domingo, 21 de fevereiro de 2016

POLÍTICA EDUCATIVA: "NUNCA FAZER DA ESCOLA UMA JAULA OU PRISÃO"



O Dr. Francisco Oliveira, coordenador do Sindicato de Professores da Madeira, admitiu: "os sócios não querem, pelo que temos visto, mais escola. Querem é mais educação. Ninguém quer mais aulas na escola, muito menos os alunos". Reconheceu que já existe uma "hiperescolarização" e que, com mais aulas, o resultado seria "desastroso". Seja qual for o paradigma que desejem implementar, sublinho eu. Disse, ainda: "(...) queremos uma educação mais alargada, que permita os alunos desenvolverem outras competências e a escola pode dar um contributo de uma educação diferente, mais aprofundada, mas nunca fazer da escola uma jaula ou prisão. Os alunos já fogem da escola, já se sentem aprisionados, se aumentarmos as aulas teremos uma prisão que não vai agradar ninguém". Palavras que vêm na linha da investigação já produzida, da inteligência, do bom senso e da experiência. Tudo o resto é paleio sem sentido quando se cruzam outras importantes variáveis. O trabalho a fazer, custe o que custar e dure os anos que durar, é o da paulatina mudança de paradigma de organização da sociedade (onde se incluem os tempos laborais) e do paradigma do sistema educativo ao nível organizacional de escola e da sua autonomia e, ainda, nos planos curricular, programático e pedagógico. A não ser assim, prevalecerá o esmagamento dos trabalhadores e, obviamente, das famílias. Alguém deseja isto?
Nota:
Ainda anteontem publiquei um texto sobre a Escola a Tempo Inteiro. Curiosamente, na página de FB tal texto contou com 111 partilhas. O que não é normal, até porque muitas delas foram novamente partilhadas. Isto talvez signifique que as ETI não merecem a concordância de muitas pessoas. 
Ilustração: Google Imagens.

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