as outras empresas em dificuldade? Vão pagar os passivos dessas empresas? O passivo do Diário de Notícias, por exemplo? E a anunciada redução para 28 trabalhadores faz-se de que maneira? Através de negociação? Se esse é o procedimento, quanto é que isso custará? A redução faz-se por incorporação directa nos quadros das várias secretarias governo? Se é assim, é legítimo que se questione: com que legitimidade? Muitas mais questões podem e devem ser colocadas. Simplesmente porque todos os madeirenses, inclusive, as empresas, são confrontados com uma enorme carga fiscal e, ainda por cima, vão ter de pagar as megalomanias políticas no quadro da "propaganda ilícita" do governo regional da Madeira. Que cada leitor retire as conclusões. Eu já retirei as minhas.
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 7 de maio de 2015

JORNAL DA MADEIRA: PROLONGAR A AGONIA E A DISTORÇÃO DO MERCADO, MANTENDO O INTERESSE POLÍTICO À CUSTA DOS CONTRIBUINTES


Então Miguel Albuquerque não iria acabar com o escândalo chamado Jornal da Madeira? 


A única, repito, única, atitude que seria expectável era marcar um prazo para a alienação do título ou para a devolução à Diocese. Por € 1,00 como, aliás, foi proposto na Assembleia Legislativa e chumbado pelo PSD. Sairia mais barato. No decorrer do processo, legítimo seria realizar uma auditoria para eventuais procedimentos a outros níveis. Mudar a administração por novos amigos constitui uma decisão descredibilizadora do actual governo, cujo presidente, sublinhou, em Outubro passado: "a única solução é não introduzir nem mais um tostão do dinheiro público num órgão de comunicação" (...) neste Jornal que se tornou "o maior abuso de quem tem poder absoluto de como desbaratar o dinheiro do povo". Pois, ao contrário do que foi dito, todos os dias, durante mais uns largos meses, cerca de € 11.000,00, todos os dias, continuarão a ser subtraídos aos nossos impostos para alimentar a propaganda do novo poder absoluto!
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 25 de maio de 2014

HÁ BOMBA POR PERTO!


Nunca Alberto João Jardim escreveu um artigo politicamente tão acutilante como o de hoje. Apenas isto: "Pschiu! Hoje não há conversa. Vamos votar!" Sublime. Fantástico. Ele que até em dia de eleições costumava inaugurar obras públicas e privadas, desta vez, decidiu não encher colunas de habituais vómitos políticos. Das três, uma: ou tomou juizinho, ou já não tem nada para dizer, muito menos para inaugurar! Ou um misto das três, se bem que juizinho político é coisa que nunca apresentou, nem na montra nem no armazém. De qualquer forma, no plano do debate político, foi uma atitude de higienização mental para muitos que passam os olhos pelos seus escritos. Seria fastidioso, no dia de hoje, ler historietas da maçonaria, da "perseguição" da família Blandy e dos que pertencem à Madeira Velha. Se não lhe desse para outra coisa, para pegar na esferográfica e despachar meia dúzia de tiros contra os que tentam retirar-lhe o tapete da quintinha onde diz trabalhar pela Madeira. 


No entanto, este silêncio, politicamente, pode ter um outro significado. Será um passo atrás para dar dois em frente? Ás vezes os silêncios são ensurdecedores. E neste caso, que jogadas estará a desenhar para mais um qualquer xeque-mate? E a quem? Naquele saco de gatos no qual o PSD-Madeira está transformado, onde a ninhada cresce e  se arranha por desespero, se esta atitude de "Pschiu! Hoje não há conversa",  à cautela, transporta o significado do receio pelos resultados que venham a se verificar fechadas as urnas? Nem uma palavra contra a abstenção, na perspectiva de, pelo menos os seus, darem corda aos sapatos e comparecerem. Estranho. Ou há "gato escondido..." ou perdeu a seu retrato de "único importante"! Seja como for, repito, no jornal pago pelos nossos impostos, desta vez esteve muito bem, pelo menos não incomodou! Mas há bomba por perto!
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O JM É A DROGA DESTE PODER


Se, juridicamente, é passível de ser considerado crime ou não, é assunto que outros deverão estudar e esclarecer. Disso, nada sei. Agora, politicamente, é criminosa a utilização de meios públicos (orçamento regional) para, sob a capa do contraponto político, manter um órgão de claríssima propaganda. Essa atitude criminosa, porque desvia meios financeiros de sectores prioritários para um de interesse de um grupo político restrito, deverá ser julgada no dia em que todos somos chamados a votar. O que Jardim e os seus comparsas fazem é um "crime" político pelo que as suas palavras não encontram qualquer justificação. Deduz-se, portanto, que Jardim continua a desejar o poder como pão para a boca, eu diria que é a sua "droga" cujos efeitos só se atenuam com doses acrescidas de poder. O JM é a droga deste poder. 


