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sábado, 18 de novembro de 2017

DEPOIS DE 40 ANOS... FINALMENTE, A POSSIBILIDADE DE MUDAR DE POLÍTICAS


Esta sondagem é, obviamente, histórica. Alguns dirão que se trata de uma mera sondagem, porém, não deixa de constituir um excelente indicador. Aliás, este resultado está em linha com outras sondagens realizadas nos últimos oito, nove meses. A aproximação entre os dois partidos (2,7%) e, agora, entre os dois actuais líderes partidários (1,1%), dão a entender que o povo da Madeira deseja, à semelhança do que acontece no Continente e nos Açores, que a Região da Madeira venha a ser governada de acordo com outras opções e prioridades. 


A questão que agora se coloca é se, do lado do PS-Madeira, o aventureirismo mata a esperança. Espero, sinceramente, que não. O que posso dizer, com toda a frontalidade e maturidade de vida, apesar de todas as candidaturas de militantes serem legítimas, se estivesse na pele de Emanuel Câmara, retiraria a candidatura. Há momentos na política tão sensíveis que o melhor é não agitar as águas, não gerar perturbação e, portanto, fazer com que os eleitores acreditem que podem ter confiança. Todos sabemos que é mais fácil manter o poder do que ganhá-lo. Significa isto que, nos órgãos próprios do partido, os assuntos devem ser exaustiva e elegantemente debatidos, distante de qualquer unicidade, porém, sem fracturas que fragilizem. É caso para dizer: "um por todos e todos por um" 
Os madeirenses estão, uma vez mais, a alertar. Compete ao PS-M saber discernir entre o conflito e uma alternativa consistente.
Ilustração: DN-Madeira

terça-feira, 31 de outubro de 2017

36,3% DOS MADEIRENSES ACREDITAM NO DR. CARLOS PEREIRA. ALGUNS MILITANTES DO PS-M, NÃO! QUE ESTRANHO...


Prometi que não voltaria a este assunto, porém, confesso, é-me impossível. Não suporto a ingratidão pelo trabalho realizado seja lá por quem for e fico triste quando sinto o exercício nobre da política resvalar para o campo dos interesses pessoais e de grupos escondidos. Ontem, pedi um gesto de nobreza exemplar ao militante socialista Emanuel Câmara. Não fui bem sucedido, infelizmente. Era previsível. Hoje, nas páginas do DN-Madeira, uma sondagem entre os madeirenses e porto-santenses, dá o Dr. Carlos Pereira (36,3%) como a personalidade política mais bem colocada para manter o rumo do PS-M e, consequentemente, ser o candidato a presidente do governo nas eleições legislativas de 2019. O militante Emanuel Câmara recolhe, apenas, 12,3% das preferências. Significativo. Tive razão no que escrevi e tinham razão todos os que assinaram um documento de apelo à serenidade e ao bom senso nas hostes socialistas.


