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domingo, 21 de junho de 2015

SONDAGENS


A recente sondagem da Católica que atribui à Coligação PSD/CDS 38% e 37% ao Partido Socialista fez-me lembrar as sondagens no Reino Unido, que atribuía uma vitória à esquerda, mesmo que escassa, e acabou por se traduzir numa folgadíssima vitória da direita de David Cameron. Para além de uma significativa percentagem de indecisos, presumo que os eleitores devem andar a gozar com as empresas de sondagem. É uma convicção, falível, obviamente, mas que assenta no pressuposto que não existe uma ligação de proximidade entre quem vergasta e a vítima dos golpes duros e sem piedade. 


Ainda hoje li um interessante artigo de opinião da jornalista do Público Ana Cristina Pereira, publicado no DN-Madeira, que salienta: "Ouvi pela rádio o debate quinzenal na Assembleia da República. Ia a conduzir como tantas vezes acontece àquela hora e ia tendo um acidente quando ouvi o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, dizer: “As pessoas de rendimentos mais baixos não foram afectadas por cortes nenhuns.” Quem tanto escreve sobre direitos humanos e exclusão social não podia deixar de pensar logo nos cortes no abono de família, nos subsídios de desemprego, no rendimento social de inserção (RSI), no complemento solidário para idosos. E nos cortes na saúde e na educação, inclusive em apoios concretos como a acção social escolar ou a comparticipação de medicamentos. O RSI mostra bem o que aconteceu aos mais pobres dos mais pobres. (...)". 
Na mouche! Embora, a agressão não tivesse ficado por aí. Tudo em nome de uma severa austeridade com a promessa de um país com futuro. Dizem a generalidade dos indicadores que não estamos melhores e afirmam, também, os que dedicam a sua vida à solidariedade, que não têm mãos a medir para chegar a todas as carências sentidas. Tudo apesar das privatizações em catadupa e do "brutal aumento de impostos". Perante isto, questiona-se, será possível que os resultados sejam aqueles? Duvido. E isto nada tem a ver com a minha posição partidária. Tem a ver, fundamentalmente, com a realidade. Um povo sujeito a uma austeridade tão violenta e à falsidade das promessas eleitorais em 2011, aos dois partidos, nem aos 10% deveriam chegar. Mas sondagens não são para desvalorizar. Daqui por três meses se saberá a verdade.
Ilustração: Google Imagens.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

"MUDANÇA" MAIS PERTO DA VITÓRIA!


A sondagem hoje publicada pelo DN-Madeira coloca o Dr. Paulo Cafôfo, líder da equipa de Coligação (PS/BE/PTP/PND/MPT/PAN) em excelentes condições para sair vencedor do próximo acto eleitoral. Com 15,5% de indecisos e uma diferença de seis pontos percentuais relativamente ao candidato do PSD, penso que não só os indecisos, como o voto útil e o crescente ambiente de MUDANÇA, permitirá que a Câmara do Funchal ganhe novas políticas através de novos protagonistas. Trata-se de uma convicção que alimento. Nunca uma candidatura da oposição esteve tão próxima de ganhar. Mais do que uma oportunidade, trata-se de uma necessidade. Trinta e sete anos de governo ininterrupto e absoluto constitui tempo demais. Por isso mesmo, desde há muito, que é sensível uma notória cristalização das iniciativas e até mesmo uma demissão das responsabilidades. Ainda ontem isso foi sensível, com um candidato, falando de habitação, ao invés de prometer luta pela superação das dificuldades no quadro de uma das carências básicas, antes apagou-se ao transmitir uma ideia de crise e de dificuldades insuperáveis. Disse: "(...) não faz sentido prometer às pessoas que vamos recuperar bairros camarários, que vamos construir nova habitação (...)"! E disse mais, que a baixa do IMI era uma proposta irrealista porque retirava fundos à Câmara, isto é, as pessoas que se danem. Espantoso. Pergunto, então, por que se candidatam? A hora é de MUDANÇA e a bipolarização um facto: de um lado, uma candidatura de continuidade, uma candidatura de figuras do regime, uma candidatura que é a extensão de Alberto João Jardim, uma candidatura que não se compromete com nada; do outro, uma equipa diversificada de personalidades independentes, nascida da sociedade, apoiada por seis partidos, que trazem consigo o novo, a criatividade e a inovação gestionária. 


