sexta-feira, 23 de julho de 2021

Jogos Olímpicos


Embora envoltos em várias polémicas, agravado pela pandemia, eis que aí estão os Jogos Olímpicos. Não será, com toda a certeza, o encontro mundial do desporto que todos sonhavam. Mas será sempre, para os atletas, um ponto alto das suas carreiras. Tive a felicidade de poder viver os Jogos de 1988, em Seoul, na Coreia do Sul. 

Guardo desse tempo memórias indiscritíveis. Só quem os vive, pelo menos uma vez, como foi o meu caso, é capaz de trazer em memória, a todo o momento, aquelas vivências ímpares. Não apenas as das competições, seja em que modalidade for, mas o sentimento que nos invade naquilo que os Jogos são ou deveriam ser, o momento de exemplar fraternidade entre os povos e de irmandade entre as nações.

Os Jogos de 1988 tiveram uma particularidade, foram os Jogos da "reconcialiação", depois dos boicotes em 1984 (Moscovo) pelos Estados Unidos e 1980 (Los Angeles) pela ex-União Soviética.

Os Jogos da XXIV Olimpíada, em Seul, realizaram-se entre 17 de Setembro e 2 de Outubro, com a participação recorde de 159 países e 8 391 atletas.


 Pierre de Coubertin deixou-nos a "Ode ao Desporto":

"Ó Desporto Essência da vida (...) Ó Desporto, tu és a beleza! És o arquitecto deste edifício que é o corpo (...) Ó Desporto, tu és a Justiça! A equidade perfeita (...) Ó Desporto, tu és a audácia! Ó Desporto, tu és a Honra! Os títulos que tu conferes não têm qualquer valor se adquiridos por meios diferentes da lealdade absoluta. (...) Ó Desporto, tu és a alegria! Ó Desporto, tu és o progresso! Ó Desporto, tu és a paz! (...)".

Ilustração: Arquivo pessoal.

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