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sexta-feira, 20 de maio de 2016

POLÍTICA DE TURISMO - FOI TANTO O COCÓ FEITO...


Tanta celeuma e tanto comentário li, mal disposto, à volta da palavra merda, ainda por cima mal prenunciada e de imediato corrigida para matéria. Pode significar excremento, é verdade, mas também porcaria, sujidade, coisa sem valor ou indicar repulsão ou desprezo. No teatro a palavra é utilizada entre os actores, antes de entrarem em cena, para desejar boa sorte. 

O Deputado Carlos Pereira, na Assembleia da República, no fervor de um debate sobre turismo, tê-la-á dito e corrigido, e logo apareceram tantos a condenar o líder do PS-Madeira. Como se algum de nós, mesmo em momento de contenção das palavras (o improviso é fértil em palavras que saem sem as desejarmos) já não tivesse pronunciado algo semelhante. Imaginemos que ele tinha dito "(...) desinvestiram, significativamente nesse cocó". Seria desajustado, mas não teria a força da palavra alegadamente aplicada.
Aliás, digo eu, foi tanto o cocó feito ao longo de anos, que o próprio presidente do governo, Dr. Miguel Albuquerque, ainda anteontem, falando sobre o sector do turismo, enalteceu: "(...) Nós não vamos permitir loucuras como se fez nos anos 90”. O que é que isto significa?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

OBVIAMENTE, FALTA DE CABEÇA!


Quando o professor fala de "falta cabeça", pode significar duas coisas: ausência de plano estratégico e ausência de liderança, de capacidade junto daqueles que têm tal responsabilidade. Passa-se no turismo, repito, como se passa no caso em apreço, no desporto. É por isso que o ainda presidente do governo, porque lhe "falta cabeça", projecto e pessoas, diz aquilo que no actual contexto nunca deveria assumir. É para continuar o quê? O desastre, as insolvências, as falências, o empobrecimento de todo o sistema associativo? Gostaria que ele explicasse tim-tim-por-tim-tim o que significa esta política de continuidade, quando nem dinheiro têm para pagar os contratos-programa atrasados, o que fará os de 2013! Parece-me de todo patético, imbecil, sem noção da realidade, das carências que por aí vão, da pobreza que alastra, das empresas que precisam de liquidez e do que vem a caminho a partir de Janeiro de 2013, assumir que esta política é para continuar.
 
