Ora, a toponímia deve ser extremamente rigorosa, hierarquizada e fundamentada em relevantes, significativos e ímpares contributos em um determinado sector. Com o devido respeito pessoal por cada uma daquelas personalidades, não conheço nada que fique a marcar o seu contributo decisivo para uma Educação melhor e portadora de futuro. Esta minha observação não tem nada de partidária, mas de factual e de respeito por todos aqueles que a História da Madeira, a passada e a mais recente, identifica como grandes figuras, eu diria, notáveis figuras no conhecimento, na cultura e no ensino.
Considero ridícula, uma clara manifestação de incultura e extremamente ofensiva esta decisão do governo regional em atribuir a vários estabelecimentos de educação e ensino nomes de ex-governantes e de um chefe de gabinete. Curiosamente, nenhum deles professor de profissão. Pergunto: e os homens e mulheres de todas as expressões culturais, e todos os outros(as) das letras e das ciências? O melhor que estas personalidades deveriam fazer era recusar esta atribuição por não fazer qualquer sentido, ser provocadora e completamente despropositada. O que pensarão os professores dessas escolas? E o novo secretário da educação? Pactua com isto? O que fez Dr. Brazão de Castro pela Educação? E o Dr. Francisco Fernandes? E o Engº Santos Costa? E o chefe de gabinete Dr. Luís Dantas?Ora, a toponímia deve ser extremamente rigorosa, hierarquizada e fundamentada em relevantes significativos e ímpares contributos em um determinado sector. Com o devido respeito pessoal por cada uma daquelas personalidades, não conheço nada que fique a marcar o seu contributo decisivo para uma educação melhor e portadora de futuro. Esta minha observação não tem nada de partidária, mas de factual e de respeito por todos aqueles que a História da Madeira, a passada e a mais recente, identifica como grandes figuras, eu diria, notáveis figuras no conhecimento, na cultura e no ensino. Os nomes constantes da decisão do governo foram, apenas, políticos de circunstância, políticos de turno, que exerceram funções directas ou indirectas no governo e nada mais do que isso. Um deles, o Engº Santos Costa, ficará com o seu nome numa rua e numa escola de Machico. É "obra"! Aliás, não deixa de ser curioso que os comentários à notícia no on-line do DN são, até este momento, todos no sentido que aqui defendo.
Que pobreza e que tristeza utilizar a responsabilidade governativa para distribuir reconhecimentos partidários, ainda por cima no sensível sector da Educação. É mais uma atitude contra os professores da Região e contra todos quantos em várias áreas foram ou são reconhecidos pelo seu mérito. Continuem subservientes a um político que os agride com situações desta natureza...
Ilustração: Google Imagens.