Mostrar mensagens com a etiqueta Rubina Leal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rubina Leal. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 26 de março de 2018

A DRª RUBINA LEAL E A FALTA DE MEMÓRIA POLÍTICA


É verdade que há derrames de água. É verdade que a água é um bem escasso. É verdade que a rede de águas para consumo está deteriorada e a necessitar de um grande investimento em todas as freguesias. Em toda a Região, melhor dizendo. Tudo isto é verdade, Drª Rubina Leal. O problema é a memória política que me parece que está a falhar, pois questiono, quem teve maioria absoluta na Câmara do Funchal durante 37 anos consecutivos e quem usufruiu de protocolos de muitos milhões com o governo regional, também de maioria absoluta? 


Será que estes aspectos não contam na análise sobre o que está a acontecer? Será possível investir milhões nessa área prioritária ao mesmo tempo que se torna fundamental reduzir a gigantesca dívida deixada, superior a 100 milhões de euros?
Que houve alguns investimentos no passado, não é mentira. Como não é mentira que, actualmente, aqui e ali, assiste-se a investimentos na melhoria da rede. Daí que se torne importante um apelo à memória. Quando isso não acontece, a crítica acaba por enfiar como uma luva na mão de quem teve seis vezes mais o tempo da actual vereação. É a tal história dos "telhados de vidro"...
Finalmente, é evidente que essa obra tem de ser feita, porque a água é um bem que não pode ser secundarizado, porém, não apenas com os recursos da Câmara, mas em um esforço conjunto entre a autarquia(s) e o governo.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

PERANTE TANTA PROMESSA, EXISTIRÃO ACORDOS SECRETOS? NA POLÍTICA O SECRETISMO DÁ SEMPRE MAUS RESULTADOS.


É longa a lista de promessas eleitorais da Drª Rubina Leal, candidata do PSD ao município do Funchal. Hoje, li que a candidata promete devolver 4 dos 5% do IRS, deixando 1% para outras funções sociais. Isto significa que, em quatro anos, entende devolver aos contribuintes 4,7 milhões de euros, contra os actuais 1,2 milhões. Rejeita a aplicação da designada "derrama", o que significa devolver às empresas, com elevados saldos positivos, cerca de 1,3 milhões, isto de acordo com a peça hoje publicada, no DN-Madeira, com assinatura do jornalista Roberto Ferreira. A listagem das promessas é tão significativa que vai ao ponto de apoiar o transporte de crianças que residam a 500 metros da escola. Fantástico! Eu também não gosto do IRS, do IMI, da extensa e histórica tabela de taxas e tarifas autárquicas, etc. etc.. O problema que coloco é apenas este: a candidata fala em despesas na ordem dos milhões, mas não fala do campo das receitas, isto é, como irá compatibilizar toda a despesa com os escassos recursos que a Câmara dispõe, face ao enormíssimo peso financeiro das suas responsabilidades, que vão desde o "sagrado" pagamento dos salários aos seus funcionários, à resposta eficaz aos serviços correntes, até à política dos investimentos. Alguns exemplos: a rede de distribuição de água, o ordenamento do território e a requalificação urbana, o dramatismo das zonas altas, acessibilidades e mobilidade, a habitação, o ambiente, a cultura e a ciência, os mercados, as políticas de natureza social, enfim, dentro de cada um do vastíssimo leque de itens, as respectivas áreas e domínios de intervenção. A Câmara é um "mundo"!