 
Não sou pessimista
nem supersticioso, mas...
2013!
Para o ainda Presidente
tudo continuará como antes.
Espantoso!
Ele sentenciou que a política desportiva é para continuar! Não me interessa saber onde o ainda presidente do governo regional assumiu tal promessa, se foram palavras de circunstância ou se por convicção. Certo é que parece que todos sabem que a situação é de falência, menos o próprio presidente. Tal como o outro que reside, em silêncio, há já algum tempo, em Belém, este não deve ler jornais, nunca tem dúvidas e raramente se engana. Para além disso deve sofrer de problemas auditivos e visuais, pois anda aí, como nunca, um frenesi entre os dirigentes desportivos, declarações e mais declarações extremamente preocupantes, dirigentes entalados com dívidas na banca, empresários aflitos para receber o dinheirinho pelos serviços e bens prestados, mas para ele, está tudo bem, isto é para continuar.
Faço minhas as palavras do Professor Jorge Vasconcellos e Sá, segundo li, uma referência mundial da Gestão, no decorrer do 38.º Congresso da APAVT: "Falta cabeça" aos decisores políticos e todos quantos têm responsabilidades no Turismo madeirense. Eu diria, em todos os sectores, desde o prioritário turismo ao secundário desporto! Quando o professor fala de "falta cabeça", pode significar duas coisas: ausência de plano estratégico e ausência de liderança, de capacidade junto daqueles que têm tal responsabilidade. Passa-se no turismo, repito, como se passa no caso em apreço, no desporto. É por isso que o ainda presidente do governo, porque lhe "falta cabeça", projecto e pessoas, diz aquilo que no actual contexto nunca deveria assumir. É para continuar o quê? O desastre, as insolvências, as falências, o empobrecimento de todo o sistema associativo? Gostaria que ele explicasse tim-tim-por-tim-tim o que significa esta política de continuidade, quando nem dinheiro têm para pagar os contratos-programa atrasados, o que fará os de 2013! Parece-me de todo patético, imbecil, sem noção da realidade, das carências que por aí vão, da pobreza que alastra, das empresas que precisam de liquidez e do que vem a caminho a partir de Janeiro de 2013, assumir que esta política é para continuar.
É evidente que tudo isto tem uma leitura política. Quem diz o que disse é porque só tem uma resposta para todos os problemas, ou então, tal como a Alice, digo Jardim, no País (Região) das Maravilhas, que interessa o caminho se não sabe para onde vai? Agora, que tudo isto é muito grave, é. Aliás, dizer que tudo vai continuar como antes, pressupõe uma colossal mentira dita de forma séria. Mentira que ele próprio acredita pela força de tanto repetir a ladainha. Mas é este presidente, este responsável político que, completamente esfrangalhado que, no decorrer de um recente jantar, disse que o país está "esclerosado" e que isto não muda devido a uns "instalados". Pergunto, no plano político, sublinho, quem mais esclerosado e instalado existe em Portugal? Professor Jorge Vasconcellos e Sá, o senhor tem razão: há muita falta de cabeça por aqui!
Apenas uma nota final. Li, na edição de ontem do DN-Madeira, um excelente artigo de opinião do Jornalista Roberto Ferreira. A páginas tantas, sublinha: Na Madeira, "(...) Todos, sem exceção, só conversam em circuito fechado, no seio dos mais próximos, porque, em pleno século XXI e numa região integrante de um estado democrático, "as paredes ainda têm ouvidos" e - alertou-me uma das interlocutoras - na última greve geral "chefes amigos" das repartições públicas aconselharam os colaboradores a não arriscarem. Manifestações de rua? Nem pensar. "Há bufos por todo o lado", asseguram-me, prontos, a troco de 30 dinheiros, a entregar a cabeça de quem protesta ao chefe-mor. (...)". É o sujeito a quem o Jornalista se refere que ambiciona que tudo continue igual. Que fala que se farta, mas que encolhe os ombros para os 16.000 casais desempregados (1ª página do DN de hoje). Por isso aperta e controla e, tal como o banqueiro Ulricht, considera que isto... "ai aguenta, aguenta!" À luz da História, ao contrário do que pensa, não vai continuar, não pode continuar. Sairá pela porta dos fundos como único responsável pela tragédia, enquanto outros, certamente, já terão cordões umbilicais ao Brasil, pois quando o primeiro sinal se der, já lá estarão.
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 5 de junho de 2012

A PROMOÇÃO DO DESTINO MADEIRA ATRAVÉS DO DESPORTO


Ora bem, se estamos a falar, por exemplo, de um parque infraestrutural (a Madeira não está a aproveitar essa oportunidade) que permita uma oferta de qualidade para estágios de equipas, obviamente, que o destino é beneficiado; se estamos a falar de um ou outro evento que pela sua consistência organizacional e regularidade constitua uma marca, logicamente que pode constituir uma oportunidade de ganhos e de promoção. Porque o nicho de mercado existe. Agora, se, em abstracto, falamos genericamente de uma prática desportiva, o caso do futebol profissional ou das sociedades anónimas desportivas, de várias modalidades com representação nacional e internacional, aí, essa prática deixa de acrescentar valor à imagem e apetência do destino. Achei muito interessante e oportuno, o jornalista ter colocado a um dos intervenientes no painel, se se deslocaria à Argentina motivado pelo Messi! Uma pergunta bem colocada e determinante na animada conversa. Evidentemente, que um turista escolhe a Argentina pelo seu património mundial, pela importância paleontológica, pelas ruínas pré-hispânicas, pelos glaciares de vertente atlântica, pelas missões jesuíticas Guaranis, pelas reservas naturais, pelas cataratas de Iguazú, pela cidade de Buenos Aires, enfim, o turista tendencialmente escolhe a Argentina ou um qualquer outro destino em função dos seus interesses que estão muito para além do Messi. Pode escolher apenas pela praia, pelo tudo incluído e por ali fica, como pode ser pela oferta que lhe é proporcionada do ponto de vista cultural e dos elementos genuínos e diferenciadores. Ora, assim é a Madeira. A sua oferta e apetência está, indiscutivelmente, associada à paisagem, à descoberta da natureza, qualidade ambiental, tranquilidade, sociabilidade, temperatura média e segurança. 

