Tenho andado muito distante da escrita. Por opção e porque tenho outras preocupações que limitam o meu tempo disponível. Hoje, abro uma excepção, porque estou de "saco cheio". Não porque já não tenha sido tudo ou quase tudo dito sobre essa maldita e infernizante plataforma que determina o mal designado "subsídio" à mobilidade dos insulanos. Há quem ainda não tenha percebido que se trata de um direito constitucional, nunca um favor ou uma ajuda à mão estendida!
COM QUE ENTÃO...!
REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA - UM LONGO CAMINHO PARA A DEMOCRACIA
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quarta-feira, 6 de maio de 2026
"SUBSÍDIO" SOCIAL DE MOBILIDADE... UMA "ODISSEIA"
Tenho andado muito distante da escrita. Por opção e porque tenho outras preocupações que limitam o meu tempo disponível. Hoje, abro uma excepção, porque estou de "saco cheio". Não porque já não tenha sido tudo ou quase tudo dito sobre essa maldita e infernizante plataforma que determina o mal designado "subsídio" à mobilidade dos insulanos. Há quem ainda não tenha percebido que se trata de um direito constitucional, nunca um favor ou uma ajuda à mão estendida!
Ainda os rankings de Universidades
Hoje, os rankings já extravasaram as portas das Universidades, sendo frequentemente usados na definição de estratégias dos sistemas de educação dos países e influenciam empresas importantes e grupos económicos.
Recentemente, li na rede TV BRICS, um artigo sobre os Rankings de Universidades, referenciando questões de relevo:
quarta-feira, 22 de abril de 2026
Como um país de 9,5 milhões de habitantes se tornou, por uns dias, “o centro” do mundo
A derrota de Viktor Orbán significa, acima de tudo, um grande abalo nas fileiras do movimento MAGA de Donald Trump que, até ao último momento, lhe concedeu o máximo apoio.
No domingo, dia 12/04/2026, houve eleições parlamentares na Hungria, onde Viktor Orbán, o líder europeu que mais tempo serviu –16 anos – na União Europeia, averbou uma pesada derrota, saindo vencedor, com uma vitória expressiva, o conservador pró-europeu, Péter Magyar, que militara, durante anos, nas fileiras do partido de Orbán.
sexta-feira, 3 de abril de 2026
Democracia vs Autonomia
A 22 de Abril de 1994, no prefácio que escreveu para a 2.ª edição da «Carta a um Governador», António Loja, na qualidade de primeiro subscritor do documento entregue em Maio de 1969 ao governador civil do então designado distrito autónomo do Funchal, sublinhava “(…) já então, o problema da ligação necessária entre a Democracia e a Autonomia estava claramente definido como essencial, tal como continua a estar nos nossos dias. Enquanto sentirmos que a Democracia é imperfeita a Autonomia será insatisfatória porque pode transportar dentro de si os germes de perigosos poderes pessoais; por outro lado, enquanto subsistir a ideia de que a Autonomia não é eficaz, fica a certeza de que a Democracia é inoperante e, deste modo, existe sempre o risco de ser posta em causa”. E, noutro passo, desse prefácio, António Loja acrescentava: “Talvez para alguns esta seja a Democracia com que sonharam e esta seja a Autonomia que desejaram. Mas parece-me perfeitamente legítimo que outros não pensem assim e que vivam na convicção permanente de que o essencial está por fazer, que a luta pela liberdade e pela dignidade humana é de todos os dias e que o futuro exige mais de todos nós”. Ou seja, então, como em 1969, António Loja entendia que a Democracia e a Autonomia eram indissociáveis.
