quarta-feira, 28 de setembro de 2011

O JORNAL DA MADEIRA, O COMANDANTE DA POLÍCIA E O SENHOR REPRESENTANTE


E pasmo perante o silêncio cúmplice do Representante da República que deveria, de imediato, abrir as portas ao diálogo quando uma delegação da candidatura do Dr. Maximiano Martins o procurou. Mas, não, mandou dizer que estava numa reunião. Reunião com quem? Ao telefone com o Presidente da República? Despreza, põe de lado, o principal partido da oposição, numa situação de clara emergência política? Afinal, para que serve o cargo de Representante do Presidente da República? E o Senhor Comandante da Polícia, quando o Dr. Maximiano Martins chegou ao Jornal da Madeira, numa tentativa de diálogo, que razões o levou a mandar fechar as portas que conduziam ao diálogo? Saberá o Senhor Comandante da Polícia que estava em presença, também, de Deputados da Assembleia Legislativa da Madeira?


Preocupa qualquer democrata a situação vivida no Jornal da Madeira. Simplesmente porque aquela situação evidencia a ponta do icebergue de tantas outras que constituem claros constrangimentos que, aos poucos, estão a gerar tensões muito graves. Parece-me óbvio que isto não acaba bem. Tarde ou cedo, de pedra em pedra, de palavra em palavra, de cumplicidade em cumplicidade, de silêncio covarde em silêncio covarde, qualquer pessoa perceberá que isto não acabará bem, independentemente do resultado das eleições. O jardinismo está em queda. Parece-me inevitável. 
O Jornal é apenas uma questão emblemática porque constitui uma extensão do poder, porque "pertence" à Diocese com toda a importância que ela tem na Região, porque leva do erário público quatro milhões anuais, porque distribui, todos os dias, 20.000 exemplares de borla visando a propaganda do jardinismo. É politicamente emblemático, por isso mesmo. Mas esta situação criada pelo PND pode, a qualquer momento, multiplicar-se. E pasmo perante o silêncio cúmplice do Representante da República que deveria, de imediato, abrir as portas ao diálogo quando uma delegação da candidatura do Dr. Maximiano Martins o procurou. Mas, não, mandou dizer que estava numa reunião. Reunião com quem? Ao telefone com o Presidente da República? Despreza, põe de lado, o principal partido da oposição, numa situação de clara emergência política? Afinal, para que serve o cargo de Representante do Presidente da República? E o Senhor Comandante da Polícia, quando o Dr. Maximiano Martins chegou ao Jornal da Madeira, numa tentativa de diálogo, que razões o levou a mandar fechar as portas que conduziam ao diálogo? Saberá o Senhor Comandante da Polícia que estava em presença, também, de Deputados da Assembleia Legislativa da Madeira? E que, independentemente desse aspecto, o que estava em jogo era o diálogo construtivo, preparado, no sentido de resolver um problema? Mais, ainda, e o Senhor Bispo D. António Carrilho, cuja Diocese é a proprietária do edifício Jornal da Madeira, o que fez até este momento? Será que o silêncio ajuda alguma coisa?
Meus caros leitores, não são minimamente aceitáveis estes cordões umbilicais de interesses, estes silêncios, este sistemático olhar para o lado como se nada estivesse a acontecer, esta demissão dos órgãos de soberania, esta ausência de quem tem o dever de garantir o regular funcionamento das instituições e que se mantém distante, como se os madeirenses não fossem portugueses. Inacreditável.
Mas, amanhã, é outro dia e admito que esta situação não fique por aqui.
Ilustração: Google Imagens.    

NÃO GOSTEI

 
Há tantos escândalos na política como a História demonstra que, infelizmente, a Igreja, feita por homens e mulheres, está cheia de tristes e alguns repugnantes episódios. Há mãos e corpos sujos em muitos sítios, pelo que a generalização considero-a abusiva.
 
 

O Senhor Dom José Policarpo, Cardeal Patriarca, fez uma declaração que, sinceramente, não gostei. Há muitas mãos sujas na política, mas também há muita gente séria e honesta, que está no exercício da política apenas por convicções. Da mesma forma que existe, com toda a certeza, membros da Igreja Católica de exemplar comportamento, a todos os níveis, e outros que exercem a sua função de forma muito pouco transparente. Sabemos que é assim e o Senhor Dom José Policarpo reconhecerá, certamente. Há tantos escândalos na política como a História demonstra que, infelizmente, a Igreja, feita por homens e mulheres, está cheia de tristes e alguns repugnantes episódios. Há mãos e corpos sujos em muitos sítios, pelo que a generalização considero-a abusiva.
Tenho pelo Senhor Dom Policarpo uma elevada consideração, pela sua postura serena e pelas palavras muitas vezes acutilante que a todos deixa a reflectir. Mas, esta NÃO. Senti-me ofendido. Nunca fiz política envolvido em negócios com o governo, por exemplo. Nem com o governo nem com ninguém. Estive sempre em exclusividade no Parlamento. E da minha longa passagem pelo exercício da política, apenas estive oito anos no Parlamento. Não fui e não sou um carreirista. Tal como eu, muitos outros não têm negócios com o governo, não legislam de manhã para beneficiar à tarde, não estão directa ou indirectamente à mesa do orçamento regional ou nacional. Mas há quem esteja, eu sei! A generalização, repito, ofende. Equivaleria, malevolamente, eu dizer que ninguém sobe na hierarquia da Igreja de forma transparente. Seria abusivo e até reles da minha parte. Não conheço os processos e, por isso, por respeito, não me atrevo a dizê-lo. Agora, sei, por exemplo, que, por aqui, são milhões que são gastos no Jornal da Madeira e na construção de templos. Ainda há dias foram 2,8 milhões! Isto, quando há gente com fome.
Ilustração: Google Imagens.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

RUA


Deveria servir de exemplo para todos os eleitores esta trágica experiência de 35 anos absolutos. Ninguém deve estar agradecido pelos túneis ou pelas restantes obras públicas. Na política não há lugar a agradecimentos. Quem está tem o dever de cumprir e, no aspecto das obras, deveriam lembrar-se que quando há dinheiro empreiteiros não faltam. O problema é outro: a grande obra, essa obra no ser humano, deixando-o com competências para a vida, ficou por fazer. É por isso que hoje temos uma sociedade assimétrica, pobre e dependente. Há um culpado. No dia 9 de Outubro espero que o povo delibere a sentença.  

Escrevo enquanto cidadão, com convicções políticas, é certo, mas sobretudo com o senso da realidade a que chegámos. Qualquer político ou partido, envolvido em manobras financeiras muito pouco transparentes, condenadas pelos parceiros nacionais e internacionais, no próximo acto eleitoral, com alguma sorte, não atingiria os 10%. É o que se passa lá fora, nas democracias consolidadas e adultas. Não sei o que por aqui acontecerá em Outubro, mas dúvidas não me restam que esta gente do PSD tem de ser colocada, urgentemente, na oposição, pelo que fizeram e pelo que não fizeram. O endividamento, que deixará as próximas gerações a pagar essa penosa factura da loucura inauguracionista e o lastro que deixaram de pobreza, desemprego e de analfabetismo funcional, que obstaculizará, por muitos anos, a capacidade de resposta adequada aos desafios que temos de vencer, estes dois aspectos, sublinho, criminosos do ponto de vista social, não devem ter perdão no dia que os madeirenses forem chamados a votar.
Deveria servir de exemplo para todos os eleitores esta trágica experiência de 35 anos absolutos. Ninguém deve estar agradecido pelos túneis ou pelas restantes obras públicas. Na política não há lugar a agradecimentos. Quem está tem o dever de cumprir e, no aspecto das obras, deveriam lembrar-se que quando há dinheiro empreiteiros não faltam. O problema é outro: a grande obra, essa obra no ser humano, deixando-o com competências para a vida, ficou por fazer. É por isso que hoje temos uma sociedade assimétrica, pobre e dependente. Há um culpado. No dia 9 de Outubro espero que o povo delibere a sentença. Ilustração: Google Imagens.

RUA

Deveria servir de exemplo para todos os eleitores esta trágica experiência de 35 anos absolutos. Ninguém deve estar agradecido pelos túneis ou pelas restantes obras públicas. Na política não há lugar a agradecimentos. Quem está tem o dever de cumprir e, no aspecto das obras, deveriam lembrar-se que quando há dinheiro empreiteiros não faltam. O problema é outro: a grande obra, essa obra no ser humano, deixando-o com competências para a vida, ficou por fazer. É por isso que hoje temos uma sociedade assimétrica, pobre e dependente. Há um culpado. No dia 9 de Outubro espero que o povo delibere a sentença.  

