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segunda-feira, 16 de maio de 2016

ARMADOS EM PAIZINHOS... ESCREVERAM UMA CARTA!


Da comunicação social: "Pedro Passos Coelho falou com o presidente da Comissão Europeia (CE), Jean-Claude Juncker, e Maria Luís Albuquerque escreveu ao vice-presidente Valdis Dombrovskis. Ambos pediram à Comissão Europeia (CE) para não aplicar sanções a Portugal por ter terminado 2015 com um défice excessivo".


Os dois, de braço dado com Paulo Portas, durante quatro anos esfolaram os portugueses com severas medidas de austeridade, baseadas na teoria que os portugueses viveram, durante anos, acima das suas possibilidades! Um povo pobre, na cauda de tantos indicadores, foi tido como "rico". E nesse mar de enganos, foi o "rico" povo, paradoxalmente, chamado a pagar a falência dos bancos, ao mesmo tempo que viu uma série de importantes empresas estratégicas voarem para as mãos de estrangeiros. Vinha aí um futuro esperançoso, anunciavam todos os dias. Portanto, "aguentem" o corte nos salários, ofereçam ao Estado uma parte do produto do vosso trabalho através de uma brutal carga fiscal, "aguentem" o desemprego, emigrem, pediu aos jovens, em 2011, o ex-ministro e falso licenciado Miguel Relvas, porque há uma geração «fantástica» que, "infelizmente", não tem condições para viver em Portugal. E procurar melhor lá fora é "extremamente positivo". E centenas de milhar de portugueses voltaram à emigração ao jeito dos anos sessenta, enquanto milhões ficaram cá dentro dependentes da solidariedade social.
Passaram quatro anos a esmifrar, a roubar os reformados e pensionistas, a retirar aos pobres para dar aos ricos e corruptos, mas sempre com o discurso que alimentava a esperança que, mesmo ali ao virar da esquina, estaríamos no país de sonho, onde o trabalho não faltaria e a felicidade sentida diria que tinha valido a pena. Pelo contrário, a dívida continuou altíssima e a Educação, a Saúde e os Direitos Sociais resvalaram. Estamos mais pobres a todos os níveis. Que o digam as instituições de solidariedade social. São milhões a viver na pobreza ou nesse limiar. Recuámos dez anos nos indicadores de pobreza. Curiosamente, os mesmos que, por ideologia e submissão aos interesses de uma Europa despida de princípios e de valores, criaram a situação, apresentam-se, face a um novo governo, claramente armados em paizinhos, a solicitar a essa Europa, que serviram de joelhos, para não "castigar" Portugal por défice excessivo. Ah, senão fosse o BANIF... tudo estaria certo. Mas houve o BANIF, como em outros tempos, desde 2008, o País confrontou-se com a maior crise internacional dos últimos sessenta anos e com a falência de outros bancos. Estamos todos lembrados. Que lata demonstraram com aquela cartinha! Aqui mandam uma carta, mas na família europeia a que pertencem, vozes representativas pediram para não perdoar. E assim vamos...
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 24 de maio de 2015

SUJEITO QUE ROUBA NÃO PRECISA DE TRABALHAR!


A Senhora Ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque continua ao ataque contra aqueles que puxam de um lado e do outro para sobreviverem, no meio desta tempestade fabricada. Foi ela que, há já algum tempo, apesar de um salário superior a seis mil euros, sublinhou que tinha "três filhos pequenos" e que "tem pouca margem para poupar". Isto quando o jornalista perguntou se já tinha ou pretendia fazer um "Plano de Poupança-Reforma" (vídeo). Aliás, na sequência do Professor Cavaco, Presidente da República, que logo no início da crise adiantou: a minha reforma "não vai chegar para pagar as minhas despesas". Todos estão lembrados destas posições que deveriam obrigar a uma grande contenção, mas que com o maior dos desplantes foram ditas e multiplicadas pelo nosso país fora.

Oiça os portugueses!