Uma leitura assaz pertinente, tanto mais que é, precisamente nessa década de 90 do século passado, que Mário Soares, na sua qualidade de recandidato à Presidência da República, procede à denúncia do que classificou como existência de défice democrático na Madeira. Uma denúncia que António Guterres, na condição de candidato a primeiro-ministro, retomaria nessa mesma década.
quarta-feira, 11 de março de 2026
A dívida americana, um risco acrescido para o Ocidente Global
Será que Paul Krugman tem razão quando diz, face à guerra no Golfo, que o maior problema pode até ser uma grave crise financeira global e, menos, uma crise energética, porque, hoje, o Golfo mudou e é muito mais um centro financeiro, de viagens e turismo…?
Muitos especialistas, comentadores, jornais, revistas especializadas andam a debruçar-se, desde algum tempo, sobre o montante e a evolução da dívida dos EUA e seu impacto na queda da Hegemonia do país e, por arrasto do Ocidente global.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2026
Expliquem o que escondem!
Para todos os insulanos, o tema da mobilidade é doloroso no plano da relação política com o Estado. Há muito que o acompanho. Mas, cada vez mais, sinto-me incapaz de contribuir com uma opinião pela nebulosidade de todo o processo. Julgo que tudo ou quase tudo já foi dito. O problema assemelha-se a um cruzamento sem se saber que caminho tomar. O apogeu da conflitualidade e do esgrimir de argumentos foi atingido pelo líder da bancada parlamentar do PSD, na Assembleia da República, um tal Hugo Soares, ao lançar esta pérola: "(...) É justo que os vossos, os nossos impostos de portugueses que trabalham, continuem a subsidiar a viagem de pessoas da Madeira e dos Açores para o Continente, que não asseguram o cumprimento das dívidas para com o Estado?".
Não sendo politicamente conveniente ao Primeiro-Ministro repetir a asneira, competiu ao Hugo pegar no megafone e vai disto!
Mas há perguntas que, julgo eu, estão muito para além das palavras e situações que vamos dando conta: afinal, neste processo da mobilidade, o que escondem e não revelam?
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
A prova democrática
Por
Num contexto de polarização política, desigualdade crescente e descontentamento democrático, a mera defesa de procedimentos justos revela-se insuficiente. A democracia necessita de cidadãos capazes de decidir conscientemente sobre o bem comum, não apenas de indivíduos que reivindiquem direitos. Contudo, essa exigência não pode ser confundida com uniformidade ideológica nem com a pretensão de que apenas determinadas opções políticas representam a verdadeira democracia. A democracia é, antes de tudo, uma opção pessoal: uma decisão íntima de reconhecer o outro como igual em dignidade política, mesmo quando discorda de nós.
Ser democrata não significa votar como eu voto, pensar como eu penso ou defender as mesmas prioridades políticas. Significa aceitar que o pluralismo é constitutivo da vida comum. O cidadão que escolhe um caminho político diferente não é menos democrata por isso; é apenas alguém que interpreta de forma distinta o bem comum. O reconhecimento dessa diferença como legítima é precisamente o que sustenta a democracia enquanto forma de vida e não apenas como sistema eleitoral.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Dos “Nem-Nem” ao “Mais do mesmo”
1. A escassos dias da 2ª volta das eleições presidenciais, pode dizer-se que a grande questão em aberto, é saber a dimensão da anunciada vitória de António José Seguro. Uma questão que não é de somenos importância. E que, a avaliar pelas sondagens e estudos de opinião, estará dependente da participação eleitoral: não só da maior ou menor abstenção, mas também do volume de votos em branco.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
BRICS 2026: Índia sucede ao Brasil na Presidência
Tudo o que seja unir, dialogar e apontar pistas para a solução dos problemas complexos que atravessam o Mundo de hoje e, certamente, o de amanhã, são sempre de experimentar e com alguma garra, programação e organização, desenvolver.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Dois mundos com bússolas trocadas
Por
Todos os dirigentes políticos da União Europeia no poder, incluindo o governo português, tiveram um comportamento deplorável de submissão [a Trump], excepção feita a Pedro Sánchez, primeiro-ministro de Espanha, o único capaz de dizer não aos EUA.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
O Estado considera os insulanos corruptos... até prova em contrário!
