Adsense

Mostrar mensagens com a etiqueta Estatuto do Aluno. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Estatuto do Aluno. Mostrar todas as mensagens

sábado, 24 de março de 2012

ESTATUTO DO ALUNO


Os estatutos de origem vertical não são consequentes. Há muitos estudos sobre esta matéria. Cada escola deve assumir a sua própria identidade e o seu próprio regime de conduta. Os conselhos executivos sabem, certamente, como lá chegar. Em segundo lugar, tudo isto não é possível com estabelecimentos de ensino com a dimensão que alguns têm. Uma escola com 1000, 1500 ou mais de 2000 alunos torna-se ingerível. Pois bem, se o estatuto em elaboração tiver como preocupação atuar na indisciplina que existe e que é grave, mesmo que desburocratize os processos, não conseguirá pôr fim a este drama que inferniza desde os conselhos executivos, aos professores passando pelos assistentes operacionais. Será mais um penso rápido e não o tratamento que a situação exige.

É preciso analisar a profundidade
do problema. Não ficar pelo que é visível.
Uma pequena nota, porque hoje, sábado, sinceramente, apetece-me fazer outras coisas que não o exercício da escrita. Assumiu o Secretário Regional da Educação que está a trabalhar no novo Estatuto do Aluno e que este, provavelmente, entrará em vigor no próximo ano letivo. Portanto, entendo ser extemporâneo fazer quaisquer considerações uma vez que não sei o que poderá vir a ser a matriz do futuro diploma. No entanto, tenho como adquiridos dois aspetos fundamentais, entre muitos outros de uma grande complexidade: primeiro, torna-se necessário atuar a montante, na família, porque é aí que os problemas devem ser centrados e equacionados. Simultaneamente, a questão de um novo paradigma económico gerador de postos de trabalho; em segundo lugar, a jusante, ao nível da escola, não há estatuto que consiga esbater os sinais de indisciplina e de alguma violência, por mais rigorosas que sejam as medidas disciplinares dissuasoras, se não acontecerem duas coisas fundamentais: primeiro, o código de conduta dos alunos, os direitos e os seus deveres, devem ter origem na própria escola, elaborado pelos próprios alunos e com a supervisão dos professores. Os estatutos de origem vertical não são consequentes nem educativos. Há muitos estudos sobre esta matéria. Cada escola deve assumir a sua própria identidade e o seu próprio regime de conduta. Os conselhos executivos sabem, certamente, como lá chegar. Em segundo lugar, tudo isto não é possível com estabelecimentos de ensino com a dimensão que alguns têm. Uma escola com 1000, 1500 ou mais de 2000 alunos torna-se ingerível. Pois bem, se o estatuto em elaboração tiver como preocupação atuar na indisciplina que existe e que é grave, mesmo que desburocratize os processos, não colocará fim a este drama que inferniza desde os conselhos executivos, aos professores passando pelos assistentes operacionais. Será mais um penso rápido e não o tratamento que a situação exige. Que leva tempo, eu sei, mas é o caminho mais seguro. Uma atuação apenas a jusante, poderá atenuar mas não resolve. A questão é muito profunda, é muito complexa e exige, por isso, medidas transversais que fazem apelo a vários setores da governação. Enquanto esse caminho longo mas seguro é percorrido, há, segundo vários especialistas, muitas formas de esbater a indisciplina e os focos de violência. Uma coisa é certa, de nada valerá atirar para o ar o discurso de um novo Estatuto que vem a caminho, como de nada valeram os anteriores que foram publicados ou aquele que está em vigor. A indisciplina cresceu a olhos vistos.
Esta foi, apenas uma mera reflexão ao correr do pensamento e das leituras que vou alinhavando, sobre um tema que me preocupa, que preocupa todos os docentes e que necessita de posições integradas que não se filiem, apenas, em resolver os problemas de fim de linha ou aqueles que são visíveis. 
Ilustração: Google Imagens.