Escrevo enquanto cidadão, com convicções políticas, é certo, mas sobretudo com o senso da realidade a que chegámos. Qualquer político ou partido, envolvido em manobras financeiras muito pouco transparentes, condenadas pelos parceiros nacionais e internacionais, no próximo acto eleitoral, com alguma sorte, não atingiria os 10%. É o que se passa lá fora, nas democracias consolidadas e adultas. Não sei o que por aqui acontecerá em Outubro, mas dúvidas não me restam que esta gente do PSD tem de ser colocada, urgentemente, na oposição, pelo que fizeram e pelo que não fizeram. O endividamento, que deixará as próximas gerações a pagar essa penosa factura da loucura inauguracionista e o lastro que deixaram de pobreza, desemprego e de analfabetismo funcional, que obstaculizará, por muitos anos, a capacidade de resposta adequada aos desafios que temos de vencer, estes dois aspectos, sublinho, criminosos do ponto de vista social, não devem ter perdão no dia que os madeirenses forem chamados a votar.
Deveria servir de exemplo para todos os eleitores esta trágica experiência de 35 anos absolutos. Ninguém deve estar agradecido pelos túneis ou pelas restantes obras públicas. Na política não há lugar a agradecimentos. Quem está tem o dever de cumprir e, no aspecto das obras, deveriam lembrar-se que quando há dinheiro empreiteiros não faltam. O problema é outro: a grande obra, essa obra no ser humano, deixando-o com competências para a vida, ficou por fazer. É por isso que hoje temos uma sociedade assimétrica, pobre e dependente. Há um culpado. No dia 9 de Outubro espero que o povo delibere a sentença. Ilustração: Google Imagens.

domingo, 25 de setembro de 2011

BANDEIRAS PRETAS DE REPÚDIO PELA GOVERNAÇÃO DA MADEIRA (II)

Clique sobre a foto para ampliá-la e, depois, sobre cada foto, para vê-la em pormenor. Posted by Picasa

BANDEIRAS PRETAS DE REPÚDIO PELA GOVERNAÇÃO DA MADEIRA (I)

 
Clique sobre a foto para ampliar e, depois, em cada fotografia para vê-la em pormenor.Posted by Picasa

UM PROJECTO DE MUDANÇA COM UMA EQUIPA DE COMPETÊNCIA

CARTA ABERTA AOS PADRES DA MADEIRA


Os subsídios não devem aprisionar nenhum padre às saias do altar. De joelhos só diante de Deus.


O Senhor Padre José Luís Rodrigues escreve, hoje, na edição do DN-Madeira, uma carta aberta aos padres da Região. Parabéns Padre pelo desassombro e pela verticalidade que o caracteriza. Revejo-me nas suas palavras, nas palavras da Igreja VERDADEIRA, que anuncia mas não se submete. O Senhor é o verdadeiro intérprete da PALAVRA. Oxalá o oiçam! Aqui fica um excerto deste notável artigo.
 "(...) Na nossa terra estes deveres que a Constituição e a lei do nosso país prevêem foram tomados como «favores», então, eles amarraram, silenciaram, amedrontaram, numa palavra domesticaram os «senhores do templo». E não é que, tristemente, esta abjecta política resultou em cheio… O «favor» recebeu apaticamente outro «favor».
Bom, olhando para tudo podemos concluir que se fez o melhor para a nossa terra e os louvores a quem levou adiante tal tarefa de dar o melhor ao nosso povo devem ser dados. Porém, não podemos esquecer que toda a moeda tem duas faces e esta também tem.
Por isso, chegados a este descalabro de dívidas mais ou menos claras ou escondidas, havemos de pensar que estamos num momento crucial na nossa terra.
Não pretendo nesta carta revelar onde está o bem e onde está o mal, não nos compete fazer isso, mas para que, nós «senhores do templo» não sejamos no futuro acusados de coniventes com os «senhores do tempo» deste tempo, coniventes por uma irresponsabilidade tão prejudicial para o povo que amamos e para as gerações vindouras. Temos hoje o dever de alertar as pessoas para que se esclareçam, não se deixem ludibriar mais pela mentira e para que não sejam mais instrumentos de interesses puramente mundanos que beneficiam meia dúzia, deixando a maioria hipotecada, atolada em dívidas e com o futuro nas mãos da vontade alheia (...)".
Ilustração: Google Imagens.

sábado, 24 de setembro de 2011

UMA TELEVISÃO SEM RIGOR


Aquele formato equivaleu a entrevistas individuais mas com a presença de todos. Os jornalistas cumpriram o seu papel e melhor não poderiam ter feito. Colocaram as questões e ponto final. Não era possível fazer melhor com aquele formato, repito. Culpo, isso sim, uma televisão pública, com falta de rigor e que ali demonstrou incapacidade para perceber a importância de debates, a dois ou a três, que há muito deveriam ter começado, para total esclarecimento da população. Neste quadro, é meu entendimento que o "serviço público" fez mais um favor ao PSD-Madeira.


Ontem segui, na RTP-Madeira, o pseudo-debate entre candidatos às próximas eleições legislativas regionais. Cerca de 131' de televisão, com oito candidatos ali sentados. Estava a ver a hora em que alguém se levantava para ir à casa de banho. Duas horas e onze minutos, isto é, tudo quanto contraria uma emissão de televisão. E depois, tudo aquilo não passou de uma entrevista a oito. Uma pergunta para oito, em uma ronda sempre para cima de 15'. Debate, por isso, não aconteceu. Aquele formato equivaleu a entrevistas individuais mas com a presença de todos. Os jornalistas cumpriram o seu papel e melhor não poderiam ter feito. Colocaram as questões e ponto final. Não era possível fazer melhor com aquele formato, repito. Culpo, isso sim, uma televisão pública, com falta de rigor e que ali demonstrou incapacidade para perceber a importância de debates, a dois ou a três, que há muito deveriam ter começado, para total esclarecimento da população. Neste quadro, é meu entendimento que o "serviço público" fez mais um favor ao PSD-Madeira. E a televisão teve sorte, porque o desastroso espectáculo dado por Jardim na véspera, fez com que todos os participantes ali estivessem com elevação, para além de um ou outro comentário absolutamente desagradável. Poderia ter resvalado para uma peixeirada, mas houve contenção. Valha-nos isso.
E mais, um Telejornal com quase 50' seguido daquele, permitam-me o termo, "enchido" torna-se desesperante. Gostaria que tivessem medido o nível de audiência e onde é que os espectadores estavam a sintonizar àquele hora. O drama disto é que, no dia 06 de Outubro, a cena volta a se repetir.
Ilustração: Google Imagens     

REUNIÃO DO GOVERNO ALTERNATIVO

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A IMPUNIDADE PODE SER LONGA


Grave, muito grave, em função do que o secretário afirmou, mesmo considerando os 5,8 mil milhões, é o facto de ter mentido no parlamento aos deputados. MENTIU, recorrentemente. E quem mente não tem condições para manter-se no lugar político que ocupa. Mas é o povo que terá de escolher: entre a mentira e uma política de verdade. No dia 9 de Outubro, o povo tem essa arma na mão.


"A impunidade pode ser longa, mas não dura sempre. Mesmo numa sociedade como a madeirense, onde vigora uma oligarquia partidária e uma espécie de democracia tribal, há regras e leis que não podem ser, repetidamente, violadas. Sob pena de, por excesso, se virarem contra os próprios infractores. Como é o caso vergonhoso dos milhões escondidos da dívida madeirense. O presidente do governo regional, em desespero político, já não diz coisa com coisa. E mesmo vencendo as eleições de 9 de Outubro, vai ter um triste fim de consulado. E a breve prazo". - Semanário SOL, 23.09.11.
Ontem assisti a uma entrevista na RTP-M, conduzida pelo Jornalista Gil Rosa. Convidado: o candidato do PSD-M, Dr. Alberto João Jardim. Sinceramente, não sei como classificá-lo. José António Lima (SOL), tem razão quando sublinha que ele "já não diz coisa com coisa". Mas pior do que isso é que ele, durante a entrevista, foi indelicado, incorrecto, mal-educado, quando se quis substituir ao próprio jornalista, quase fazendo perguntas a si próprio. Até ameaçou o jornalista de ir embora caso não o deixasse falar como desejava.
Ora, é evidente que o jornalista não deve interromper o raciocínio do convidado, tornando-se a "vedeta", mas é de todo inaceitável que o convidado ali chegue e imponha as perguntas que deseja responder. Se há um tempo certo para o jornalista atalhar, também é verdade que o convidado deve sujeitar-se às regras da boa educação, respeitando quem está a desempenhar a sua função profissional. Mas é assim nesta "democracia tribal" criada por Jardim. Se Gil Rosa teve uma paciência de santo durante aqueles inacreditáveis 25', não deixo também de dizer que a RTP/RDP, cada vez mais, têm se colocado a jeito para que ele se comporte como se comportou.

ÚLTIMA HORA (DN)
5,8 mil milhões de dívida...
não coloquem aí mais três mil milhões!