sábado, 1 de dezembro de 2012

PEDE-SE BOM SENSO PARA A NECESSÁRIA MUDANÇA POLÍTICA


O que hoje é publicado no DN-Madeira, a propósito das próximas eleições autárquicas no concelho do Funchal, obriga a que todos os partidos da oposição reflictam e ponderem as suas posições. No essencial, a questão coloca-se a dois níveis: ou querem manter uma história de 36 anos de poder absoluto, entregando de bandeja ao PSD-M mais quatro anos de liderança autárquica, ou abdicam de interesses partidários menores e conjugam esforços no sentido do necessário, eu diria, imprescindível arejamento político que só uma mudança poderá ser portadora. Todos têm de perder alguma coisa para que a população ganhe muito.
 
 
Há quem os desvalorize, eu não. Os estudos de opinião revestem-se de uma base científica e, portanto, embora não possamos considerar, a dez meses de distância, que um determinado quadro de tendências venha a se confirmar, as sondagens constituem um importante indicador e permitem leituras várias. Ora, o que hoje é publicado no DN-Madeira, a propósito das próximas eleições autárquicas no concelho do Funchal, obriga a que todos os partidos da oposição reflictam e ponderem as suas posições. No essencial, a questão coloca-se a dois níveis: ou querem manter uma história de 36 anos de poder absoluto, entregando de bandeja ao PSD-M mais quatro anos de liderança autárquica, ou abdicam de interesses partidários menores e conjugam esforços no sentido do necessário, eu diria, imprescindível arejamento político que só uma mudança poderá ser portadora. Todos têm de perder alguma coisa para que a população ganhe muito.
É claro que se coloca a questão do CDS/PP. Penso que muito dificilmente aceitará conjugar esforços com todos os outros, mormente, os partidos da esquerda política. Pese embora a sondagem prove que a expressão eleitoral do CDS/PP nas últimas eleições legislativas regionais (2011) constituiu um resultado nada condizente com o seu histórico nesta matéria, ainda de peito cheio, certamente, repito, não quererá se sentar à mesa da negociação. Estou convicto que se apresentará com uma candidatura própria, embora negociada, previamente, com o PSD-M visando um acordo pós-eleitoral. É uma possibilidade. Creio, por isso, que uma coligação será bem vinda com todos os outros. E essa coligação tem possibilidades de vencer com maioria absoluta O PSD-M está fragmentado e descredibilizado, não só por trinta e seis anos de poder absoluto, mas também pelas fragilidades internas que são, todos os dias, do domínio público. É estranho, mas é o resultado, que ainda existam 41% de tendência de voto no PSD! Certo é que o PS-M está em claro crescimento e o CDS-PP em queda (passa para terceira força política), enquanto se verifica uma expressão eleitoral interessante entre a CDU e o BE (11,5%).
Desta sondagem e do meu entendimento resulta, assim, que os partidos políticos, à excepção do CDS/PP, estão "condenados" a entenderem-se no sentido da apresentação de uma candidatura aberta à sociedade, de irrepreensível qualidade, com figuras tendencialmente conhecidas e respeitadas, a par de um programa sucinto, claro e objectivo. Será muito mau para a população do Funchal que, à luz do presente estudo de opinião, não se verifique um entendimento de convergência. Considero politicamente imperdoável que desperdicem esta oportunidade.
No início desta semana que finda coloquei um banner no topo deste blogue: "Construir o futuro sem receitas do passado (...) Eleições autárquicas - em 2013 dêmos as mãos". Não sabia dos resultados da sondagem, mas parece-me que acertei. A ver vamos.
Ilustração: Arquivo próprio. 

terça-feira, 29 de maio de 2012

PRIMEIRA VITÓRIA: JARDIM JÁ ERA!


