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quarta-feira, 23 de outubro de 2024

Ridículo

 

Segui o essencial de uma entrevista ao Senhor Jorge Nuno Pinto da Costa. Já é a segunda vez que vem com aquela história da morte e de quem deseja ou não no seu funeral. E a TVI, em horário nobre, no decorrer de um espaço de informação, oferece aos espectadores a lengalenga de um cidadão, como se não tivesse assunto de maior relevância para abordar. 



Ora bem, todos sabemos que estamos de forma efémera na vida. Ninguém aqui fica para semente. E neste quadro tão simples, interrogo-me, o que nós, espectadores, temos a ver com esta espécie de "planeamento" da morte do Senhor Pinto da Costa? Nada. 

Foi um cidadão que, certamente, muito ofereceu ao Futebol Clube do Porto, por extensão a Portugal, que os outros devem ou não, de acordo com as suas apreciações, exaltá-lo ou olharem de esgueira, e mais nada. Que interesse é que tem esmiuçar o seu "plano de morte", de quem deve ou não estar presente nas cerimónias fúnebres, se já pagou o funeral, a cor azul que o cemitério deve ostentar, por aí fora... 

Há aqui qualquer coisa de estranho neste comportamento. O livro, com o título de capa "Azul até ao fim", surge debruçado sobre um caixão coberto com a bandeira do Porto. Só isto tem um traço macabro, sinistro que qualquer bom-senso devia evitar. O Senhor Jorge Nuno Pinto da Costa pode até estar doente, o que lamento, profundamente, que a sua avançada idade lhe dite que o fim se aproxima, mas como Herman imortalizou, "não havia necessidade"!

São sempre as pessoas que caracterizam o passado de cada um e que elogiam ou não. Quanto ao mentor desta história, penso que só lhe ficaria bem PERDOAR a quem considera que lhe fez mal ou não foi totalmente leal. Ele que, segundo afirmou, é Cristão e, semanalmente, participa nos actos litúrgicos da Igreja Católica, não devia expor-se a esta ridícula situação de uma historieta que, julgo eu, não entretém sequer a maioria dos adeptos.

Ilustração: Google Imagens.

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