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quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
BRICS 2026: Índia sucede ao Brasil na Presidência
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Dois mundos com bússolas trocadas
Por
Todos os dirigentes políticos da União Europeia no poder, incluindo o governo português, tiveram um comportamento deplorável de submissão [a Trump], excepção feita a Pedro Sánchez, primeiro-ministro de Espanha, o único capaz de dizer não aos EUA.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2026
O Estado considera os insulanos corruptos... até prova em contrário!
Não sei o que andaram a fazer ao longo dos últimos dez anos. Esta história do "Subsídio Social de Mobilidade" tresanda ao mofo da incompetência política numa mistela onde sobressai a ausência de respeito pelos povos insulanos. Os eleitos, aqueles que assumiram responsabilidades governativas regionais, que dominam tudo quanto mexe, que se arvoram como únicos interlocutores com a República, afinal, não passam de figuras decorativas secundárias sem qualquer credibilidade junto dos ministérios. Aqui, o peito enche-se, embora de ar viciado e, aterrando em Lisboa, os pulmões murcham o que os leva a piar baixinho. Concordaram, vergaram-se e, agora, porque, politicamente, têm de acenar ao povo eleitor da Madeira, aparecem altivos como se imaculada tivesse sido a sua postura enquanto lutadores. A ideia que fica é a de atirar, bem para longe, a responsabilidade política deste nebuloso processo. Dez anos é tempo demais, convenhamos!
Chamem-lhe o que quiserem, ou nenhuma designação atribuam, se os insulanos apenas tiverem de pagar, directamente, às companhias ou agências, os valores estipulados, sem papeladas de permeio. Sem o inferno dos CTT e de plataformas burocráticas.
Aliás, se dizem que, a partir de agora, em 24 ou 48 horas devolvem o dinheiro adiantado, pergunto, porque não devolvem, no mesmo espaço de tempo, às agências e às companhias aéreas?
Eu sei, para o Estado, todos são corruptos até prova em contrário. Daí a enervante burocracia.
Mais. Por que raio os insulanos têm de adiantar dinheiro ao Estado, se esse Estado em circunstância alguma adianta aos cidadãos?
Depois, o que ninguém explica, é o que está verdadeiramente na causa deste inferno: que lobbies estão por detrás de tudo isto, desde as agências às companhias? Esmiúcem, expliquem-se e, ambos os poderes, não façam dos madeirenses parvos. Que posições foram assumidas durante todo este tempo, na Assembleia da República e junto dos governos, para que esta trapalhada não tivesse chegado ao ponto que chegou?
Segundo as contas do DN-Madeira, publicadas na edição de hoje, a exigência de mais dois papelinhos, o da Segurança Social e o da Autoridade Tributária, colocará cerca de 15 000 insulanos excluídos do pagamento da parte compensatória. Isto quando são dois aspectos distintos: por um lado, a mobilidade e, por outro, o não cumprimento de obrigações previstas na Lei. Um constitui um legítimo direito; o outro, um dever que está sujeito a penalizações e criminalizações. Que têm um espaço próprio de verificação, regularização e eventual condenação. E tanto que assim é que os sucessivos governos nunca impuseram tamanha afronta.
Junta-se a tudo isto uma outra situação: se se trata de um princípio constitucional gerado pela continuidade territorial, que razões justificam que a compensação seja apenas feita nas ligações entre a Região e os aeroportos portugueses? Se um cidadão tem uma ligação, por exemplo, directa a Madrid, qual o facto que justifica uma paragem em Lisboa, Porto ou Faro? O valor a pagar não é, grosso modo, € 79,00? Desde que justificada a viagem com documentos, onde reside o problema? Vangloriam-se da Madeira estar cada vez mais ligada ao Mundo, porém, na prática, o povo insulano é literalmente secundarizado.
Tudo isto e muito mais não se resolve com "ofícios" e e.mails. Resolve-se quando os madeirenses decidirem manifestar-se junto dos órgãos de governo próprio. Em uníssono e em grito. Já não há paciência para tantos actos que cheiram a desprezo, incompetência e, até certo ponto, transportam o odor de um colonizador.
Ilustração: Arquivo próprio
sábado, 3 de janeiro de 2026
Votarei Seguro
Poucos candidatos à Presidência da República, depois do que escutei, colocando na borda do prato todos os aspectos que considero irrelevantes ou mesmo infelizes, tiveram o condão de surpreender-me. À partida, em um ou outro, não existindo alternativa, podia considerar o meu voto. Pela atitude e visão humanista, pelas preocupações para com o país e o mundo, enfim, candidatos com um perfil mais ou menos adequado para o exercício do cargo. Independentemente da idade, do sexo e passado partidário. Muitos outros, desde início, rejeitei-os liminarmente.
Por esses não nutro qualquer simpatia que me leve, sequer, a considerá-los. Não se apresentam de forma séria para tamanha responsabilidade. Parecem-me mais apostados na visibilidade pública, pouco se ralando com a leitura do país nos planos interno e externo.
Ora bem, neste contexto, já decidi a quem vou entregar o voto logo na primeira volta. Na Presidência da República não desejo ambientes de folclore político, selfies de propaganda, uma tendência para estar presente em tudo o que mexe, costelas partidárias e vozes extremadas geradoras de conflitos.
O cargo é demasiado sério como representação de Portugal no Mundo e como equilíbrio político na gestão interna. Desejo um presidente com um passado institucional, sem qualquer mancha no plano pessoal, que entenda a política como uma missão de serviço público à comunidade, moderado, equilibrado nas decisões, sereno, discreto, dialogante e jamais populista. Desejo um presidente que esteja atento, que se mantenha distante mas também próximo do povo. Um presidente que constitua uma reserva a quem o país possa deitar a mão quando tudo o resto resvala.
É neste ambiente que elejo António José Seguro. Não pela nossa relação desde o tempo anterior à sua eleição para secretário-geral do PS, mas pelo que representa enquanto pessoa sensata e sensível, prudente, nada dado à política espectáculo, que não banaliza a nobre missão do exercício da política, que nunca se vendeu aos bocados, que não está à mercê dos novos ricos, abrindo-lhes portas, alguns que, subtilmente, subvertem o jogo da democracia. António José Seguro representa, para mim, a esperança para um país que parece ter perdido o norte, o país que morre aos poucos, que é permanentemente enganado, por isso mesmo pobre. A esperança, não porque lhe compita governar, mas pelo acto moderador e visionário que Seguro sempre demonstrou e que o conduziu a vencer dois actos eleitorais: as autárquicas de 2013 e as Europeias de 2014. O Povo reconheceu-o. Foi Ministro e Deputado no Parlamento Europeu, missões desempenhadas com indiscutível mérito reconhecido pelos seus pares. No contexto de então, venceu e saiu, sem remorsos e sem conflitos públicos. Regressou à sua actividade profissional e, passada uma década, apresenta-se a falar do futuro, com as mesmas características pessoais que o tornaram referência política.
Por isso, votarei em António José Seguro porque o país precisa de uma presidente experiente e "seguro" em todos os sentidos.
Ilustração: Google Imagens.