Será que a Drª Rubina Leal conta, secretamente, com o apoio do Governo da Região? Se assim é deverá esclarecer todos os eventuais contratos-programa que estejam em negociação ou já foram objecto de definição de apoios. Deve assumir ou negá-los. É que nestas coisas dos dinheiros não existem milagres e o exercício da política não pode estar envolta em secretismo. A receita é x proveniente disto e daquilo e a despesa é y para isto e para aquilo. No final, na Conta de Gerência, o equilíbrio tem de constituir uma preocupação fundamental. Ou, então, se as receitas são inferiores ao montante da despesa, a autarquia, inevitavelmente, voltará a endividar-se. Ainda estão em dívida mais de 60 milhões! A não ser que a Drª Rubina Leal, queira regressar aos cem milhões de euros da dívida deixada pelos executivos a que pertenceu. Acho muito bem que se estabeleçam compromissos, porém com dados concretos e responsáveis. Só na canção do Abrunhosa é  que se ouve o refrão "vamos fazer o que ainda não foi feito". Na Câmara a história é outra. É necessário dinheiro, muitos milhões. Se as palavras das promessas ultrapassarem a realidade, tarde ou cedo serão os cidadãos chamados a pagar a factura. Certo?
Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

POR ESTE ANDAR, NÃO SEI O QUE VAI RESTAR PARA O GOVERNO REGIONAL!


A época é fértil em promessas, eu sei. Se são para cumprir, logo se verá! Mas, haja bom senso, é o mínimo que se pede, para que não se saia do perímetro de responsabilidades das autarquias. Se assim não acontecer, pouco restará para o governo funcionar. A não ser que alguns queiram confirmar o que, em um determinado contexto, o Professor Marcelo Rebelo de Sousa, em Maio de 2010, então com outras responsabilidades, sublinhou: a Madeira é uma grande autarquia e o seu presidente uma espécie de "líder autárquico em grande". Não alinho, seja em que contexto for, nessa leitura, mas também não aceito que as autarquias se sobreponham às responsabilidades que devem pertencer ao poder regional autónomo. Cada um deve acomodar-se na sua esfera de competências e actuar na solução dos problemas estruturais quer sejam de natureza económica, financeira, social e cultural. Sem atropelos.


A proposta da candidata Drª Rubina Leal (PSD), ontem dada a conhecer, de criar uma rede de "cuidadores de idosos", no âmbito da autarquia, que dê resposta às necessidades da população, parece-me ultrapassar a esfera das prioridades do município, a capacidade financeira para tal, para além de sobrepor-se, de forma claríssima, às responsabilidades da secretaria regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais, onde, até há pouco, a candidata foi responsável por essa importante pasta. Desde logo, questiono, qual é o papel da Segurança Social? E do próprio Orçamento Regional? Será esta uma via para descartar responsabilidades regionais que, por experiência vivida, sabe a candidata que o governo, ao longo dos anos, tem sido avesso ou ineficaz? Tratar-se-á de uma crítica directa ao governo de Miguel Albuquerque? Talvez. Não deixa, porém, de corresponder a uma intromissão em um espaço que não deve ser da responsabilidade autárquica. A não ser assim, não levaria muito tempo e teríamos as autarquias a pagar, por exemplo, um complemento de pensão a todos os que auferem de uma pensão inferior ao salário mínimo. Nos Açores é o OR que assume essa responsabilidade. Na Madeira esse complemento não existe. Ora, cada nível de intervenção deve, pois, assumir as suas responsabilidades: ao governo o que é da competência do governo; às autarquias a intervenção que o bom senso determina, no respeito pela hierarquia de responsabilidades e capacidade financeira de intervenção. 
A moda pegou nos livros escolares (o direito à Educação é Constitucional, Artigo 74º, pelo que se deve enquadrar nas políticas de governo) e já vai na rede de cuidadores de idosos (direito previsto na Constituição, Artigo 72º). Que "temos cerca de 108 idosos para cada 100 jovens" é da estatística conhecida e isso o governo deveria ter presente. Outra coisa, quanto a mim errada, é assumir que "o município tem de se preocupar com as políticas do envelhecimento". Essas são políticas da competência do governo regional e não da autarquia. Não é correcto, também, assumir que, se for eleita, a autarquia comparticipará na aquisição dos medicamentos a todos os cidadãos com mais de 65 anos. Essa não deve ser política da Câmara, mas do governo. Tal como nos Açores onde existe o COMPAMID (Complemento para a Aquisição de Medicamentos pelos Idosos) suportado pelo Orçamento Regional. 
Onde isto vai! Alguém consegue descortinar onde termina a responsabilidade do governo e começa a acção das câmaras municipais ou vice-versa?
É preciso ter presente que o Funchal estava "falido" em 2013 com mais de 100 milhões de responsabilidades financeiras. Hoje, segundo dados vindos a público, a dívida ronda os 60 milhões, o que, ainda assim, é muito limitador da sua capacidade de intervenção em múltiplas áreas e domínios que são da sua exclusiva competência. Por exemplo, o investimento na rede de distribuição de águas onde, historicamente, muita, mesmo muita, é perdida; a nova ETAR; a reabilitação urbana que custa muitos milhões e a requalificação das zonas altas da cidade, por erros cometidos, cuja intervenção levará tantos anos quantos os de democracia temos e à custa de muitos e muitos milhões! Apenas estas quatro preocupações para não enumerar muitas outras que levam recursos financeiros que não existem. Ora, o que a candidata Drª Rubina Leal não disse e nunca refere, sobretudo para que as propostas tenham credibilidade e sustentabilidade, é onde cortará ou onde irá buscar o dinheiro para desenvolver as medidas, mesmo aquelas que se sobrepõem ou "complementam" a (ir)responsabilidade do governo. Do meu ponto de vista, todas as propostas devem ser quantificadas para que sejam credíveis. Investirei x milhões aqui, cortando y e k acolá. Mesmo quando a candidata fala do IRS, tem o dever, com números, de dizer que, em média, o IRS vale x em receita e o investimento na sua proposta custa y. Por essa via, não existe outra, a candidata pode demonstrar conhecimento, por um lado, orçamental, por outro, a certeza da exequibilidade das propostas que faz. Não sendo assim, para além de assistirmos a duplicações entre governo (Segurança Social) e Câmara, as propostas deixam de ter qualquer sustentabilidade. Diria mais: VERDADE. Torna-se paleio eleitoral gasto e sem sentido nos tempos que correm.
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