Seguia a caminho de casa escutando as notícias das 19:00 horas da RDP. Logo depois entrou no ar o programa "Pressão Alta". O tema pareceu-me interessante, no essencial, o jornalista colocava a questão do desporto ser ou não promocional do destino Madeira. Deixei-me ficar nas ondas da rádio e, quando estacionei, permaneci no carro até ao final do programa. Três figuras faziam parte do painel: o Dr. António Trindade (hoteleiro), o Dr. Bruno Pereira (vereador da Câmara Municipal do Funchal) e o Dr. Hélder Lopes (Universidade da Madeira). 
É evidente que o tema tem tanto que se lhe diga que, em cerca de 45' que durou o debate, se torna difícil equacionar as variáveis do mesmo. Mas, interessou-me ouvir, para juntar às minhas reflexões e estudos, outras opiniões, sobretudo as de pessoas que vivem ou viveram o turismo por dentro, no seu dia-a-dia. Vou ser sincero, concordando aqui e ali com uma ou outra posição, genericamente, decepcionou-me, não apenas por algumas posições assumidas, mas sobretudo pelas contradições evidenciadas. Se o objecto do programa centrava-se em perceber se o desporto era promocional do destino Madeira, tal ficou apenas pela intenção. E quando saliento as contradições estou a referir-me, concretamente, à linha de incoerências e à quase nula concretização, devidamente fundamentada, da tal importância ou não do desporto veículo promocional de um destino. E tanto foi assim que o debate resvalou para outras áreas que não aquelas que, directamente, tinham a ver com o objecto do programa.
Ora bem, se estamos a falar, por exemplo, de um parque infraestrutural (a Madeira não está a aproveitar essa oportunidade) que permita uma oferta de qualidade para estágios de equipas, obviamente, que o destino é beneficiado; se estamos a falar de um ou outro evento que pela sua consistência organizacional e regularidade constitua uma marca, logicamente que pode constituir uma oportunidade de ganhos e de promoção. Porque o nicho de mercado existe. Agora, se, em abstracto, falamos genericamente de uma prática desportiva, o caso do futebol profissional ou das sociedades anónimas desportivas, de várias modalidades com representação nacional e internacional, aí, essa prática deixa de acrescentar valor à imagem e apetência do destino. Achei muito interessante e oportuno, o jornalista ter colocado a um dos intervenientes no painel, se se deslocaria à Argentina motivado pelo Messi! Uma pergunta bem colocada e determinante na animada conversa. Evidentemente, que um turista escolhe a Argentina pelo seu património mundial, pela importância paleontológica, pelas ruínas pré-hispânicas, pelos glaciares de vertente atlântica, pelas missões jesuíticas Guaranis, pelas reservas naturais, pelas cataratas de Iguazú, pela cidade de Buenos Aires, enfim, o turista tendencialmente escolhe a Argentina ou um qualquer outro destino em função dos seus interesses que estão muito para além do Messi. Pode escolher apenas pela praia, pelo tudo incluído e por ali fica, como pode ser pela oferta que lhe é proporcionada do ponto de vista cultural e dos elementos genuínos e diferenciadores. Ora, assim é a Madeira. A sua oferta e apetência está, indiscutivelmente, associada à paisagem, à descoberta da natureza, qualidade ambiental, tranquilidade, sociabilidade, temperatura média e segurança. 
Eu fui membro de um júri de uma monografia de Licenciatura em Informação Turística na Escola Superior de Turismo do Estoril. Esse trabalho, subordinado ao tema "Turismo Desportivo", contou com uma extensa e profunda revisão bibliográfica, de cem páginas, onde a autora vasculhou centenas de documentos e livros sobre esta matéria. Entre muitos autores e pensadores universitários nacionais e estrangeiros, deixo aqui estas reflexões: "segundo Carlos Neto (1995, p.85) “O desporto do futuro terá essa vocação fantástica voltado para a ocupação dos tempos livres. Esta recente concepção do desporto retomará a visão voluntária, ecológica e centrada no prazer”. O referido autor, afirma ainda que “o futuro do desporto será necessariamente a exploração do meio natural” através das “novas práticas desportivas também chamadas radicais ou de natureza”. Partilhando esta noção encontra-se Gustavo Pires (1996, p.163) quando afirma que “O desporto associado à natureza, pode ser um instrumento de construção do futuro”. 