Disse o presidente do governo regional da Madeira: "Eu entendo que, pelo menos, deve haver sempre dois jornais diários na Madeira e que os governos devem fazer todo o possível para que eles continuem" (...) "Só não apoia o outro porque o governo sentiu-se alvo até de ataques pessoais e de mentiras que são autênticas canalhadas". Defendeu, ainda, que o apoio anual de mais de quatro milhões de euros ao Jornal da Madeira não é politizar a imprensa, mas sim garantir a pluralidade. "Se não existisse o Jornal da Madeira e existisse apenas o jornal do capitalismo inglês dos últimos dois séculos, nós tínhamos a opinião pública viciada". 
Jardim continua a pensar que os madeirenses são todos uns parolos, vilões no sentido mais depreciativo do termo, gente que apenas come e cala ou uns estruturais ignorantes, pelo que não conseguem decifrar o significado do JM no contexto da engrenagem e dos seus próprios objectivos políticos. Ora, quem deve construir a pluralidade da opinião não é, em circunstância alguma, o governo, mas o mercado, as empresas que se constituem e que arriscam. Os critérios editoriais não pertencem aos governos, mesmo que legitimamente eleitos, mas às empresas que, livremente, se constituem. Não constitui, por isso, vocação de um governo ser dono de um órgão de comunicação social, para dele fazer a sua própria campanha, a defesa da sua orientação política, ali injectando milhões que tanta fazem falta a outros sectores considerados prioritários. E sendo assim, ou a Diocese, originalmente proprietária do título, assume essa responsabilidade sem um único cêntimo proveniente do orçamento regional, ou os barões do PSD, aqueles que muito ganharam com a Autonomia, conjugam esforços, adquirem o título e dão corda aos sapatos para, diariamente, publicarem o JM no quadro das regras de mercado. Pouco ou mesmo nada ralado estou que o critério editorial seja o mesmo, não aceito é que tenhamos de pagar dos nossos impostos um órgão pertença de um governo que, circunstancialmente, governa a Região. Os eventuais apoios às empresas estão definidos em lei, nunca, porém, para a defesa de um qualquer critério editorial.
Se, juridicamente, é passível de ser considerado crime ou não, é assunto que outros deverão estudar e esclarecer. Disso, nada sei. Agora, politicamente, é criminosa a utilização de meios públicos (orçamento regional) para, sob a capa do contraponto político, manter um órgão de claríssima propaganda. Essa atitude criminosa, porque desvia meios financeiros de sectores prioritários para um de interesse de um grupo político restrito, deverá ser julgada no dia em que todos somos chamados a votar. O que Jardim e os seus comparsas fazem é um "crime" político pelo que as suas palavras não encontram qualquer justificação. Deduz-se, portanto, que Jardim continua a desejar o poder como pão para a boca, eu diria que é a sua "droga" cujos efeitos só se atenuam com doses acrescidas de poder. O JM é a sua droga. 
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

E O BISPO, NADA DIZ?


O mínimo que se exige é que o Senhor Bispo peça perdão do Padre José Luís. Se não o fizer é tão velhaco quanto o sujeito que publicou ou mandou publicar tal baixaria. Que todos, aliás, adivinham quem será! O que o DIÁRIO deu a conhecer aos leitores não constituiu um ataque à Igreja; já este cartoon é um claríssimo e baixo ataque a um membro da Igreja. O Bispo só tem uma de duas hipóteses: ou pede perdão e corrige esta pouca-vergonha diária, ou assume, de uma vez por todas, que a Diocese nada, rigorosamente nada, tem a ver com o Jornal, muito menos com o seu estatuto editorial. Estar dentro e fora por múltiplas razões não lhe fica bem.


Não gosto, por isso, não leio o Jornal da Madeira. Ponto final. O que não significa que não tenha uma opinião sobre o que ele significa de dinheiro público gasto para a promoção de uma corja de políticos que está a dar cabo da Região, para além de uma clara intenção de, paulatinamente, através de uma determinada estratégia, conduzir à falência o Diário de Notícias. Não o conseguirão, estou certo disso. Entretanto, pelo caminho, a destruição de postos de trabalho está a acontecer a um ritmo assustador. Mas não é desse aspecto que me proponho escrever. Ontem, chamaram-me a atenção para o cartoon. Um nojo. Como se, por um lado, o DIÁRIO, na sua missão de informar, pudesse esconder uma desagradável situação que envolve o Pároco de S. Vicente e Ponta Delgada, vítima que foi de um caso de extorsão na sequência de um envolvimento íntimo com um professor de dança natural de Cuba; por outro, como se o Padre José Luís, da paróquia de S. Roque, tivesse alguma coisa a ver com os critérios editoriais do DN-Madeira. Preferia, certamente, o autor do cartoon, que aquela lamentável situação que decorre no Tribunal fosse silenciada, à semelhança de tanta porcaria política que certos não gostam de ver denunciadas. O habitual.
Mas o mais grave daquele cartoon é que ele é publicado num jornal cuja orientação editorial pertence ao Senhor Bispo António Carrilho. Repito, aqui, esta parte do Estatuto Editorial: "O JORNAL DA MADEIRA é um Diário de perspectiva cristã aberta a um são pluralismo ideológico, na fidelidade ao Evangelho e no amor da Verdade, visando a formação humana plena, que desperte os Homens para as suas responsabilidades e para a sua participação na construção do mundo contemporâneo, pelo que não está enfeudado a qualquer partido político, antes desenvolvendo uma visão crítica das realidades". Questiono, então, que raio de Bispo este que permite que um jornal que tem a responsabilidade editorial do Bispo da Diocese, atacar, vergonhosamente, um dos membros que serve a Igreja? Será isto uma "perspectiva cristã" e uma "fidelidade ao Evangelho"?
O mínimo que se exige é que o Senhor Bispo peça perdão do Padre José Luís. Se não o fizer é tão velhaco quanto o sujeito que publicou ou mandou publicar tal baixaria. Que todos, aliás, adivinham quem será! O que o DIÁRIO deu a conhecer aos leitores não constituiu um ataque à Igreja; já este cartoon é um claríssimo e baixo ataque a um membro da Igreja. O Bispo só tem uma de duas hipóteses: ou pede perdão e  corrige esta pouca-vergonha diária, ou assume, de uma vez por todas, que a Diocese nada, rigorosamente nada, tem a ver com o Jornal, muito menos com o seu estatuto editorial. Estar dentro e fora por múltiplas razões não lhe fica bem.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

