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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

VERSÃO JORNAL DA MADEIRA NA RTP/RDP! PARA JÁ FOI "INCONCLUSIVO"


O problema é que o presidente da RTP, Alberto da Ponte, ainda ontem desvalorizou as críticas do chefe do executivo madeirense ao centro regional da Madeira, classificando-as de "manifestações normais" de um governante (...) que tem de chamar a atenção para aquilo que entende que deve chamar à atenção e nós temos que ouvir e decidir em consonância com a missão que temos, que é a missão do serviço público nacional". O problema também está aí, na subserviência, na ausência de postura e de coluna, pois ao acobardar-se perante tais declarações, implicitamente, colocou em xeque os trabalhadores da RTP/RDP. Saberá o presidente do Conselho de Administração que o dito senhor nunca respondeu, afirmativamente, aos convites da RTP/RDP para qualquer debate com a oposição? Que só gosta de falar a solo e quase impor as perguntas ao longo das entrevistas? Oxalá não tenha o Dr. Alberto feito a Ponte para que o "serviço público" seja entregue de mão beijada a quem diz o querer isento, objectivo e de qualidade, todavia à sua maneira, à maneira do Jornal da Madeira.

Será isto que o PSD deseja
para a RTP/RDP?
Há gente com uma incomensurável lata. Como diz o aforismo popular "não têm água com que se lave", mas continuam em uma espécie de arroto político a dizer coisas que só permitem uma muito sonora gargalhada. Há qualquer coisa de doentio nas declarações que produzem. Por exemplo, ontem, em comunicado, veio o PSD-Madeira defender: "uma RTP/RDP isenta, objectiva e com qualidade, nunca cúmplice da direita dos socialismos, bem como não esgrimida para combater a emancipação cívica que a autonomia política traduz direito ao povo madeirense". Ora bem, que entendimento terá o PSD sobre a isenção, objectividade e qualidade? Será aquele que, em uma só edição, publica 28, repito, 28 fotografias do Dr. Alberto João Jardim? Será que isenção, objectividade e qualidade é querer no "serviço público" RTP/RDP o mesmo comportamento que constitui a matriz editorial do Jornal da Madeira? Vinte e oito saíram na edição de anteontem, podem alguns dizer que se tratou de um suplemento, mas quantas e quantas edições com dez, quinze e mais fotografias? Quantas? Quantas edições quase pareceram um qualquer pasquim da Coreia do Norte, diariamente, em louvores ao "querido líder"? Quantas?
Gerir o "serviço público" de rádio e televisão
é muito diferente que vender cerveja!
O problema é que o presidente da RTP, Alberto da Ponte, ainda ontem desvalorizou as críticas do chefe do executivo madeirense ao centro regional da Madeira, classificando-as de "manifestações normais" de um governante (...) que tem de chamar a atenção para aquilo que entende que deve chamar à atenção e nós temos que ouvir e decidir em consonância com a missão que temos, que é a missão do serviço público nacional". O problema também está aí, na subserviência, na ausência de postura e de coluna, pois ao acobardar-se perante tais declarações do "chefe" regional, implicitamente, colocou em xeque os trabalhadores da RTP/RDP. Saberá o presidente do Conselho de Administração que o dito senhor nunca respondeu, afirmativamente, aos convites da RTP/RDP para qualquer debate com a oposição? Que só gosta de falar a solo e quase impor as perguntas ao longo das entrevistas? Oxalá não tenha o Dr. Alberto feito a Ponte para que o "serviço público" seja entregue de mão beijada a quem diz o querer isento, objectivo e de qualidade, todavia à sua maneira, à maneira do Jornal da Madeira. Para já o encontro foi "inconclusivo". Até ver.
No meio de tudo isto apenas me apetece pedir um pouco de vergonha na cara a quem exerce cargos ou funções políticas no governo ou no âmbito partidário. Sinceramente, não sei onde certas pessoas vão buscar tanta lata para dizerem que a RTP/RDP está politicamente "comprometida com a oposição" sendo "hostil aos autonomistas social-democratas, num claro desprezo pelas regras democráticas". É que esta gente que assim produz declarações, parte do princípio que todos são cegos, que a maioria não se apercebe da marosca, que apesar do analfabetismo e da incultura as pessoas não sabem ler os sinais, mais que não seja, os do dia-a-dia das suas confrangedoras vidas. Isenção... há cada uma!
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

ULTRAJANTE


"O homem vende-se aos bocados, a prestações, dia a dia. Muitos, ao fim dum tempo, já nem sabem que estão a vender-se: atingem uma posição que os obriga a defender interesses contrários a tudo o que sempre sustentaram, e são comprados por essa posição" - Luis Sttau Monteiro.