O inquérito aplicado (e respectiva metodologia), depois de cientificamente validado, apurou exactamente aquilo que constituem os motivos de escolha do destino Madeira filiando-se, por outro lado, na construção teórica dos investigadores. Um dado curioso, quando questionados se conheciam algum clube da Madeira, quase todos disseram que não e os que afirmaram que sim, referiram o Clube de Golfe do Santo da Serra e o Palheiro Golfe. É a cultura desportiva individual no país de origem que pode motivar uma prática local, isto é, ao mesmo tempo que escolhem a Madeira poderão dedicar um ou outro dia para essa prática. Outra coisa é a Madeira, pelo número de campos, ser um destino que responda aos interesses dos praticantes por esse mundo fora. Muito do interesse pelo golfe é o de, numa só deslocação, experimentar vários campos, simplesmente porque não existem dois iguais! Ora, essa história do desporto regional ser promocional da Madeira constitui um mito. Não tem fundamento na realidade. O que a Madeira precisa, porque o turismo contribui com cerca de 30% para o PIB é de investir mais na sua promoção. Desconheço os valores actuais, mas não tem muitos anos, a promoção, por cama, na Madeira, rondava os € 220,00, enquanto que o desporto federado custava cerca de € 2.200,00 por atleta. E se o sector federado, sobretudo a representação externa é considerado de importância em termos de retorno, pergunta-se, afinal, por que razão, depois de tantos anos (nos últimos 12 anos, o orçamento regional destinou quase 400 milhões de euros) uma grande parte da hotelaria anda com o credo na boca? Há, certamente, outras questões de permeio, eu sei, mas a da débil promoção, em função de uma oferta estruturada, penso ser determinante. E uma oferta baseada em aspectos diferenciadores e no quadro da natureza. Aliás, o Dr. António Trindade, a páginas tantas, falou de uma prática local, isto é, promotora de cultura desportiva para as gentes da Madeira e o Dr. Bruno Pereira de uma aposta para os turistas em actividades de "ar livre", de natureza. Certo. E foram mais longe, que deixavam cair alguns eventos, como o rali e o golfe. António Trindade chegou a falar do rali Vinho da Madeira como inibidor para os turistas. Estou de acordo. 
É evidente que os turistas não escolhem um destino por uma única e exclusiva razão, mas certamente, não vêm à Madeira porque o Ronaldo nasceu em Santo António! O turista é, hoje, um personagem dinâmico, não se arrasta pelos sofás das unidades hoteleiras, sabe ao que vem e explora ao máximo a sua curta estada. Apesar da minha formação académica eu nunca procurei um destino motivado pela existência de um clube ou de um icon. Nem fui motivado por uma questão de localização. Fui e vou a grandes, pequenas cidades ou localidades por outros interesses, pela história, pela cultura, pelo património, pelos museus, pela motivação que surge através da informação disponível nos livros (American Express, é um exemplo) e nos sítios da Internet. Nunca assisti a um espectáculo desportivo, a não ser na minha passagem pelos Jogos Olímpicos de Seul. Tenho interesse em visitar a Polónia, Varsóvia, Cracóvia e mesmo Poznan (cidade-berço, uma das mais preservadas do III Reich), mas por outros motivos que não o facto do Europeu de Futebol por lá passar. Da mesma forma que gostaria de ir à Argentina (se gostaria!), mas não pelo Messi.
Uma nota final. Não gostei da posição do Dr. Hélder Lopes quando, perante um estudo apresentado pelo jornalista, disse que há trabalhos académicos "para todos os gostos". Ora, sendo ele doutorado, alguém poderá dizer-lhe que há doutoramentos para todos os gostos. E não é assim. As instituições universitárias devem ser respeitadas bem como os professores-orientadores. As universidades, a não ser as de "vão de escada" e obscuras, é que vendem títulos. Não é, seguramente, o caso da Universidade da Madeira e da esmagadora maioria das instituições em Portugal. As convicções pessoais não podem sobrepor-se às teses dos investigadores.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 27 de novembro de 2010