É esta Ministra das Finanças, a tal dos "cofres cheios" e dos "jovens multipliquem-se" e que, recorrentemente "presta vassalagem à Alemanha" (comentário de Marques Mendes), no passado Sábado, a propósito da sustentabilidade da Segurança Social (com a mentira se engana), veio dizer aos portugueses: "(...) e essa alguma coisa pode passar, se for essa a opção, por alguma redução mesmo nos actuais pensionistas (...) porque "o esforço tem de ser distribuído entre todos, actuais pensionistas, futuros pensionistas, jovens a chegar ao mercado de trabalho (...)". Dirão os portugueses: tão fácil, desde que eu esteja bem, mesmo sem poder fazer um PPR, os outros que se amanhem. Os contratos estabelecidos com o Estado, esses podem ser rasgados e ignorados. Daqui se pode concluir que o Estado se comporta de forma idêntica ao ex-BES de Ricardo Salgado, no essencial, que se "lixem" os que foram literalmente enganados com o designado papel comercial. Atira-se para o lixo o princípio da honestidade do Estado, brinca-se com as já de si pobres expectativas dos portugueses, cortam-se direitos sociais e debita-se, mensalmente, sem qualquer pudor, na carteira dos cidadãos, taxas, sobretaxas e outras extorsões para alimentar as lógicas do mundo financeiro sem controlo, ávido de dinheiro fresco. 
Assim, é muito fácil governar. O sujeito que rouba não precisa de trabalhar. O Estado português segue esse pressuposto. Até ao dia da população apanhar o(s) gatuno(s) e aplicar a sua própria justiça.

sábado, 18 de abril de 2015

GOVERNO SEM VERGONHA NA CARA


É o descaramento total. O governo pretende ir, novamente, à carteira dos pensionistas para “roubar”, em 2016, seiscentos milhões de euros. Há aqui uma atitude gangster, um esbulho próprio de uma cambada de políticos malfeitores. Foi a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), são, ainda, as taxas e sobretaxas, o aperto nos escalões do IRS, o aumento das contribuições para os sistemas de saúde, o IVA, o pavoroso e inexplicável IMI, onde se paga, escandalosamente, para viver numa casa que não pertence ao Estado, é o facto de há vários anos as pensões estarem congeladas, o que significa perda de poder compra, é a água, a energia, as comunicações, é a substancial redução dos direitos sociais, é a situação de pensionistas a aguentarem a vida dos filhos desempregados e, como se isto não bastasse, querem dar mais um golpe, uma cacetada, rasgando e mandando para o lixo contratos, baseados na Lei, assumidos de boa-fé, presumia-se, com os trabalhadores. Os que cumpriram, sem piar, quarenta e mais anos de descontos, concluem, uma vez mais, que o Estado português não é pessoa de bem. É rasca! 

Condenam o BES e todos os outros banqueiros que geraram situações imperdoáveis, mas, afinal, comportam-se de forma idêntica. Uns foram literalmente enganados com a história do papel comercial com retribuição garantida, diziam; no caso dos pensionistas fazem tábua rasa dos contratos assumidos. Só o nome do “papel” é que muda porque os comportamentos são semelhantes.
Vivemos num Estado ladrão, armado até aos dentes, perante um povo indefeso. Um Estado que debita sem a nossa expressa autorização. Gentalha que não governa para o povo, mas para a cadeia de interesses faminta de dinheiro fresco. Quem governa não actua nas causas, junto dessa cáfila de especuladores do “deus mercado”; quem governa não mostra os dentes a essa Europa de vários discursos que, subtilmente, transfere com uma mão e esfola com a outra; quem governa apenas segue a liturgia do dinheiro, da ganância de uns à custa da pobreza de milhões. Não falam em melhorar as condições de vida das pessoas, mas na redução do preço do trabalho. Espantoso. 
Talvez para alimentarem os “cofres cheios” (que ridículo), segundo a expressão da Ministra das Finanças. Não é de estranhar, por isso, que os pobres estejam cada vez mais pobres e a fugirem do país (os que podem), ao mesmo tempo que crescem as fortunas, muitas, mal explicadas. A classe média, essa, dia-a-dia está a ser dizimada em nome dos “mercados”. É tempo de acabar com esta pouca-vergonha, com a mentira, com a verdade conveniente atrelada à ameaça, por parte de partidos que são, apenas, correias de transmissão de outros execráveis poderes. A falta de vergonha é tal que nem recuam sabendo da óbvia inconstitucionalidade das propostas. E o Presidente da República… moita! Raios-os-partam.
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