Soube, há momentos, que a Jornalista Daniela Maria tinha sido afastada da liderança da redacção da RDP-Madeira. Já não bastava lhe terem retirado o programa "Debate Político" da RTP-M. Agora, de forma ultrajante, colocam-na, depois de 34 anos de serviço, em claro retrocesso na carreira. Uma vergonha, perpetrada por jovens que da vida e do respeito pelas pessoas, pouco devem ter.
Conheço a Jornalista Daniela Maria há muitos anos. Confesso que tenho por ela uma grande admiração como Mulher e como profissional do "serviço público" de rádio e televisão. A sua irrepreensível qualidade e a sua total doação ao trabalho, mereciam outra consideração e respeito. Nunca, mas nunca, nela notei o favorecimento, a notícia ardilosa, o sectarismo, o querer evidenciar de que lado é que está. Vi-a sempre, mas sempre, como Jornalista tão distante quanto próxima, isenta, conhecedora e transmitindo confiança. Participei em dois ou três debates na televisão conduzidos por ela e testemunhei a segurança, o equilíbrio e aquela forma de estar que poucos, muito poucos sabem fazer: não serem o centro da atenção, antes dando e colocando os convidados na situação de actores perante os temas em causa.
Esta é mais uma marosca, clara, de quem gere o "serviço público". O poder não gosta de gente não comprometida. Não gosta da isenção e tudo faz para afastar, independentemente da competência profissional. Lília Bernardes também já seguiu o mesmo caminho e ali, naquele cantinho do "serviço público", pelo que é dado a perceber, há gente que não olha a meios para atingir os seus fins. A "Comissão de Aconselhamento", mesmo sem tomar posse, funciona em pleno. O verbo que mais conjuga é o "afastar". Por outro lado, solidariedade dos e pelos colegas é outra coisa que há muito morreu. Tudo isto me faz lembrar Luis Sttau Monteiro, na Angústia para o Jantar:
“O homem vende-se por pouco. Um Volkswagen, um andar no Areeiro, uma mulher que só casa pela Igreja, ou a amizade dum tipo importante, são suficientes para que se esqueça do que tem de mais íntegro e de mais seu. Por vezes o negócio é mais subtil, menos aparente, e o homem vende-se para ver o seu nome no jornal, para viajar à custa do seu semelhante ou ainda para ter acesso a certos círculos que o deslumbram. A transacção nunca é rápida. O homem vende-se aos bocados, a prestações, dia a dia. Muitos, ao fim dum tempo, já nem sabem que estão a vender-se: atingem uma posição que os obriga a defender interesses contrários a tudo o que sempre sustentaram, e são comprados por essa posição. Continuam, em voz alta, a defender os mesmos princípios de sempre, mas secretamente guerreiam os ideais que dizem ter e fazem o que podem para evitar a sua concretização. A grande maioria dos homens, porém, vende-se por cobardia. Os casados têm medo de ver os filhos com fome e as mulheres desamparadas. Os empregados têm medo de palmilhar as ruas em busca de trabalho. Os homens que optaram pela vida fácil das carreiras têm medo de não ser promovidos. Os que alcançaram uma posição estável e segura têm medo de transformações. Os que têm prestígio receiam o advento dum mundo que discuta os fundamentos do seu prestígio. Os que vivem à custa dos valores que defendem, receiam todos os outros valores. O medo desempenha na vida dos homens um papel importantíssimo. Se não fosse o medo dos homens, os homens poderiam viver sem medo."
É isto, Caríssima Jornalista Daniela... o "O Homem vende-se"! Aos bocados...
A minha total solidariedade e RESPEITO pelo brilhantismo da sua carreira.
NOTA:
Os senhores que continuam a afastar. Uma já deixou o Telejornal, dois já pediram licença sem vencimento, falta, agora, promover as amigas e amigos ao ecrã. Está quase, julgo eu, pelo andar da carruagem. Pergunto, onde fica a credibilidade e a confiança?
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 11 de setembro de 2010

