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quarta-feira, 23 de março de 2016

TUDO MUDO COMO EM OUTROS TEMPOS...

Já tinha visto esta foto. Agora, chegou-me, novamente, através de um amigo. Dá conta da revolta contra a austeridade manifestada por deputados no Parlamento Europeu. Curiosamente, ou talvez não, na imprensa portuguesa não constituiu matéria de interesse. Não é de estranhar. Os últimos quatro anos, esta é a minha leitura, serviram, também, para exercer um certo controlo sobre a informação publicada. Todos os dias tal é notório através de peças e dos comentários de muitos "avençados".  







segunda-feira, 20 de abril de 2015

EM DEFESA DE PORTUGAL


Não tenho formação em Economia, mas, no mínimo, sei ler e conjugar declarações e percepcionar o que à minha volta se passa. Neste pressuposto há muito que defendo uma expressão que sintetiza o que penso sobre a marosca financeira internacional: "Portugal deve mostrar os dentes à Europa". Não é uma expressão simpática, eu sei, mas transporta, penso eu, por palavras que todos compreendem, que não podemos ser uma correia de transmissão de outros poderes que insistem, persistentemente, numa clara ingerência interna, isto é, não podemos seguir o provérbio "maria vai com as outras". Parece-me determinante que temos o óbvio dever nacional de afrontá-la, respeitando-a, mas dizendo aos seus mentores que aqui mandam os portugueses. Uma coisa é o sentido de comunidade, outra bem diferente, a venda do país. Escrevi muitos textos sobre este meu posicionamento. E ontem, aliás, no seguimento das suas posições, quem sou eu para contrariá-lo, o Prémio Nobel da Economia Paul Krugman, disse, em Atenas, que a política de austeridade que tem sido aplicada na Europa deve acabar e que o Governo grego deve manter as suas "linhas vermelhas" nas negociações com os credores."(...) A estrita política de austeridade na Grécia deve terminar" e que o Governo, liderado por Alexis Tsipras, não pode ceder na redução de salários e pensões. 


Esta a posição de um Nobel da Economia. Mas ele não está só neste processo. Tantos que se têm posicionado no mesmo sentido! Portugal, não. Portugal continua agarrado à cartilha do FMI, subordinado aos sacrossantos princípios da troika, à subordinação do "deus mercado", à penosa austeridade e às consequências daí resultantes: empobrecimento, emigração e agravamento da dívida, na mesma proporção que crescem os impostos e a supressão dos direitos sociais. A realidade sentida, a partir dos indicadores disponíveis é esta e não me parece passível de contestação. Neste contexto, espero que um novo governo de Portugal assuma, claramente, uma posição inequívoca, sem espalhafatos, mas onde sobressaia a responsabilidade na defesa dos desígnios nacionais.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 11 de maio de 2013

CACETADA EM CIMA DE CACETADA


Um governo que não respeita os contratos estabelecidos com os cidadãos não merece ser respeitado. Não há nada, rigorosamente nada, que justifique o saque que, novamente, se preparam para fazer junto dos aposentados da função pública. Ao longo de quarenta ou mais anos foram os sucessivos governos que definiram os impostos e outras contribuições obrigatórias, sem quaisquer hipóteses dos cidadãos reclamarem fosse o que fosse. Têm de descontar e ponto final. Descontaram no pressuposto que, mais tarde, seriam reembolsados segundo um cálculo concordante com os valores entregues. O Estado foi, assim, fiel depositário de um dinheiro que não lhe pertence. O dinheiro entregue pertence aos trabalhadores. Quando a devolução é penalizada, eu diria, sucessivamente penalizada, o governo que tem a responsabilidade de garantir os contratos celebrados, comporta-se como uma máfia às ordens de um "padrinho" que vive em outras paragens. 

Todos de pontaria afinada contra o Povo. 
E foi este Senhor que disse 
que o valor da sua aposentação
não lhe chegava. Imagine-se os outros!


