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sábado, 18 de janeiro de 2025
A MAIS AMPLA E BRILHANTE MENSAGEM DE ANO NOVO
quarta-feira, 15 de janeiro de 2025
Trump acelera perda de peso do dólar no mercado mundial
João Abel de Freitas,
A Europa está em má posição para responder, quaisquer que sejam os caminhos escolhidos pelos magnatas de Trump.
1. Inicia-se este artigo com uma afirmação bem conhecida: o dólar tem ainda um peso esmagador no sistema monetário internacional ou, em linguagem menos precisa, mas mais corrente, domina as trocas comerciais no mundo inteiro, de forma avassaladora. O que não estará tão interiorizado é a dimensão real da economia dos EUA posicionar-se muito aquém da intervenção internacional do dólar (embora continue como primeiro país em PIB corrente). Em valores aproximados, o dólar americano partilha em cerca de 80% das trocas e pagamentos mundiais, de forma desigual consoante os diferentes blocos económicos e Continentes, enquanto o PIB (nominal) rondará os 26%. Uma tamanha desproporção!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2025
Energia: Suécia furiosa com a Alemanha
O próprio Tribunal de Contas Europeu tem apontado várias incongruências ao Pacto Verde de transição, a diversos níveis, incluindo o tecnológico.
“Je suis furieuse contre les Allemands”, palavras de Ebba Busch, Ministra sueca da Energia e Indústria, numa conferência de imprensa a 19/12/2024, largamente referidas na comunicação social europeia. Para Ebba Busch, a política energética (Energiewende) da Alemanha é irresponsável e injusta, porque sobrecarrega as famílias e empresas suecas (e europeias, acrescento eu) com os seus preços elevados de electricidade, os chamados “preços alemães”, que os europeus têm de pagar, quando, no seu território, muitos países produzem-na a custos bem mais baixos.
quarta-feira, 1 de janeiro de 2025
terça-feira, 31 de dezembro de 2024
2025
Alerta o provérbio: "De boas intenções está o inferno cheio". As "passas" engolidas, antes ou depois das badaladas que anunciam o novo ano, alinhadas uma por cada mês do ano, valem zero. Amanhã, já poucos se lembrarão das promessas ou dos desejos, pensados no meio da alegria, beijos e abraços, elevando na mão um Moët & Chandon ou um qualquer outro baratinho para fazer a vez. O fogo multicolor em cascata esmorecerá, a noite ficará negra e no lento acordar, estremunhado pelos vapores da véspera, sua excelência a rotina ditará a sua lei. A do mais forte, quero eu dizer.
É a lei do inferno, onde de nada valerão todas as boas intenções, umas mais familiares ditadas no alpendre do fogo, outras, na solenidade da Missa de Acção de Graças, onde também a Palavra pouco vale em função da práxis antecipadamente definida para Janeiro fora pelos ditos "donos disto tudo".
segunda-feira, 30 de dezembro de 2024
Pe. Jardim Gonçalves: uma vida inteira dedicada à luta por um mundo mais justo e fraterno
Nascido no Funchal em Janeiro de 1932, o madeirense Padre Agostinho Jardim Gonçalves foi indiscutivelmente uma das figuras mais marcantes da Igreja portuguesa, designadamente ao longo do século XX e do início deste.
Ordenado sacerdote em 1956, o pe. Jardim Gonçalves foi colocado como coadjuctor na paróquia da Vila de Machico, o que lhe permitiu um contacto directo com uma comunidade, simultaneamente rural e piscatória, profundamente marcada pelo feudal regime de colonia e pela dureza da faina marítima. Uma realidade sócio-económica assente na miséria e na exploração que determinaria a opção de toda uma vida: colocar-se ao serviço dos mais pobres e oprimidos na luta pela construção de um mundo mais justo e mais solidário.