Não sei o que andaram a fazer ao longo dos últimos dez anos. Esta história do "Subsídio Social de Mobilidade" tresanda ao mofo da incompetência política numa mistela onde sobressai a ausência de respeito pelos povos insulanos. Os eleitos, aqueles que assumiram responsabilidades governativas regionais, que dominam tudo quanto mexe, que se arvoram como únicos interlocutores com a República, afinal, não passam de figuras decorativas secundárias sem qualquer credibilidade junto dos ministérios. Aqui, o peito enche-se, embora de ar viciado e, aterrando em Lisboa, os pulmões murcham o que os leva a piar baixinho. Concordaram, vergaram-se e, agora, porque, politicamente, têm de acenar ao povo eleitor da Madeira, aparecem altivos como se imaculada tivesse sido a sua postura enquanto lutadores. A ideia que fica é a de atirar, bem para longe, a responsabilidade política deste nebuloso processo. Dez anos é tempo demais, convenhamos!
Chamem-lhe o que quiserem, ou nenhuma designação atribuam, se os insulanos apenas tiverem de pagar, directamente, às companhias ou agências, os valores estipulados, sem papeladas de permeio. Sem o inferno dos CTT e de plataformas burocráticas.
Aliás, se dizem que, a partir de agora, em 24 ou 48 horas devolvem o dinheiro adiantado, pergunto, porque não devolvem, no mesmo espaço de tempo, às agências e às companhias aéreas?
Eu sei, para o Estado, todos são corruptos até prova em contrário. Daí a enervante burocracia.
Mais. Por que raio os insulanos têm de adiantar dinheiro ao Estado, se esse Estado em circunstância alguma adianta aos cidadãos?
Depois, o que ninguém explica, é o que está verdadeiramente na causa deste inferno: que lobbies estão por detrás de tudo isto, desde as agências às companhias? Esmiúcem, expliquem-se e, ambos os poderes, não façam dos madeirenses parvos. Que posições foram assumidas durante todo este tempo, na Assembleia da República e junto dos governos, para que esta trapalhada não tivesse chegado ao ponto que chegou?
Segundo as contas do DN-Madeira, publicadas na edição de hoje, a exigência de mais dois papelinhos, o da Segurança Social e o da Autoridade Tributária, colocará cerca de 15 000 insulanos excluídos do pagamento da parte compensatória. Isto quando são dois aspectos distintos: por um lado, a mobilidade e, por outro, o não cumprimento de obrigações previstas na Lei. Um constitui um legítimo direito; o outro, um dever que está sujeito a penalizações e criminalizações. Que têm um espaço próprio de verificação, regularização e eventual condenação. E tanto que assim é que os sucessivos governos nunca impuseram tamanha afronta.
Junta-se a tudo isto uma outra situação: se se trata de um princípio constitucional gerado pela continuidade territorial, que razões justificam que a compensação seja apenas feita nas ligações entre a Região e os aeroportos portugueses? Se um cidadão tem uma ligação, por exemplo, directa a Madrid, qual o facto que justifica uma paragem em Lisboa, Porto ou Faro? O valor a pagar não é, grosso modo, € 79,00? Desde que justificada a viagem com documentos, onde reside o problema? Vangloriam-se da Madeira estar cada vez mais ligada ao Mundo, porém, na prática, o povo insulano é literalmente secundarizado.
Tudo isto e muito mais não se resolve com "ofícios" e e.mails. Resolve-se quando os madeirenses decidirem manifestar-se junto dos órgãos de governo próprio. Em uníssono e em grito. Já não há paciência para tantos actos que cheiram a desprezo, incompetência e, até certo ponto, transportam o odor de um colonizador.