De mil e poucos mil milhões anunciados por este secretário, não tem muito pouco tempo, anunciou, esta tarde, 5,8 mil milhões. Está a crescer. Não tarda e teremos os oito mil milhões, porque naqueles 5,8 não estão contabilizados certos valores. E o secretário Ventura Garcês sabe disso. Foi sempre assim. Ele sabe que há obras feitas cujas facturas ainda não foram apresentadas por causa do IVA. Mas lembro-me, a propósito, da negação sobre a perda de 500 milhões da UE pelo facto da Madeira ter passado de Região Objectivo 1 para Objectivo 2. Foi sempre negado. Depois, o valor foi subindo e hoje é assumida. Só um incauto acredita nos valores anunciados. E aguardemos pelos próximos dias que novas surpresas não faltarão.
Grave, muito grave, em função do que o secretário afirmou, mesmo considerando os 5,8 mil milhões, é o facto de ter mentido no parlamento aos deputados. MENTIU, recorrentemente. E quem mente não tem condições para manter-se no lugar político que ocupa. Mas é o povo que terá de escolher: entre a mentira e uma política de verdade. No dia 9 de Outubro, o povo tem essa arma na mão.
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ÁRVORE INFESTANTE


Quarenta e oito de Santa Comba mais trinta e cinco (83) de um arremedo de democracia, não chegam? Eu sei que o jardineiro deste processo plantou uma árvore infestante e de grossas raízes, alimentou muita erva daninha em seu redor para defendê-la, permitiu que os ramos se estendessem para abrigo de uma “máfia boazinha”. Eu sei! 

Espantará alguém a monstruosa dívida da Região? A história de trinta anos não é suficiente para provar o mundo de enganos, a aldrabice, o conluio, a teia, os tentáculos do poder em toda a sociedade, as riquezas mal explicadas, os silêncios, os medos, a pobreza e o desemprego? Quarenta e oito de Santa Comba mais trinta e cinco (83) de um arremedo de democracia, não chegam? Eu sei que o jardineiro deste processo plantou uma árvore infestante e de grossas raízes, alimentou muita erva daninha em seu redor para defendê-la, permitiu que os ramos se estendessem para abrigo de uma “máfia boazinha”. Eu sei!
Mas, ao contrário da imprevisibilidade das aluviões, esta catástrofe económica, financeira, social e cultural foi anunciada, com números, quadros, denúncias, declarações políticas, pedidos de inquérito e de audições, comunicações ao Presidente da República e ao Tribunal de Contas. Tenho presente o longo trabalho de pesquisa e de análise profunda e séria que o Deputado Dr. Carlos Pereira (PS), nesta última legislatura, trouxe ao conhecimento de todos. E tenho presente as ofensas, a má-educação e a baixeza de comportamento da maioria durante os debates por ausência de argumentos válidos. O tempo deu-lhe total razão e os números assustadores do descalabro estão aí. Só que a árvore infestante, apesar de ferida de morte, ainda se mantém de pé. Compete ao povo acabar com ela e proceder a uma sementeira que garanta prosperidade.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

O QUE JARDIM FEZ DESTE POVO


Todos os adversários políticos, desta vez, em sintonia, assumem que ele não é a solução, mas sim o problema, o olho do furacão, mas uma parte do povo comparece, empolga-se com a sua própria tragédia. Dramático, digo eu. Como é possível o nosso povo ser enganado nas suas barbas, sentir na pele e no coração a tristeza da pobreza, o desemprego, os milhões deitados ao mar, o enriquecimento mal explicado de alguns grupos apadrinhados e ainda continuar a colocar uma cruz no quadradinho das setas. Como não perceber que essas setas há muito estão envenenadas e que essa cruz é a do calvário das suas vidas! Espantoso, pela negativa, o que fizeram deste povo.


Vejo-os, diariamente, em inaugurações, em discursos repetitivos e redondos. Olho para a televisão e já deito pelos olhos aquelas figurinhas do governo. O que Jardim diz hoje, amanhã desmente, altera, corrige, como se todos nós fossemos uns pacóvios. Brinca com a população, atira-se aos de lá, ofende os adversários e a população engole, sorri, agita bandeiras, janta, bebe e aplaude.
A bancarrota não é virtual, todos os comentadores de televisão são unânimes em dizer que Jardim tem de ir embora, o Primeiro-Ministro retira-lhe, subtilmente, a confiança política e o povo continua a acreditar que ele é o Liedson da política regional: que ele vai resolver. Todos os adversários políticos, desta vez, em sintonia, assumem que ele não é a solução, mas sim o problema, o olho do furacão, mas uma parte do povo comparece, empolga-se com a sua própria tragédia. Dramático, digo eu.
Como é possível o nosso povo ser enganado nas suas barbas, sentir na pele e no coração a tristeza da pobreza, o desemprego, os milhões deitados ao mar, o enriquecimento mal explicado de alguns grupos apadrinhados e ainda continuar a colocar uma cruz no quadradinho das setas. Como não perceber que essas setas há muito estão envenenadas e que essa cruz é a do calvário das suas vidas! Espantoso, pela negativa, o que fizeram deste povo. Manifestamente humilde e curvado, pouco escolarizado e encostado à parede das migalhas. Sinto a revolta perante tanta desonestidade, tanta mentira, tanta gente por aí, de fino trato, mas com colunas de plasticina, de nariz colado ao joelho. Fazendo a campanha da mentira, quebrando, hipocritamente, a fome durante um dia e esquecendo-se dos outros trezentos e sessenta e tal dias. Gente acorrentada ao poder, gente egoísta incapaz de um gesto de revolta interior quando todos os indicadores provam que a falência está aí e será dolorosa por sua única e exclusiva culpa. Esperem por Outubro, aguardem pelas medidas que vêm a caminho, aguardem pelas falências e pelo aumento do número de desempregados! Nessa altura, adivinho, quantos não saltarão borda fora como ratos e, porventura, na busca de um novo ninho político onde possam continuar a sua vidinha. Cuidado com essa gente que de amor ao próximo têm muito pouco!
Ilustração: Google Imagens.

A MACHADADA FINAL EM ALBERTO JOÃO JARDIM

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SITUAÇÃO ALARMANTE

CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO NUMA REGIÃO A SAQUE. MAIS 200 MILHÕES E O SILÊNCIO CONTINUA.


Há aldrabice aos olhos de todos e tudo continua, como ele ainda ontem afirmou, com "meia-bola e força" porque nada pode parar. Quem manda sou eu, terá dito! Espantoso. Há desvio do dinheiro público e ausência de seriedade e todos engolem, todos mantêm o silêncio e todos, perdoem-me a expressão, marimbam-se para o que se está a passar. No fundo, aplaudem a estupidificação intencional de um povo que foi e continua a ser manipulado através da pobreza a todos os níveis de análise. São tão cúmplices quanto este grupo de pessoas que exerce o poder regional.

O problema reside na Madeira e o Presidente da República vai para os Açores. Que respeitabilidade política pode ter este homem que se comporta no meio do silêncio? Ele que foi eleito para ser o garante da estabilidade e a referência máxima em quem confiar. É a desilusão total. Nunca teve o meu voto, mas teve sempre o meu respeito. Mas, assim, não. Hoje, sabe-se que o Tribunal de Contas detectou mais um buraco de 220 milhões o que perfaz um total de dívidas ocultas de 1.891,3 milhões de euros e nada acontece. Há aldrabice aos olhos de todos e tudo continua, como ele ainda ontem afirmou, com "meia-bola e força" porque nada pode parar. Quem manda sou eu, terá dito! Espantoso. Há desvio do dinheiro público e ausência de seriedade e todos engolem, todos mantêm o silêncio e todos, perdoem-me a expressão, marimbam-se para o que se está a passar. No fundo, aplaudem a estupidificação intencional de um povo que foi e continua a ser manipulado através da pobreza a todos os níveis de análise. São tão cúmplices quanto este grupo de pessoas que exerce o poder regional. Aprovo, por isso, o comunicado ontem divulgado pela candidatura do Dr. Maximiano Martins. 
"O Senhor Presidente da República jurou cumprir e fazer cumprir a Constituição e, neste pressuposto, é o garante do normal funcionamento das instituições democráticas. Ao ser eleito, tornou-se, obrigatoriamente, o garante da transparência dos actos políticos em nome de todos os portugueses. A não assunção de uma posição clara e inequívoca, seja ela qual for, significa que existe aqui uma CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO entre o Presidente da República e o Governo PSD/CDS, que coloca em causa a independência do Órgão de Soberania, que abandona, por outro lado, à sua sorte toda a população da Região Autónoma da Madeira.
Por muito menos, o Presidente da República, aquando do Estatuto Político-Administrativo dos Açores, interrompeu as férias para falar ao povo. Ora, a situação financeira da Madeira é grave, muito grave, com implicações muito sérias no quadro das responsabilidades nacionais. Não pode haver silêncios sobre esta matéria quando as eleições devem ocorrer com esclarecimento e transparência total. Não há aqui qualquer segredo de Estado. O que está em causa é a população da Madeira sentir que está defendida de actos impróprios e que mancham a Democracia.
Por outro lado, na ausência de uma declaração do Presidente da República e do Primeiro-Ministro, apelamos ao CDS-PP, na Madeira, que faz parte do governo da república, para tornar público aqui que o seu governo e Cavaco Silva estão a esconder. Se não o fizer torna-se cúmplice da conspiração do silêncio". 
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 18 de setembro de 2011

MEMBROS DO GOVERNO ALTERNATIVO OUVIRAM UMA EXCELENTE INTERVENÇÃO DO DR. LUÍS AMADO, SOBRE POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL

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Tratou-se de uma excelente sessão aquela que esta manhã decorreu e que contou com a presença do ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, Dr. Luís Amado. Assistiram à sessão os membros do Governo Alternativo apresentado pelo Dr. Maximiano Martins, candidato à Presidência do Governo.

FÓRUM SOBRE EDUCAÇÃO. SÓ O PSD FALTOU, OBVIAMENTE!



