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quarta-feira, 25 de junho de 2014

DR. MIGUEL DE SOUSA, NÃO NOS TRATE POR IMBECIS!


O Dr. Miguel de Sousa escreveu, na edição de ontem do DN-Madeira: "Há que por termo ao enterro de dinheiro, de cada um e de todos nós, na ex-marina do Lugar de Baixo. Parece já terem sido gastos mais de 100 milhões de euros num projecto que era para ser uma marina pública. Nossa. Feita com o nosso dinheiro e a poucos quilómetros de uma outra, também nossa, também feita com o nosso dinheiro. Duas marinas. Uma ao lado da outra. Disparate!" Não me leve a mal, mas está a tratar os madeirenses e portosantenses por imbecis, por tontos, estúpidos, desmiolados, gente que não tem um pensamento mínimo sobre o passado. O Dr. Miguel  de Sousa é um dos mais antigos parlamentares. Para além da sua profissão é Vice-Presidente da Assembleia, já foi governante, é membro dos órgãos políticos do PSD-Madeira, portanto, não é um político que chegou agora de Marte ou da Lua! Viveu aqui, aprovou tudo, nunca se ouviu a sua voz, teve palco para dizer que o "rei ia nu" e agora, quando o leio, fico atónito com tanta frontalidade. E o problema não é apenas esse, o problema é que continua a ter palco na Assembleia Legislativa onde poderia assumir, no "período antes da ordem do dia", na frente de todos e do seu grupo parlamentar, a denúncia não só do que ali se fez e continua a fazer, mas a denúncia de todos os disparates da dita Madeira-Nova. Há uma linha de coerência que, pelo menos para mim, não está no meio que se escolhe (artigo de opinião ou Assembleia). A linha de coerência implica dizer em todo o lado, a todo o tempo e desde sempre o que se pensa, mesmo que isso custe o lugarzinho e os dissabores entre  pares.


Não suporto esta forma de estar na política. Irrita-me. Mas não é apenas o Dr. Miguel de Sousa que se apresenta às pessoas como se nada tivesse a ver com o estado a que a Região chegou. Ainda ontem o Senhor Roberto Silva, outro Deputado do PSD, com largas responsabilidades nas megalomanias no concelho do Porto Santo, onde foi presidente da Câmara, veio mostrar-se chocado em plena sessão solene: pelas dificuldades que os locais atravessam, "difícil pela pobreza que entrou porta a dentro dos Porto-santenses", e desafiou os responsáveis municipais a realizarem um estudo e implementar um plano estratégico de desenvolvimento a longo prazo. Quer dizer, este senhor que esteve vários mandatos na Câmara, que se achou intocável, que foi "rei e senhor" na ilha, com uma descomunal lata, coloca-se de fora e pede aos outros que resolvam um problema que há muito é gritante. Pergunto: o Senhor Roberto não tem um rasgo de bom senso e de respeito por si próprio? Se o problema é a existência de um plano por que raio ele não foi elaborado há muitos, muitos anos? O que andou a fazer? Que posições frontais perante o governo regional assumiu para que a Câmara do Porto Santo não estivesse hoje falida? E sobre a questão da pobreza, que trabalhos desencadeou no sentido de tornar a ilha minimamente sustentável? 
Outro que não tem nada a ver com a situação
vivida no Porto Santo.
Ora bem, podem até pensar que o povo é estúpido, que não vê, que é desatento, que o povo normalmente come e cala-se, critica em voz baixa, que a informação não chega de forma esclarecida a todos, podem pensar tudo isso, mas enganam-se, lá chegará o dia que os manda pela porta fora durante aquele acto solitário do voto. No Porto Santo foi assim, em outros seis  concelhos o mesmo aconteceu e acontecerá, mais cedo que tarde, ao nível do governo regional.  É que já não há paciência para tolerar gente culpada que quer passar por inocente. 
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ÀS 61 PROPOSTAS DO SENHOR ROBERTO SILVA, DEVERÁ ACRESCENTAR MAIS UMA: REPOR A PALMEIRA EXACTAMENTE COM A MESMA INCLINAÇÃO!