WOLFGANG SCHÄUBLE PORTUGAL É "A MELHOR PROVA" DE QUE OS PROGRAMAS DE AJUSTAMENTO FUNCIONAM



Ao mesmo tempo que este senhor assume como destino a gravosa e penalizadora austeridade, Junker diz que "pecámos contra a dignidade dos cidadãos gregos, portugueses e irlandeses" (...) e que "é preciso aprendermos com as lições do passado". Junker vai ao ponto de criticar, severamente, os dez anos de Durão Barroso. O curioso disto é que Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas e Maria Luís Albuquerque pensam como o alemão Schäuble.
Com todos os erros internos que possam ser imputados à Grécia, a verdade é que a austeridade nada resolveu num País com 35% da população em risco de pobreza. Pavloupolos, eleito Presidente da República grega, exclamou: "(...) Se isto não é uma crise humanitária, é o quê?". E em Portugal, a situação não é também dramática? Como iremos pagar a dívida, insisto, fabricada externamente? Através de uma contínua austeridade que rouba? Cavaco Silva e seus pares deveriam ter a percepção da realidade e de não alinharem nesta loucura destruidora da esperança, em consequência de uma partidarite aguda.
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

"NÃO SE PODE TER TUDO"


Ontem, a Senhora Ministra das Finanças arengou qualquer coisa neste sentido: "(...) persistimos e estamos a chegar onde queríamos (...) nós somos ensinados desde pequeninos que não se pode ter tudo. E, frequentemente, achamos que isso é muito injusto, mas aprendemos (...) que nada se faz sem trabalho e, depois, curiosamente, alguns chegam a adultos e esquecem-se. (...)". Senti uma revolta perante estas palavras acompanhadas de um sorriso que transmite algum cinismo e hipocrisia. Ela falou para uma plateia de deputados do seu partido (PSD) e, certamente, para convidados da mesma área política. Deveria falar para uma plateia 600.000 desempregados, mais uma legião de de centenas de milhar que emigraram porque, aqui, nem ao mínimo tiveram direito; deveria falar para os milhares de alunos dos estabelecimentos de educação e ensino onde falta muito; deveria falar para todos quantos deixam os medicamentos no balcão das farmácias ou para todo o pessoal de saúde que, profissionalmente, vivem no fio da navalha; deveria falar para os pensionistas que, nos últimos anos, foram espoliados sem dó nem piedade. Pois, "não se pode ter tudo", mas há direitos inalienáveis. O direito ao trabalho, o direito à Educação, o direito à Saúde, o direito de não verem debitadas, mensalmente, nas nossas contas, valores face aos quais o povo não tem qualquer responsabilidade. 

Deveria escutar as vozes da sociedade

Eu sei, todos sabemos, que estão "a chegar onde queriam". Estão a chegar ao desmantelamento do estado social, à privatização de tudo o que mexe, à venda do País ao desbarato permitindo que entrem por aí adentro uma horda de estrangeiros que vêm comer a carne, ao ponto do homem que aqui nasceu ser apenas uma peça descartável na vergonhosa engrenagem que estas políticas defendem. Nem ao trabalho têm direito. E mesmo tendo trabalho não deixam de estar encurralados no círculo vicioso da pobreza. A Senhora Ministra deveria ter vergonha na cara e não dizer tanto disparate. Assumiu: "(...) hoje em dia olho para o trânsito com novos olhos. Em vez de pensar no tempo que estou a perder, penso no significado que isto tem na recuperação da actividade económica". Como se esse fosse um indicador de progresso e de bem-estar social. Há frases que mexem com o mais pacato cidadão quando analisadas cautelosamente. Senhora Ministra, brinque e entretenha-se lá com os números das suas folhas de "Excel", mas não ofenda a esmagadora maioria dos portugueses que não querem "ter tudo", apenas querem o mínimo. E explique, também, como é que os milionários crescem a um ritmo idêntico ao do crescimento da pobreza. Nunca mais é Outubro...!
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 28 de março de 2014