Penso não existir outra leitura possível por maior que seja a bondade da população aposentada. O que já foi perpetrado e o que dizem vir a caminho, sugere que se aplique uma única palavra: ladroagem. Podem os mentores deste empobrecimento forçado não gostar, mas não há outra palavra que caracterize a actual situação. O que dizer, por exemplo, da retroactividade de uma medida que está a ser preparada? Ontem, na Assembleia da República, no decorrer do debate quinzenal, o Primeiro-ministro foi questionado três vezes por António José Seguro (PS) sobre como se iria processar a convergência nas pensões: se se aplicava apenas aos novos pensionistas, ou se seria retroactiva. Passos Coelho confirmou que se aplicaria às pensões que têm uma fórmula de cálculo mais favorável até 2005. Isto é, todos serão, uma vez mais, espoliados. Os que se aposentaram depois de 2005 já levam 10% à cabeça, agora, chegou a vez dos que estão para trás. Obviamente, fora o agravamento do ADSE e de outros subsistemas de saúde, o agravamento geral das tabelas de IRS, respectiva sobretaxa e que incidem sobre o subsídio de Natal, a contribuição extraordinária de solidariedade que também se aplica ao subsídio de Natal. Para não falar dos congelamentos nas carreiras. Todos contra os funcionários públicos.  É cacetada em cima de cacetada, numa pouca-vergonha nunca vista. Ainda ontem, o jornalista Luís Delgado, na SIC, dizia que isto mais parece uma "aldeia de bandoleiros".
A antiga ministra das Finanças, Drª Manuela Ferreira Leite (PSD), perante aquela intenção contra os pensionistas, assumiu que o governo trata-os de forma "cruel" e "desumana". E disse mais: se as medidas que afectam os pensionistas avançarem "cai o Governo de certeza absoluta", pois o "ministro Paulo Portas não tem outra solução na vida", acusando o líder do CDS de recusar a taxa sobre as pensões mas não o corte retroactivo nas pensões, que pode em média ascender a 10% (...) "se assim for, o ministro Paulo Portas não tem outra opção senão ir embora e há uma crise política" (...) "há uma quebra de confiança fatal entre os cidadãos e o governo e há obviamente uma violação de um contrato". Não é a oposição que o afirma, mas uma militante do PSD e ex-ministra das Finanças.
Mas há mais: como entender esta vaga de informações contraditórias relativamente à hipótese (não tão remota quanto isso) de penalização a todos quantos tenham em depósito mais de € 100.000,00? Uns dizem que a situação verificada no Chipre é irrepetível; outros, não descartam essa hipótese. Façamos contas: cem mil euros corresponde a uma poupança mensal de cerca de € 208,00, ou equivalente, ao longo de 40 anos de trabalho. Média que não tem em conta a respectiva capitalização. Sobre tais montantes os depositantes pagaram impostos sobre os juros e os bancos geraram as suas aplicações e lucros. Por outro lado, quem não teve essa possibilidade de poupança, mas que recebeu uma qualquer herança, foi sujeita, obviamente, a encargos que o Estado se encarregou de liquidar. Haverá alguma legitimidade para sacar aos depositantes que, de boa-fé, entregaram o dinheiro ao banco, uma percentagem sobre os valores em depósito? Mas o que é isto? Que ladroagem esta? Que gente indigna nos governa que não olha a meios para atingir os seus fins?
E o Presidente da República, perante isto, continua a dizer que não se afastará "um milímetro" dos interesses de Portugal. Mas quais interesses, quando o que se vê é falências, desemprego, pobreza e economia paralela em crescimento?
NOTA:
O partido liderado por António José Seguro arrecada 36% das intenções de voto numa sondagem realizada de 2 a 8 de Maio, de acordo com o “Expresso”, depois de Passos Coelho anunciar um aumento das horas de trabalho na função pública, a intenção de rescindir com 30 mil funcionários públicos, de ter admitido criar uma nova taxa sobre os pensionistas e de ter anunciado que, a partir do próximo ano, quem se reformar só terá direito à pensão completa aos 66 anos. O PS consegue, desta forma, conquistar intenções de voto que superam o conjunto conseguido por PSD e CDS (34,3%). O partido de Passos Coelho obtém 25,9% das intenções de voto, enquanto o partido de Paulo Portas se fica pelos 8,4%, sendo a força política com menor expressão. A CDU – coligação do PCP com Os Verdes – consegue 12,1% dos votos e o Bloco de Esquerda 8,8%. Desta forma os dois partidos de esquerda arrecadam mais de 20% em conjunto. (Jornal de Negócios)
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 4 de maio de 2013

