sábado, 12 de maio de 2018

O PRESIDENTE DO GOVERNO DA MADEIRA ADEPTO DA VIA TOTALITÁRIA



FACTO

Título da primeira página do DN-Madeira: "Governo manda executar Câmara do Funchal em 15 milhões". Causa (em síntese): existe um contencioso, de longa data, em curso na via judicial, que opõe a Câmara do Funchal à empresa Águas e Resíduos da Madeira (ARM). Desde o tempo do Dr. Miguel Albuquerque, que, enquanto presidente da autarquia, fez, e julgo que bem, clara oposição às taxas praticadas. No seu tempo, consta (ver DN), que o Dr. Miguel Albuquerque deixou a dívida crescer até aos 30 milhões de euros à Valor Ambiente (IGA), hoje, Águas e Resíduos da Madeira (ARM).

COMENTÁRIO

Fui, durante doze anos, vereador da Câmara do Funchal no tempo do Dr. Miguel Albuquerque. Conheço essas lutas. Sei quantas instituições públicas deviam e continuam a dever à autarquia pelo fornecimento de serviços. Por exemplo, hospitais, centros de saúde, estabelecimentos de educação e ensino, entre muitos outros, sempre deveram elevados montantes. Por outro lado, enquanto a Câmara sempre foi tolerante com as dívidas do governo, porque se tratavam de serviços muito complexos, no caso dos munícipes, qualquer atraso foi sempre penalizado. 
Entretanto, o Dr. Miguel Albuquerque venceu as eleições legislativas e, consequência disso, tornou-se presidente do governo. Foi o quanto baste para se esquecer da administração por onde passou e dos dossiês face aos quais manteve aceso combate. Daí que, o mesmo que ajudou a criar uma dívida é, agora, o mesmo que mexe todos os cordelinhos judiciais no sentido de bloquear o funcionamento da principal autarquia da Madeira. Seguir-se-á, certamente, Santa Cruz e Machico!
Quinze milhões são suficientes para colocar em causa todo o funcionamento da autarquia, inclusive, os salários. Isto não é uma brincadeira de Carnaval!
Os leitores que me perdoem a expressão, mas estou-me nas tintas para as angústias em redor das próximas legislativas regionais, sobre quem serão os protagonistas, se o povo vai votar assim ou assado, porém, já não fico indiferente quando, uma atitude tresloucada, coloca em causa o normal funcionamento das instituições de serviço público.

PERGUNTAS

Primeira: Em uma Região tão pequenina farão algum sentido estas lutas intestinas? 
Segunda: Quais as razões que movem e de que padece politicamente o presidente do governo para no passado ter tido a atitude x e, hoje, a atitude y?
Terceira: Já agora, enquanto ex-presidente da Câmara do Funchal, tendo beneficiado de muitos milhões de euros, através de contratos-programa com o governo do Dr. Alberto João Jardim, facto que lhe permitiu a realização de algumas obras, porque não os assina com o Funchal? Porque prefere bloquear o seu funcionamento?
Ilustração: Google Imagens.

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