O REGRESSO DOS SANEAMENTOS EM VERSÃO "SOFT"


Estou preocupado com AUTÊNTICOS SANEAMENTOS, em versão moderna, que estão a ser operados no "serviço público". Não lhes tiram o pão, porque não podem, mas afastam, descaradamente, substituindo-os por outros que demonstram ter o nariz muito próximo do joelho.


A questão do "serviço público" de rádio e televisão continua na ordem do dia. O Dr. Pedro Passos Coelho deve um esclarecimento aos partidos políticos com assento parlamentar na Região e, mais do que isso, deve um esclarecimento a todos os madeirenses e porto-santenses. Tem de ficar claro o que negociou com o Dr. Jardim ou sobre o que este lhe pediu, caso um dia venha a assumir responsabilidades governativas. Este assunto não pode ser esquecido e, da minha parte, enquanto tiver responsabilidades políticas, mantê-lo-ei na agenda das minhas preocupações. Da mesma forma como continuo preocupado com AUTÊNTICOS SANEAMENTOS, em versão moderna, que estão a ser operados no "serviço público". Não lhes tiram o pão, porque não podem, mas afastam, descaradamente, substituindo-os por outros que demonstram ter o nariz muito próximo do joelho. São jovens, paus-mandados, que aceitam a pressão que os subjuga sob pena de, tarde ou cedo, eles próprios serem condenados a subirem ao cadafalso; são pessoas de carreira muito curta que passam à frente de profissionais com muitos anos de trabalho; são programas que acabam e colaborações terminadas, porque não fazem o frete; são os ambientes gerados no sentido de dividir para reinar, até com veladas ameaças, por e-mail, porque as suas condutas estão a ser avaliadas.
Estes aspectos que contrariam o que se designa por uma boa gestão (gerir uma televisão não é a mesma coisa que gerir uma qualquer chafarica), continua a gerar um ambiente de cortar à faca, de desconfiança, de medo, de intriga, tudo o que não interessa a uma instituição pública, paga com os nossos impostos, e que deveria nortear a sua conduta interna e externa por uma tendencial e irrepreensível imagem de credibilidade, notoriedade e de confiança. Infelizmente, deixei de olhar para o que vejo e ouço com esses referenciais que implicam frieza no tratamento das abordagens, distanciamento, equilíbrio e profundidade. Há uma força vertical que impõe e atemoriza os excelentes profissionais que deveriam estar imunes a qualquer pressão. A única coisa que parece existir como princípio norteador é a "gestão das mentes" deste povo, condicionando-o à voz do "chefe" regional. Basta seguir um "alinhamento" de notícias: o "chefe" por exemplo, inaugura 50 metros de rua e é notícia de abertura, mas o grave problema do turismo madeirense, em clara falência, é atirado para o designado "bloco político" dos partidos, como 5ª, 6ª ou 7ª prioridade. Ouvem a Secretária do Turismo por tudo e por nada mas, ouvir o outro lado do problema, isso aí é muito mais complicado. Basta estar atento. Aqui fica a respectiva conferência de imprensa do Deputado Carlos Pereira.



domingo, 5 de setembro de 2010

GANHAR NA COMUNICAÇÃO SOCIAL O QUE COMEÇAM A PERDER NO DEBATE ELEITORAL


O Dr. Passos Coelho tem de tornar público o que é que foi acordado nesse encontro com o líder do PSD-M e chefe do Governo Autónomo sobre os centros regionais da RTP e da RDP e se, assim, ainda antes de uma eventual chegada ao poder, já estaremos a assistir à partilha do espólio público de bens e serviços!