A INTERVENÇÃO DO PRIMEIRO-MINISTRO FOI PRÓPRIA DE UM POLÍTICO QUE DESPREZA O POVO QUE O ELEGEU


Fico com a sensação que seguem uma religião, ao jeito de uma seita que se imola em função de um paraíso que há-de vir! São fundamentalistas ao ponto de não conseguirem outros ouvir, tampouco interpretarem os sons que ecoam por todo o lado: os sons dos que abordam  as questões do emprego vs desemprego, as questões empresariais, as questões da pobreza, enfim, os sons da falência da sociedade. Meteram duas talas junto aos olhos, taparam os ouvidos e funcionam agarrados à sua  dogmática religião em cega obediência aos seus patriarcas. Gerem o país como se o País não fosse pessoas, fazem o trabalho sujo em nome e representação de outros de rosto escondido. Estamos entregues a indivíduos sem referências, sem princípios e sem valores. Que detestam o País onde nasceram.  Não atacam quem deviam atacar, concretamente, esses directórios europeus (e não só) que impõem os ritmos, a espoliação e a direcção a seguir, mas atacam, quase todos os dias, dez milhões de portugueses, a esmagadora maioria dos quais completamente indefesos. Há aqui qualquer coisa de sádico, de gente que adormece a pensar na maldade seguinte e acorda predisposta a gozar através da humilhação e do sofrimento sentidos pelas pessoas. Metáfora? Não sei. O que sei é que há crueldade, crueza e malvadeza nas medidas anunciadas. 



É-me muito difícil catalogar comportamentos políticos quando os mesmos entram em uma esfera de deliberado "roubo". Ouvi o Primeiro-Ministro, durante trinta minutos, e senti-me num País completamente submisso perante uma Europa sem rumo, num País onde com um estalido de dedos se rasgam os contratos com os trabalhadores e aposentados da função pública. Uma vez mais foi o seu alvo preferido, porque estão à mão dos seus desejos. Falou e, uma vez mais, tentou iludir as pessoas, com medidas que constituem falsas poupanças, que nada adiantarão se, para tal, tivermos em consideração o histórico das consequências das medidas de austeridade. Este caminho é claramente insustentável e pode abrir portas ao pedido de um segundo resgate. Apeteceu-me e apetece-me chamar todos os nomes tidos como linguagem ordinária. Não vou por aí, mas que apetece gritar bem alto, junto às orelhas de uma conhecida corja que, todos os dias, nos condena à pobreza, obviamente que me apetece. Ontem, o primeiro-ministro, em nome de um detestável governo, anunciou uma série de medidas no âmbito da sua cruzada pelo empobrecimento. Quando todos olhamos para a história recente e vemos que aquela receita não é geradora de esperança, ele e o seu gasparinho, com o silêncio cúmplice do CDS/PP e o apadrinhamento do Presidente da República, voltou a mostrar os dentes e a investir sobre a população indefesa. Fico com a sensação que ele e os outros acólitos seguem uma religião, ao jeito de uma seita que se imola em função de um paraíso que há-de vir! São fundamentalistas ao ponto de não conseguirem outros ouvir, tampouco interpretarem os sons que ecoam por todo o lado: os sons dos que abordam  as questões do emprego vs desemprego, as questões empresariais, as questões da pobreza, enfim, os sons da falência da sociedade. Meteram duas talas junto aos olhos, taparam os ouvidos e funcionam agarrados à sua  dogmática religião em cega obediência aos seus patriarcas. Gerem o país como se o País não fosse pessoas, fazem o trabalho sujo em nome e representação de outros de rosto escondido. Estamos, pois, entregues a políticos sem referências, sem princípios e sem valores. Que detestam o País onde nasceram. Não atacam quem deviam atacar, concretamente, esses directórios europeus (e não só, porque, por aqui, também os há... as PPP, por exemplo) que impõem os ritmos, a espoliação e a direcção a seguir, mas atacam, quase todos os dias, dez milhões de portugueses, a esmagadora maioria dos quais completamente indefesos. Há aqui qualquer coisa de sádico, de gente que adormece a pensar na maldade seguinte e acorda predisposta a gozar através da humilhação e do sofrimento sentidos pelas pessoas. Metáfora? Não sei. O que sei é que há crueldade, crueza e malvadeza nas medidas anunciadas. 
Nos meus silêncios e deambulações mentais chego sempre à conclusão que caminhamos para uma grave tragédia. A tragédia social, essa já existe, mas a verdadeira tragédia que me atormenta é a do conflito. Há gente desesperada, gente que tinha o suficiente para viver com dignidade e que, de um momento para o outro, alguns, perderam a empresa e tudo o que está associado, outros, a casa, o automóvel, gente que tem filhos a estudar e que não dispõe de meios para suportar os encargos, gente que não tem para colocar em cima da mesa o alimento necessário para os filhos, crianças que choram, gente, aos milhares, que anda agora de mão estendida à caridade das instituições de solidariedade social, gente, enfim, que passa mal e sofre. Um dia, em desespero, criam uma situação delicada e essa pode vir a ser o rastilho para uma incontrolada violência. É isto que os governantes querem? 
O drama maior é que não temos Presidente da República. Essa é uma figurinha decorativa, mas para a História ficará como um dos grandes responsáveis pela tragédia. Fico a aguardar pelo seu posicionamento relativamente às medidas ontem anunciadas. Aqui deixo algumas para que todos os que por aqui passarem possam reflectir.
  • 30.000 funcionários públicos de saída;
  • Contribuição especial através dos pensionistas;
  • Semana de trabalho na função pública passa de 35 para 40 horas;
  • A mobilidade especial limitada a 18 meses;
  • Aumento da contribuição para os sub-sistemas (ADSE, ADM e SAD em 0,75% + 0,25 no próximo ano)
  • 66 anos de idade para a aposentação sem penalização;
  • Nas rescisões amigáveis, quem tem até 50 anos receberá 1,5 remunerações por cada ano trabalhado.
Finalmente, em contraponto, volto aqui a deixar um vídeo do mesmo político para que não possamos esquecer a aldrabice na venda das suas promessas eleitorais.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