Numa iniciativa do Sindicato de Professores da Madeira, realizou-se, ontem um Fórum sobre Educação. Obviamente, o PSD não compareceu. Que raio de gente esta que teima em não querer debater assuntos que são de uma fulcral importância para o nosso futuro? Estarão com a consciência pesada pelo que não fizeram? Será que têm consciência do estado acótico a que chegou a Educação, sem rumo e sem dinheiro? Será que não têm nada a aprender com os outros? Será que têm medo de serem confrontados com as angústias dos professores e de quem pensa e estuda a Educação? Será que a sua "superioridade" lhes dá para ignorar todos os outros? Ou será que têm medo dos professores a quem devem cerca de seis milhões de euros?
Perderam uma grande oportunidade, mesmo que ali estivessem sem abrir a boca! Perderam, porque o Fórum, durante quase três horas, ouviu, debateu e esclareceu. Pobre governo que se esconde e que tem medo dos professores?

sábado, 17 de setembro de 2011

DEMISSÃO IMEDIATA DO GOVERNO


Não dispenso, pelo carácter urgente, que o drama em que estamos mergulhados não constitua motivo bastante para Sua Excelência o Representante manter-se em um enervante silêncio. Parece que nada está a acontecer e que estamos a discutir trocos. Não, Senhor Representante, estamos a discutir uma dívida para ser paga por todos ao longo de mais de 30 anos, estamos a discutir o agravamento do défice das contas portuguesas e estamos a discutir um problema com implicações internacionais. Não pode haver silêncio sobre esta matéria (...)


Em qualquer país onde se respire liberdade (em toda a extensão e implicações da palavra), face aos últimos acontecimentos, o candidato e o PSD, obteriam um resultado final entre os 10 e os 12% nas próximas eleições. Já seria um bom resultado. Há variadíssimos exemplos. Não vou mais longe... a Irlanda. Recordo aqui uma notícia da altura: "O partido de direita neoliberal (apresentado como de “centro-direita”) e que tem governado a República da Irlanda durante a maior parte do tempo desde a independência, em 1921, perdeu mais de 50 deputados e, à beira do fim do apuramento dos resultados, está apenas com 17 lugares e 17,6 por cento dos votos (...)".
É assim em qualquer parte com eleitores esclarecidos. Aqui, não sei o que acontecerá, depois deste terramoto financeiro, da vergonha internacional e da aldrabice em esconder os números da verdade aos madeirenses. O povo terá consciência da fraude, do embuste desta política de um homem que mente, esconde, subverte e continua a assumir que os outros é que são os culpados? O povo eleitor não terá consciência que está a ser enganado e que a presença do PSD só irá criar mais dissabores a todos os madeirenses?
Ora o encontro de Segunda-feira entre o Presidente da República e o Primeiro-Ministro não pode ficar por aí, por uma conversa entre quatro paredes, com um alto grau de confidencialidade entre dois homens de raíz partidária idêntica. O Representante da República, Juiz Conselheiro Irineu Barreto, porque aqui vive e acompanha a política regional, tem o dever de chamar (já deveria ter feito), urgentemente, ao Palácio de S. Lourenço, os representantes dos vários partidos na Madeira, ouvir o estado da democracia, escutar as preocupações derivadas da dívida pública, reflectir sobre a gigantesca mentira que foi mantida até ontem em segredo sobre o estado das finanças regionais e, depois, levar, com urgência, esse dossiê de preocupações ao Senhor Presidente da República. Eu, por mim, com todo o respeito pela pessoa do Senhor Representante, dispenso a recepção a um atleta campeão do mundo universitário (há tempo para isso e para enaltecer o feito), já não dispenso, pelo carácter urgente, que o drama em que estamos mergulhados não constitua motivo bastante para Sua Excelência o Representante manter-se em um enervante silêncio. Parece que nada está a acontecer e que estamos a discutir trocos. Não, Senhor Representante, estamos a discutir uma dívida para ser paga por todos ao longo de mais de 30 anos, estamos a discutir o agravamento do défice das contas portuguesas e estamos a discutir um problema com implicações internacionais. Estamos a discutir actos que configuram aldrabice política. Não pode haver silêncio sobre esta matéria, porque a existir, enquanto cidadão e político, sinto a conivência e a negação da responsabilidade política que incumbe a um Representante do Senhor Presidente da República. Eu sei que esse pedido de encontro seguirá e sempre quero ver qual será a resposta.
Ilustração: Google Imagens.

UM GOVERNO PARA SALVAR A MADEIRA

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UM GOVERNO PARA SALVAR A MADEIRA

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

UM GOVERNO PARA SALVAR A MADEIRA

Sai, amanhã, mais uma edição do Jornal de Campanha do PS-M, edição totalmente dedicada ao governo alternativo da responsabilidade do Dr. Maximiano Martins.
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ALDRABICE SOBRE ALDRABICE. É TEMPO DE DIZER BASTA!

SÓ HÁ UMA POSSIBILIDADE POLÍTICA: RUA!


Isto começa a não ser um caso de política, mas de polícia. E só há uma possibilidade política: rua! Rua, porque está em causa uma população inteira e está em causa uma COLOSSAL MENTIRA alimentada durante muitos anos. O que se está a passar circunscreve-se a uma única palavra: ALDRABICE. As contas públicas foram falseadas e escondidas, o que conduziu ao colapso da Região. E não foi por falta de aviso atempado.


Mais um buraco, mais uma vergonha, mais uma prova da falência da Madeira. Leio no on-line do DN: "O Ministério da Finanças está a preparar uma tomada de posição sobre as contas da Administração Regional da Madeira, divulgados há pouco pelo INE e pelo Banco de Portugal. Estão em causa mais de mil milhões de euros de dívidas, que foram escondidas pela Madeira, através de Acordos de Regularização de Dívida (ARD), desde 2003. A Região não as inscreveu, nem delas deu conhecimento às entidades que devia.
O INE e o Banco de Portugal dizem que, "enquanto autoridades estatísticas nacionais responsáveis pelo apuramento das estatísticas das Administrações Públicas, consideram grave a omissão de informação e não têm conhecimento de casos similares". Ora bem, isto começa a não ser um caso de política, mas de polícia. E só há uma possibilidade política: rua! Rua, porque está em causa uma população inteira e porque está em causa uma COLOSSAL MENTIRA alimentada durante muitos anos. O que se está a passar circunscreve-se a uma única palavra: ALDRABICE. As contas públicas foram falseadas e escondidas, o que conduziu ao colapso da Região. E não foi por falta de aviso atempado. Tenho presente tudo o que foi dito na Assembleia Legislativa da Madeira no decorrer desta Legislatura que agora termina. Tenho presente, por um lado, os alertas feitos pelo Deputado Dr. Carlos Pereira, nas análises aos diferentes Orçamentos da Região e, por outro, as posições absolutamente disparatas da maioria PSD e sobretudo do Secretário das Finanças Ventura Garçês. Se o Dr. Jardim não tem, repito, face às graves acusações do INE e do Banco de Portugal, qualquer legitimidade para ser candidato a um novo mandato, o Secretário, hoje mesmo, se lhe restasse um pingo de respeitabilidade política, apresentava a demissão. É assim em qualquer democracia. É assim que deveria responder perante o povo que nele confiou. Em política a aldrabice tem um preço. Não estou a falar da aldrabice com implicações criminais. Estou a falar de quem, politicamente, omite, não conta a verdade, esconde do povo a verdade dos dossiês que estão à sua responsabilidade. Repito: enquanto cidadão este elenco governativo só tem uma possibilidade política: RUA!
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

JARDIM DEVE RESPONDER PELA SUA IRRESPONSABILIDADE

SERIA BOM QUE O CDS-PPSE DEFINISSE


Estou a olhar para o futuro da Madeira, para o futuro deste Povo. Não me imagino numa possibilidade de coligação entre o PSD e o PS, por razões várias. Numa possibilidade dessas, obviamente, que sairia do processo. A Madeira precisa de colocar o PSD-M na oposição e precisa de outras pessoas com capacidade para gerar novas políticas susceptíveis de garantirem a saída deste sufoco. E as opções estão aí, nunca com o PSD, aliás, porque 35 anos é tempo demais para conhecer o perfil das suas políticas.