Ilustração: Arquivo próprio
sábado, 3 de janeiro de 2026
Votarei Seguro
Poucos candidatos à Presidência da República, depois do que escutei, colocando na borda do prato todos os aspectos que considero irrelevantes ou mesmo infelizes, tiveram o condão de surpreender-me. À partida, em um ou outro, não existindo alternativa, podia considerar o meu voto. Pela atitude e visão humanista, pelas preocupações para com o país e o mundo, enfim, candidatos com um perfil mais ou menos adequado para o exercício do cargo. Independentemente da idade, do sexo e passado partidário. Muitos outros, desde início, rejeitei-os liminarmente.
Por esses não nutro qualquer simpatia que me leve, sequer, a considerá-los. Não se apresentam de forma séria para tamanha responsabilidade. Parecem-me mais apostados na visibilidade pública, pouco se ralando com a leitura do país nos planos interno e externo.
Ora bem, neste contexto, já decidi a quem vou entregar o voto logo na primeira volta. Na Presidência da República não desejo ambientes de folclore político, selfies de propaganda, uma tendência para estar presente em tudo o que mexe, costelas partidárias e vozes extremadas geradoras de conflitos.
O cargo é demasiado sério como representação de Portugal no Mundo e como equilíbrio político na gestão interna. Desejo um presidente com um passado institucional, sem qualquer mancha no plano pessoal, que entenda a política como uma missão de serviço público à comunidade, moderado, equilibrado nas decisões, sereno, discreto, dialogante e jamais populista. Desejo um presidente que esteja atento, que se mantenha distante mas também próximo do povo. Um presidente que constitua uma reserva a quem o país possa deitar a mão quando tudo o resto resvala.
É neste ambiente que elejo António José Seguro. Não pela nossa relação desde o tempo anterior à sua eleição para secretário-geral do PS, mas pelo que representa enquanto pessoa sensata e sensível, prudente, nada dado à política espectáculo, que não banaliza a nobre missão do exercício da política, que nunca se vendeu aos bocados, que não está à mercê dos novos ricos, abrindo-lhes portas, alguns que, subtilmente, subvertem o jogo da democracia. António José Seguro representa, para mim, a esperança para um país que parece ter perdido o norte, o país que morre aos poucos, que é permanentemente enganado, por isso mesmo pobre. A esperança, não porque lhe compita governar, mas pelo acto moderador e visionário que Seguro sempre demonstrou e que o conduziu a vencer dois actos eleitorais: as autárquicas de 2013 e as Europeias de 2014. O Povo reconheceu-o. Foi Ministro e Deputado no Parlamento Europeu, missões desempenhadas com indiscutível mérito reconhecido pelos seus pares. No contexto de então, venceu e saiu, sem remorsos e sem conflitos públicos. Regressou à sua actividade profissional e, passada uma década, apresenta-se a falar do futuro, com as mesmas características pessoais que o tornaram referência política.
Por isso, votarei em António José Seguro porque o país precisa de uma presidente experiente e "seguro" em todos os sentidos.
Ilustração: Google Imagens.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
Tema proposto: "Compromisso partidário para evitar eleições antecipadas"
A escola educadora e transformadora não existe. Logo, o compromisso não pode existir.
Como pode haver compromisso se não estamos a educar para o rigor e a responsabilidade? O compromisso não se decreta, ele constrói-se, paulatinamente, na conjugação de princípios e de valores que a sociedade vai intuindo. Ora, falhando aí, não existe possibilidade de acordos políticos consistentes e portadores de futuro, quando se perdem referências essenciais, quando a família e a escola falham, quando se assiste a um contínuo resvalar das regras mais básicas do comportamento social, quando se perde o sentido que o exercício da política constitui um serviço público temporário à comunidade e não um interesse profissional e de vida. Os acordos tornam-se, assim, frágeis, pontuais, marginais e até inviáveis, quando não sobressai a formação básica mais elementar. Hoje, já não basta um aperto de mão para selar um compromisso.