Não é um assunto de somenos importância. Tampouco acredito que tenha sido uma de duas coisas: uma deficiente interpretação do jornalista, ou um lapso político do presidente do governo regional.
Pois bem, consultando este endereço: http://www.jornaldamadeira.pt/not2008.php?Seccao=17&id=160845, fica-se a saber que, na Região Autónoma da Madeira, e às escâncaras, o líder nacional do PSD, Dr. Passos Coelho, apoiante da Comissão de Inquérito ao chamado “Caso TVI”, no encontro que teve recentemente no Funchal, entre outros, acordou com o líder regional do seu partido e Presidente do Governo Regional, que a RTP-Madeira e a RDP-Madeira, caso o PSD ganhe umas próximas eleições nacionais, o "serviço público" RTP/RDP terá um novo rumo.
Não me restam dúvidas que isto é muito grave e deve ser cabalmente esclarecido. Neste pressuposto, concordo, totalmente, com as questões que o Presidente do PS colocou:
"1.1. Que plano concreto é que o Presidente do Governo Regional lhe apresentou para os centros regionais na Madeira da RDP e da RTP?
1.2. Esse plano respeita o princípio constitucional da pluralidade de expressão, ou estaremos perante uma tentativa de “supressão geral e sistémica, se não total pelo menos substancial dos elementos constitucionais da noção desse valor” fundamental às sociedades democráticas?
2. Ou seja, o Dr. Passos Coelho deve explicar ao País se:
2.1. Dessas conversas com o Presidente do Governo Regional resultou a intenção de cerceamento das garantias de pluralidade democrática da informação, para mais nos canais públicos de Rádio e Televisão;
2.2. O Dr. Passos Coelho tem de tornar público o que é que foi acordado nesse encontro com o líder do PSD-M e chefe do Governo Autónomo sobre os centros regionais da RTP e da RDP e se, assim, ainda antes de uma eventual chegada ao poder, já estaremos a assistir à partilha do espólio público de bens e serviços;
2.3. Torna-se imperativo esclarecer o combinado para, ainda mais grave, o País e Madeira ficarem a saber, se, por efeitos do acordado entre ambos, haverá, por eventual desvio ou abuso de funções, sobretudo por parte de quem exerce o cargo de Presidente do Governo, desrespeito intolerável pelos deveres que as funções lhe impõem, nomeadamente a produção de efeitos claramente previstos pela Lei Nº 34/87, de 16 de Julho.
2.4. Em definitivo, queremos saber se houve ou não atentado ao Estado de Direito, nomeadamente a eventual tentativa de colocar em causa valores constitucionalmente consagrados, como os já referidos da liberdade de expressão e de opinião inerentes ao regime democrático.
2.5. É urgente e indeclinável saber se o Dr. Passos Coelho, que ambiciona a vir a ser futuro Primeiro-Ministro da Nação, pactua com quaisquer tipos de atentados ao Estado de Direito, incompatível com uma Democracia moderna, progressista e europeia".
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 13 de março de 2009

CONTROLO EDITORIAL

Tive conhecimento, esta manhã, que será alterada (se já não foi) a estrutura do Departamento de Informação da RDP-Madeira. Na prática, o Jornalista Gil Rosa, alegadamente, deixará de chefiar a redacção da RDP-M passando tudo a ficar sob controlo editorial das chefias sediadas na RTP. Este facto é, do meu ponto de vista, preocupante por dois motivos essenciais: desde logo, porque sempre que surgem momentos eleitorais alguém, com alguma subtileza, procede a determinadas "afinações" na estrutura de informação com a responsabilidade de serviço público; depois, porque estando a Região quase toda coberta com rádios locais controladas pelo PSD, a RDP-M, única que abrange toda a Região com um serviço de informação plural, isento e de qualidade (apesar de todos os constrangimentos, refiro), parecer óbvio o interesse em exercer um filtro informativo do que não é desejável ao poder. Se assim é estamos perante mais um ataque à Democracia e, sobretudo, à responsabilidade e Liberdade dos Jornalistas. Pela parte que me diz respeito não ficarei calado se esta situação vier a acontecer. Fundamentalmente, porque não me parecem estar aqui em causa meras questões relacionadas com o organograma da empresa, mas outras porventura mais complexas que devem ser totalmente esclarecidas em sede própria.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