OS CUSTOS DIÁRIOS DO JM DAVAM PARA ALIMENTAR MAIS DE 500 PESSOAS POR DIA


E o articulista diz-se católico. Pois bem, mas certamente é muito pouco Cristão, quando fala de actores "tomarem uma bebedeira monumental contra os que puxam a carroça que lhes traz o pão-nosso de cada dia". Quem são esses actores? O governo que o articulista defende? O tal governo que gerou 22.000 desempregados, pobreza, falências em catadupa no sistema empresarial e uma dívida global de mais de oito mil milhões de euros? Então os outros que analisam estas questões, que colocam o dedo na ferida, esses é que são "prepotentes da pior espécie, que se revelam quando alguém lhes pisa os calos?" A diferença entre o articulista e o Padre José Luís Rodrigues é abissal e espelha-se nesta nota do blogue do referido Padre: "Sou sacerdote. Gosto muito do que faço. Ora bem, e o que se há-de esperar de quem é feliz! Assim, o que mais desejo neste mundo é que os outros também sejam muito felizes. Por isso, façam todos o grande favor de serem felizes". Que o articulista reflicta para que seja feliz!

Um Jornal ao serviço
da "lavagem cerebral"
Com que então... "os abomináveis abusos são vossos"! Interessante, um articulista do JM ataca a Igreja e, em particular, um membro da Igreja, um conjunto de pessoas reage e o articulista arma-se em vítima jogando para os outros as responsabilidades que são exclusivamente suas. É preciso ter uma monumental lata e não ter noção da intencional atitude de provocação. 
Ora, se na Igreja Católica madeirense alguém se tem posicionado relativamente a um conjunto de aspectos, esse alguém tem sido, ultimamente, o Padre José Luís Rodrigues. Ao longo da História recente da Madeira, outros o têm feito, eu sei, de uma forma frontal e muito profunda. Tenho presente, o que outros, sobretudo no plano político-partidário assumiram e assumem como  defesa de uma verdadeira Igreja, aquela que se coloca no meio da sociedade e não no meio do governo. E pagaram e estão a pagar muito caro o seu honesto atrevimento. Mas a figura que, nos últimos anos, distante de partidos políticos, tem escrito e assumido posições, inclusive, através das redes sociais, essa figura tem sido o Senhor Padre José Luís Rodrigues. Portanto, o articulista do Jornal da Madeira, ao escrever, embora sem falar explicitamente do Padre José Luís, obviamente, que a ele se estava a referir. Não se torna necessário ter um palminho de testa, basta um dedo, para perceber onde e a quem o articulista queria chegar. E agora, em artigo de ontem no JM, voltou a carregar, não sobre a vítima, mas sobre o DN-Madeira concretamente, a jornalista Raquel Gonçalves. Isto é, para o articulista do JM é legítimo que vomite todas as suas convicções partidárias num jornal, pago pelos impostos dos madeirenses, contra o Padre José Luís, mas outros, a jornalista e, já agora, o autor deste blogue, para o articulista, devem abster-se de qualquer comentário. É "abusivo", diz ele, porque atenta contra a "ética e a deontologia profissional". Mais, "constitui um "abominável abuso". E acrescenta: "não aceito mentiras, vaidades, ditaduras, prepotências, proibições anarcas. Deploro sábios que adoram protecção e sustentação, e que para atingirem determinados fins se escondem atrás de biombos". Isto é, para o partidário articulista, ele é que é o "sábio", e para o "sábio" não existe mentira neste governo regional, não existem vaidades, não existe uma ditadura (cientificamente moderna) e nunca existiu prepotência por parte de quem governa há 36 anos. Tudo isso confina-se, exclusivamente, assume o "sábio", às pessoas que não concordam com o que se passa, que são críticos e que demonstram ter outros olhares. Que estranho sentido da democracia e do respeito pela opinião dos outros! 
O articulista de serviço ou ao serviço de um qualquer patrão assume que "há gente feliz e outra menos feliz". Pois fique sabendo que, por me ter posicionado, tal como o Senhor Padre José Luís (e já agora os párocos de Machico e do Porto Moniz entre outras pessoas), enquanto cidadão livre, sinto-me muito feliz, simplesmente porque fui ao encontro da justiça e fui solidário perante um miserável e grotesco ataque. Saiba o articulista que vivo feliz e com gosto. 
E o articulista diz-se católico. Pois bem, mas certamente é muito pouco Cristão, quando fala de actores "tomarem uma bebedeira monumental contra os que puxam a carroça que lhes traz o pão-nosso de cada dia". Quem são esses actores? O governo que o articulista defende? O tal governo que gerou 22.000 desempregados, pobreza, falências em catadupa no sistema empresarial e uma dívida global de mais de oito mil milhões de euros? Então os outros que analisam estas questões, que colocam o dedo na ferida, que lutam diariamente contra a pobreza, esses é que são "prepotentes da pior espécie, que se revelam quando alguém lhes pisa os calos?" A diferença entre o articulista e o Padre José Luís Rodrigues é abissal e espelha-se nesta nota do blogue do referido Padre: "Sou sacerdote. Gosto muito do que faço. Ora bem, e o que se há-de esperar de quem é feliz! Assim, o que mais desejo neste mundo é que os outros também sejam muito felizes. Por isso, façam todos o grande favor de serem felizes". Que o articulista reflicta para que seja feliz!
E já agora que se lembre que os cerca de € 11.000,00 diários que o JM custa ao erário público, dariam para alimentar, todos os dias, mais de 500 agregados familiares de quatro pessoas.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

O SILÊNCIO DA DIOCESE É PIOR QUE UM ESTOIRO


Não há, portanto, qualquer diferença entre o Bispo Francisco Santana e o Bispo António Carrilho, pois defendem os mesmos princípios e os mesmos valores POLÍTICOS, que não os da Igreja. São claramente partidários. Só assim se compreende o silêncio perante o ataque feroz, sujo e ordinário ao seu presbitério, perpetrado pelo Jornal da Madeira, originalmente pertencente à Diocese e sobre o qual tem responsabilidades editoriais e só assim se compreende que mantenha o silêncio perante esse jornal, diariamente elaborado para fazer a propaganda do regime à custa dos nossos impostos, ignorando os apoios entre 1993 e 2012 que ultrapassam os 45 milhões de euros, fora um passivo de mais de 30 milhões de euros. Diariamente, lá vão dos contribuintes madeirenses cerca de onze mil euros que tanta falta fazem para esbater a pobreza que cresce sem controlo. Este silêncio, esta cumplicidade e este favorecimento partidário, enoja-me.  