PIRATARIA ORGANIZADA, PILHAGEM CONSUMADA


Portugal está a ficar paupérrimo, desgraçado, com famílias destroçadas, jovens sem esperança empurrados para a aventura da emigração, saída de quadros médios e superiores que tanta falta fazem ao desenvolvimento, idosos preocupadíssimos com os brutais cortes nos seus direitos sociais e, perante este quadro, confrontamo-nos com um governo cego, que perdeu, totalmente, a noção do país real (provavelmente, nunca teve) e que apenas serve os grandes interesses dos mercados financeiros, dessa gente de rosto tapado, gente que segue a perversa cartilha ideológica ultra-liberal, espoliando tudo e todos, empobrecendo ainda mais um povo historicamente pobre a muitos níveis de análise. A frieza com que actuam tornou-se chocante. Perdidos e ajoelhados na Europa, às mãos dos novos al capones, os que matam sem um único tiro, movidos, inclusive, pela sua ideologia, nem capacidade têm para renegociar a dívida, dilatando os prazos de acordo com as possibilidades do País. Esquecem-se que podemos até pagar a dívida nos actuais prazos, mas que, no final, estaremos mais pobres e coarctados no crescimento económico. Assiste-se a uma pirataria organizada, uma vergonhosa pilhagem que tem de ser travada. E, certamente, que será.
 