TURISMO AOS SOLUÇOS E SOLAVANCOS


"Até pelo modesto 69.º lugar no ranking da revista National Geographic Traveller sobre as ilhas mais atractivas do ponto de vista ambiental para os turistas, o PS atribui ao deficiente ordenamento turístico a responsabilidade por um "rombo no destino Madeira". Tudo devido ao tipo de "instrumentos de planeamento em vigor", que cedem à "tentação de aprovar sem critério, sem regras e ao arrepio de um destino de qualidade".

Já não há nada a esperar
da actual Secretaria.
Os dados são claros
e esvaziam a demagogia.
O deputado do PS, Dr. Carlos Pereira, numa análise publicada hoje no DN, "recorda um estudo encomendado pela Região em 2006 que evidenciou a ausência de um plano estratégico, a construção excessiva e frágil agressividade na política de comunicação e promoção turística. Conclusões que "o governo ignorou", levando aos resultados verificados nos últimos anos.
O ano passado, o rev-par (rendimento médio por quarto disponível) foi de 30,8 euros. Tendo em conta que 50% dos alojamentos são em hotéis de 4 e 5 estrelas, observa Carlos Pereira, percebe-se a "acumulação de défices no sector e junto de cada empresa dedicada à hotelaria".
As estatísticas são claras e, segundo o PS, esvaziam "a demagogia do governo PSD". O pior é que, conforme os números apresentados por Carlos Pereira, não se trata de uma situação "meramente conjuntural": "Em 1998, a taxa de ocupação da RAM era de 64% e em 2009 de 52,1%", compara. "Estamos perante uma diminuição de 12 pontos percentuais. Em 1998, o rev-par ultrapassava os 45 euros. Em 2009, fica-se pelos 30 euros. E em 2010, a situação ainda agrava-se mais."
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

JORNADAS PARLAMENTARES (I)

Revestiu-se de êxito o primeiro dia das Jornadas Parlamentares do PS. A próxima sessão legislativa, a última da Legislatura, está globalmente planeada. A terminar o dia de trabalhos, o grupo parlamentar assistiu a uma excelente intervenção do Dr. António Trindade sobre a problemática do Turismo na Região Autónoma da Madeira. Aqui fica a conferência de imprensa que reflecte a síntese da sua intervenção:

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TURISMO: O DRAMA CONTINUA


A mais baixa taxa e ocupação de sempre e o preço médio por quarto mais baixo que há memória são os triunfos de uma Secretaria recheada de mudanças domésticas. Mas o amadorismo da governação do turismo reflecte-se, ainda, na trapalhada das taxas aeroportuárias e na confirmação do falhanço da Autonomia do PSD.