Um povo claramente espoliado pelo PSD/CDS ao nível nacional, um povo que, na Madeira, tem um governo PSD que o arruinou, pergunto, como pode ainda conceder 43,9% de intenções de voto àqueles que o encostaram à parede, a um partido que colocou 22.000 no desemprego e que lançou a fome entre milhares de famílias? Como é possível, questionará qualquer pessoa minimamente atenta ao que por aqui se passa. Será que este povo está a ser verdadeiro ou as intenções de voto espelham outros sentimentos como, por exemplo, o de medo? Uma coisa parece-me certa: é que JARDIM JÁ ERA!  

Acabou o Carnaval!
Parafraseando o filme "Canção de Lisboa", onde Vasco Santana, com humor, diz "chapéus há muitos" eu também diria, no caso da sondagem hoje publicada que "sondagens há muitas". Não estou com isto a colocar em causa o rigor dos números apresentados, mas a minha dúvida sobre a verdadeira intenção do povo. Ora, um povo claramente espoliado pelo PSD/CDS ao nível nacional, um povo que, na Madeira, tem um governo PSD que o arruinou, pergunto, como pode ainda conceder 43,9% de intenções de voto àqueles que o encostaram à parede, a um partido que colocou 22.000 no desemprego e que lançou a fome entre milhares de famílias? Como é possível, questionará qualquer pessoa minimamente atenta ao que por aqui se passa. Será que este povo está a ser verdadeiro ou as intenções de voto espelham outros sentimentos como, por exemplo, o de medo? Se está a ser verdadeiro, é evidente que se conhecem as causas daquele posicionamento. Provém da incultura e do analfabetismo político, de uma Igreja que não quer tocar nas feridas (Jornal da Madeira, por exemplo), do controlo de todo o associativismo, da acção directa de uma legião de peões com os seus pequenos e grandes interesses. Se não está a ser verdadeiro, mesmo considerando as ditas fragilidades, a história é outra, logo se verá num próximo acto eleitoral. Aí, no acto solitário da opção, daquela cruzinha pessoal inscrita no boletim de voto, obter-se-á a verdadeira consciência política. No entanto, para toda a Madeira, independentemente dos resultados desta sondagem publicada pelo DN-Madeira, pode-se para já concluir que esta maioria do PSD está em queda ao perder a maioria na Assembleia Legislativa da Madeira. Na projecção dos resultados perderia três deputados aos actuais 25. 
Quanto ao sentido de voto no CDS/PP, sinceramente, não o valorizo em demasia. É minha opinião, que valerá o que vale, que o crescimento de um deputado parece-me muito frágil. Também logo se verá. Aos poucos, os mesmos que terão dito, agora, que votariam na direita, perceberão que não existe diferença ideológica entre o PSD e o CDS assenta em pequenos detalhes e que a Madeira precisa de uma ruptura com este passado e presente de tragédia. Eu diria que, na Madeira, já basta de 84 anos de conjuntura política situada no domínio da direita política. Com as diferenças substanciais entre uma ditadura feroz e uma roupagem democrática, onde a perseguição é, agora, subtilmente "científica", a verdade é que Salazar esteve 48 anos e Jardim já está há 36. É tempo da Região procurar uma alternativa fora daquele quadro político e não o digo por uma questão de posicionamento político pessoal, afirmo-o a partir da minha leitura europeia (e não só) cujas políticas de direita conduziram ao estado em que todo o velho continente se encontra. Estamos face ao maior ataque contra as pessoas e contra os seus direitos. Inquestionável.
Seja como for penso ser extemporâneo um certo cantar de galo, alguns se sentirem na crista da onda, pois mais sensato será aguardar pelas autárquicas. Uma coisa parece-me certa: é que JARDIM JÁ ERA!  
Ilustração: Google Imagens.

domingo, 27 de junho de 2010

NOTAS SOLTAS E A CENSURA DA RTP

Subtilmente, o caminho vai sendo construído em favor do poder. E já repararam que desde há vários meses que o presidente do governo regional não se refere à televisão?