Mas antes ainda da partida para Lisboa, Jardim Gonçalves deixaria uma outra marca do seu dinamismo e criatividade, desta feita no jornal da diocese. Convidado pelo novo bispo, D. David de Sousa, para dirigir a redacção do “Jornal da Madeira” imprimir-lhe-á uma dinâmica reconhecida por todos, em particular pelo seu sucessor, o pe. José Manuel Paquete de Oliveira. Uma marca que, aliás, começara por deixar aquando da sua passagem pelo Seminário Maior do Funchal ao ser responsável, conjuntamente com o colega Arnaldo Rufino da Silva, pela introdução no mesmo de outras artes, designadamente do teatro e do ballet, para além da música.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2024
A morte "cerebral" da democracia
Podem acusar-se uns aos outros, explorando as respectivas debilidades. Faz parte do jogo democrático, das oportunidades e convicções. Porém, quando todos estão contra um, e o isolado, nessa arte do diálogo, não consegue visualizar as causas e escolhe ser vítima perante o coro de desconfiança, dá a entender que a montra é equivalente ao estado deplorável que se encontra o armazém. A manutenção desta persistência torna-se motivo para muitas perguntas.
Nada resolve andar atrás de paleios e dos casos do dia que, hoje, já nem se vendem, tal a repetição, por vezes histérica, com que acontecem. Deviam interessar as causas, as razões que trouxeram a sociedade até aqui, independentemente do crescimento das toneladas de cimento ou aquisição de veículos. Interessa, sobretudo, conhecer os jogos de bastidores; as caras escondidas e o bas-fond; os benefícios que resultam de uma crónica forma interdependente de governar; a disseminação do discurso, articulado e expandido ao território, que amarra e subjuga o livre exercício da democracia; as várias e preocupantes iliteracias que aprisionam; os almoços e jantares grátis, bem como todo o tipo de festas que trazem qualquer coisa na ponta do convite; a multiplicação e porquês de serviços e de instituições desnecessárias e que se atropelam; os camuflados e muito bem engendrados compadrios tendentes à formação de monopólios que, na prática, parecem que não o são; os formatos muito inteligentes de perseguição, exclusão, olhares enviesados e subtil anulação de cidadãos que pensam a coisa pública; as razões mais substantivas que conduzem à formação de riquezas mal explicadas; a utilização descarada dos meios públicos para a promoção de um grupo, enfim, importante seria perceber a teia e tomar consciência das razões de um significativo alheamento e captura da sociedade, por medo ou qualquer outra razão. Portanto, o que está em causa não é o orçamento ou uma moção de censura. O problema é outro, muito mais complexo.
Falta isso, o meticuloso estudo das causas e fazer a pedagogia sobre a história do processo que conduziu a esta rua estreitíssima, onde os que "chefiam" perderam o crédito, não são geradores de confiança, e os que se apresentam constituem, grosso modo, o espelho do vazio intencionalmente criado.
Gostaria que a sociedade fosse outra, livre, culta no sentido da produção de saberes e sínteses do que se passa em seu redor; que fosse pouco ou mesmo nada dependente; sem qualquer medo e pronta a colocar no seu devido lugar os que se vendem a consciência ou se vestem de cordeiro. Não é isso que acontece, infelizmente, também porque a escola não foi libertadora, antes condicionadora do pensamento. Ela foi mais programática e de exclusão do que de formação de pessoas formadas na ciência, na ética e na razão. Não ajudou na formação de pessoas de pensamento livre!
Por outro lado e consequentemente, faltam-nos referências, respeito, rigor, disciplina conquistada pela compreensão, regras, profissionalismo (muito) e liberdade de pensamento. É sensível a incapacidade para o inconformismo, de não ter receios, de ser quem se é, inteiros, abertos ao mundo, sem autocensura e críticos de tudo o que se passa debaixo dos nossos olhos de actores-observadores. No essencial, não ser escravo de outrem, não subjugados a tutelas esclerosadas, incultas e manifestamente interessadas na sua sobrevivência. Durante anos, lembram-se(?), metralharam-nos com aquela de sermos "um povo superior". Tempos que fomos "ricos" embora com uma legião de pobres.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2024
Caos e desorientação na União Europeia
Perda de valores, grandes incertezas sobre o futuro, caos nas ideias, na política, nas relações internacionais, são ‘qualificativos’ estruturantes do Mundo de hoje.