"EM POLÍTICA O QUE PARECE É"


Tem qualquer coisa de estranho. Na "cerimónia" de tomada de posse da nova secretária da Inclusão e dos Assuntos Sociais (pouco mais de dez minutos) o presidente do governo remeteu-se ao silêncio. Ninguém lhe perguntou o motivo, por isso, não existe uma explicação política. Não é que tivesse de discursar, mas podia, se quisesse, sendo estranho que o líder de uma equipa de governo que nomeou uma nova secretária, apenas tivesse feito figura de corpo presente. Falou depois, aos jornalistas, com declarações triviais. Esse "solene" silêncio pode ter um significado político. Não gosto de fazer especulações, mas existem dois aspectos que, desde ontem, bailam frente aos meus olhos de mero observador: primeiro, que poderá (!) existir um desconforto político entre a ex-secretária e o presidente do governo e, neste caso, o silêncio é de ouro; segundo, pode colocar-se a questão da nova secretária surgir como uma solução de recurso e, aí, também nada melhor do que boca calada para não ferir qualquer susceptibilidade. Certo é que os ventos para o Dr. Miguel Albuquerque não estão de feição (nunca estiveram), os tempos são de alguma aflição política e de perturbação interna a avaliar pelo coro de críticas que vão sendo feitas publicamente e que a recente sondagem do DN deu conta. Afinal, o que, durante anos, criticaram nos outros partidos, enfrentam, agora, em silêncios que corroem.


