Mostrar mensagens com a etiqueta Mundo. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mundo. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 22 de março de 2016

QUE MUNDO TÃO PERIGOSO! UM DESABAFO AO INÍCIO DA MANHÃ


Agora, logo ao início da manhã, foi em Bruxelas, mas as tensões andam por todo o lado. O sentimento que cresce é que não estamos seguros em sítio algum. Viajar, por razões profissionais ou, simplesmente, pelo prazer de conhecer, está a tornar-se uma quase aventura. Dizem, uns, que é preciso ser determinado para denunciarmos que não temos medo, mas isso não passa de uma balela dita boca fora. Na realidade, fugimos com o receio de estarmos no sítio errado na hora errada. Acordamos ao som das explosões e deixamos o dia com as imagens e os comentários do desespero e da morte. Para quê tudo isto? 


Já não bastam as angústias provocadas pelos desequilíbrios económico-financeiros, já não basta olharmos para este Mundo de pobres, de sessenta milhões de refugiados, de seca, de analfabetismo, de continuada exploração do homem, de falência das instituições, de roubo aos mais vulneráveis para deleite dos ricos e muito ricos, de corrupção a todos os níveis, de clara insustentabilidade do planeta motivada pela ganância? Como se tudo isto não bastasse ou por causa disso mesmo, caminhamos, diariamente, com medo e em pânico, nesta curta passagem pela vida. 
Hoje, em Bruxelas, no coração das instituições europeias, aconteceu mais um sinal dos tempos. E nós, completamente impotentes e frágeis, condenados a conviver com a incerteza. Que Mundo tão perigoso! Onde estão as referências do ser humano, os Homens e Mulheres estadistas capazes de inverterem este doloroso caminho para o abismo, quando sabemos que o recurso à bomba não resolve...

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

SINAIS DOLOROSAMENTE PREOCUPANTES



É dramático e gerador de apreensão o Mundo que estamos a viver. São migrantes aos milhares, que chegarão aos milhões em fuga, muitos com crianças ao colo; são os muros da vergonha que se levantam nas fronteiras; são centenas que morrem no mar às mãos de traficantes sem escrúpulos; são crises humanitárias e campos de refugiados por tanto lugar; são países com enormes possibilidades de sucesso, mas cujos líderes escravizam os seus povos reduzindo-os à pobreza, enquanto, ditatorialmente, fazem incalculáveis fortunas; é o designado "estado islâmico" que se multiplica assustadoramente, matando selvaticamente e destruindo o património que a História nos legou, no quadro da sua "guerra apocalíptica global"; são os ataques a escolas, museus e mercados apanhando gente inocente que apenas quer viver; são os imensos conflitos regionais em permanente tensão; são as ameaças de uns Estados em relação a outros; são os jogos políticos geo-estratégicos; são os conflitos raciais; é a vergonhosa política ambiental mundial; é a expansão incontrolável do mercado da droga; são milhares apanhados para tráfico de órgãos; é a corrupção financeira que alastra a todos os níveis; são as políticas de medo em função de um futuro incerto; é a emigração dentro da própria Europa; são os "mercados financeiros" a funcionar como máquinas de casino; é a exploração dos trabalhadores em geral sujeitos a salários de miséria acrescido de uma substancial redução dos direitos sociais; é o crescimento de movimentos xenófobos; são órgãos de comunicação social que vendem a mentira e manipulam as consciências em função dos interesses dos grupos a que pertencem, enfim, por estas e tantas outras tão graves causas, estamos a viver um tempo de caos, de conflito e de imposição da lei do mais forte. Os próprios líderes políticos denunciam, claramente, que não sabem por onde caminhar. Estamos a perder, todos os dias, os princípios e os valores que deveriam orientar a Humanidade. O drama é que não vejo maneira de sair desta situação de forma pacífica e com bom senso. Ninguém está seguro e até viajar está a tornar-se perigoso. Começa a existir a sensação que temos de viver um dia de cada vez, com mil e um cuidados, pela incerteza e ausência de esperança. Tudo isto, assusta-me, porque vai acabar mal!
Ilustração:  Google  Imagens.