 
Um "colossal" Gaspar só poderia gerar uma "colossal" carga de impostos. Ele próprio considera "enorme" o castigo a aplicar aos portugueses no próximo ano. Uma brutalidade como se se pudesse esmifrar, ainda mais, a pobre carteira dos portugueses. Tenho para mim que a conferência de imprensa de ontem pode significar estarmos a um passo de eleições antecipadas. Ontem, o ministro Gaspar, com aquele ar seráfico, aquela auréola de santo, provou, se dúvidas houvesse, que este governo gosta de servir pratos frios, enrolados em palavras brandas, lentas e mastigadas. Ora, isto só vai gerar conflito na rua. O que ouvi e dissequei através de outras leituras, constitui um "colossal" roubo a todos os portugueses, a milhões que não contribuiram, nem directa nem indirectamente, para o quadro de falência disseminada por toda a Europa. A esmagadora maioria dos portugueses nunca viveu acima das suas possibilidades, pagou tudo, com muito sacrifício pagou a formação inicial, complementar e especializada dos filhos, a aquisição da habitação e suportou todos os impostos sem piar, sem jogos especulativos na bolsa e em outros processos de ganhos fáceis. Eu sinto-me enquadrado nesse vasto leque de famílias da dita classe média, que trabalhou, prestou provas, ascendeu na carreira, aforrou alguma coisa e que hoje, ILEGITIMAMENTE, políticos sem um pingo de decência e sem um mínimo de pudor, saqueiam e atiram os que viviam com alguma dignidade para o grande buraco da pobreza. Portugal está a ficar paupérrimo, desgraçado, com famílias destroçadas, jovens sem esperança empurrados para a aventura da emigração, saída de quadros médios e superiores que tanta falta fazem ao desenvolvimento, idosos preocupadíssimos com os brutais cortes nos seus direitos sociais e, perante este quadro, confrontamo-nos com um governo cego, que perdeu, totalmente, a noção do país real (provavelmente, nunca teve) e que apenas serve os grandes interesses dos mercados financeiros, dessa gente de rosto tapado, gente que segue a perversa cartilha ideológica ultra-liberal, espoliando tudo e todos, empobrecendo ainda mais um povo historicamente pobre a muitos níveis de análise. A frieza com que actuam tornou-se chocante. Perdidos e ajoelhados na Europa, às mãos dos novos al capones, os que matam sem um único tiro, movidos, inclusive, pela sua ideologia, nem capacidade têm para renegociar a dívida, dilatando os prazos de acordo com as possibilidades do País. Esquecem-se que podemos até pagar a dívida nos actuais prazos, mas que, no final, estaremos mais pobres e coarctados no crescimento económico. Assiste-se a uma pirataria organizada, uma vergonhosa pilhagem que tem de ser travada.  E, certamente, que será. O povo não aguenta e não sei como é que a economia resistirá no próximo ano. Este é o caminho das insolvências e das falências, do crescimento do desemprego, da espoliação dos direitos constitucionais, mormente, na educação e na saúde. Cortes e mais cortes nos apoios sociais e, perante tudo isto, diz o ministro que tudo está a decorrer bem no sentido do ajustamento financeiro. Se é assim, pergunta-se, por que nos sentimos tão mal?
Não os suporto, porque não foi a maioria dos portugueses que gerou a situação. Nem lá, nem a população que aqui reside. Aqui sabemos como foram desenhados os contornos do regabofe financeiro, a partir do qual impende, hoje, uma dupla austeridade paralisante. Houve e há aqui, também, uma pirataria organizada e uma pilhagem que está a ser consumada. Ai se JUSTIÇA houvesse!
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

GUARDADO ESTÁ O SEU BOCADO


À escala internacional os diversos povos estão sob o jugo, a obediência a uma máfia organizada, os tais de colarinho branco, que determinam desde em quem votar ao que comer! Não nos podemos esquecer que "os senhores da aldeia global têm a sua própria agenda política e resistem a quaisquer mudanças económicas e sociais que não se ajustem aos seus interesses financeiros", sintetiza Ben Baddikian. E sendo assim, Pedro Passos Coelho, no quadro da sua ambição pessoal, pouco ralado está com as consequências internas das suas políticas, pois guardado está o seu bocado. Não me consta que ele seja surdo ao ponto de não escutar as vozes da generalidade dos especialistas em economia e finanças, de outros comentadores e parceiros sociais; e não me consta que tenha alguma deficiência visual que não lhe possibilite ver e interpretar os sinais de crescente pobreza. Ele é, apenas, uma correia de transmissão. Ele domina, sabe de onde vem, para onde vai e a quem tem de obedecer. Um dia sairá deste lugar que, circunstancialmente, ocupa, e será reconhecido pelos "serviços prestados". Tal como aconteceu com Durão Barroso (...).
 