Este silêncio da Diocese relativamente aos problemas que merecem a assunção de uma atitude, não posso dizer que seja incompreensível, mas, seguramente, é intolerável. E porquê? Bom, o Presidente do Governo Regional sempre disse, com estas ou outras palavras, que a Madeira teve os Bispos que interessavam, interpreto eu, os Bispos que lhe interessavam. E é verdade, desde o Bispo Francisco Santana ao D. António Carrilho, pergunto qual o que não se submeteu e favoreceu este poder político que dura há 36 anos? Por isso, não estranho o silêncio comprometedor perante casos que mereciam uma atitude clara e inequívoca, custasse o que custasse e doesse a quem doesse.
A 06 de Março de 2011, numa Missa pelos prelados já falecidos, D. António Carrilho referiu-se ao Bispo D. Francisco Santana como um homem de "lucidez e coragem" qual "bom pastor que defendeu intrepidamente as suas ovelhas" durante os "conturbados tempos da pós-revolução social e política" do 25 de Abril de 1974. Nessa altura escrevi um texto onde transmiti a minha posição: "eu, como tantos, que conhecemos a História, pelo contrário, entendo que D. Francisco Santana foi um dos culpados pela situação política que enfrentamos, pelo condicionamento social e pelos constrangimentos da liberdade e da vida democrática culta e plena. E estou à vontade para o dizer, porque Sua Excelência Reverendíssima o Senhor Bispo do Funchal, D. António Carrilho não é mais Cristão do que eu nos princípios e valores que emanam da Palavra de Cristo. Pode ser, indiscutivelmente o é, na prática, pela Sua função, nunca nos valores e no pensamento acerca da Vida e da relação com os outros". E mais à frente (...) "do ponto de vista político, alto, Senhor D. António, o Bispo Santana tem muitas e muitas culpas no cartório por tudo quanto fez e por tudo quanto não fez por uma sociedade livre dos homens e dos políticos que dela se servem. Eu tenho-o bem presente, pois acompanhei o seu Apostolado desde que regressei da guerra na Guiné (Agosto de 1974) até aos seus últimos dias (1982). Lembro-me do que se passou, das claras indicações de sentido de voto e da sua ligação ao poder liderado pelo PSD. Eu diria que a Palavra foi utilizada mais no plano partidário do que no plano de uma sociedade com valores, liberta seja lá de quem for".

Não há, portanto, qualquer diferença entre o Bispo Francisco Santana e o Bispo António Carrilho, pois defendem os mesmos princípios e os mesmos valores POLÍTICOS, que não os da Igreja. São, claramente, PARTIDÁRIOS. Só assim se compreende o silêncio perante o ataque feroz, sujo e ordinário ao seu presbitério (a edição de hoje do DN-Madeira é muito clara), perpetrado pelo Jornal da Madeira, originalmente pertencente à Diocese e sobre o qual tem responsabilidades editoriais e só assim se compreende que mantenha o silêncio cúmplice perante esse jornal, diariamente elaborado para fazer a propaganda do regime à custa dos nossos impostos, ignorando os apoios entre 1993 e 2012 que ultrapassam os 45 milhões de euros, fora um passivo de mais de 30 milhões de euros. Diariamente, lá vão do bolso dos contribuintes madeirenses cerca de onze mil euros que tanta falta fazem para esbater a pobreza que cresce sem controlo. Este silêncio, esta cumplicidade e este favorecimento partidário, enoja-me. Mais ainda, quando, por exemplo, em 2011 a RAM disponibilizou 172 páginas de anúncios no Jornal da Madeira e somente 8.5 páginas no Diário de Notícias. Que sentido de justiça, Senhor D. António Carrilho! A sua não é a Igreja onde os meus pais baptizaram-me!
Mas que D. António seja assim, enfim, não aceito mas tolero. O que já tenho dificuldades em engolir é que um jovem Padre, Marco Gonçalves, com funções no âmbito da Justiça, seja solidário com esta pouca-vergonha. Mas, será que eu é que estou errado? Afinal, quem é que tem de se "confessar"?

Ilustração: Google Imagens. 

segunda-feira, 4 de junho de 2012

OS FELIZES E OS INFELIZES


À Igreja libertadora e de justiça não basta, como ainda ontem sublinhou D. António Carrilho, ser "solidário com os problemas, necessidades e desejos" das famílias; não basta identificar que "quando está em causa a impossibilidade de assegurar o sustento e o bem-estar da família, de assumir os encargos da educação dos filhos e outros de ordem financeira e familiar, nomeadamente quanto aos idosos e doentes, em muitas situações, a família corre o risco de se fragilizar, pelo abatimento ou quebra da auto-estima, pelo espectro das incertezas e apreensões quanto ao futuro, pela tentação da ruptura do amor e da fidelidade". Não basta repetir aquilo que todos sabem, tem de saber colocar o dedo na ferida que sangra e ser implacável relativamente aos vendilhões. Pois, mas isso é complicado. Eu sei que é, mas é o caminho aconselhado por esse Homem que pela Terra passou. Ah, mas isso é política pura e dura. Pois, e Cristo não terá sido um Homem político puro e duro? A Palavra não é partidária mas é, seguramente, política. Ou será melhor, em função das circunstâncias regionais, assumir o silêncio, esse sim, partidário?