APROXIMA-SE NOVO CORTE NAS PENSÕES E A POSSIBILIDADE DE TORNAR PERMANENTE A "CONTRIBUIÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE SOLIDARIEDADE"


Continuam a enganar as pessoas. Nos próximos dias, segundo a comunicação social, o governo começará a estudar (se já não está!) um novo corte nas pensões e tornará definitiva a designada "Contribuição Extraordinária de Solidariedade" (CES). "Extraordinária" diziam eles.  Isto apesar de um mentiroso ter dito, no decorrer das jornadas parlamentares do PSD que "não é verdade que venham aí mais cortes de salários e pensões". Porém, o Económico assume que "(...) as mudanças vão ser feitas em dois tempos. Primeiro, com medidas de curto prazo que permitirão substituir a CES por uma outra coisa qualquer e, depois, com uma reforma mais profunda" onde se incluem as pensões. O ministro Marques Guedes fala de "alarmismo"! A seu tempo confirmar-se-á a nova chicotada em quem acreditou ser o Estado pessoa de bem. Veremos. Certo é que, por um lado, se o governo tem vindo e continua a roubar de forma descarada, por outro, é um fartar vilanagem. É o que depreendo do Despacho n.º 4211/2014, assinado por Maria Luís Albuquerque, que criou a "Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), cujo presidente vai auferir de € 13.500,00 mensais. Nada tenho contra a sua eventual qualidade profissional, se a tem e de onde vem, se aquele valor é ou não ajustado, tenho sim contra o ESBULHO que estão a fazer a todos os outros portugueses para alimentar uma corja que se serve do Estado, servindo os interesses dos mercados. Corja, repito!


A Resolução do Conselho de Ministros n.º 73/2013, de 14 de Novembro, determinou o processo de criação da Instituição Financeira de Desenvolvimento (IFD), que tem como objetivos contribuir para a concretização das políticas públicas de promoção do crescimento e emprego, visando o desenvolvimento inteligente, sustentável e inclusivo, melhorar as condições de financiamento da economia, e aperfeiçoar a arquitetura institucional dos instrumentos financeiros, através do aumento de eficácia dos instrumentos de financiamento da economia e da realização plena dos princípios da boa governação. A referida resolução determinou a criação da estrutura de missão designada por Comissão Instaladora da IFD, constituída por um presidente e três vogais, os quais foram designados pelo Despacho n.º 870/2014, de 13 de Janeiro, do Primeiro-Ministro.
Nos termos do n.º 10 da Resolução do Conselho de Ministro n.º 73/2013, de 14 de novembro, ficou estabelecido que o presidente e os vogais da comissão instaladora são equiparados para efeitos remuneratórios, respetivamente, a presidente e a vogal de conselho de administração das empresas classificadas no grupo A (...).  
Assim, ao abrigo do disposto no n.º 10 da Resolução do Conselho de Ministros n.º 73/2013, de 14 de Novembro determino o seguinte:
1- É autorizada a opção pelo valor correspondente à remuneração média dos últimos três anos do lugar de origem para:
a) O Presidente da comissão instaladora, Paulo Azevedo Pereira da Silva, com limite de 13.500,00 € mensais;
b) A Vogal, Carla Maria de Castro Chousal, que fica a auferir uma remuneração mensal no valor de 12.515,44 €; 
c) O Vogal, Nuno Miguel de Ferreira Soares, que fica a auferir uma remuneração mensal no valor de 8.034,98 €. (...)
14 de Março de 2014.
A Ministra de Estado e das Finanças 
Maria Luís Casanova Morgado Dias de Albuquerque
NOTA:
Mas isto não é nada comparado com Eduardo Catroga (PSD) "ex-braço-direito de Pedro Passos Coelho nas negociações com a troika que ganhou na EDP, enquanto Presidente do Conselho Geral e de Supervisão, € 430.000,00, em 2012, e António Mexia 3,1 milhões, relativos a salários e prémios. (Sol, 06.Abril.2013). E nós é que vivemos acima das nossas possibilidades!
Ilustração:  Google Imagens.