O momento da Madeira é muito preocupante, todos sabemos disso. E sabemos também, pela experiência de vida, inclusive, a experiência política, que o novo não nasce do velho. Há um momento, depois de uma fase de implantação e de crescimento que, inevitalmente, as organizações entram numa fase de turbulência a que se segue o declínio. É isto que nos explica a curva sigmóide de Charles Handy. Lembro-me de aqui já ter abordado esta curva do tempo.
Ora, nessa fase de turbulência ou existe capacidade para gerar uma nova curva sigmóide ou a organização "morre". A pergunta que, nesse momento, se deve fazer é se a organização está a morrer ou a renascer! Quero eu dizer com isto, numa aproximação à política, que nesta luta do PSD pela manutenção do poder e sem capacidade para gerar o novo, repito, nesta fase de grave turbulência, parece-me óbvio que nos conduz à "morte", simplesmente porque quem nunca soube nem sabe colocar em causa o modelo que segue, obviamente que demonstra incapacidade para gerar uma nova curva.
E pasmo quando vejo o CDS/PP apostado numa coligação, quase se jogando nos braços do PSD, embora, subtilmente, com um pormenor de quem não quer a coisa: se não for este o candidato (Alberto João Jardim) estamos disponíveis. Como se a cartilha política deste ou de outro não fosse a mesma. Como se alguém no PSD fosse capaz de ter uma leitura política que não seja filiada na voz e na pressão dos que sempre a alimentaram. Pasmo ao verificar que, ao invés de assumir um caminho próprio, o CDS permita que a raposa entre no seu "galinheiro". Como há dias dizia-me um velho e respeitável ex-deputado do CDS/PP, se esse for o caminho, o CDS/PP será "embrulhado em papel de celofane e desaperecerá em pouco tempo".
Ora bem, preocupa-me esse tipo de coligação espúria, essa cohabitação por interesse, ressalvo, se essa é a posição do Partido. Admito, até, que tivesse escutado menos bem! A ser verdade, questiono-me, como é possível entrar por um caminho que, na prática, significará "virar o disco para ouvir a mesma música?". Não o digo por uma questão partidária, até porque defendo os posicionamentos ideológicos e, portanto, não estou aqui a escrever à caça de votos. Simplesmente estou a olhar para o futuro da Madeira e para o futuro deste Povo. Não me imagino numa possibilidade de coligação entre o PSD e o PS, por razões várias. Numa possibilidade dessas, obviamente, que sairia do processo. Por convicção e respeito pelos eleitores. A Madeira precisa de colocar o PSD-M na oposição e precisa de outras pessoas com capacidade para gerar novas políticas susceptíveis de garantirem a saída deste sufoco. E as opções estão aí, nunca com o PSD, aliás, porque 35 anos é tempo demais para conhecer o perfil das suas políticas.
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O BÓNUS E O ÓNUS - CADA MADEIRENSE DEVE € 30.000,00, O DOBRO DA MÉDIA NACIONAL


Cada residente na Madeira deve 30.480 euros, treze vezes mais do que há 20 anos, não incluindo a fatia que lhe cabe da dívida pública nacional repartida por toda a população portuguesa. Com 262.456 habitantes apurados nos Censos 2011, a Região Autónoma da Madeira (RAM) tem uma dívida global estimada em 8000 milhões de euros. No final de Julho, a dívida directa do Estado atingiu os 172.393,2 milhões, que repartidos pelos 10.714.142 portugueses dá 16.090 euros a cada.

Foi dito em relação ao Engº José Sócrates: quem
criou a situação não pode ser a solução. E aqui?
Quem criou o monstro pode ter, sequer, o desejo
de continuar? Os madeirenses que pensem bem
no que vão fazer no dia 9 de Outubeo.
Mas há quanto tempo toda esta situação foi prevista? Há quanto tempo, em múltiplos momentos, o Dr. Carlos Pereira, Deputado do PS, equacionou e demonstrou que este seria o caminho do desastre económico, financeiro, social e cultural? Há quanto tempo, com números, com elementos estatísticos foi tudo demonstrado e dito que todos nós madeirenses sofreríamos as consequências da loucura política de um homem? E vem ele dizer que se sente feliz com a dívida contraída!
Li, com interesse, o trabalho do Jornalista Tolentino Nóbrega, publicado no "PÚBLICO". Para quem não teve acesso, aqui fica o texto:
"A dívida da Madeira duplicou em cinco anos, atingindo 8000 milhões. A situação "é insustentável" e impõe um rigoroso programa de resgate.
Cada residente na Madeira deve 30.480 euros, treze vezes mais do que há 20 anos, não incluindo a fatia que lhe cabe da dívida pública nacional repartida por toda a população portuguesa. Com 262.456 habitantes apurados nos Censos 2011, a Região Autónoma da Madeira (RAM) tem uma dívida global estimada em 8000 milhões de euros. No final de Julho, a dívida directa do Estado atingiu os 172.393,2 milhões, que repartidos pelos 10.714.142 portugueses dá 16.090 euros a cada.
Tendo por comparação a dívida da outra região autónoma nacional, a dos Açores, constata-se que o seu valor per capita é 39,8% da madeirense e inferior à média nacional. Cada um dos 246.102 habitantes dos Açores deve 12.149 euros, isto se considerarmos a estimativa mais pessimista de 2990 milhões para a dívida global (475 milhões de euros de dívida directa, 375 milhões da indirecta, 1,7 mil milhões de euros pelo passivo do sector público empresarial e 440 milhões de responsabilidades financeiras em Parcerias Público-Privadas). O PSD local aponta para uma dívida de 2,6 mil milhões, considerando optimista a garantia dada pelo Governo regional de que o total da dívida directa e indirecta, incluindo a das empresas municipais, era de 1,3 mil milhões.
A dívida por habitante madeirense é também muito superior à de cada residente nas comunidades autónomas de Espanha, apesar de estas apenas arrecadarem até 50% dos impostos gerados nos respectivos territórios e participarem nas despesas de soberania, ao contrário das duas regiões autónomas de Portugal, que cobram como receita própria a totalidade dos impostos (680 milhões por ano, que representam 58% das receitas totais), deixando para o Estado as despesas com a Justiça, Defesa e Segurança Social, além de transferências anuais superiores a 200 milhões para cada arquipélago a título de custos de insularidade e do Fundo de Coesão. Segundo dados do Banco de Espanha, a dívida por residente varia entre 1373 euros na comunidade autónoma de Múrcia e 5268 na Catalunha, ficando nas ilhas Canárias por 1666, sendo de 12.665 euros a dívida pública de Espanha per capita.
Acossado pela oposição que o responsabiliza pelas consequências da dívida "colossal", que se tornou o tema central da pré-campanha depois de a troika ter detectado um buraco de 500 milhões nas contas públicas madeirenses - um "deslize", como dizem os que não querem ferir a "susceptibilidade" de Jardim -, o governante insular recusa revelar o montante da dívida. "Só falo disso a 10 de Outubro. Ponto final".
A dívida, tem justificado Jardim, foi para "resistir" contra a esquerda, a maçonaria, a Internacional Socialista e sobretudo, contra os "problemas criados pelo anterior Governo de Lisboa a partir de 2006". Garante ainda que "toda aquela fúria contra a Madeira é porque o auxílio financeiro vai também ser estendido" à região, cuja dívida, diz, "não é nada comparada com a pouca-vergonha do Continente", pois "enquanto as nossas estão à vista, as deles comeram, beberam e foram-se pelo cano de esgoto abaixo". "Acabou-se o tempo de agachar-se perante Lisboa", avisou.

 
Buraco espoleta auditoria
 Mas o "buraco" de 500 milhões, detectado pelo Eurostat, poderá ser a "caixa de Pandora" que vai colocar a nu toda a política de desorçamentação que levou Jardim a criar quatro sociedades de desenvolvimento, substitutas da região e dos municípios na contratação de empréstimos, a gerir como empresa o Serviço Regional de Saúde e a recorrer a parcerias público-privadas que encheram a ilha de rotundas, túneis e rodovias.
Hoje, as sociedades estão falidas, o sector da saúde deve 750 milhões, muito acima dos "desvio" de 277 milhões no SESARAM (Saúde EP) e as PPP rodoviárias envolvem encargos superiores a 3000 milhões, muito acima do "deslize" de 223 milhões na ViaMadeira, extinta por falta de crédito bancário. Tudo isto comprometendo os orçamentos regionais nos próximos 30 anos, em infracção aos tectos da dívida e défice públicos, além de enormes implicações na sustentabilidade a prazo das contas do Estado, como tem alertado o Tribunal de Contas (TC).
Indiferentes ao reincidente apelo de Jardim à mobilização geral contra o "inimigo externo", estratégia que tem rendido votos ao PSD, as restantes forças concorrentes às eleições exigem saber tudo sobre a situação financeira da região antes de 9 de Outubro. Uma auditoria, reclamada desde 1996 pelo PS regional e até admitida por Marques Mendes, foi entretanto confirmada pelo ministro das Finanças, ao declarar que a situação financeira da região é "insustentável" e ao revelar o pedido de resgate que Jardim se viu forçado a pedir.
"Precisamos de saber, tintim por tintim, quais os sacrifícios que o plano de austeridade negociado entre o Governo regional do PSD e o Governo da República" vai exigir aos madeirenses, para que estes "não votem as escuras", defendeu o socialista Maximiano Martins. Se tal não acontecer, incorre numa "situação de batota eleitoral", advertiu Maximiano Martins, que considera o pedido de ajuda feito por Jardim "o reconhecimento do seu fracasso e da incapacidade de resolver o problema que criou".
Mas enquanto Jardim garante que "a dívida não chega ao valor de um orçamento anual [1500 milhões] e corresponde a três por cento dos meios financeiros que ao longo destes 33 anos dispusemos", os socialistas têm-na estimado em oito mil milhões. Mas esse montante avançado por Carlos Pereira, apresentado como responsável pela Economia e Inovação num hipotético governo do PS, poderá ser ultrapassado, atendendo a que há ainda responsabilidades financeiras por clarificar, embora muitas tenham sido já apuradas pelo TC em relatórios de auditorias e sucessivos pareceres à Conta da Região.
Num estudo sobre a sustentabilidade das contas públicas portuguesas, o BPI calculou em 4,7 mil milhões a dívida directa e indirecta da Madeira em 2009, incluindo as responsabilidades com concessões rodoviárias, ou seja, quase 100% do seu PIB. Concluiu ainda que a dívida madeirense representava 7% dos compromissos adicionais do Estado estimados nesse ano, embora a população madeirense corresponda a 2,5% da de todo o país.
Passados dois anos, o total das responsabilidades financeiras da região, incluindo sector público empresarial, encargos assumidos não pagos e outras dívidas a fornecedores, está estimado em 8000 milhões, cerca de 160% do seu PIB (5133,8 milhões em 2009, inflacionado em 21% pelos negócios da Zona Franca). O Governo regional nega que aquele seja o montante da dívida global, mas escusou-se a divulgar o seu valor. "A dívida está conhecida e inventariada na totalidade", garante o secretário das Finanças, Ventura Garcês, que promete revelá-la ao novo Parlamento, só depois das eleições, em Dezembro.
Três novos empréstimos contraídos num ano
Jardim duplicou a dívida
após perdão de António Guterres
 