Duas notas nesta manhã de Domingo:
1ª Sondagens
Os tempos são muito difíceis para o governo do Engº José Sócrates. Uma sondagem da Marktest para o Diário Económico e TSF atribui ao PSD 47,7% das intenções de voto, caindo o PS para 24,1%.
Porém, há que salientar que o nível de indecisos desta sondagem é de 41,8%. Na opinião de André Freire, tudo está em aberto: "Apesar deste estudo consolidar a tendência de subida do PSD e a queda do PS, se juntarmos aos indecisos a abstenção [4%] e os votos brancos e nulos [6%] dir-se-á que tudo pode acontecer".
O que me parece lógico é que a diferença entre os dois partidos não tem a expressão que a sondagem apresenta, quando a percentagem de indecisos é tão significativa. Não deixa de ser um indicador muito significativo, mas... cuidado com as leituras percepitadas.
2ª RTP-Madeira
Uma vez mais pela negativa. Se aquilo a que assisti não é censura, pergunto, então o que é?
Ontem, no Telejornal, segui a peça que reportou a presença, no Funchal, do grupo socialista do Parlamento Europeu que, durante dois dias, realizou uma visita no quadro das Jornadas Parlamentares.
Na conferência de imprensa final, falou a Deputada Drª Edite Estrela, enquanto líder do grupo visitante e, a fechar, o Presidente do PS-Madeira, Dr. Jacinto Serrão. Deste nem uma palavra. O Vice-Presidente do governo (e muito bem, por parte da RTP, disse o que tinha a dizer) mas o líder da oposição, nada, rigorosamente, nada, ao contrário de outros órgãos de comunicação social que divulgaram passagens da sua intervenção. Censura? Obviamente que sim. Tudo controlado ao pormenor. Subtilmente, o caminho vai sendo construído em favor do poder. E já reparam que desde há vários meses o presidente do governo regional não se refere à televisão.
NOTA:
A RTP-M acabou de fazer nova CENSURA ao PS-Madeira. Na sessão de encerramento do Congresso da Juventude Socialista, a RTP não esteve presente. Inexplicavelmente. A RTP-Madeira ignorou o partido que governa Portugal, ignorou que o PS é líder da oposição na Madeira e ignorou a presença dos parlamentares europeus na citada sessão. Isto é CENSURA. Não há explicação possível. O Conselho de Administração da RTP em Lisboa deve ser questionado sobre esta matéria. Uma vergonha que desprestigia a obrigação de "serviço público"!
Ilustração: Google Imagens.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

CONTRADIÇÕES QUE IMPLICAM REFLEXÃO

Três pontos para reflexão:

1º Na recente sondagem encomendada pelo DN-M fica demonstrado que 88% da população madeirense inquirida considera que o problema da Madeira não está na hipotética Revisão Constitucional. Portanto, sublinham que o presidente do PSD-M não tem razão quando arquitecta esta manobra.
2º Entre os entrevistados, 54,5% aponta a luta política contra o desemprego e 33,1% para o combate à pobreza.
3º Apesar de 87,6% penalizarem o presidente do PSD-M por não enfrentar o desemprego e a pobreza, curiosamente, 45,1% assumem que irão votar no PSD-M, contra 12,9% no PS-M, facto que, em termos de projecção, de acordo com estes resultados, a sondagem coloca o PSD com 55,8% contra 16% do PS-M.

Dir-se-á que existe aqui uma clara contradição. Eu sei porquê! Outros saberão?
É que resultados desta natureza, em outros espaços mais livres e de maior sentido democrático, significariam que este governo regional teria os dias contados...