Em política, é costume dizer-se que "o que parece é", frase atribuída a António de Oliveira Salazar, vejam lá! As duas sondagens publicadas pelo DN para o Funchal colocam a candidata do PSD-M em uma situação de claríssima desvantagem e de muito difícil recuperação. A sua saída do governo, justificada pela necessidade de total entrega à candidatura, não me convence. Poderia ser temporária, com a pasta que tutela assumida, em acumulação, pelo secretário da Educação ou pelo próprio presidente do Governo. Mas não, trata-se de uma saída definitiva com a possibilidade de, daqui por dois meses, nem Câmara nem governo! Regressará à Assembleia. Talvez! 
O que estará por detrás de uma situação destas? Ou, ainda, no campo da especulação, será este um serviço prestado ao partido a compensar, em 2019, com um lugar elegível nas eleições nacionais ou nas europeias? Tenho por adquirido que não há nem almoços nem favores grátis!
O consolado da Drª Rubina Leal na "Inclusão e Assuntos Sociais" não foi de forma a deixar uma marca. Correu muito, andou de um lado para outro, com muitas fotografias de permeio, esteve em muitas iniciativas, apareceu sempre em assuntos politicamente não estruturantes mas, peneirada a sua actividade, interrogo-me sobre o que restou de importante? Concretamente, no plano das políticas de família, da protecção à infância, do combate à pobreza, do emprego com estabilidade, no âmbito da coesão social, da verdadeira paz social e não aquela que é apregoada para consumo? Destes dois anos fica-me a sua persistência em reclamar mais verbas da República, comparando-as sempre com as atribuídas aos Açores, como se, em sede de Orçamento de Estado, não existissem regras e fórmulas que determinam os quantitativos a transferir, independentemente do partido que lidere na República. Vi-a, várias vezes, a cumprimentar com o chapéu alheio, esquecendo-se que a Segurança Social é Nacional, mas, curiosamente, não lhe escutei uma palavra de exigência, por exemplo, na integração no Orçamento da Região, de um complemento de pensão para os mais vulneráveis da nossa sociedade. De resto, como existe nos Açores, onde "todos os pensionistas que auferem um valor inferior ao salário mínimo, recebem 54 euros de complemento regional de pensão (...) actualmente, na Região Autónoma dos Açores 35 mil idosos beneficiam do complemento regional de pensão, sendo que a verba anual despendida é na ordem dos 25 milhões de euros". O próprio PSD açoriano, agora, até deseja que o governo regional aumente em 10% tal complemento. Isto para não falar da comparticipação nos medicamentos dos idosos pobres que, em 2016, beneficiou 4.871 pessoas, valor que ascendeu a 797 mil euros. Tudo do Orçamento Regional. Por aqui, assisti ao seu silêncio público. 
Teria ficado uma marca positiva se outras tivessem sido as suas preocupações. Pouco restou e o futuro dirá sobre as razões mais substantivas que conduziram à sua definitiva saída do governo. Estou convicto que não foi, apenas, pela Câmara do Funchal. Parece-me uma história menos bem contada. Porém, o que aqui deixo escrito apenas constitui uma mera especulação.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

SE É ASSIM, O DISCURSO DE RUBINA LEAL NÃO É POLITICAMENTE SÉRIO


Depois de várias semanas a cavalgar uma situação que nunca me pareceu séria, eis que Carlos Pereira, presidente do PS-Madeira, vem acabar com os equívocos. Li, sucessivamente, que os Açores tinham mais dinheiro para a Segurança Social do que a Madeira, mas nunca escutei da boca da Drª Rubina Leal as razões substantivas porque tal acontece, concretamente, as regras e os protocolos assumidos entre as partes que determinam que tal aconteça. Ficou-me sempre a ideia desta governante lançar para o ar uma historieta, escondendo as causas. Devem ser poucas as pessoas, independentemente do governo que esteja na República, a acreditar que a orientação nacional seja a da protecção de uns em detrimento de outros. Curiosamente, por maior gritaria política que seja feita, o escrutínio nacional feito pela comunicação social e comentadores, rigorosamente nada dizem sobre esta matéria. Eu não conheço as variáveis que estão em causa na determinação dos valores a atribuir para a protecção social, portanto, compete ao governo regional assumir e negociar o que está definido, naturalmente, com o seu aval. Repito, apenas levantar a suspeição não me parece sério.