Nota prévia: sou baptizado e crismado na Igreja Católica. Então vamos a isto! 

Desde sempre e com o avançar dos anos, pouco ligo aos homens da Igreja, mas ao essencial da Mensagem de paz, amor e tolerância. Não aceito, à luz da Palavra, a existência de comportamentos desconformes, de alguns assistirem a processos errados e silenciarem-se, apostarem na caridadezinha e não assumirem o ataque frontal às causas da pobreza, enredarem-se em trololós fáceis de cantar e encantar e passarem ao lado, por conveniência, daquilo que merece incisiva actuação através de uma erecta coluna que permita olhar de frente os problemas. Irrita-me este sentido de Igreja que, quanto muito, aflora, contorna, esquiva-se, tem um olho no burro e outro no cigano, incapaz de pôr em causa, mesmo que subtilmente, os dramas sociais. Fica-se pela meritória acção sócio-caritativa, rotineira e de círculo vicioso. Uma Igreja incapaz de pôr em sentido quem tanto mal faz ao Povo dessa mesma Igreja. Porque estão em causa subsídios, porque as comissões fabriqueiras de novos templos precisam do orçamento público e porque não conseguem expulsar "os vendilhões do templo", toda essa corja de salteadores do nosso tempo, esse covil de traficantes políticos, simplesmente porque têm medo que possam gerar planos contra os próprios. Esquecem-se que esta Cruz que o Povo carrega está muito pesada, dura há muitos anos, exclusivamente por culpa de quem governa, repito, sem o sentido da paz, do amor e da tolerância. Contrariando o princípio, fazem aos outros aquilo que não desejam que os outros lhes façam. Há um silêncio cúmplice e enervante, incapaz de confrontar o medo que o poder político instalou nas pessoas, antes agrava-o com todos os outros medos. 
À Igreja libertadora e de justiça não basta, como ainda ontem sublinhou  D. António Carrilho, ser "solidário com os problemas, necessidades e desejos" das famílias; não basta identificar que "quando está em causa a impossibilidade de assegurar o sustento e o bem-estar da família, de assumir os encargos da educação dos filhos e outros de ordem financeira e familiar, nomeadamente quanto aos idosos e doentes, em muitas situações, a família corre o risco de se fragilizar, pelo abatimento ou quebra da auto-estima, pelo espectro das incertezas e apreensões quanto ao futuro, pela tentação da ruptura do amor e da fidelidade". Não basta repetir aquilo que todos sabem, tem de saber colocar o dedo na ferida que sangra e ser implacável relativamente aos vendilhões. Pois, mas isso é complicado. Eu sei que é, mas é o caminho aconselhado por esse Homem que pela Terra passou. Ah, mas isso é política pura e dura. Pois, e Cristo não terá sido um Homem político puro e duro? A Palavra não é partidária mas é, seguramente, política. Ou será melhor, em função das circunstâncias regionais, assumir o silêncio, esse sim, partidário?

Os meus conhecimentos são, reconheço, muito frágeis em matéria de argumentação. Eu apenas guio-me por princípios e por valores e, por isso mesmo, politicamente ajo. E fico a pensar, sendo a História da Palavra de Cristo, com todas as alegadas adulterações que os escritores desenvolvem, uma Palavra de uma grande consistência nas condutas, por que razão, a Igreja Católica terá perdido, em Portugal, cerca de dois milhões de fiéis? D. António Carrilho assumiu ontem que "neste quadro, complexo e difícil, mais urgente se torna fortalecer a consciência do ideal da família", mas que ideal de família, pergunto, quando os vendilhões espezinham o ser humano, trituram-no, encostam-no à parede e a Igreja, amarrada, permite, não levanta a voz, antes curva-se aos interesses dessa corja?

Este texto vem a propósito do que ainda ontem li no Jornal da Madeira, num asqueroso artigo contra o Padre José Luís Rodrigues, um dos poucos que, politicamente e não partidariamente, toca nas feridas, assume a Palavra em toda a sua extensão e significado, combate a injustiça e aponta caminhos. O Bispo e os que giram em seu redor, certamente que não gostam da sua frontalidade e do seu posicionamento, mas é desta Igreja que gosto, que contextualiza, que rompe com os silêncios, que gera rupturas, que aposta na dignidade do ser humano, que ajuda a resolver os problemas da pobreza, mas que não fica por aí, não se enclausura servindo o "senhor governo", que chama os bois pelo nome e que nos ajuda a sermos melhores. Parabéns Padre José Luís. O Senhor é um Homem feliz, os outros, uns infelizes porque transportam uma pesada consciência.
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 3 de junho de 2012

O CORVO E O MORDOMO DO PAPA


Que VERGONHA Senhor Bispo D. António Carrilho, permitir que o Jornal da Madeira publique uma grotesca ofensa contra um dos membros da Igreja. Que VERGONHA não colocar ponto final relativamente a um Jornal que consome três a quatro milhões de euros por ano, fora um passivo de mais de 30 milhões, para fazer a propaganda do PSD, quando há tanta gente a passar fome. Que VERGONHA para a Igreja, o Senhor Bispo apregoar uma Mensagem que contradiz a própria prática. Que VERGONHA sinto eu!