domingo, 19 de julho de 2009

SE ASSIM FOR FICARÁ EM CAUSA A VIVÊNCIA DEMOCRÁTICA

Sinceramente, não acredito nos resultados da sondagem que dá ao PSD-M, nas próximas Legislativas Nacionais, um resultado que coloca o PS-M na delicada situação de apenas eleger um deputado em seis possíveis. É evidente que não ponho em causa o rigor técnico do estudo de opinião realizado, o que coloco em causa é se as pessoas entrevistadas foram sinceras. Aí é que reside a minha dúvida.
Eu sei que estes quatro anos de governo socialista, com todas as grandes reformas que foram implementadas, deixaram um rasto de insatisfação em alguns sectores da população.
Foi a redução do défice público, o novo quadro das aposentações, o código do trabalho onde uma série direitos foram colocados em causa, tudo quanto se passou na Educação, nas Forças Armadas e polícias, entre outras, que levaram à rua muitas classes profissionais zangadas com o governo. É verdade que sim pois são factos que não podem ser ignorados. Mas também verdade seja dita que nunca tantas contrapartidas de natureza social foram criadas para equilibrar o desconforto gerado. Recordo, de memória, algumas que tiveram substancial impacte:
  • A significativa baixa no preço de 4.000 medicamentos que significa uma poupança para todos portugueses de 726 milhões de euros. Neste aspecto, a passagem, em quatro anos, de 8 para 19% de crescimento nos genéricos;
  • O Complemento Solidário para Idosos, instrumento poderoso para atenuar a pobreza de 200.000 portugueses para além da melhoria introduzida no Rendimento Social de Inserção;
  • O apoio pré-natal. Dirão que é pouco. É certo que é pouco mas muito para quem dele precisa;
  • O Salário Mínimo que cresceu 20% nos últimos 4 anos;
  • O Abono de Família, uma das prestações mais importantes que cresceu 25% nos últimos quatro anos. Tratou-se do maior aumento de sempre conjugado com o 13º mês desta prestação social;
  • A Acção Social Escolar, baseado nos escalões do abono de família, e que veio a beneficiar milhares de alunos e suas famílias. Situação que só agora o PSD-M tenta implementar;
  • O apoio à parentalidade, onde a licença passou de cinco para dez dias de licença, acrescido de mais um mês caso o pai fique com a criança;
  • A reforma da segurança social permitindo safar o País que se encontrava no abismo para uma situação de garantia de futuro;
  • A redução das contribuições para a segurança social;
  • O programa de qualificação-emprego;
  • A formação de dupla certificação para jovens sem o ensino secundário;
  • Os estágios profissionais para jovens com o secundário e superior, destinado a jovens até aos 35 anos;
  • O apoio à contratação de jovens com o ensino secundário e superior através do apoio de € 2.000,00 mais dois anos de isenção de Taxa Social Única (TSU);
  • O apoio de € 2.000,00 mais dois anos de isenção de TSU na contratação de desempregados e públicos específicos;
  • O apoio à contratação de desempregados com 55 anos ou mais, consubstanciado na redução de 50% na TSU às empresas que contratem a termo.

Tudo isto passando de 6,83% de défice nas contas do Estado para 2,6% em 2007 e 2008. A despesa de solidariedade, em percentagem, cresceu de 9% em 2002 para 10,7% em 2009. Entre 2002 e 2005 a taxa rondou os 9%. Isto significa que o esforço do Estado custa, hoje, por dia, 20 milhões de Euros.

Refiro estas medidas sociais porque a maioria tiveram impacte directo na Madeira e aquelas que não tiveram tal fica a se dever à inabilidade do governo da Madeira. Em contraponto, o que dizer do que por aqui se passa ao nível do desemprego, da pobreza, da angústia dos empresários, das falências, da dívida pública, da inversão das prioridades, enfim, de toda a situação extremamente preocupante que a Região está a viver? Ora bem, fazendo o balanço entre o que se passou na República e na Região, não acredito nesta sondagem. Aceito ser muito difícil atingir o resultado das últimas legislativas nacionais, mas 5-1 penso que não acontecerá. É a minha convicção. Até porque, o reforço do PSD equivalerá a um duro golpe na vivência democrática. A história deste processo demonstra que, a Região, precisa de respirar outros ares.

NOTA:

Quinta-feira passada recebi um telefonema de uma alegada empresa de sondagens cujo nome, infelizmente, não fixei. Fizeram-me, salvo erro, três perguntas: 1ª Entre vários candidatos (todos do PSD) quem é que deveria vir a liderar, na Madeira, a partir de 2011, o citado partido, caso o actual presidente abdique; 2ª Entre o "ataque" ao desemprego e a pobreza (não me lembro se me colocaram outra hipótese) qual o combate que elegeria; 3ª Se tivesse que votar agora para as legislativas nacionais em que partido votaria. Considerei muito estranho o facto de não me terem perguntado, no mínimo, a idade! E ao contrário do que sublinha a ficha técnica da citada sondagem hoje publicada, se se tratou do mesmo estudo (em princípio duvido) é falso que, no meu agregado familiar, tivesse sido inquirido "o elemento que fez anos há menos tempo". Responderam duas pessoas. Muito estranho pela proximidade das datas, embora, repita, esta situação não coloque em causa a idoneidade, rigor e responsabilidade da empresa que a fez. Apenas aqui relato uma situação vivida. Nada mais.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

POVO, ACORDAI DA ANESTESIA!