Esclarece o presidente do PS-Madeira, Dr. Carlos Pereira:
“Segundo as recentes declarações da Secretária Regional da Inclusão e Assuntos Sociais, Rubina Leal, a Madeira tem menos dinheiro que os Açores para apoiar a pobreza, esquecendo, porém, que os apoios financeiros foram reduzidos pelo governo PSD/CDS, razão pela qual Carlos Pereira entende que o Governo Regional devia adicionar verbas para apoiar os mais pobres na Região Autónoma da Madeira” (...) o “PSD-M tirou cerca de 10 milhões de euros do Instituto de Segurança Social da Madeira e, este ano, vai retirar mais 5 milhões de euros para aplicar em medidas activas de emprego” (...) “o executivo de Albuquerque retira do ISSM, as escassas verbas existentes para apoiar a pobreza, no sentido de as transferir para um outro problema, nomeadamente a criação de emprego, que devia ser da responsabilidade do Governo Regional ao invés da Segurança Social” (...) “Há uma diferença, muito grande, entre o que faz o governo Socialista e o que faz o PSD quando comparamos as medidas de apoio à pobreza no plano da Região Autónoma dos Açores, uma vez que só no Orçamento Regional Açoriano existem mais de 20 milhões de euros para apoiar a pobreza enquanto na RAM não existe no Orçamento um único cêntimo para apoiar essa matéria”.
Ilustração: Google Imagens.

sexta-feira, 24 de março de 2017

ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS E A AVALIAÇÃO DAS CONSEQUÊNCIAS!


A Drª Rubina Leal, secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais e candidata do PSD-M à Câmara Municipal do Funchal, no plano meramente político, está metida em uma situação muito complexa de gerir. Escrevo, saliento uma vez mais, no plano da apreciação política. A questão é simples: se ganhar a Câmara, o que parece muito improvável face à sondagem publicada pelo DN-Madeira em Janeiro passado, saltará do governo para a Câmara e alguém a substituirá na pasta que agora ocupa. Se perder, o que, volto a salientar, constitui a hipótese que se presume crível, nestas circunstâncias ficará tão fragilizada que obrigá-la-á a repensar o seu futuro. 
Deixo aqui a primeira página do DN-Madeira
que sintetiza uma sondagem realizada,
em Janeiro passado pela mesma empresa:
EUROSONDAGEM.


É que o Funchal corresponde a quase metade da população da Madeira e uma derrota no maior concelho colocá-la-á em situação de pouca credibilidade no patamar da governação. É uma questão de leitura política. Não estão em causa questões técnicas e profissionais, mas as leituras políticas e respectivas consequências que entram na equação. É assim em qualquer parte, pelo que este quadro não deve ser menosprezado, embora saiba eu que, na Madeira, há uma tendência genérica para a desvalorização. 
Depois, coloca-se uma outra questão: no caso de perder, assumirá o lugar de vereadora? Se tal não acontecer, a óbvia pergunta que se coloca talvez seja esta: então, as pessoas votarão nesta candidatura para quê? Para verem o seu voto substituído por uma outra figura da lista em quem não entregaram o seu voto? E o próprio Dr. Miguel Albuquerque, por extensão, não ficará politicamente "chamuscado" com a derrota, uma vez que se tratou de uma escolha sua?
Mais, ainda, continuo no plano especificamente político, não foi a Drª Rubina Leal vereadora da Câmara que aprovou vários orçamentos que conduziram a autarquia a uma dívida superior a cem milhões de euros? Que posições travão é que assumiu no período que teve responsabilidades? O escrutínio rigoroso destas situações, entre muitas outras, deve motivar os cidadãos, porque, se relativamente ao actual presidente da Câmara, julgo que os funchalenses têm uma leitura global do mandato, portanto, estão em condições de decidir o que melhor entenderem, já o que ficou lá para trás deve merecer cuidada apreciação para que não sejam cometidos velhos erros políticos.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

AÇORES COM "TRATAMENTO DIFERENTE"? DRª RUBINA LEAL, MAS QUEM, AO LONGO DE ANOS, COM AS SUAS POLÍTICAS MEGALÓMANAS, SECUNDARIZOU OS MAIS VULNERÁVEIS?