Oxalá todos tivessem
a coluna deste Senhor Padre.
De plasticina não é!
Intencionalmente, o Senhor Padre José Luís Rodrigues foi ofendido por um habitual cronista do Jornal da Madeira. O que li constitui um vómito azedo. Tenho pelo Senhor Padre José Luís  Rodrigues, pelo que leio e pelo que assisto, uma enorme consideração, sobretudo porque prega, contextualizando, a Mensagem de Cristo. Ao contrário de uma Igreja que lhe falta CULTURA, de uma Igreja vendida, o Padre José Luís marca a História pelo bom senso, pelas convicções que transporta e pela sua atitude que não se fica pelo ar bafiento de certas sacristias. Este está no meio do Povo. Sinto-o estar no meio de nós!
 A sua resposta às ofensas de que foi alvo aqui a deixo mas que pode ser lida no seu blogue, aqui. No seu blogue o Padre José Luís assume: "Sou sacerdote. Gosto muito do que faço. Ora bem, e o que se há-de esperar de quem é feliz! Assim, o que mais desejo neste mundo é que os outros também sejam muito felizes. Por isso, façam todos o grande favor de serem felizes". Que o cronista faça a sua penitência e que seja feliz!

"Eu, abaixo assinado, padreco da Diocese do Funchal confesso 20 pecados que me acusa a consciência livre e o pensamento solto do amor à verdade e à justiça… Confesso:
1. Ter estudado «graças à Igreja, às esmolas dos cristãos que vão às missas ou fazem doações, em moeda ou outra espécie, que não importa agora escalpelizar» (dito por Gilberto Teixeira no pasquim Jornal da Madeira 3 de Junho de 2012) – se este escriba do regime soubesse quanto sacrifício passou a minha família para educar e preparar os filhos para a vida, nunca diria semelhante coisa. E pelo que sei e observo todas as famílias que deram sacerdotes à Igreja Católica passaram pelas mesmas dificuldades e sacrifícios.
2. Não aceitar que um Jornal dito de católico, feito por gente que se diz católica, como é o caso deste escriba, se dedique à ofensa, ao boato e a aplicar nomes de calhau a uma parte de madeirenses, só pelo facto de não alinharem pela mesma bitola do poder e pensarem de modo distinto da maioria que tomou de assalto a Madeira, pretensamente legitimada com eleições. As maiores ditaduras também tinham eleições…
3. Nunca ter votado no PPD-PSD da Madeira e não ter pregado no altar que devemos votar no partido das setinhas apontadas para o céu. Confesso, não ser humilde e não ser protetor do povo a esse nível como deseja e exalta esta crónica desvairada;
4. Não estar a pactuar com os rios de dinheiro dos contribuintes gastos com o pasquim chamado Jornal da Madeira e que serve para ofender muitos madeirenses que sonham e trabalham por uma Madeira para todos; confesso ser um reles padreco que entende que tal balúrdio de milhões poderia servir para criar emprego ou quiçá matar a fome e vestir algumas famílias que neste momento estão lançadas na valeta dessa tragédia;
5. Nunca ter abandonado cerimónias religiosas para participar em atos político-partidários do regime;
6. Ter passado este fim-de-semana a pedir nas missas roupa para uma criança (menina) de 6 anos que não tem nada para vestir e não é uma criança que vive nos Himalaias, mas é filha da Madeira nova (felizmente, o meu apelo produziu solidariedade em abundância);
7. Ter que colocar uma vez por mês um grande cesto junto ao altar para recolher alimentos para enviarmos às famílias pobres das nossas paróquias, por sinal aconteceu este fim-de-semana, a generosidade foi grande;
8. Estar a ajudar famílias que precisam de medicamentos, de roupa e alimentação, porque não têm emprego, estão com fome e estão nus;
9. Não gosto da nomenclatura do regime aplicada à Madeira, «Madeira velha e Madeira nova»;
10. Não alinho com os meus colegas e com os bispos quando se colocam ao lado do poder político, contra o Evangelho e contra Jesus Cristo, pois, estão mais interessados em dinheiro e salamaleques dos poderosos deste mundo;
11. Não tenho simpatia nenhuma pela ofensa barata, que chama nomes baixos, como é o caso desta crónica deste catolicíssimo confesso. Não gosto de católicos que se gabam de o ser na praça pública, mas que não se lhes vê nada que seja em prol do Evangelho que não pactua com bajulice e contra a injustiça;
12. Não gosto da igreja que se verga às coisas deste mundo, para ser paparicada e subsistir no comodismo das riquezas;
13. Não gosto de católicos tipo «corvos» que se servem do lugar que ocupam, isso sim, à conta da «canga» de impostos que estes governantes impuseram ao povo indefeso;
14. Não gosto de «mordomos do papa», que se servem da proximidade do poder e depois saltam para a praça com ofensas graves contra quem pensa de modo distinto do status estabelecido;
15. Não gosto de um Jornal da Madeira, que sobrevive à conta dos impostos de todos nós e à conta da moral católica e publica textos contra a Igreja Católica e contra os seus padres;
16. Estes artilheiros do regime sentem que há uma viragem, os tempos correm contra si, por isso, toca a disparatar contra tudo e contra todos. Os ratos são assim;
17. Também confesso não alinhar com uma hierarquia que se deixa encantar com migalhas oferecidas pelo regime, onde se pavoneia um bispo em álbum de fotografias, num mísero caderno do pasquim Jornal da Madeira que eufemisticamente se denomina de «Pedras Vivas»;
18. Não alinho com o boato e com a ofensa rasteira de quem não tem nada para fazer e se submete a ser escriba de coisa de nada, bajulando o chefe com baixarias e misérias de quinta categoria;
19. Também confesso ter feito o exercício de ao invés de ler este miserável texto com o nome de «padrecos», coloquei vários nomes: «escriba»; «fariseu»; «artilheiro»; «jornalista de meia tigela»; «bajulador»; «labe botas»; «beato»; «católico»… E tantos outros nomes que a imaginação entender fermentar;
20. Por fim, sejam devolvidos à procedência todos estes epítetos que não merecem senão o maior dos desprezos. Entendo que se encaixam na perfeição na criatura que entendeu escrevê-los contra uma grande maioria dos padres da nossa Diocese do Funchal…
E ainda um pecado final: confesso ter sido tolerante em nome da liberdade de expressão, ter permitido que a distribuição gratuita do Jornal da Madeira aos domingos seja feita nas igrejas onde sou pároco. Então, será assim, seguindo a dica de alguns colegas, a partir de hoje, em nome da sanidade mental, de quem vem à missa a estas igrejas ficará privado de tão ilustre prosa... Paciência, vou tentar esclarecer as pessoas e pedir que recolham esse pasquim noutros sítios, porque numa igreja não merece estar um vendilhão de coisa nenhuma, um fariseu que ofende o bom nome da Igreja Católica da Madeira, que apela à violência e ridiculariza uma porção enorme de madeirenses.
José Luís Rodrigues"