Quando treze figuras do PS subscreveram o tal documento, (A Unidade Indispensável) não sabiam da sondagem que colocava o PS-M a 2,7% do PSD, nem tinham conhecimento da sondagem mais específica hoje publicada, também no DN. Apenas guiaram-se pela factualidade, pela responsabilidade, pela análise às desmobilizadoras tricas do passado, pela conjugação de um esforço que não significa unicidade de pensamento, seguiram a trajectória dos resultados e o excelente desempenho político do Dr. Carlos Pereira. Tiveram razão antes do tempo. O estudo de opinião de hoje, rompe, definitivamente, com situações que, tal como ontem escrevi, apenas são geradoras de ruído e de desconfiança no eleitorado. Continuo a defender, hoje mais do que ontem, que só deveria restar ao militante Emanuel Câmara um gesto de humildade e de grandeza, uns momentos de reflexão susceptíveis de definirem que o partido deve estar acima de qualquer ambição pessoal ou de grupinho. Não lhe ficará mal, pelo contrário, a sua saída de cena, fará acalmar qualquer movimentação negativa, qualquer ruptura ou desconfiança no eleitorado, ao mesmo tempo que o engrandecerá face ao contexto, repito, face ao contexto político da Região. 
Não escrevo estas palavras apenas por amizade ao Carlos Pereira. Se assim não fosse preferia estar caladinho. Escrevo e insisto por dois motivos essenciais: primeiro, porque, politicamente, é brilhante. Domina os dossiês da governação como ninguém, estuda-os, não fala de cor, não é homem de generalidades, é eloquente e rápido na argumentação e é sincero no discurso; segundo, porque, com reduzidos meios financeiros, se trouxe o partido dos trágicos 11% para os 34% não é sensato, de  todo, que o queiram ver pelas costas, porque há, certamente, interesses que estão a falar mais alto. Olho para a presente situação e sinto revolta quando leio no DN-Madeira que a população da Região lhe atribui o mérito que aqui refiro, mas dentro do partido as contas são de outro rosário! Chega a ser patético. Questiono-me: o que se esconde por detrás de tudo isto? Não sei, ou talvez saiba, mas esta não é altura para conversas que não conduzem a nada. Aliás, detesto ambientes poluídos. Gosto da frontalidade, aprecio quem sabe e, sobretudo, prezo a decência da Amizade partidária ou não. Detesto grupinhos, contagem de espingardas e pagamento de quotas aos militantes para votarem em quem a alguns interessa. Essa política rasteira deveria ser totalmente eliminada.
Finalmente, prefiro continuar a pensar que o bom senso prevalecerá. O militante Emanuel  Câmara aceitará uma candidatura quando é o terceiro preferido dos madeirenses com escassos 12,3%? Esta sondagem, dirijo-me a si, Caro Emanuel Câmara, desde logo, retira-lhe qualquer veleidade no espaço regional, pior, ainda, penaliza-o naquela história que enquadra a abertura de portas a um outro putativo candidato à presidência do governo regional. Aceita, repito hoje, ser "barriga de aluguer"? Pelo seu passado de luta no Porto Moniz, cuja saudável teimosia é comummente reconhecida, certamente, que não desejará assistir à desagregação do PS. Por sua culpa e de todos aqueles que o empurraram para esta aventura.

NOTA FINAL

De muito mau gosto a presença do independente Dr. Paulo Cafôfo, presidente da Câmara Municipal do Funchal, na apresentação da candidatura do militante Emanuel Câmara. Sobretudo quando Emanuel Câmara o indica como candidato a presidente do governo em 2019. Há compromissos a cumprir nas autarquias vencedoras, pelo que, a inexistência de resguardo e total distanciamento, acaba por ter um significado político que lamento, profundamente. Os eleitores merecem RESPEITO. Ao ponto a que a ambição política chegou! 

Ilustração: Google Imagens + DN-Madeira

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

SÓ É GRANDE QUEM É HUMILDE. ESPERO DO EMANUEL CÂMARA UM GESTO NOBRE. SERÁ CAPAZ?


Cruzei-me com uma pessoa que já não via há um certo tempo. Damo-nos bem, cordialmente. É um cidadão claramente social-democrata, embora não ligado às estruturas partidárias. Uma personalidade caracteristicamente moderada. Disse-me: "que excelente notícia" - referia-se à sondagem publicada pelo DN-Madeira que coloca o PS-M praticamente em empate técnico com o PSD. Sem muitas conversas alertou-me: "agora juízo e metam juízo em certas figurinhas que parece que desejam travar a vontade do povo". Mais disse: "deixem o Carlos Pereira seguir em frente (...) no círculo dos meus amigos é tido como um excelente economista e um dos melhores políticos portugueses". Foram estas, não textualmente, o sentido das suas palavras. 