A secretária regional da Inclusão e dos Assuntos Sociais resolveu atirar-se ao governo da República. Considerou o primeiro-ministro hipócrita no que concerne aos apoios sociais. Queixou-se de "tratamento diferente" pela "lamentável discrepância" das transferências para a Segurança Social para os Açores (97,7M) relativamente à Madeira (33,7M). Apenas três breves reflexões, entre muitas que podiam aqui ser aduzidas: primeira, apelando à memória recente, durante o mandato do Dr. Passos Coelho, como foi? Os pressupostos de análise e de atribuição não foram os mesmos? É que a secretária regional, com a sua declaração, tentou passar uma mensagem de protecção político-partidária para os Açores, quando há REGRAS, repito, REGRAS há muito definidas para os cálculos e que, obviamente, têm de ser cumpridas; segunda, a secretária certamente que tem presente o discurso do PSD na Assembleia Legislativa da Madeira, que eles, os açorianos, eram tão atrasados e pobres que ainda lavavam a roupa nos alguidares; terceiro, ao invés deste tipo de discurso, leviano, sem sentido e inconsistente porque não fundamentado, por que não se preocupa a secretária, no quadro dos assuntos sociais, atribuir, como fazem nos Açores, já não vou mais longe, um Complemento Regional de Pensão? Em 2015, foram mais de 35 mil idosos apoiados nos Açores num montante global de cerca de 25 milhões de euros. Exactamente, o que o governo da Madeira atribuiu às escolas privadas!


Mas há mais, certamente que a secretária conhece o COMPAMID (Complemento para a Aquisição de Medicamentos pelos Idosos), que beneficiou cerca de 4.000 idosos em 2015 e que, em 2016, foi alargado aos reformados por invalidez, independentemente da idade. O montante anual do COMPAMID corresponde a 50% do salário mínimo regional, mensal (Valor anual para o Novo Ciclo 2016/2017 – 278.25€). Pois bem, conhecendo a situação muito precária de milhares de madeirenses, por que não propõe ao governo de que faz parte essa comparticipação regional? Aproveite o Orçamento Regional para 2017. E, já agora, ao invés de obras e iniciativas desnecessárias ou não prioritárias, por que não copia e influencia o governo da Madeira no sentido de reduzir o IRS e o IVA? Nos Açores (s.e) no IRS a taxa do primeiro escalão é 30% inferior à taxa nacional e a do segundo escalão 25%. Nos restantes escalões, a diferença é de 20% em relação às taxas nacionais. Quanto ao IVA, as taxas reduzida e intermédia são 30% inferiores às nacionais. A taxa normal regista um diferencial fiscal de 20%. Pode não ser igual, mas em sede de Orçamento Regional, repito, proponha algumas medidas que possibilitem, sobretudo aos mais vulneráveis, alguma segurança.
Não é que nos Açores tudo seja perfeito. Obviamente que não. Eu não domino essa realidade. Abstenho-me e apenas, no plano político, enunciei algumas medidas. Mas quando a secretária Drª Rubina Leal vem com esta lengalenga, há anos conhecida, temos de fazer lembrar algumas questões importantes. A secretária que faça este exercício muito simples: entre na DGCI, vá até o seu IRS, altere a sua residência fiscal para os Açores e simule. Só aí verá o resultado! É evidente que qualquer pessoa percebe este constante saltitar da secretária Rubina Leal. Aproximam-se eleições, não é? Só que por melhor que seja a preparação da quase diária exposição mediática, as fragilidades políticas são muito evidentes e o povo não é tonto.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