Vendo bem, irresponsabilidade, desorientação, desencontro de gerações, perda de valores, grandes incertezas sobre o futuro, caos nas ideias, na política, nas relações internacionais, são qualificativos estruturantes do Mundo de hoje.
domingo, 15 de dezembro de 2024
Até sempre, Amigo António Loja
Conheci o dr. António Loja no final dos anos 60, mais precisamente por ocasião da elaboração, em Abril de 1969, da célebre “Carta a um Governador”, de que ele e o jornalista José Manuel Barroso foram os principais redactores e eu, o mais jovem subscritor, num total de 39 democratas e anti-fascistas.
O dr. António Loja tinha regressado um ano antes à Madeira, depois de terminar a comissão militar que cumpriu no mais difícil teatro da guerra colonial, na Guiné Bissau, enquanto eu, militava na Acção Católica Operária e dava os primeiros passos na ligação que manteria com o inesquecível semanário “cor-de-rosa”, o “Comércio do Funchal”.
terça-feira, 10 de dezembro de 2024
Um Natal feliz
Há momentos que são de uma indescritível felicidade. Há dias, vivi um desses que me encheu completamente. Há muitos anos que desejava o reencontro. Mas o tempo é mestre, permite que as situações aconteçam. E assim damos conta que o abraço fraterno está ali ao virar da esquina. Basta desejarmos. Apesar de algumas tentativas, foram mais de quatro décadas de amargura sentida pelo afastamento e eis que o passo foi dado. Não consigo exprimir por palavras quando o abordei e escutei: "amigo André". Não vasculhámos o passado, a apreciação das causas, deixámo-lo no sarcófago das desinteligências tolas e partimos do agora para o futuro. Nós que estamos no último terço das nossas vidas! Um reencontro de profundos amigos que fomos, ali, em absoluta serenidade nos olhares, nas palavras ditas e não ditas. Senti que ele também desejava esse momento e tratámo-nos com a elegância no trato de outros tempos. Para ambos foi um pedacinho do dia que resolveu anos de separação e de convívio social. Um suspiro de alívio na redescoberta de laços que fazem pulsar o coração.
Jamais esquecerei aquele momento. Li algures que os "reencontros têm o poder de aquecer o coração". Explodi de contentamento por sabermos afundar aquilo que não fazia sentido. Que tenhas um Bom Natal, meu Amigo!
E neste período, cheio de tanta coisa vã, de hipocrisias sem fim, de incompreensões, de ganância, de almoços e jantares de circunstância, de cumprimentos protocolares que não vão além disso mesmo, neste tempo de múltiplas guerras, desde países até à relação entre pessoas, neste tempo de insegurança e ausência de confiança, de desencantos, de sobrevivência, de ódios e de poderes que esmagam, saibamos dar o real valor à vida. Sejam os primeiros a estender a mão e abracem-se. Tão simples. É desse Natal que precisamos.
Feliz Natal para todos e até Janeiro!
Ilustração: Google Imagens.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2024
Ambiente mundial crítico com sinais de perigosidade
Esta reflexão não compreende as guerras, mas o que se faz e se diz, de forma irresponsável ou talvez não, nas cimeiras do clima e no âmbito de política económica.
Não querendo ser pessimista, mas tão somente sinalizar a concentração de movimentações realizadas nos últimos dois meses de Outubro e Novembro, que poderiam ter ficado na História como marcas importantes de Futuro, onde se destacam várias Cimeiras internacionais e bilaterais (BRICS+, COP´s da Biodiversidade, do Clima e da Desertificação, G20 …,Tratado dos Plásticos em finalização); Reuniões e encontros a diferentes níveis na UE para acertos sobretudo da equipa de Comissários; Reunião do Comité Central na China, talvez a “mais eficaz”, tendo em vista concertar medidas de resposta às políticas de Trump2.0, onde as taxas aduaneiras têm e continuam a ser muito comentadas, a realidade é que, na sua maioria, estas iniciativas/movimentações se traduziram em autênticos fiascos.