A dívida da Madeira duplicou num ano, com a contracção de três novos empréstimos, depois do executivo de António Guterres, com Sousa Franco nas Finanças, ter assumido passivos num total de 630 milhões, entre 1998 e 2002. Nas duas últimas décadas, a Madeira tem acumulado dívidas que aumentaram sempre que o Governo negoceia medidas de saneamento. Aconteceu depois do Governo de António Guterres, "o tonto" no dizer de Jardim, assumir 110 milhões de contos (550 milhões de euros) antes da entrada em vigor da primeira lei que em 1998 veio clarificar o relacionamento financeiro entre o Estado e as regiões autónomas. Depois, em 2001, cobriu também o passivo da saúde das duas regiões autónomas, na proporção de 60 milhões de euros para cada; e, em 2002, quando "pagou" 20 milhões pelos votos da Madeira necessários à aprovação do orçamento rectificativo.
O cenário agravou-se quando Durão Barroso, com Ferreira Leite nas Finanças, assumiu 32,4 milhões da dívida madeirense, antes de impor o endividamento zero na Lei Orgânica 2/2002, de estabilidade orçamental. Foi então que, proibido de contrair novos empréstimos, Jardim recorre às sociedades de desenvolvimento, para contornar a lei e contrair novas dívidas. Os investimentos feitos não têm tido retorno e as sociedades, de capitais exclusivamente públicos, estão tecnicamente falidas.
A falta de liquidez, já oficialmente reconhecida, levou Jardim a recorrer a empréstimos de curta duração para pagar salários, a estabelecer parcerias público-privadas e vender património para encaixar receitas. E obrigou-o, para escapar a um maior controlo ao défice exercido pelo ministro Teixeira dos Santos, a ocultar operações de titularização de créditos e a negociar a apresentação tardia de facturas por parte de credores. As dívidas por facturar, admite Maximiano Martins, poderão totalizar mil milhões, montante que a ser confirmado elevaria para mais de 8500 milhões o total das dívidas da Madeira.
A derrapagem financeira acentuou-se na última década, sobretudo após as eleições antecipadas de 2007 que Jardim transformou num plebiscito contra a lei de finanças regionais, o "basta" de José Sócrates ao despesismo do Governo regional que Cavaco Silva, na chefia do Governo, apontou como argumento para combater a regionalização. Num clima de vitimização e chantagem separatista, Jardim conseguiu que Sócrates injectasse na região 256,7 milhões no âmbito do programa "Pagar a Tempo e Horas". Contra a vontade de Passos Coelho (que, afirmando "não ter medo" de perder o apoio de Jardim, disse que o PSD "não pode olhar para a Madeira de forma diferente do olhar que tem para o país"), Jardim contou com a oposição (do CDS ao PCP) ao PS, entretanto sem maioria absoluta, para a revisão mais favorável do diploma, que vigoraria escassos dias.
 O temporal de Fevereiro de 2010 cobriu a Madeira de uma onda de solidariedade que Sócrates materializou na lei de meios. Tem sido a bóia de salvação para empresas que desesperam pelo crédito, com algumas verbas a serem "canalizadas" para pagar despesas de funcionamento, incluindo encargos à PPP Vialitoral e festas do Natal e Carnaval, como confirmou uma auditoria do TC de 2010. T.deN."
Ilustração: Google Imagens.

"FIDELIDADE AO EVANGELHO E NO AMOR DA VERDADE"? ONDE?


Como é óbvio, independentemente do desrespeito pela linha editorial da responsabilidade do Senhor Dom António, critério que não permite que o Jornal da Madeira seja plural, o que está aqui em causa é uma questão de respeito pelas pessoas. Não faz qualquer sentido que um Jornal assente numa “perspectiva cristã” e construído na “fidelidade ao Evangelho”, seja porta-voz de posicionamentos que de todo contrariam as mais elementares regras de sã vivência e convivência democráticas. O citado articulista tem direito à sua opinião, mas não tem o direito de, sistematicamente, ele e outros, onde se encontra também o Senhor Presidente do governo Regional, ofender e triturar quem, legitimamente, se opõe no plano das convicções políticas.



Excelência Reverendíssima,

Peço-lhe, Senhor Bispo, a Sua melhor atenção para o desabafo que entendi manifestar.
Não é de agora, posso-lhe dizer, desde há muito, que o Estatuto Editorial do Jornal da Madeira é claramente violado no que concerne aos mais altos valores que a Igreja sustenta. Em uma das suas passagens, lê-se: "O JORNAL DA MADEIRA é um Diário de perspectiva cristã aberta a um são pluralismo ideológico, na fidelidade ao Evangelho e no amor da Verdade, visando a formação humana plena, que desperte os Homens para as suas responsabilidades e para a sua participação na construção do mundo contemporâneo, pelo que não está enfeudado a qualquer partido político, antes desenvolvendo uma visão crítica das realidades". Se analisarmos o seu conteúdo diário, verifica-se que este enunciado, absolutamente correcto, não tem aplicação na prática. É assim no comportamento editorial e é assim em outros aspectos que têm sido motivo de múltiplas interrogações. Apenas alguns exemplos: a distribuição gratuita de 20.000 exemplares de pendor político-partidário do PSD, inclusive no interior dos templos de toda a Região, o financiamento anual de mais de três milhões de euros quando existem carências sociais muito graves, o silêncio sobre a situação catastrófica do Jornal com um défice acumulado de mais de 30 milhões de euros apesar de ter recebido 48 milhões nos últimos dezoito anos, a burla de inscrever o valor de € 0,10 de capa e ser oferecido e o “dumping” comercial desvirtuador do mercado que deve ser livre e estruturado em igualdade de circunstâncias.
Mas tão grave quanto isso, Senhor Dom António, é a ofensa diária rasteira, contrária aos princípios e valores da Igreja, veiculada por fazedores de opinião, pagos pelo erário público, cujo objectivo visa denegrir, enxovalhar e achincalhar na praça pública o direito das pessoas ao seu bom nome. Ainda hoje, um articulista, Dr. Filipe Malheiro, Chefe de Gabinete de Sua Excelência o Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, refere-se, pela enésima vez, a um Deputado do PS-Madeira como “asqueroso”, “pateta socialista”, “sem carácter”, “mentiroso”, “manipulador”, “artista”, “crápula mentiroso”, “rafeiro” e “pata-rapada” entre outras palavras e expressões.
Como é óbvio, independentemente do desrespeito pela linha editorial da responsabilidade do Senhor Dom António, critério que não permite que o Jornal da Madeira seja plural, o que está aqui em causa é uma questão de respeito pelas pessoas. Não faz qualquer sentido que um Jornal assente numa “perspectiva cristã” e construído na “fidelidade ao Evangelho”, seja porta-voz de posicionamentos que de todo contrariam as mais elementares regras de sã vivência e convivência democráticas. O citado articulista tem direito à sua opinião, mas não tem o direito de, sistematicamente, ele e outros, onde se encontra também o Senhor Presidente do governo Regional, ofender e triturar quem, legitimamente, se opõe no plano das convicções políticas.
Há cerca de dois anos, Senhor Dom António, que, pacientemente, aguardamos por uma audiência solicitada a Vossa Excelência Reverendíssima, pelo Grupo Parlamentar do PS. Na altura quisemos, consigo, debater o Ano Europeu de Combate à Pobreza e Exclusão Social, no quadro da responsabilidade política que me incumbe enquanto líder do Grupo Parlamentar. Hoje, o dossiê é muito mais vasto e muito mais complexo. Há assuntos em agenda que o Senhor Dom António não pode nem deve ignorar. O Parlamento constitui o Primeiro Órgão de Governo Próprio e todas as instituições o devem respeitar da mesma forma que respeitamos, em absoluto, a Igreja Católica.
Peço-lhe, Senhor Bispo, a Sua melhor atenção para o que aqui deixo escrito, por mais esta ofensa a um Deputado da Região e pertencente ao Grupo Parlamentar que coordeno, sendo certo que tornarei pública esta carta, com conhecimento ao Senhor Representante da República, ao Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira e à Entidade Reguladora da Comunicação Social.
Com os meus melhores cumprimentos e com elevada consideração e estima,
O Presidente do Grupo Parlamentar
João André Camacho Escórcio
NOTA
1. Carta remetida ao Senhor Bispo e que dei pública divulgação.
2. Li uma resposta assinada pelo Dr. Filipe Malheiro. Sublinho: as minhas discordâncias são políticas e assentes, sempre, em palavras e expressões que têm um limite. Nunca estive envolvido em grupos com máscaras e nunca assinei de forma "anónima". Reagi, por dever e porque entendo que é tempo de dizer basta à ofensa. As pessoas têm família e, quanto ao Jornal da Madeira, que constitui a essência da carta dirigida ao Senhor Bispo do Funchal, se bem notou, ela tem um alcance muito mais vasto do que, de passagem, lamentar o tom da sua escrita num jornal de inspiração cristã. Não tenho nada contra o título JM (até lá trabalhei nos anos 60), defendo os postos de trabalho, mas entendo que não deve ser mantido à custa dos impostos de todos nós. O JM ou é da Diocese ou é privatizado e aí, pouco me rala a linha editorial. As regras de mercado é que não podem nem devem ser subvertidas. É que eu já sou sócio do Marítimo (por gosto), do Nacional e de todos os outros e ainda me fazem ser "accionista" do JM. Basta. Não quero. E quanto ao que se escreve, pode-se ser acutilante sem ser ofensivo. Certamente, concordará comigo. Ponto final. 
Ilustração: Google Imagens