sábado, 6 de agosto de 2011

OS SANTINHOS DO REGIME!


O Jornal da propaganda e os seus articulistas escrevem aquilo que, dando o benefício da dúvida, são até capazes de não sentir. Têm de escrever porque são pagos para isso. "Princípios e valores", afinal, o que é isso? Apenas palavras para consumo imediato. Ficam bem perante o senso comum. Os que assim escrevem tentam passar por "santinhos", quando, à lupa, acabam por ser a imagem do "chefe" embora, por vezes, de forma mais polida. Porém, a intenção é a mesma.


Li, esta manhã, em diagonal porque me falta a paciência, confesso, no Jornal da propaganda do PSD, apoiado pela Igreja Católica, uma lapidar frase de um articulista: "(...) O meu conceito de família deplora quem faz ataques pessoais seja a políticos ou a qualquer outro semelhante. Temos de saber honrar os princípios e os valores e os nossos compromissos". Eu diria que se trata de uma frase politicamente correcta, que soa bem e que qualquer leitor aprova sem qualquer reticência. O problema é que não passa disso mesmo, de uma frase ou de uma conjugação de palavras que não corresponde, do ponto de vista político, a um posicionamento verdadeiramente sentido. E sublinho isto porque nunca aceitaria, mas nunca, pertencer a um partido em que, desde o "chefe" a muitos outros, passassem todo o tempo a insultar e a ofender com frases e posições do mais grotesco e agarotado que se possa imaginar. Todos sabem que é assim, não estou aqui a escrever sobre um assunto que suscite alguma dúvida. Todos conhecemos, por exemplo, o repertório do Dr. Jardim, as suspeitas lançadas, as ofensas perpetradas, o achincalhamento público, o trator das palavras que espezinha quem se apresenta com uma opinião diferente, o palco e o dedo em riste contra todos, amedrontando e colocando em sentido os demais. A questão é precisamente esta, afinal, onde está o conceito e o respeito pela (...) "família" (dos atingidos), onde se encontra, genericamente, essa condenação aos "ataques pessoais seja a políticos ou a qualquer outro semelhante"?
Mas o Jornal da propaganda e os seus articulistas escrevem aquilo que, dando o benefício da dúvida, são até capazes de não sentir. Têm de escrever porque são pagos para isso. "Princípios e valores", afinal, o que é isso? Apenas palavras para consumo imediato. Ficam bem perante o senso comum. Os que assim escrevem tentam passar por "santinhos", quando, à lupa, acabam por ser a imagem do "chefe" embora de forma mais polida. Porém, a intenção é a mesma.
Escrevo, muitas vezes, de forma politicamente contundente, mas ninguém pode-me acusar de ter ofendido, no plano pessoal, as figuras do regime, desde o "chefe" aos restantes. Mas, na vida que levo de opositor ao regime, sei tudo quanto fizeram e continuam a fazer a tanta gente. Aos meus amigos e a mim próprio. Como para sair a uma porta nunca precisei de meia-hora para enrolar o rabo, esqueço com facilidade e com todos mantenho a cordialidade sem ressentimentos. Ensinou-me um velho professor: "anda sempre com o apagador na algibeira. Assim poderás apagar o que não te interessa, ficando assim as coisas boas da vida". Sigo esse conselho.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ASSIM, NÃO É FÁCIL... MAS A LUTA TEM DE CONTINUAR


Ela pode ter uma participação, mesmo que mínima, no capital social da empresa, mas daí autorizar a sua distribuição no interior do seu espaço, penso que o descaramento vai longe demais. Não é aceitável nem razoável, simplesmente porque ali está uma questão de política e não uma questão de transmissão da Palavra.

Há de facto situações
que não cheiram nada bem!
 Ontem, vivi uma experiência interessante que proporciona reflexão sobre as desproporcionalidade dos meios para fazer chegar às pessoas a mensagem político-partidária. O PS elaborou um "flyer" com as dimensões de 6x21 centímetros, subordinado ao título "Autonomia ao Serviço do Povo" e com sete pontos essenciais que se subordinam à seguinte posição: "Os salários dos funcionários públicos só baixam na Madeira se o governo regional do PSD quiser". Várias equipas foram distribuídas pela cidade e, discretamente, à saída das missas de Domingo, o documento foi distribuído.
Ora bem, à saída da celebração, invariavelmente, na esmagadora maioria dos locais por onde passei, as pessoas saíam com o Jornal da Madeira. O tal órgão de comunicação social, pago com o dinheiro dos contribuintes, distribuído "de borla" e que funciona como um "boletim da paróquia" agora em formato grande. Antes, era o panfleto elaborado na antiga "máquina de escrever", impresso no velho "stencil", manual ou eléctrico, depois, na fotocopiadora e, agora, em formato tablóide. E a Igreja Católica, infelizmente, permite isto. A Diocese pode ter uma participação, mesmo que mínima, no capital social da empresa, mas daí autorizar a sua distribuição no interior do seu espaço, penso que o descaramento vai longe demais. Não é aceitável nem razoável, simplesmente porque ali está uma questão de política e não uma questão de transmissão da Palavra. Mas, enfim, na Madeira, é assim, vale tudo pela manutenção do poder. Lamento, porque não é esta a dimensão da Democracia onde gostaria de viver.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