Não sou especialista em assuntos de turismo mas, confesso, preocupa-me a situação a que se chegou. Na Assembleia tem sido um cavalo de batalha por parte do grupo parlamentar do PS. A denúncia do estado a que chegou a política de turismo, claramente, por ausência de um rigoroso plano estratégico, demonstra que o problema há muito que está identificado, no plano político, em consequência dos encontros que o GP tem mantido com todos os que directa ou indirectamente estão ligados a este sector VITAL para a Madeira. Não estranhamos, pois, mais esta quebra de 14,5% nas dormidas no mês de Junho. A situação, repito, é muito grave e muito preocupante. E quando vemos o drama que estamos a viver, olho para o artigo de opinião do presidente do governo regional da Madeira, hoje publicado no JM, e ao invés de se debruçar sobre este grave problema que a todos afecta, não, desvia as atenções para os "malandros do costume", os do Continente, para as questões político-constitucionais, para o 20 de Fevereiro, para comunicação social, na sua palavra, hostil à Madeira, em um arrazoado que mete dó. Política de Turismo, Plano Estratégico, como combater esta situação de concorrência entre mercados, a qualidade do destino Madeira, a aflição porque estão a passar os hoteleiros da Região, enfim, tantos e tantos aspectos que ele, na qualidade de presidente deveria assumir, frontal e decisivamente, ZERO!
Deixo aqui um excerto da intervenção do Deputado Dr. Carlos Pereira, produzida no "Período Antes da Ordem do Dia", no encerramento dos trabalhos da Sessão Legislativa da Assembleia da Madeira (28.07.10):
"(...) Ficou o descalabro do sector do turismo. Afectado por uma profunda crise estrutural vem sendo tratado com uma parcimónia inacreditável. Quem não se lembra da solução do sambódromo ou mesmo o conformismo provocador com o mosquito de Santa Luzia que, segundo a responsável pelo sector, podia transformar a Madeira num concorrente forte dos destinos tropicais. A mais baixa taxa e ocupação de sempre e o preço médio por quarto mais baixo que há memória são os triunfos de uma Secretaria recheada de mudanças domésticas. Mas o amadorismo da governação do turismo reflecte-se ainda na trapalhada das taxas aeroportuárias e na confirmação do falhanço da Autonomia do PSD. A fragilidade da ANAM não esconde que se o GR não se tivesse apoderado desta entidade as taxas aeroportuárias eram metade do que pagamos hoje. Não ganhamos nada com esta decisão. Perdemos e perde o turismo. Os disparates não acabam aqui: a promoção do destino não tem estratégia. Falha redondamente a promoção on-line, ignora-se arrogantemente o poder da fidelização do cliente e, ainda por cima, assenta-se todo o esforço financeiro junto de operadores e companhias low cost que humilham o destino Madeira ao ponto de constatarmos uma venda em massa das unidades hoteleiras nas mãos de madeirenses para entidades externas".
Esta é apenas uma parte, para lembrar o que tem vindo a ser proposto em alternativa. Ainda na passada semana, realizámos, no Porto Santo, frente ao falido Colombus Resort, uma conferência de imprensa sobre a problemática do turismo. Muito antes de sabermos os resultados da ocupação hoteleira. Para alguns tratou-se de mais uma conferência de imprensa; para outros, certamente, o testemunho de uma preocupação.
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 16 de maio de 2009

TURISMO EM PREOCUPANTE CRISE

Vale a pena ler o trabalho do jornalista Miguel Torres Cunha na edição de hoje do DN-Madeira. Trata-se de um retrato muito preocupante da situação do turismo da Madeira relativamente aos últimos meses. A crise significa 11 hotéis sem clientes durante 3 meses. Por outras palavras, a MADEIRA PERDEU 45 MIL TURISTAS, 208 MIl DORMIDAS E 12,5 MILHÕES DE EUROS, EM 90 DIAS. Não é brincadeira alguma. E enquanto isto acontece, o governo continua alegremente, a desviar as atenções e, de certa forma, a negar a realidade.

terça-feira, 12 de maio de 2009

MAIS CEM PARA O DESEMPREGO

Breves palavras de grande solidariedade para aqueles cem trabalhadores que deixaram o Hotel Savoy. É muito difícil colocar-se na pele do desempregado, pelos dramas familiares que isso acarreta. Num tempo muito complexo, de encerramento de empresas, de milhares à procura de um lugar onde possam ganhar a vida, este despedimento colectivo traz, obviamente, a marca da pobreza no seio de muitas famílias. Os magros vencimentos, até esses deixam de constituir uma receita mensal certa face aos encargos familiares.
Dir-se-á, penso eu, que estarão acautelados os direitos no quadro da segurança social, que irão receber as indemnizações constantes na lei e que, alguns conseguirão, pela sua competência profissional, um novo enquadramento laboral. Mas, por agora, a dúvida, a incerteza quanto ao futuro deve pairar naquela centena de trabalhadores cuja vida profissional circunscreve-se a um saco de plástico e até sempre. Vive-se um mundo impiedoso em que o dinheiro e a ambição de alguns mata, lenta, mas seguramente uma população inteira.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