O Professor de Direito e comentador da TVI Marcelo Rebelo de Sousa acusou ontem Pedro Passos Coelho de ser um primeiro-ministro "impreparado" e de ter feito um discurso ao país "no mínimo descuidado e no máximo desastroso". Ora, do meu ponto de vista não se trata nem de "impreparação" nem de "descuido", antes um enraizado posicionamento ideológico ao serviço de uma agenda dos poderes sem rosto. Ele é, apenas, uma correia de transmissão. Ele domina, sabe de onde vem, para onde vai e a quem tem de obedecer. Um dia sairá deste lugar que, circunstancialmente, ocupa, e será reconhecido pelos "serviços prestados". Tal como aconteceu com Durão Barroso, por outros motivos, quando abriu as portas dos Açores à cimeira que determinou a invasão do Iraque. A este propósito, Daniel Estulin, que investiga há cerca de dezasseis anos o Clube de Bilderberg, fala dos portugueses que têm participado nas suas reuniões e da influência de Bilderberg na escolha de Durão Barroso para presidente da Comissão Europeia. José Manuel Durão Barroso é tido - nas altas esferas da governação europeia e mundial - como o perfeito instrumento do Clube Bilderberg. Estulin diz que as suas fontes lhe confirmaram que Henry Kissinger, um membro permanente de Bilderberg, terá dito o seguinte sobre Durão: é "indiscutivelmente o pior primeiro-ministro na recente história política. Mas será o nosso homem na Europa". Está tudo dito, sendo este um exemplo entre tantos outros.À escala internacional os diversos povos estão, portanto, sob o jugo, a obediência a uma máfia organizada, os tais de colarinho branco, que determinam desde em quem votar ao que comer! Não nos podemos esquecer que "os senhores da aldeia global têm a sua própria agenda política e resistem a quaisquer mudanças económicas e sociais que não se ajustem aos seus interesses financeiros", sintetiza Ben Baddikian. E sendo assim, Pedro Passos Coelho, no quadro da sua ambição pessoal, pouco ralado está com as consequências internas das suas políticas, pois guardado está o seu bocado. Não me consta que ele seja surdo ao ponto de não escutar as vozes da generalidade dos especialistas em economia e finanças, de outros comentadores e parceiros sociais; e não me consta que tenha alguma deficiência visual que não lhe possibilite ver e interpretar os sinais de crescente pobreza. Não é crível que seja por uma questão de teimosia e que, displicentemente, esteja a borrifar-se para o Bispo das Forças Armadas, D. Januário Torgal Ferreira que assume que estas políticas são uma "vilania, uma insensibilidade, uma insensatez". Ele, Passos Coelho, ouve, vê e é capaz de sentir, só que os poderes aos quais se verga são determinantes na sua conduta. Regressando a Daniel Estulin deixo aqui o seu registo: "a teoria que mais se opõe à estratégia oficial diz que o Clube Bilderberg tem o propósito de criar um governo totalitário mundial". É esse poder que nos controlou e nos moldou, durante anos, com o discurso doce da facilidade e das oportunidades que conduziu os trabalhadores em geral a aplaudirem, sem conta darem que, subtilmente, estavam a ser enganados. E hoje, face a povos destroçados, os senhores do mundo, essa corja da direita insensível, impõe as regras devoradoras do que ainda resta. Portanto, Passos Coelho não é que seja "impreparado", antes é uma peça de uma máquina que sabe muito bem o que quer produzir. Rua!
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 8 de setembro de 2012

MAIS AUSTERIDADE... "ELES COMEM TUDO..."



Mais austeridade num quadro de ROUBO DESCARADO. Como escreveu e cantou Zeca Afonso, "(...) São os mordomos do Universo todo, senhores à força, matadores sem lei (...)". Quando ontem ouvi a declaração do Primeiro-Ministro fiquei a cantarolar "OS VAMPIROS". Obviamente que tudo isto vai redundar em tragédia. O caminho é, certamente, a da agitação social, porque tudo tem um limite. Nem vale a pena comentar as novas medidas de austeridade, pois está tudo dito pelos comentadores, pelos especialistas em economia, por todos os partidos da oposição, pelo povo que cada vez mais sente as agruras desta vida tornada num inferno. E o povo são milhões e milhões de portugueses que em nada contribuíram para a desgraça criada pelos "senhores à força, matadores sem lei".

domingo, 5 de fevereiro de 2012

SE NÃO VAI A BEM, VAI A MAL!