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A DEDICAÇÃO DE UM TEMPLO A 28 DIAS DAS ELEIÇÕES


E o que este Senhor Bispo, na esteira de outros, me estão a "vender" é uma palavra com "p" minúsculo, a palavra dos interesses, a palavra de um cristo não libertador, de um cristo (com "c" minúsculo) que manda carregar a cruz (com "c" minúsculo), para que uns quantos continuem a dominar e a esmagar como querem e entendem uma população inteira. Eu que, diariamente, confesso, tenho um momento de recolhimento pessoal, considero abjeta esta forma de conduzir um povo. Se, por este governo, não nutro qualquer respeito pela forma como age, esta Igreja feita por homens de vestes partidárias, irrita-me.


Já nada me espanta. Hoje, pela manhã, recebi uma mãe aflita com a longa lista de materiais para a escola de dois dos seus filhos. Não tinha dinheiro e já tinha batido à porta de muita gente. Hipocritamente, numa Junta de Freguesia, proporcionaram-lhe uma ajuda para outro filho, mas na condição de votar no PSD. Não liguei a este desabafo lateral porque sei o que a teia  e os tentáculos do polvo produzem na Região. Resolvi a situção dos pequenos e ponto final, porque com a Educação não se deve brincar e aqueles pobres não pediram para estar nesta situação. Até são bons alunos. O curioso desta história é que isto teve lugar nem 24 horas depois da Dedicação da Igreja de Santa Cecília, onde governo e Igreja Católica apareceram de braço dado. Pelo que li, do dinheiro público, cerca de 2,6 milhões de euros foram ali empregues, mas as pessoas, o bem supremo da vida que a Igreja prossegue, ficou para depois, isto é, a fome de muita coisa que o ser humano precisa, entre as quais, a educação, essa fome pode esperar. O dinheiro não é elástico, pois é. Eu sei. As prioridades é que estão invertidas, obviamente, que também sei. O Senhor Bispo poderia ter sido menos ostensivo, poderia deixar a Dedicação do templo para o dia 10 de Outubro, mas não, cedeu a quem mandou pagar 2,6 milhões. Quem paga, manda. Na Homília aconteceram os agradecimentos da praxe com o presidente do governo presente. Um fatinho à medida, digo eu.
Ora bem, eu não escrevo estas linhas como partidário, escrevo como cidadão e como seguidor da Palavra de Cristo. E o que este Senhor Bispo, na esteira de outros, me estão a "vender" é uma palavra com "p" minúsculo, a palavra dos interesses, a palavra de um cristo não libertador, de um cristo (com "c" minúsculo) que manda carregar a cruz (com "c" minúsculo), para que uns quantos continuem a dominar e a esmagar como querem e entendem uma população inteira. Eu que, diariamente, confesso, tenho um momento de recolhimento pessoal, considero abjeta esta forma de conduzir um povo. Se, por este governo, não nutro qualquer respeito pela forma como age, esta Igreja feita por homens de vestes partidárias, irrita-me.
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 11 de setembro de 2011

A MADEIRA FALIU. MAXIMIANO MARTINS A SOLUÇÃO.

UM GOVERNO PARA A MADEIRA DO FUTURO

Professor Doutor Thomas Dellinger
A escolha certa do Dr. Maximiano Martins para o sector mais delicado: o Ambiente e os Assuntos do Mar. Um quadro de grande prestígio académico.
Qualificação académica e profissional
Doutoramento (Dr. rer. nat.), Universidade de Munique, Alemanha
Grau de Doutor pela Universidade da Madeira
Nomeado Professor Associado através do Aviso n.º 12 872/2001 (DR II, n.º 247 de 24 de Outubro, p.1779-1780)
Mestrado (“Diplom Biologe”), Universidade de Constança, Constança (“Konstanz”), Alemanha.
Actividades anteriores e situação actual em termos científicos e/ou profissionaisSituação actual: Professor associado de nomeação definitiva
Vogal da Direcção do Departamento de Biologia da Universidade da Madeira
Presidente do Departamento de Biologia da Universidade da Madeira (UMa)
Director de Curso da Licenciatura em Biologia da UMa (05/01/99-21/03/01)
Presidente da Comissão Científica do “Centro de Ciências Biológicas e Geológicas da UMa” (CCBG)
Coordenador da área de Biologia Marinha e Oceanografia do Departamento de Biologia da UMa
Membro da Comissão Executiva e do Conselho Directivo do Departamento de Biologia da UMa.
Professor Associado na Universidade da Madeira. Docente responsável das cadeiras “Etologia” e “Ecologia”. Coordenador da Secção de Biologia Marinha e Oceanografia.
Professor Auxiliar na Universidade da Madeira. Docente responsável das cadeiras “Etologia”, “Ecologia Geral”, “Evolução” e “Répteis, Aves, Mamíferos Marinhos e sua Conservação”, a partir de 1996/97 das cadeiras “Etologia” e “Ecologia”.
Doutorado sobre o tema “Energetics of reproduction and population dynamics of marine iguanas on Galápagos/Ecuador”, dirigido pelo Prof. Fritz Trillmich no MPIV.
“Max-Planck-Institute for Behavioural Physiology, Abtlg. Wickler, D-8131 Seewiesen, RFA” (MPIV) trabalhando na publicação dos resultados da tese e na preparação do trabalho para o doutorado
Biologia na Universidade de Constança, RFA, Diploma (equivalente a mestrado) com uma tese sobre “The food spectrum of the sympatric Galápagos fur seal (Arctocephalus galapagoensis) and sea lion (Zalophus californianus) along with experiments to estimate diet composition from scat analysis”
Áreas científicas de investigaçãoA sua principal área de investigação é a Ecologia Comportamental (Behavioural Ecology), em especial em relação a répteis e mamíferos marinhos.
Outras áreas científicas de interesse incluem áreas afins e complementares como a Biologia Evolutiva, Ecologia, Ecofisiologia, e a Biologia Marinha.
Unidades de InvestigaçãoMembro do “Centro de Estudos da Macaronésia da Universidade da Madeira”, unidade de I&D financiada pelo Programa de Financiamento Plurianual da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, anteriormente denominada de “Centro de Ciências Biológicas e Geológicas da Universidade da Madeira”.
Membro do IMAR-Institute of Marine Research através da Universidade da Madeira.

ESTAÁ NA HORA DE SALVAR A MADEIRA (VII)

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sábado, 10 de setembro de 2011