quarta-feira, 5 de março de 2014

ALFREDO BARROSO E A SENHORITA MARIA LUIS ALBUQUERQUE



A senhorita Maria Luís é como o armeiro branco da anedota...
«Este governo não tem nada contra os funcionários públicos nem contra os pensionistas», disse a inefável ministra das Finanças, senhorita Maria Luís Albuquerque, explicando que o alargamento da famosa Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES) justifica-se pela «necessidade de garantir a sustentabilidade das contas públicas».
Esta extraordinária declaração da senhorita Maria Luís fez-me lembrar uma famosa anedota, que, por acaso, me foi contada pela primeira vez pelo Raul Solnado, num jantar de aniversário, há mais de 20 anos, e que reza mais ou menos assim:
Numa cidade do sul dos EUA, um preto entra numa loja de venda de armas, é recebido ao balcão pelo armeiro branco dono da loja, vai olhando para as armas expostas nas vitrinas e vai perguntando:
- O senhor tem uma pistola Beretta?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Walther?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Smith & Wesson?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma espingarda Remington?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Brownning?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Kalashnikov?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma pistola-metralhadora UZI 9MM?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma Breda M37?
- Não tenho, não senhor!
- E tem um lança granadas de espingarda Energa m/953?
- Não tenho, não senhor!
- E tem um lança granadas Battlefield 4 MGL?
- Não tenho, não senhor!
- E tem uma BaZuka by runie84?
- Não tenho, não senhor!
- Oiça lá, o senhor tem alguma coisa contra os pretos?
- Tenho, sim senhor! Uma Beretta, uma Walther, uma Smith & Wesson, uma Remington, uma Brownning, uma UZI 9MM, uma Breda M37, um Energa m/953, um Battlefield 4 MGL, uma BaZuka by runie84, e ainda, se for preciso, um Canhão Sem-Recuo de 106MM!
A senhorita Maria Luís também não tem nada contra os funcionários públicos e contra os pensionistas, a não ser a Contribuição Extraordinária de Solidariedade (CES), os cortes brutais nos salários e nas pensões, o aumento dos impostos e das contribuições para a ADSE, a diminuição dos subsídios de doença e de desemprego, assim como das comparticipações nos medicamentos, o aumento das taxas moderadoras no SNS, etc, etc, etc...
NOTA
Texto que me chegou por e.mail com ilustração Google Imagens.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

UM ANJINHO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Ricardo Ferreira Pinto, no blogue "Aventar" escreveu: "(...) Por uma vez na vida, tenho de dar os parabéns a Rui Rio. Chamou os bois pelos nomes (aqui chegado, resisto à piada fácil) e disse aquilo que é evidente para todos a não ser para os ingénuos: que Maria Luís Albuquerque mentiu de forma descarada no Parlamento e que, por isso, não tem condições para ser Ministra das Finanças. "Não disse a verdade toda" foi a frase utilizada por Rui Rio. Vai dar ao mesmo. Mentirosa, impostora, trapaceira, trampolineira, enganadora. É tudo a mesma coisa. Numa única frase, mentiu com quantos dentes tem na boca. Não era necessário vir Rui Rio dizê-lo. Todos ouvimos a Srª Swap no Parlamento. Dizendo que não sabia de nada e que nada lhe fora transmitido. Não sabia de nada? O próprio Vítor Gaspar o disse ontem, ela sobre o assunto em causa sabe mais do que a Lúcia. É a experiência em pessoa, visto que ela própria assinou vários contratos do género, ruinosos para as contas públicas".