Nesta perspectiva, com o ministro da Economia, sempre apressado, mas vazio de ideias para o País, a par de um ministro das Finanças que só vê um dos lados do problema, isto é, a forma mais rápida para aumentar as receitas, Passos, submisso à Chanceler Merkel, de quem ouviu um arregaço de beiças antes das eleições legislativas, diariamente, denuncia uma cegueira que o impede de ver o país real, as pessoas, a aflição das famílias, o contínuo empobrecimento, como se alguém acreditasse que se torna necessário este inferno para almejar o paraíso. O sentimento que tenho é que este governo está a desgraçar Portugal, que nunca esteve consistente, é verdade, mas que caminha para uma situação de difícil retorno.


Riam-se, riam-se...
"Se não vai a bem, vai a mal", esta posição do governo Passos Coelho parece ser transversal a todos os dossiês da governação. Pelo que ando a constatar, no cruzamento da informação disponibilizada, é que ele caminha a "passos" certos para o seu suicídio político. O que está por detrás da sua teimosia e cegueira é uma questão de base ideológica. A direita mais à direita política é assim, cuida e protege os grandes senhores, porque os pobres podem esperar. Portanto, toca a nivelar por baixo, porque "Pobres já somos, mas alguns ainda não perceberam", sublinhaou o primeiro ministro. Nesta perspectiva, com um ministro da Economia, sempre apressado, mas vazio de ideias para o País, a par de um ministro das Finanças que só vê um dos lados do problema, isto é, a forma mais rápida para aumentar as receitas, Passos, submisso à Chanceler Merkel, de quem ouviu um arregaço de beiças antes das eleições legislativas, diariamente, denuncia uma cegueira que o impede de ver o país real, as pessoas, a aflição das famílias, o contínuo empobrecimento, como se alguém acreditasse que se torna necessário este inferno para almejar o paraíso. O sentimento que tenho é que este governo está a desgraçar Portugal, que nunca esteve consistente, é verdade, mas que caminha para uma situação de difícil retorno.
Esta tresloucada austeridade não leva a sítio nenhum. São os analistas que o dizem, desde políticos a comentadores, personalidades que olham para esta situação de descalabro social e começam a posicionar-se com uma cáustica frontalidade crítica aos dois partidos da coligação (PSD/CDS). Andam para aí entretidos com os feriados e até com a tolerância de ponto no Carnaval, remetendo, em sede de concertação social, para os trabalhadores, as responsabilidades de um país que não anda, mas não os vejo com rasgos de política económica e financeira que faça descolar o país, alimentando o sonho da saída da crise. 
Não me admira que estejamos muito próximos de assistirmos a uma lamentável convulsão social. Parece-me evidente a existência de estranho silêncio de um povo encostado às cordas. Sinto que o nível de insatisfação está em crescendo, desde o povo até aos militares dos três ramos das forças armadas, passando pelas polícias. Assisto a uma significativa tensão entre os juizes, inclusive, no Conselho Superior de Magistratura, entre os vários bastonários das ordens e o governo e, perante este quadro, a ordem é seguir em frente porque "se não vai a bem, vai a mal". Talvez se engane. Não gostaria de ver o meu País, às voltas com a crise gerada fora dele, mergulhado agora numa crise política interna. As convulsões sociais são sempre graves e julgo que o governo está a tempo de corrigir esta louca corrida para o abismo, onde o primeiro ministro já não dá "passos", antes corre deliberadamente.  
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

A MORTE DA AUTONOMIA E O REGRESSO À JUNTA GERAL DO DISTRITO


É que o momento exigia, muito mais do que em qualquer outro, uma palavra séria, honesta, caracterizadora do momento terrível para a Região, uma palavra de esperança, uma palavra de projecto para enfrentar as adversidades de 2012. Mais. Uma palavra para os desempregados, para os pobres, para os das margens da nossa sociedade, para os diversos sectores profissionais e para o os empresários aflitos. O presidente do governo da Madeira abandona-os à sua sorte, como se a vida fosse uma roleta russa. Mas, atenção, quem não tem coragem para dirigir-se ao Povo, constitui um desplante muito grande, no dia 31 de Dezembro, de smoking, aparecer em festa brindando ao ano que se segue. Brindar porquê e por quem? Nas costas do Povo que lhe deu o voto? Esquisito!

