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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

Alto... isto é um assalto!


A história é simples: o cliente A do banco X procedeu a uma transferência para a empresa B do banco Y. Acontece que se enganou no IBAN. Detectado o erro, o cliente A solicitou ao seu banco para cancelar a transferência e proceder ao estorno. Por esta actuação, ao cliente do banco X foram-lhe cobrados € 40,00 e o "respectivo imposto de selo". Total: € 41,60!



Vamos lá ver, quero ser mais claro: o cliente sou eu e banco X é o Novo Banco. Presumo que esta forma de actuação está generalizada (conluiada) a toda a banca. Ora bem, não admira, pois, que a banca, diariamente, lucre mais de dez milhões. Trata-se de mais um facto que demonstra um claríssimo ASSALTO aos clientes. 

No meu caso, igual a tantos outros, nem me valeu deles ser cliente há mais de 50 anos. Mais ainda, ter sido, repito, como outros, um cliente que não procedeu à transferência de depósitos aquando da vergonhosa má gestão do BES que levou à ruína de muitos clientes e à estrondosa queda do Banco Espírito Santo. Ali permaneci, pelo entendimento que os empregados precisavam de manter os postos de trabalho.

O erro cometido devia ser interpretado como um serviço prestado ao cliente (no âmbito da solidariedade entre as instituições bancárias), até porque, por um lado, são certamente escassos erros deste tipo (ninguém anda, intencionalmente, a se enganar no IBAN), por outro, porque todos os meses o banco cobra uma taxa designada por "manutenção de conta". Mas não, nós clientes somos números, sem história, que mesmo que reclamem, como vulgarmente se diz, tais vozes entram nos ouvidos dos banqueiros a 100 e saem a 200! Ninguém põe cobro a este e tantos outros abusos de uma banca gananciosa que nem um mínimo de respeito tem pelos contribuintes que, em vários casos, a salvou da bancarrota. Tenham, por favor, um mínimo de vergonha!

Ilustração: Google Imagens.

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

DESCARADO ROUBO


O assunto não é novo. Todos sabemos que o Estado nos devora com impostos directos e indirectos, aplica-nos taxas e sobretaxas, reduz os proveitos do trabalho, congela carreiras, rasga as contratualizações com pensionistas e aposentados, em suma, encosta-nos à parede sem possibilidade de reacção. No final do mês debitam nas nossas contas sem que tenhamos dado o aval. Com esta tendência para rapar onde já pouco existe, esmaga os pobres e empurra a classe média para a zona das crescentes dificuldades ou mesmo da pobreza. 


Julgo que todos estamos de acordo com uma cruzada contra a fraude, a evasão fiscal, o branqueamento de capitais e todos os enriquecimentos sem uma justificação convincente. E existe, por aí, muita coisa mal explicada! Qualquer pessoa honesta, que não falha perante os exagerados compromissos impostos pelos "impostos", obviamente que concordará com a atitude de qualquer governação em seguir o rasto de muito dinheiro que corre sem que se conheça a sua proveniência. Pacífico, digo eu. 
O problema é que essa mesma governação não quer saber do esforço de milhares de trabalhadores honestos, os tais que são encostados à parede mas que ainda, com receio do futuro, amealham algum dinheiro e entregam-no à guarda de uma instituição bancária. Pergunto: que justificação plausível, sobretudo para valores baixos, findo o prazo de uma contratualização de um qualquer produto (não especulativo), descaradamente, aplicar 28% sobre os juros? Imagine-se um produto de poupança, repito, de poupança, que ganhou, ao final da contratualização, € 630,00, que razões justificam que subtraia € 176,00? É um Estado ladrão, um Estado que rouba duas vezes: em um primeiro momento, esmaga e, não satisfeito, em um segundo momento, rouba sem nada ter produzido.
Ilustração: Google Imagens.