COMISSÃO DE INQUÉRITO PARA ESCONDER A REALIDADE


A comunicação social na Madeira apresenta um quadro que implica ser analisado, avaliado e responsabilizado. Há elementos, há factos, transmitidos ao Conselho da Autoridade da Concorrência e à Entidade Reguladora da Comunicação Social. São públicos os dados da inadequação da atribuição da publicidade institucional. Conhecem-se os despedimentos relacionados com essa ausência de equidade. São públicas as pressões sobre os meios de comunicação social e sobre os jornalistas. Portanto, existe matéria, mais do que suficiente, para preocupar o primeiro órgão de governo próprio. Mas, afinal, qual é a verdadeira intenção do PSD?

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A VOLTINHA DO COSTUME E A AREIA PARA OS OLHOS DO POVO


Imagine-se o Governo da República a visitar os 308 municípios a que correspondem 4.257 freguesias de Portugal, como pressuposto necessário para apresentar o Orçamento de Estado para 2011. Parece-me ridículo. Na mesma tarde ou manhã, pula de concelho em concelho, com uma série de papéis, engendra uma conversa aqui outra ali, obviamente para consumo, e assim, diz ele, se elencam as prioridades.

Algumas notas ao início desta manhã.
1ª A VOLTA À ILHA. E o governo lá vai, de concelho em concelho, fazendo de conta que ouve os autarcas, no sentido da "elaboração" do próximo Orçamento e Plano da Região. "Show-off" em estado puro, comunicação social atrás e, como diz o povo, fogo de vista. Nada mais. Imagine-se o Governo da República a visitar os 308 municípios a que correspondem 4.257 freguesias de Portugal, como pressuposto necessário para apresentar o Orçamento de Estado para 2011. Parece-me ridículo. Num tempo em que tudo está em rede. Na mesma tarde ou manhã, pula de concelho em concelho, com uma série de papéis, engendra uma conversa aqui outra ali, obviamente para consumo e assim, diz ele, se elencam as prioridades. De permeio umas declarações para a comunicação social. A páginas tantas surge o aviso ao povo: cuidado, eles andam por aí a prometer coisas que sabem não poderem fazer. Mas quem? A Oposição?
Só quem anda distraído engole toda esta farsa. Aliás, não há seriedade no discurso, tampouco orçamental quando, todos sabemos, em função do importante acto eleitoral do próximo ano, as Legislativas Regionais, e do habitual comportamento político em ano eleitoral, que tudo já está definido e, provavelmente, as datas das inaugurações marcadas. Esta é, portanto, a volta da encenação, pela enésima vez repetida, onde o "chefe" dita ordens para esta ou aquela obra mais emblemática, a obra que possa, estrategicamente, por aqui e por ali, voltar a enganar as pessoas. Ainda por cima, quando existe uma montanha de dívidas por liquidar, um pré-estado de falência que a todos preocupa. O exercício da política necessita de seriedade, menos espectáculo, maior rigor e credibilidade.
2ª A PLATAFORMA DEMOCRÁTICA. A convergência continua na ordem do dia. Preocupa o Senhor das Angústias. Não raro o dia dela fala, manifestamente preocupado. No essencial ele tem consciência dos contornos deste poder, como o alimenta e como ele sobrevive. E tem consciência dos limites, que está no fim da linha política, que alimentou um monstro prestes a rebentar, que as pessoas andam ansiosas ou por falta de emprego ou por não verem o dia da esperança em melhores dias. Ele sabe que os sistemas de saúde e de educação estão a rebentar pelas costuras, que há imensos desconfortos em todos os sectores e áreas de actuação política, que se aproxima o dia de alguns começarem a saltar deste barco, desconfiados que o timoneiro já não sabe para onde vai e, por isso, qualquer caminho lhe serve. A "Plataforma" ou, em um primeiro momento, a convergência entre todos, preocupa-o e daí o ataque, a utilização de todos os meios para denegrir aquilo que me parece inevitável... porque tudo tem o seu tempo.
3ª O PROFESSOR MARCELO E A OPOSIÇÃO. E se ele estivesse calado, não teria sido melhor? Então o DN é melhor oposição que a Oposição Política?
Esta tirada não só é deselegante para os profissionais do Diário e para a sua administração, como não corresponde à verdade. O DN constitui, Professor Marcelo, uma das poucas frestas onde se pode respirar independência editorial. Não elogia a oposição, mas publica e destaca os posicionamentos que o poder não gosta de ver publicados. E conhecerá o Professor Marcelo a luta de trinta e tal anos de Oposição, as excelentes propostas feitas e chumbadas, os estudos e as denúncias, o trabalho notável de sistemáticos alertas para a condução da vida pública? Conhecerá o Professor Marcelo, o estado social, cultural, económico e finananceiro da Região, em situação de ruptura? E será que não competirá aos órgãos de comunicação social livres denunciarem o abismo onde a Região se encontra? Se sabe, então, porque esconde? O que é isso de dar uma no cravo e outra na ferradura? E sabe, ora se sabe, que dos nossos impostos, quatro milhões vão direitinhos para a propaganda, distorcendo as regras do mercado? Então, que razões o levam a esconder? Eu sei!
Ilustração: Google Imagens.