Não é que fosse determinante, mas faz parte de uma tradição. Confesso que as mensagens de Natal, do Presidente da República ao Primeiro-Ministro, não me entusiasmam, isto é, não me prendem. Porque são repetitivas e acabam por cair numa lengalenga que nada adianta. Mas, politicamente, constitui uma obrigação, mais que não seja para, olhos nos olhos, no momento que atravessamos, falar de esperança a todo o povo. Ora, o presidente do governo regional ao esquivar-se à mensagem de Natal, demonstra uma atitude que tem um óbvio significado político. Demonstra que está de rastos, que não tem nada para dizer ao povo que enganou, que prefere o silêncio porque a sua palavra é hoje uma letra vencida. Não falar, não dirigir-se a um povo que sofre e sofrerá as consequências das suas megalomanias, coloca-o numa situação de absoluta fragilidade política. É que o momento político exigia, muito mais do que em qualquer outro, uma palavra séria, honesta, caracterizadora da situação terrível para a Região, uma palavra de esperança, uma palavra de projecto para enfrentar as adversidades de 2012. Mais. Uma palavra para os desempregados, para os pobres, para os das margens da nossa sociedade, para os diversos sectores profissionais e para o os empresários aflitos. O presidente do governo da Madeira abandona-os à sua sorte, como se a vida fosse uma roleta russa. Como se não tivessem direito a serem esclarecidos sobre o futuro a partir dos grandes constrangimentos que se avizinham.  
Este é o meu primeiro sentimento, de indignação, em função do povo que sofre. Mas, invade-me um segundo sentimento. É que talvez seja bom poupar a população a esses minutos de contorcionismo político.  Nesta época basta os do circo! Certamente que lá viria com a história dos malandros de Lisboa e isso não só não ajudaria como prejudicaria as relações já de si tensas, entre membros do mesmo partido, com repercussões na vida daqueles que cá vivem. Talvez seja bom não aparecer, por um lado, porque não tem nada para dizer, por outro, só iria, como sempre acontece, lançar mais combustível sobre uma relação política em labaredas. Fica, de qualquer forma, marcada a falta de comparência, a manifestação dos desejos, pelo menos de boa saúde para todos, já que, quanto ao resto, todos terão de aguentar os seus disparates dos quais resultaram mais IRS, IVA, IRC, IMI, taxas moderadoras (afinal, a "troika" manda aqui), subsídio de insularidade, redução do número de funcionários públicos, imposto de circulação nas vias rápida e expresso, enfim, uma dupla e gravosa austeridade. Tudo o que foi negado, vem a caminho. E ontem uma infeliz deputada do PSD, na televisão, quando existe uma perda total da autonomia política e administrativa, veio dizer, em suma, que é preciso aguardar pela assinatura do documento de compromisso de saneamento financeiro. Que espantosa mediocridade e que tamanha falta de lucidez. Tarek Aziz não diria melhor. Infelizmente, não sei por quantos anos, o PSD matou a Autonomia e fez os madeirenses regressarem aos tempos da Junta Geral do Distrito.  
Mas, atenção, quem não tem coragem para dirigir-se ao Povo, constitui um desplante muito grande, no dia 31 de Dezembro, de smoking, aparecer em festa brindando ao ano que se segue. Brindar porquê e por quem? Nas costas do Povo que lhe deu o voto? Esquisito!
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

ONDE PÁRA O GOVERNO DA MADEIRA?


A situação política, na sequência das medidas de austeridade divulgadas pelo Governo da República implicariam, necessariamente, que o Presidente do Governo Regional da Madeira sobre elas se pronunciasse. É difícil entender duas coisas: por um lado, que se remeta ao silêncio; por outro, que a população nada lhe exija. E quando falo da população estou a envolver as instituição privadas, aflitas que andam, já que as públicas obviamente que não podem. Prevejo, no horizonte político, que os problemas se adensam e que o balão vai rebentar. Esta conferência de imprensa voltou a salientar a importância do momento que não pode ser de silêncio.