O COMENTÁRIO POLÍTICO

O exercício do comentário político através de órgãos de comunicação social de grande audiência, exige conhecimento aprofundado dos dossiês, distanciamento, rigor e capacidade para traduzir e comunicar os factos, deles extraindo o essencial e transmitindo ao ouvinte ou espectador aquilo que, num primeiro momento, não descobriu. Não se pede que o comentador ou o jornalista diga a verdade mas que seja honesto com a sua verdade, isto é, honesto com o seu comentário. Simplesmente porque, sobre os mesmos assuntos, as verdades são múltiplas. É que não se trata de um artigo de opinião ou de uma entrevista cujo produto final está envolto em uma perspectiva pessoalizada e muitas vezes partidária. O comentário tem contornos diferentes, pois implica distanciamento, boa preparação e capacidade de comunicação.
Do meu ponto de vista, enquanto cidadão e participante na vida política da Região, não aceito o comentário leviano, marcadamente partidário, incapaz de raciocínios mais abrangentes e profundos, por isso mesmo superficiais, gerador da ideia que, neste fime político regional, o comentador, apenas entrou na sala depois do intervalo e, portanto, incapaz de perceber todo o enredo, as teias da história e as ligações que parecendo marginais não o são. Não é possível, por exemplo, falar da Lei das Finanças Regionais (LFR) sem compreender e trazer à colação o que o governo andou a fazer com os dinheiros públicos durante mais de trinta anos; sem compreender que o momento de sufoco é consequência e não causa e que é aí que o problema deve ser contextualizado e analisado, sob pena de se eternizar. Mais. Se o problema é da LFR ou do modelo económico vigente. Não basta, por isso, seguir as palavras do presidente do governo quando sublinha que está habituado às dificuldades e que os últimos trinta anos foram de dificuldades. Ao comentador exige-se muito mais, repito, exige-se que traga à sua audiência a síntese das variáveis que enformam um dado problema. Se assim não acontecer é a credibilidade da estação emissora que fica em causa. Do meu ponto de vista, está!

sábado, 3 de janeiro de 2009

COISAS ESTRANHAS

Duas notas nesta manhã de Sábado.
1ª Acho muito estranho o que acabo de constatar. O programa da RDP-Madeira, Face a Face, que hoje esteve no ar entre as 11 e as 12 horas, tem um novo "pivot". A jornalista Daniela Maria foi substituída pelo Director da RTP/RDP. Por um lado, não me parece natural que um director, embora jornalista, pelas funções que desempenha, se envolva ao nível da informação não diária; por outro, sendo a jornalista Daniela Maria uma referência pela forma profissional e absolutamente isenta como desenvolve o seu trabalho, a substituição tem, certamente, outros contornos que não apenas os critérios de atribuição de responsabilidades, os quais dizem apenas respeito à direcção da rádio pública. Há qualquer coisa aqui que não bate certo.
Não vou comentar o conteúdo do programa no qual participam, como comentadores, o Dr. Ricardo Vieira, o Engº David Caldeira e o Prof. Virgílio Pereira. Queria tão somente sublinhar um aspecto, salientado pelo jornalista, na sua introdução ao programa. A páginas tantas disse, relativamente ao designado "jackpot", que o PSD tinha aprovado sozinho o diploma (...) mas que todos os partidos o queriam receber. É falso tendo isso ficado demonstrado não apenas através do voto mas nas intervenções produzidas a esse respeito. É que afirmações desta natureza induzem o ouvinte num erro grosseiro de apreciação da matéria em causa, junta todos os grupos parlamentares no barco da hipocrisia e esbate a responsabilidade política de quem apresentou o diploma na Assembleia.
2ª O Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), segundo o DN-Madeira de hoje, provavelmente, não será instalado na Madeira. Sendo o Funchal "uma das 10 comarcas mais importantes do Distrito Judicial de Lisboa, a que tem um movimento processual de inquéritos que justificaria a criação de um departamento especializado na investigação da criminalidade mais complexa (crimes económico-financeiros, branqueamento, droga, associações criminosas, corrupção, peculato, crimes informáticos, fraudes, crimes fiscais, burlas, etc.)", no mínimo é estranho que não seja instalado na Região. Com ironia poder-se-á dizer que se trata de uma decisão acertada, porque aqui não existem crimes daquela natureza. Tudo é transparente!