"O Palhaço" de Paula Rego.
Um caso de estudo
também ao nível da premonição. 
"A última mamada" 
(tradução de "The last feed") 

Anjinho, com asas, certamente que não é. Mas faz-se passar por isso. Ora, o Presidente da República ao assumir que continua a ter a garantia do primeiro-ministro de que não existe "a mínima dúvida" e de que "nada pesa" sobre a ministra das Finanças relativamente aos contratos "swap", parece querer passar entre os pingos da chuva de críticas sem se molhar! Disse: "Eu falo directamente com o primeiro-ministro que continua a reafirmar seguramente, sem a mínima dúvida, e eu não posso deixar de acreditar no primeiro-ministro", afirmou, em Mondim de Basto, sobre a polémica que envolve a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque. Pedro Passos Coelho, referiu o Presidente, que lhe deu "garantias absolutas de que nada menos correto pesava" sobre a ministra. Dir-se-á que o Presidente continua a não ouvir os comentadores, alguns até que fazem parte do próprio Conselho de Estado, continua a não querer cruzar a informação disponível, inclusive, o que se passou e passa na comissão de inquérito na Assembleia da República, continua a passar por cima do que o "mariola" Pedro Passos Coelho, na caracterização de Nicolau Santos (Expresso), disse, em 2011, no decorrer da campanha eleitoral e o que de seguida fez aos portugueses, esquece todas as mentiras e aldrabices políticas do primeiro-ministro, e vem dizer que "(...) por isso, eu não vou fazer nenhuma especulação em relação àquilo que diz este agente político ou o outro agente político (referia-se às declarações de Rui Rio). Nos termos da Constituição é o primeiro-ministro que informa o Presidente da República de que nada pesa sobre a senhora ministra das Finanças". Cavaco provou, uma vez mais, ser o "anjinho da guarda" deste governo, não fosse ele um adepto de "um presidente, uma maioria e um governo", todos afinadinhos no mesmo sentido.
Isto é preocupante. É evidente que não faço, até porque não conheço todos os contornos da polémica "swaps", qualquer apreciação à ministra Maria Luís Albuquerque. No entanto, não deixa de ser estranho, muito estranho, que personalidades do próprio PSD, alguns até comentadores da actividade política, assumam que, quem mente numa comissão de inquérito da Assembleia da República, não tem condições objectivas para continuar ministra. A este propósito, Ricardo Ferreira Pinto, no blogue "Aventar" escreveu no dia de ontem:  "(...) Por uma vez na vida, tenho de dar os parabéns a Rui Rio. Chamou os bois pelos nomes (aqui chegado, resisto à piada fácil) e disse aquilo que é evidente para todos a não ser para os ingénuos: que Maria Luís Albuquerque mentiu de forma descarada no Parlamento e que, por isso, não tem condições para ser Ministra das Finanças. "Não disse a verdade toda" foi a frase utilizada por Rui Rio. Vai dar ao mesmo. Mentirosa, impostora, trapaceira, trampolineira, enganadora. É tudo a mesma coisa. Numa única frase, mentiu com quantos dentes tem na boca. Não era necessário vir Rui Rio dizê-lo. Todos ouvimos a Srª Swap no Parlamento. Dizendo que não sabia de nada e que nada lhe fora transmitido. Não sabia de nada? O próprio Vítor Gaspar o disse ontem, ela sobre o assunto em causa sabe mais do que a Lúcia. É a experiência em pessoa, visto que ela própria assinou vários contratos do género, ruinosos para as contas públicas".
Só o Presidente da República não consegue, sequer, ter a mínima dúvida. Ah, esquecia-me, foi este presidente que um dia disse "eu nunca me engano e raramente tenho dúvidas". Ou será que a cumplicidade política Passos Coelho/Maria Albuquerque advém do facto dela ter sido sua professora, na Universidade Lusíada? Não sei. Apenas constato e divago sobre as minhas dúvidas.
Ilustração: Google Imagens.