Não me falou se Carlos Pereira tem ou não empatia com o povo. De facto, se de uma forma sustentada os resultados estão em crescimento, de 11% para quase 34%, que razões existem para alguns apregoarem que o Dr. Carlos Pereira é uma figura fechada, sem humor e distante do Povo? Não é. Pelo contrário, com ele trabalhei e sei, no decorrer das nossas conversas, quantas gargalhadas deu e dá por coisas de humor mínimo. E quanta luta, por sentido solidário, pelo povo ele faz! Adiante, porque essa conversa é treta. A sondagem provou-o. Se não fosse conhecido e se nele não tivessem descoberto a qualidade necessária para ser candidato a presidente do governo, obviamente que o resultado teria sido outro.
Enquanto lia e interpretava os dados, na minha cabeça perpassava-me a pergunta: se estivesse na situação do Emanuel Câmara, vencedor indiscutível e com enorme mérito nas recentes eleições autárquicas do Porto Moniz, o que faria? Resposta simples: em nome dos Madeirenses e Porto-santenses, abandonaria essa corrida à liderança do PS-M, por constituir uma corrida suicida para o partido onde o Emanuel milita. Ele, um homem que, para além da sua função profissional, passou pelo futebol, sabe, até, que na gíria se diz que "equipa que ganha não se mexe". Para quê fazer ruído, ou, pela  sua entrevista que hoje li, constituir-se em "barriga de aluguer" de outra pessoa? Para quê provocar desestabilização, que se propaga junto dos eleitores, quando existe uma oportunidade e uma avidez de mudança? Haverá alguma racionalidade nesta atitude em função do momento de ouro que a Madeira política vive? Do meu ponto de vista o Emanuel Câmara está a ser usado. A Região é muito pequena e logo se saberá os bem vestidos que não querem o PS no poder. 
Ora, regresso ao início do parágrafo, se eu estivesse naquele situação, repito, anunciava, HOJE, que não seria candidato, pois o povo, esse povo que foi soberano no Porto Moniz, que se estende Madeira além, defende que a hora é de estabilidade, de mãos à obra, de gerar consensos e de muito trabalho propositivo, mas sensato. Não me restaria outra alternativa face a capacidade técnica e política do Dr. Carlos Pereira. Estou convencido que, sendo a hora de união e de esperança, o bom senso prevalecerá, muito embora seja uma candidatura estatutariamente legítima. Mas é óbvio que existe aqui um bullying político abstruso e sem qualquer sentido.
Só é grande quem é humilde. "A simplicidade vem sempre acompanhada de um gesto nobre - Patrícia Rezende. Ao Emanuel resta-lhe esse nobre gesto. Ganhará a população que o elegeu e, neste caso, ganhará toda a Madeira e Porto Santo, com a possibilidade de uma nova forma de governar com qualidade, rigor, humildade e esperança de um bom futuro, desde os mais vulneráveis aos que fazem das tripas coração para serem empresários.

Ilustração: Google Imagens.

domingo, 29 de outubro de 2017

PARABÉNS CARLOS PEREIRA. O POVO NÃO É ESTÚPIDO!


A grande mudança de regime político está aí ao virar da esquina. Ainda faltam dois anos, é certo, mas a sondagem publicada na edição de hoje do DN-Madeira constitui um importante indicador, pois não só o PSD-M perde a maioria absoluta, como o PS-Madeira mais do que triplica o número deputados na Assembleia, ficando a 2,7% do PSD. À actual maioria nem lhes vale o CDS-PP que, coligados, perdem a maioria política na Assembleia. Finalmente, com o Dr. Carlos Pereira abre-se uma luz de esperança para os madeirenses e porto-santenses experimentarem um nova forma de governar.



Este resultado, absolutamente extraordinário, surge de forma sustentada. Se nos detivermos nos vários estudos de opinião publicados pelo DN, conclui-se que o PS-M vem em crescendo desde há oito meses, facto confirmado, também, à luz dos últimos resultados autárquicos. O que significa duas coisas: primeiro, que o povo deseja mudar e acredita na preparação técnica e política de Carlos Pereira para presidir ao próximo governo regional; segundo, que está a ver o filme de uns quantos que, no PS-M, tentam desestabilizar em um momento que deveria ser de "um por todos e todos por um". O povo, talvez, nesta sondagem, queira mandar um aviso a qualquer candidatura interna de natureza espúria e sem a qualidade necessária para governar. De facto, quem não compreender isto acabará por tornar-se no mais forte aliado político do PSD. Talvez, ainda, queira transmitir um sinal: que viu com muito agrado o notável esforço do Dr. Carlos Pereira enquanto Deputado na Assembleia da República sem abdicar um segundo da sua presença na discussão dos dossiês políticos da Região. A "Moção de Censura" que o PS-Madeira apresentará esta semana, com a presença de Carlos Pereira no plenário da Assembleia Legislativa da Madeira, prova essa desmultiplicação de funções, aproveitando um momento político conturbado do PSD-M para fazer valer que o "rei vai nu" e que há uma absoluta necessidade política de construir uma desejável e consistente alternativa, depois de 40 anos de poder absoluto.
Os resultados desta sondagem vêm ditar que o PS está no caminho certo. Até um cego vê. Que o bom senso prevaleça.
Ilustração: DN-Madeira.