A equipa vencedora nas eleições autárquicas no Porto Santo, dos quatro anos que tem pela frente, ainda não está a governar há dois meses. Mas para o Senhor Roberto Silva (PSD), que teve responsabilidades na liderança do município durante vários anos, dois meses são mais do que suficientes para colocar em prática tudo o que ele próprio não fez ou não quis fazer, nesse período onde foi "rei e senhor" na ilha do Porto Santo. E zás, apresentou, segundo o DIÁRIO, uma lista de 61 propostas que espera ter acolhimento no orçamento municipal para 2014. Este homem é, politicamente, espantoso. Viveu durante vários anos à custa das obras da sociedade de desenvolvimento, deixou o município com dívidas, segundo depreendi, até as despesas com o(s) seu(s) advogado(os) quis que fosse a Câmara a pagar, pouco se ralou com o desemprego e com a situação das empresas, refugiou-se na Assembleia Legislativa, foi considerado culpado e punido pela queda de uma palmeira que vitimou duas pessoas, não obstante todo este quadro, tem a lata de exigir 61 propostas a quem anda às voltas com o cofre vazio e com os dramas sociais. Às 61 propostas, Senhor Roberto Silva, acrescente mais uma: repor a palmeira, exactamente com a mesma inclinação, a tal que vitimou duas pessoas.    


Quem não viu a inclinação da palmeira,
mesmo depois de ser notícia,
estará em condições de ver outras situações?

As declarações do Senhor Roberto Silva são politicamente hilariantes. Certamente que a consciência política dita terem valor as propostas apresentadas em campanha eleitoral pelo Dr. Filipe Menezes de Oliveira e vai daí toca a lembrá-las e a exigir cumprimento imediato. Não as realizou, mas exige que os outros cumpram. Uma vez mais ficou muito mal na fotografia! Um político que assim se comporta não tem as condições mínimas para ser político. O julgamento do povo, Senhor Roberto, será em 2017, não em 2014. Daqui por quatro anos a luta política exigirá que se apresente as "continhas do mandato", isto é, a verificação do saldo entre o que foi prometido e o que os responsáveis realizaram. Manda o bom senso que assim seja. Isto não significa que o PSD do Porto Santo não apresente propostas, mas não no tom e com a preocupação evidenciadas, quando se sabe que à esmagadora maioria delas o PSD não teve nem engenho nem arte para as concretizar ao longo dos seus mandatos. E mais o Senhor Roberto sabe, ou então pense lá um bocadinho, sobre quantas propostas da oposição foram chumbadas quando foi presidente! E também sabe, agora que é Deputado, o inevitável chumbo que levarão todas as propostas da oposição na Assembleia Legislativa da Madeira, face ao pior orçamento de sempre da Região apresentado pelo seu partido. E o Senhor Roberto vai ajudar a chumbá-las levantando-se ou sentando-se conforme estabelecido pela sua hierarquia política. Tenha a coragem e vote segundo a sua consciência. Quem se arvora em arauto e defensor da sua terra, quem apresenta propostas que não soube desenhar e desenvolver enquanto teve responsabilidades, para ser CREDÍVEL, repito, credível, terá então de votar, não digo todas, mas muitas das propostas da oposição na Assembleia onde está sentado. Se não o fizer, obviamente que não passará de um político, tipo pau-mandado, que apenas obedece ao "dono". Talvez porque esteja em causa um lugarzinho na lista de 2015!
Deixe a Câmara do Porto Santo trabalhar, senhor Deputado! Fiscalize ou mande fiscalizar a Câmara do Porto Santo, seja oposição decente e consistente, mas deixe-se de números circenses, embora a época seja propícia a circos com contorcionistas, equilibristas e palhaços!
Ilustração: Google Imagens.     