É muito cedo para formar uma ideia mais precisa relativamente ao que irá acontecer nas legislativas nacionais. No entanto, não acredito num quadro tão negro quanto aquele que hoje é noticiado no DN-Madeira. É evidente que todos sabemos que a conjuntura é complexa, é muito diferente de 2005, mas daí a perder dois deputados no Parlamento Nacional considero um exagero. É claro que há aqui uma campanha avassaladora do PSD-M, com um programa de jantares, comícios, distribuição de benesses, bloqueios na Assembleia Legislativa da Madeira, enfim, há aqui um arraial montado e isso acaba por construir um ambiente desfavorável para qualquer partido da oposição.
O quadro político regional, no que concerne aos eleitores, julgo que pode ser dividido em três partes: uma, a do poder, com toda a sua rede de influências e dependências; uma outra larga fatia, infelizmente, mal informada e que não sabe nem tem capacidade para compreender as implicações do sarilho em que está envolvida; finalmente, uma terceira fatia, que eu considero de pessoas de pensamento livre, oposicionistas que não dependem de ninguém, que tentam argumentar a falência e a necessidade de mudança, mas cuja voz não chega para mudar a actual situação política. Não vale a pena ignorar que é esta a caracterização da situação, com mais ou menos aspectos de pormenor e que, por isso, acabam por ter influência no resultado final. De qualquer forma, não acredito que o resultado aponte para os valores indicados. Aliás, os três Deputados do PS-M na República tiveram um excelente desempenho ao longo do mandato.
É claro que há uma campanha arrasadora, onde o governo, por um lado, vitimiza-se e, por outro, atira para outros as suas responsabilidades governativas. Tudo o que é bom é mérito do governo regional e todas as desgraças governativas têm o selo do Engº José Sócrates. E quando se salta para o palco e a única palavra-chave do discurso é "Sócrates" este facto acaba por ter um efeito arrasador da imagem, multiplicada, obviamente, pelo poder da comunicação social. É muito complicado jogar neste minado campo político, onde faltam, por exemplo, debates com aquele que fala de "sovas" e pede o voto maioritário.
Trinta anos depois é curioso verificar como os eleitores deitam para o lixo tantas e excelentes propostas da oposição, como os eleitores se esquecem dos excelentes contributos dados em sua defesa, como se esquecem do desgaste de uma série de pessoas que mostraram, através dos projectos apresentados (economia, finanças, educação, ambiente, recursos naturais, etc.) serem alternativa ao actual quadro político, como se esquecem que o PSD-M chumbou propostas de relevante interesse social, como se esquecem das visitas aos locais para equacionar e ajudar a resolver problemas, como se esquecem da limitação do uso da palavra na Assembleia, como se esquecem da indecente proposta do "jackpot", como se esquecem dos atrpelos ao ordenamento do território, como se esquecem da monumental dívida pública e social, como se esquecem de tudo e se deixam embarcar na força das palavras de um só homem. São espezinhados mas aplaudem. Um Povo politicamente adulto não vai em historietas... mas este vai!
Eu sei que isto é assim. Eu sei que não é fácil destruir a ideia que de um lado está a competência e do outro a incompetência. Eu sei que não é fácil mas quero manter, em defesa dos mais humildes, dos que nada têm, dos empresários, das famílias, das pessoas honestas que não precisam de ligações ao poder para serem felizes, dos trabalhadores em geral, das crianças e dos idosos que é possível mudar de rumo, sem gritaria, sem ofensas, apenas e tão-só através de uma palavra: DEMOCRACIA.