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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

CHOCANTE

Trata-se de uma peça do puzzle esta coisa de querer protecção policial apenas com agentes nascidos na Madeira. É ridículo e constitui uma posição de alguma complexidade quando interpretada ao extremo. Parece birra de criança e não de adulto com responsabilidades governativas. Por este andar, ou naquele pressuposto, teríamos de mandar embora os três mil e tal educadores e professores continentais, tantos e tantos trabalhadores da Administração Pública que desempenham aqui as suas tarefas, enfim, todos os quadros superiores militares e civis. Até D. Carrilho teria de ir pregar para outro lado. Tudo isto não faz sentido. Pior, ainda, quando o Comando da PSP parece ter cedido à birra. As imagens de ontem mostradas pela RTP-M, com um oficial madeirense em destaque, com duas continências sucessivas e um aperto de mão, parecem provar a cedência ou medo que o próprio Comando demonstra. Ou, então, não está para chatices!
Se há assunto que os políticos devem ter muito cuidado na abordagem, um deles é, certamente, o do respeito pelas forças de segurança. Quando ao mais alto nível político esse respeito não é publicamente evidenciado, que segurança terá a própria instituição policial no cabal desempenho das suas funções e, por extensão, todos os seus membros, no sentido de uma actuação correcta e respeitada junto dos cidadãos?
Há situações que devem ser resolvidas pelos canais institucionais próprios mas compete, única e exclusivamente, à hierarquia de comando estabelecer (estão estabelecidas) a forma como deve actuar em todas as circunstâncias, inclusive, em momentos onde se confrontam posições político-partidárias. Choca-me tudo isto, pelo exemplo negativo que é dado.