sábado, 15 de junho de 2013

TAL COMO A PALMEIRA, O PSD, NO PORTO SANTO, ESTÁ NUMA INCLINAÇÃO IRREVERSÍVEL


Que "grande" democrata, o senhor Roberto Silva, ex-presidente da Câmara Municipal do Porto Santo. A secretária da actual presidente entendeu desvincular-se do PSD e concorrer por uma outra força política. Acedeu candidatar-se, pelo que li, pelo PS como poderia ter optado por uma qualquer outra força política. Trata-se de uma cidadã livre e que deve ser respeitada. O lugar de secretária constitui um desempenho profissional e não um cargo de confiança política. Desde que cumpra a sua função com rigor e qualidade, pessoalmente, quero lá saber da sua opção política! Mas, para o senhor Roberto Silva, deputado, ou são todos do PSD ou temos chatice. Disse: “(...) Quando cheguei à concelhia, o partido tinha 270 militantes. Hoje tem 500 (...)". Perguntar-se-á duas coisas: primeiro, que influência teve no decorrer do desempenho do cargo, para arregimentar pessoas; segundo, terá o senhor Roberto Silva a certeza que todos os "apanhados" à mão votam no PSD? Até porque a Câmara já várias vezes foi de outra cor política!
 

Bom, mas isso pouco me interessa. Mais preocupado estou com a ausência de sentido democrático, quando se dirige à actual presidente da Câmara para, publicamente, "clarificar a sua posição" pelo facto de ter em funções, no seu gabinete de apoio, uma candidata do Partido Socialista, Ana Marisa Maia. Leio no DN: "o social-democrata não gostou nada de saber que a secretária da autarca do PSD-M vai ser número dois da lista do PS: "Damos um prazo até segunda-feira para que se pronuncie. Depois disso, iremos tomar as nossas providências”, reage quase num tom intimidatório". "A comissão política quer saber se a senhora presidente acha ou não razoável manter a sua confiança política nesse elemento". Questiono: confiança política? Uma cidadã que desempenha a função profissional de secretária? A ser assim, levado ao extremo, todos os chefes de departamento, todos os trabalhadores com grandes ou pequenas responsabilidades no desempenho da autarquia, teriam todos, repito, todos, de ser militantes ou simpatizantes do partido do senhor Roberto Silva. Onde está a lógica, o sentido democrático, o respeito pela liberdade de opção de cada um?
É claro que vem logo ao de cima a acusação rasteira que a cidadã em causa tem "sede de protagonismo e vaidade pessoal" e que "não esteja agarrada ao tacho". Volto a questionar: tacho? Então a função profissional constitui um "tacho". Ora bem, se a dita senhora não tem qualidade profissional há muito deveria ser afastada para o seu lugar de origem. Se não foi, só se pode deduzir que desempenha, cabalmente, as suas funções e daí o dever do senhor Roberto Silva seria o de respeitá-la no quadro da sua cidadania activa. É tão legítimo ao senhor Roberto Silva pertencer ao PSD quanto legítimo é qualquer outro cidadão ter opções completamente distintas. Há em todo este processo um aspecto que é preocupante: há gente que continua a conviver mal com a democracia, gente que ainda não percebeu que há um tempo para estar e um tempo para partir, que a pressão e a perseguição política sobre as pessoas tem contornos ditatorais e que o exercício da política não é um profissão, antes um serviço público à comunidade. Saberá o senhor Roberto Silva o que isto significa? Pressuponho que não, pelo "fanatismo" que evidenciou nas suas declarações. Deveria o senhor deputado estar mais preocupado com a palmeira que caiu, por negligência, que ceifou vidas, do que com uma secretária que, de forma livre, fez uma opção de serviço público à comunidade por um partido político. Ou será que "tacho" é saltar da Câmara para a Assembleia?
Ilustração: Google Imagens.