segunda-feira, 28 de novembro de 2011

DA VESPA AO AUDI DE € 86.000,00


Não me parece correcto que um Ministro visite uma instituição de "Vespa". Todavia, quando este governo anda a cortar a eito, quando os trabalhadores da função pública, os reformados e pensionistas são "castigados" de uma forma escandalosa, quando há gravíssimos problemas nas instituições de solidariedade social, penso que o ministro Pedro Mota Soares, do CDS, deveria oferecer ao povo um sinal de algum decoro.


Leio, na manchete do Correio da Manhã de hoje, a aquisição de uma "bomba" da marca Audi, para que o Ministro da Solidariedade e da Segurança Social deixe a sua "Vespa" e possa demorar 6,3 segundos dos 0 aos 100 km/h.. Uma bombinha de € 86.000,00 que, agora, fica ao serviço do ministro do CDS/PP.
Sou dos que entendo que há que dar  dignidade aos mais altos lugares de governação do País. Não me parece correcto que um Ministro visite uma instituição de "Vespa". Todavia, quando este governo PSD/CDS anda a cortar a eito, quando os trabalhadores da função pública, os reformados e pensionistas são "castigados" de uma forma escandalosa, quando há gravíssimos problemas de tesouraria nas instituições de solidariedade social, penso que o ministro Pedro Mota Soares, do CDS/PP, deveria oferecer ao povo um sinal de algum decoro. Uma viatura, sim, mas por um preço aceitável aos olhos da população. Era o mínimo que se poderia esperar de um Ministro da Solidariedade Social. O problema é que o "carro preto" se torna irresistível!
Ilustração: Google Imagens.

8 comentários:

herberto duarte pereira disse...

bom dia prof. escórcio, mas para ter e haver dignidade é preciso estas porcarias? e a dignidade das pessoas que nada podem ter. Este carro esta atitude representa a porcaria que nos rodeia no que à politica diz respeito.! e digo mais ele andar de mota e aparecer em actos publicos de mota é apenas e só para dar nas vistas mais nada o o resto permita-me é treta!

João André Escórcio disse...

Obrigado pelo seu comentário.
Eu compreendo e, no essencial, concordo consigo. O que acho é que deveria haver um pouco de sensatez.
Um abraço.

Fernando Vouga disse...

Caro Andé Escórcio

Talvez não seja má ideia colocar um pouco de água fria na fervura, embora eu não seja advogado de defesa deste governo.
Segundo me informaram ontem, parece que o carro já estava encomendado pelo governo anterior e que, por várias razões administrativas (vá-se lá entender a lógica), não seria aconselhável rescindir do contrato de aquisição (julgo que através de uma espécie de aluguer de longa duração ou coisa que o valha).
Assim sendo, o dito secretário só se teria aproveitado da situação.

Vendo este comentário pelo preço que o comprei...

João André Escórcio disse...

Caríssimo,
Sim, é verdade. Mas poderia prescindir, denunciar ou rever o contrato. Sobretudo rever. Fizeram isso com o TGV e com muitas outras coisas!

João André Escórcio disse...

Desde que iniciei este espaço de comunicação, assumi que ele nunca serviria para a agressão escrita seja lá a quem for. Um senhor(a) resolveu escrever o que desconhece numa atitude provocadora. Neste espaço, NÃO.
Identifique-se, não cubra o rosto, investigue, trate de saber tudo sobre o assunto que abordou, inclusive, o que está escrito, e depois, então, venha para o palco do debate. Com seriedade, frontalidade e com opinião sustentável. Se assim for, publicarei os seus comentários (são sempre bem vindos), se outro for o caminho, obviamente, que farei "delete". Pense um pouco e concluirá que se estivesse no meu lugar faria o mesmo. Até porque estou identificado, tenho nome e rosto e respeito o nome e os rostos dos outros.

João André Escórcio disse...

Mais ainda, em função da sua insistência, consulte o processo, todas as "demarches" que foram feitas, os pareceres de constitucionalistas, a TOTAL impossibilidade de revisão e todas as consequências que estavam e estão em jogo. É preciso conhecer o processo para então denegrir a imagem das pessoas. Neste espaço não o permitirei.

João André Escórcio disse...

Pois, houve alguém que andou a distribuir dinheiro da subvenção do partido. Repito, do partido, que está sujeito a outras regras. Não está, entre muitas situações legais, sujeito a IRS.
Eu estou contra aquilo que se configurou designar por jackpot. Acho que se justifica uma redução e, sobretudo, a definição de um tecto independentemente do número de deputados. Mas, aí, o partido é livre, em função das regras de contabilidade pública que estão definidas, aplicar o dinheiro como melhor entender.
Repito, em outras situações, existe uma TOTAL impossibilidade de revisão dos processos. Isto, enquanto o PSD, partido maioritário, assim entender.
Já pensou porque razão o PSD não quer alterar o Estatuto Político-Administrativo?
E ponto final nesta conversa, pois não tem o direito de ofender pessoas com argumentos básicos que não domina.

João André Escórcio disse...

Vou abrir uma excepção apenas para lhe dizer que conheço pessoas que sem darem a sua vida a conhecer, inclusive, o que fazem do dinheiro, todos os meses têm gestos de solidariedade, que pagam cadeiras de rodas, que pagam livros e material escolar e que ajudam outros em situação difícil. O senhor não tem o direito de ofendê-las e, por isso, agora sim, ponto final. Este meu blogue é um espaço sério, de debate de assuntos sérios que a todos nos preocupa. Eu quero contribuir para as soluções e não para a discussão de café.