UM GOVERNO PARA A MADEIRA DO FUTURO

 
Dr. CARLOS PEREIRA, Economista, a escolha do Dr. Maximiano Martins para a exigente Secretaria Regional da Economia, Inovação e Desenvolvimento.
CURRÍCULO
Licenciatura em Economia no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), da Universidade Técnica de Lisboa (curso 1988/93).
Pós Graduação em Economia e Sociologia Rural - Universidade Técnica de Lisboa, Instituto Superior de Agronomia (1997).
Pós Graduação em Gestão Estratégica e Desenvolvimento do Turismo (2004) - Universidade da Madeira.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONALResponsabilidades, ao longo dos anos, em várias empresas de consultoria e projectos, nacionais e internacionais, de serviços tecnológicos e de consultoria na área do turismo. Além das competências convencionais fui ainda responsável pela prospecção e business development em mercados internacionais, designadamente Espanha e Dubai.
Novembro de 2004 até Dezembro de 2005 – Director da Sociedade de Desenvolvimento da Madeira. Uma empresa privada do Grupo Pestana, cujo objecto é a exploração das actividades do Centro Internacional de Negócios da Madeira (Zona Franca da Madeira).
Março de 1998 até Outubro de 2004 – Director Geral da ACIF/CCIM – Associação Comercial e Industrial do Funchal / Câmara de Comércio e Indústria da Madeira, uma estrutura associativa. Liderou o lançamento de dezenas projectos pioneiros de apoio às empresas nas áreas da qualidade (o PRO-Q Madeira foi o primeiro grande projecto de consolidação junto das empresas da importância da qualidade e do seu efeito na competitividade); do empreendedorismo (por exemplo, Empreendedores do Futuro foi também a primeira grande iniciativa sobre empreendedorismo com objectivos concretos na RAM - projecto totalmente inovador que permitiu lançar a importância do empreendedorismo envolvendo mais de 1000 pessoas e que gerou novas empresas algumas ainda em funcionamento como a casa do chá ou a empresa “bird watching”, entre outras); da internacionalização (organizou, promoveu e liderou dezenas de missões empresariais com objectivo de consolidar o alargamento do mercado regional, oferecendo novas oportunidades às empresas da RAM); das tecnologias de informação (projectou e liderou projectos como o ASP Atlântico que foi, durante algum tempo, uma boa prática no quadro do ministério da economia cujos objectivos principais era disponibilizar ferramentas tecnológicas às empresas de baixo custo; nesta área destaca-se também um projecto na área tecnológica para venda de produtos tradicionais da Madeira que foi apresentado em várias conferências em todo o país) foi também pioneiro no lançamento de projectos de formação/acção permitindo que as empresas tivessem acesso não apenas a conteúdos teóricos mas também técnicos. Os projectos de reabilitação comercial (PROCOM e URBCOM) foram lançados em várias zonas da cidade do Funhcal e projectados pela Associação que liderou. Acresce ainda o facto de ter sido durante a sua liderança que a ACIF/CCIM pela primeira vez produziu documentos de orientação estratégica de modo a conduzir da melhor forma possível o futuro das empresas da Madeira. Enquanto foi Secretário Geral protagonizou sempre uma defesa incondicional das empresas e do sector económico regional não abdicando nunca de chamar a atenção para os obstáculos à competitividade lançados por opções governativas (o caso do Porto do Funchal é um exemplo clássico. Foi durante a sua liderança que a ACIF apresentou, pela primeira vez um estudo fortemente critico sobre a exploração portuária, matéria que continua actual). Destaca-se ainda a criação da Associação de Promoção da Madeira que foi um produto da dinâmica da ACIF aquando era Secretário Geral, tendo sido mesmo o principal responsável pela criação dos estatutos e negociação com o Governo Regional, a participação deste. Na altura, o governo regional recusava-se a entrega de parte da promoção ao sector privado. Durante os 6 anos em que foi Secretário Geral desenvolveu mais de 6 milhões de euros de projectos de apoio às empresas, financiados por fundos europeus e nacionais tendo liderado todas as negociações.
Fevereiro de 1997 – Adjunto do Conselho de Administração do CITMA – Centro de Ciência e Tecnologia da Madeira. Apoio à Administração nas matérias de gestão da instituição.
Abril de 1996 – Director Administrativo e Financeiro do CITMA – Centro de Ciência e Tecnologia da Madeira. Teve por funções montar todo o sistema administrativo e financeiro da instituição.
Maio de 1994 – Técnico Superior do CITMA - Centro de Ciência e Tecnologia da Madeira (uma instituição de interface Universidade/empresas).
Outubro de 1993 – inicio de Estágio na Direcção Regional de Planeamento da Região Autónoma da Madeira.
ACTIVIDADE ACADÉMICAFoi Assistente convidado da Universidade da Madeira desde 1995-2002, tendo leccionado as seguintes disciplinas:
Introdução à Microeconomia (do 1º ano do curso de Gestão)
Introdução à Macroeconomia (do 1º ano do curso de Gestão)
Economia & Gestão (do 5º ano do curso de Engenharia de Sistemas)
Gestão e Planeamento de Produção (do 4º ano do curso de Engenharia de Sistemas)
Política Económica e Financeira (do 4º ano do curso de Gestão)
Foi professor convidado no ISAL e na Escola Superior de Educação de Leiria onde lecionou em alguns cursos de pós-graduação.
ACTIVIDADE POLÍTICA Deputado na Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira ( 2007-2011)
Vice - Presidente do Grupo Parlamentar.
Membro da Comissão de Economia Turismo e Transportes da ALRAM
Cabeça de lista nas eleições autárquicas de Outubro de 2005, pela cidade do Funchal.
Vereador sem pelouro na autarquia do Funchal (mandato 2005-2009)
OUTRAS ACTIVIDADESFundador da delegação regional da Ordem de Economistas
Foi o primeiro presidente da delegação Regional da Ordem de Economistas
Actividade privada de consultoria no domínio empresarial e associativo.
Foi consultor de Augusto Mateus e Associados.
Colaborador regular do Diário de Notícias, através da publicação de artigos de opinião na área de Economia.
Colaborador da revista Economia & Prospectiva do Ministério da Economia.
Formador em diversas matérias na área de Gestão e Economia.
Orador convidado para diversos seminários e conferências na Região Autónoma da Madeira e no Continente.
Foi “focal point” do programa CRAFT desde 1995 até final Novembro de 2004. Um projecto comunitário sobre cooperação e investigaçãoo tecnológica para as empresas.
Durante o ano de 1997 exerceu funções de consultor da Associação Madeirense de Mulheres Empresárias, cujo objectivo principal foi o de apoiar a organização interna assim como o desencadear de novos projectos.
OUTROS DADOSNo âmbito da rede Europeia de Parques de Ciência e Tecnologia efectuou um estágio, de Março a Junho de 1997, nos parques de ciência e tecnologia de Bordéus e Pau, em França.
Membro da Ordem dos Economistas.
Membro do Conselho Consultivo da Casa da Europa
Membro do Conselho Consultivo do Instituto Superior de Línguas e Administração
Membro do Centro de Investigação em Turismo, Inovação e Serviços (CITIS) da Universidade Lusíada
Secretário da Direcção da Associação de Basquetebol da Madeira
Membro do Conselho Fiscal do Ciclo - Clube da Madeira
Foi membro do Comité de Acompanhamento do Programa Interreg III B
Foi membro do Conselho Económico e Social da Região Autónoma da Madeira.
Foi membro da Comissão de Acompanhamento do POPRAM III - Programa Operacional Plurifundos da Região Autónoma da Madeira

UM CANDIDATO COM MEDO DO DEBATE, OFENDE A DEMOCRACIA

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

UM GOVERNO PARA A MADEIRA DO FUTURO


Drª Maria Isabel da Silva Barros de Freitas
Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e Família
HABILITAÇÕES 
Licenciada em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra;
Pós graduação em Gestão e Administração Hospitalar.
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL
De 1973 a 1974 exerceu cargos de direcção na ex-Caixa de Previdência e Abono de Família do Funchal.
De 1976 a até à presente data Administradora Hospitalar no Serviço de Saúde da Região Autónoma da Madeira.
Vogal do Conselho de Administração do Serviço Regional de Saúde de 2000 a 2003.
Destacada para Administrar o Hospital Dr. João de Almada especializado em cuidados integrados e de longa duração desde 2005.
Assessora do actual Conselho da Administração do SESARAM, integrando a Unidade de Apoio à Gestão da Produção de 2008 a Fevereiro de 2010.
EXPERIÊNCIA POLÍTICA
Vereadora da Câmara Municipal do Funchal pelo Partido Socialista. 
Deputada na Assembleia Legislativa da Madeira pelo Partido Socialista, tendo presidido à Comissão dos Assuntos Sociais.
De 2009 a 2010 Presidente do Conselho de Administração da Sociedade Madeira Golden Age Residence, SA da qual é sócia fundadora.
Foi formadora no Núcleo de Formação da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e dos muitos cursos e que frequentou destaca os ligados à Concepção e Gestão de Projectos, Gestão por Objectivos, Gestão da Mudança e Análise das Funções de Inspecção de Auditoria nos Serviços.

NOTAS

A pasta da Secretaria Regional dos Assuntos Sociais e Família exige uma pessoa com larga experiência não só política, mas também na área da administração. Trata-se de um sector muito complexo e exigente, não só pela estrutura a que obriga, mas também pela natureza do actual quadro social que a Região apresenta. A gestão dos regimes de segurança social, inclusive, no quadro da coesão e da justiça social, implica um profundo conhecimento do sector bem como uma significativa sensibilidade para o gerir. Estão em causa, entre outras, as entidades empregadoras e os trabalhadores em geral, as pessoas portadoras de deficiência,as crianças e jovens, os idosos e todas as situações de carência social e económica.
A candidatura do Dr. Maximiano Martins, de acordo com o organograma apresentado, juntou a Família a esta Secretaria. De facto, não existe uma verdadeira e integrada política de família. E não é possível lutar pela coesão social se forem descuradas as políticas de família. Nesta área de intervenção o trabalho, segundo Maximiano Martins, é longo e gigantesco. Se, neste momento, há necessidade de possibilitar “a cana e o peixe”, o cruzamento das exigentes políticas educativas com as sociais deverão tender para a paulatina libertação e independência das pessoas. Um trabalho que exige sensibilidade, boa relação com todo o associativismo e instituições privadas e com a própria Igreja, exímia defensora da família.Posted by Picasa