AFINAL, É DURA A REALIDADE DO TURISMO NA MADEIRA

Gostei do debate de ontem, na RTP-M, sobre o Turismo na Região. Superiormente moderado pela Jornalista Daniela Maria, os dois convidados, Dr. António Trindade e Dr. José Theotónio, colocaram em cima da mesa variadíssimas questões de vital importância para o sector. Aspectos que, grosso modo, politicamente, já tinham sido enquadrados pelo Deputado Carlos Pereira, no recente debate, na Assembleia Legislativa da Madeira, com a Secretária Regional de Turismo.
Só que este debate foi protagonizado por duas figuras que são administradores de dois grandes grupos hoteleiros e, portanto, com toda a experiência resultante do dia-a-dia dos respectivos grupos. Entre outras, falaram das questões do ordenamento turístico (número de camas), das ligações aéreas, das taxas aeroportuárias, da defesa da qualidade do destino, da lógica em que hoje assenta as relações entre a oferta e a procura, da concorrência entre mercados, da promoção do destino, enfim, por ali passaram uma série de temas que vieram confirmar que este governo regional continua distante e autista relativamente à realidade.
Tal como a pobreza, andam a esconder as dificuldades, só que este é um sector vital da nossa economia de onde dependem muitos postos de trabalho directos e indirectos. Sinceramente, não entendo o que vai na cabeça dos governantes!

terça-feira, 28 de abril de 2009

TURISMO SEM ESTRATÉGIA

O debate sobre o turismo foi o que se advinhava: um não debate. Logo de início o Deputado Carlos Pereira (PS) colocou cerca de trinta perguntas à Secretária Regional do Turismo. Na intervenção que se seguiu, por parte da governante, apanhada desprevenida pela intervenção inicial do PS, a Drª Conceição Estudante, ignorou as questões colocadas e preferiu ler e divagar através de um documento, previamente estruturado. Claramente, uma canção de embalar. Daí que as grandes questões tivessem ficado por responder.
Assim, não é possível debater uma matéria com seriedade e profundidade. Um debate deve, obviamente, obedecer a regras, deve obedecer à participação generalizada, mas não pode ignorar a situação de um para um, isto é, entre quem propõe e a representante do sector visado. Tal como na Assembleia da República quando o Primeiro-Ministro responde a toda a oposição.
O que acontece neste tipo de debate é que o poder não se abre com a sua verdade. Se é confrontado, não responde ou, então, anda para ali às voltas a consumir o tempo. É evidente que eu teria de ser muito ingénuo para não perceber que o jogo é mesmo esse. Só que, a ideia que fica é que o governo continua a esconder a realidade de um sector VITAL da nossa economia. Queixam-se os hoteleiros, o desemprego cresce neste sector, a qualidade piora, autorizam-se construções (Quinta do Lorde é uma delas) que não prestigiam o destino, mas o discurso é sempre igual. Falta a coragem política para assumir a realidade, coragem para olhar para o discurso da oposição, interpretá-lo e corrigir o azimute (se existe) da política de turismo. Ninguém ASSUME QUE NÃO HÁ PLANEAMENTO ESTRATÉGICO e que não se pode brincar com um sector de onde dependem mais de 20.000 trabalhadores e que corresponde a cerca de 30% do PIB. Posted by Picasa

segunda-feira, 27 de abril de 2009

TURISMO: UM DEBATE DE INTENÇÕES...

Amanhã, no Parlamento Regional, decorre um debate sobre Política de Turismo, solicitado pelo Partido Socialista. Melhor dizendo, há debate mas, na prática, não será bem assim. Desde logo pelos tempos de intervenção distribuídos a cada partido:
PSD - 67 minutos
PS - 15
PCP - 5
CDS - 5
BE - 3
PT - 3
PND - 3
Para além destes tempos de intervenção, a Secretária Regional do Turismo disporá de 15' para iniciar e de 15' para encerrar. Isto é, governo e PSD 97 minutos; Oposição toda junta 49 minutos. Ao PS são concedidos mais 15' para encerrar. Como os 15' para encerrar o "debate" não têm, obviamente, sequência, restam ao partido promotor da iniciativa 15' para enquadrar o tema, responder a perguntas e prestar esclarecimentos, uma vez que sempre que alguém do PS abrir a boca estará a descontar nesse tempo inicial. Conclusão, NÃO HAVERÁ DEBATE. Serão ditas umas coisas e por ai ficará o debate sobre este IMPORTANTÍSSIMO sector da governação da Madeira. E os restantes partidos?
Assim, não! Assim, isto não passa de uma caricatura de um debate.