REGIÃO DA MADEIRA COM A MAIOR TAXA DE DESEMPREGO ENTRE AS SETE REGIÕES DE PORTUGAL



FACTO:
"Situa-se, agora, nos 14,7%! Os Açores conseguiu baixar a taxa de desemprego para 12,8%. Há três trimestres consecutivos que a Madeira tem a mais alta taxa de desemprego das regiões". Para além dos que emigraram, os enquadrados em acções de formação, os estágios profissionais e os que "desistiram" de procurar emprego, sublinho eu.
COMENTÁRIO E PERGUNTAS:
Curiosamente, quase todos os dias, a propaganda política, dá conta de milhões para o empreendedorismo e para as empresas ("o Instituto de Desenvolvimento Regional (IDR) concedeu mais de 6,3 milhões de euros em subvenções e benefícios públicos a várias entidades madeirenses em 2015" - fonte: DN-Madeira de hoje. Na edição de Segunda-feira, a secretária regional Drª Rubina Leal assumiu que, em 2015, o Instituto de Emprego da Madeira, IP-RAM (IEM, IP-RAM) aprovou um “total de 695 Prémios” de Emprego no âmbito de “13 programas” do género, tendo pago mais de “3,2 milhões de euros” (...) "criadores líquidos de postos de trabalho destacando-se os programas de Incentivos à Contratação, de Estímulo ao Empreendedorismo de Desempregados e os Estágios Profissionais”). 
Há aqui qualquer coisa que não bate certo. Várias perguntas podem e devem ser colocadas. Entre outras, os estímulos à empregabilidade por que não funcionam em termos reais? 
Há que dar explicações políticas sobre esta situação, sob pena de tudo não passar de mera propaganda.
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 1 de novembro de 2015

ILITERACIA POLÍTICA OU COMO O SHOW-OFF TOMA CONTA DA POLÍTICA


Sou muito sensível às políticas sociais. Sublinho, políticas sociais. Porque o show-off da politiquice social, onde cabem os que se pavoneiam à custa da pobreza, aqueles que pedem fé como se ela resolvesse o pão de cada dia, os que apoiam a caridade ao jeito do que foi o "movimento nacional feminino" de triste memória, enfim, irritam-me todas essas demonstrações de pretensa solidariedade. Sensibilizam-me, todavia, as centenas de voluntários que, nas instituições que esbatem a fome, lutam todos os dias, anónima e discretamente, para que o desastre não seja maior. Os da politiquice apenas desejam aparecer, tudo servindo para mostrar a sua presença ao mesmo tempo que demonstram a sua oca actuação. Questiono, a propósito, qual o interesse de uma campanha informativa designada por "Literacia Financeira - faça Contas à sua Vida", segundo li, com o objectivo de sensibilizar as pessoas para a gestão dos seus orçamentos, sobretudo quando o Natal se aproxima? Politiquice, óbvia.


Mas quem não faz contas à vida, senhora secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais? Para os pobres cada mês falta mais mês. A esmagadora maioria dos aposentados e pensionistas há muito que andam com o credo na boca contando euro a euro até à próxima vinda do correio ou do depósito bancário. Os que foram vítimas das políticas económicas que conduziram ao desempregado e que vivem na dependência de familiares, nem contas fazem! Mesmo os que dispõem de alguma folga financeira, esses, pensam duas vezes antes de consumir. Os ricos, muito ricos e os novos milionários continuam a sua vida investindo ou gastando como melhor lhes apetece. Restam os muitos que estão envolvidos em processos de incumprimento e, de "corda ao pescoço", obviamente que se limitam a gerir o dia-a-dia. Aliás, que o digam as empresas de quase todos os sectores, sobre o que está a acontecer ao nível do consumo. Daí que aquela iniciativa que pretende que as pessoas façam "contas à vida" seja inócua e despropositada. Trata-se, apenas de politiquice. É iliteracia política. Não tarda e, no âmbito da Inclusão, estão a aconselhar hortas caseiras!
Medida de grande alcance para todos os mais vulneráveis seria, por exemplo, que secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais anunciasse a atribuição de € 50,00 como complemento regional de pensão, aos pensionistas que auferem valores abaixo do limiar de pobreza. Uma proposta, com barbas, de quase todos os partidos da Assembleia Legislativa da Madeira, mas sempre chumbada pela maioria. Não resolvia tudo, é certo, mas ajudava na dignidade de vida a que todos têm direito. Bastaria copiar o que se passa na Região Autónoma dos Açores. O exercício da política senhora governante é, repito, muito mais que show-off.
Ilustração: Google Imagens.