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domingo, 14 de junho de 2026

PACOTE LABORAL - "DEIXEM OS TRABALHADORES EM PAZ"


Tenho por assumido, depois de tantas vezes ouvir a Senhora Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Doutora Maria do Rosário Palma Ramalho, que lhe falta no seu currículo de vida, as vivências do mundo empresarial e o conhecimento sobre as razões da pobreza. Dá-me a entender que se guia pelas percepções ideológicas que a esmagam e não pelo estudo sistemático profundo daqueles dois quadros. E como, pela sua práxis, denuncia que não os domina, assuntos, aliás, que a Cátedra não lhe despertou, deixo aqui, em contraponto à sua efervescência sobre o Pacote Laboral, uma singela frase do empresário José Teixeira, líder do Grupo DST, com sede em Braga: "Deixem os trabalhadores em paz".



De facto, o problema da produtividade, do crescimento e do desenvolvimento não se resolve nem com o designado "Pacote Laboral", tampouco com a "Prestação Social Única". Para melhor entendimento sobre esta personagem, feita ministra, gostaria de perceber, no espaço de um Portugal pobre, mas, anacronicamente, com muitos ricos, o seu pensamento relativamente às carências sociais e de tudo o que se encontra a montante do trabalho. Concretamente o que ela pensa sobre a pobreza, os pobres, todas as iliteracias e debilidades na formação profissional!

Ora bem, a curiosidade daquela empresa é que o seu líder considera que a variável que mais influencia a produtividade é a Cultura. Logo, é na organização de uma escola formadora para a vida que se encontra o nó górdio do problema. Uma escola que traga no seu seio, não um enciclopedismo bacoco, mas os pressupostos do trabalho, a competência, o rigor, a disciplina, a ciência, o conhecimento, a inovação e a criatividade.

O Engenheiro José Teixeira assumiu: "não somos de enriquecer, mas somos de criar riqueza". Daí, "deixem os trabalhadores em paz", disse. E, já agora, tão bom seria que a Senhora Ministra descesse às históricas causas da pobreza para daí partir para soluções portadoras de futuro, compaginadas com o malfadado sistema educativo. É que eles, os pobres, não são causa, são a consequência da ausência de lucidez e engenho político. Uma melhor produtividade leva anos a ser construída, é multifactorial Senhora Ministra, portanto, não é pelo que circunstancialmente lhe parece que a economia crescerá e se tornará robusta. Tenha presente o que, há dias, assumiu o Professor Sampaio da Nóvoa: "Ensinar e Aprender não são Educar".

Mas disto, nada sei. Apenas tenho uma opinião. A Senhora Ministra é que sabe! Mas lá diz o engenheiro que o erro está no facto dos líderes (políticos) "pensarem que sabem o que as pessoas pensam, sem lhes perguntarem (...)". É isso!

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