quarta-feira, 18 de maio de 2016

QUE LOUCURA! ANDAM A "MATAR" AS CRIANÇAS PORTUGUESAS 5.000.000 DE DOSES DE PSICOFÁRMACOS CONSUMIDOS, ANUALMENTE, ATÉ AOS 14 ANOS.


A confirmação está no relatório da Direcção Geral de Saúde. Por exagero da minha parte, receita-se metilfenidato como se fosse pipoca. Neste consumo excessivo, segundo o coordenador do Programa Nacional para a Saúde Mental, está "a pressão excessiva das escolas, da família e da indústria farmacêutica, factores que contribuem, cada um à sua maneira, para uma "banalização" dos diagnósticos de hiperactividade e défice de atenção (revista Visão). Era conhecida esta situação, todavia, os números deixam qualquer pessoa preocupada. "Descobriram" a hiperactividade e o défice de atenção. Só ainda não descobriram que, pior que as crianças, está a organização social e escola que ela integra. Não descobriram que estando a sociedade doente, a escola e as crianças não podem estar melhor. Ao contrário de uma actuação na causa, preferem actuar nas consequência, ainda por cima, muitas vezes APARENTE. Ora, enquanto não procurarem uma nova organização da sociedade e enquanto não actualizarem a escola do Século XVIII, estruturando-a no quadro da sociedade do Século XXI, a tal "hiperactividade e o défice de atenção" continuarão como diagnóstico possível. É caso para dizer que os governos é que deveriam tomar "Ritalina" (hoje considerado um medicamento assassino). 

Em Dezembro de 2015 transcrevi, no meu blogue, um circunstanciado e preocupante artigo sobre esta matéria, o qual pode ser consultado neste endereço:
Vale a pena partilhar esse artigo, pela sua importância para toda a comunidade educativa e profissionais de saúde.
Deixo aqui um excerto:
ESCOLA DOENTE
Um artigo de Luís Goucha
"Há milhares de crianças – e todos os dias o número aumenta – que iniciam o seu dia a tomar um comprimido para poderem assistir às aulas, a estar sossegados nas aulas, a estar com atenção nas aulas, a estar na Escola sem reacção, apenas para puderem lá estar! Devia isto ser um sinal de alarme, mas os pais e os professores fazem orelhas moucas como bons entendedores que são. Genericamente, as crianças tomam «ritalina» (palavra curiosa e duplamente feminina: Rita e Lina), medicamento caríssimo e de consequências devastadoras, que ao deixar de ser tomado deixa reaparecer toda a sintomatologia e um conjunto de efeitos secundários daí decorrentes: medo, pânico, insónias, tensão... A «ritalina» é prescrita para uma doença inventada: a PHDA, Perturbação de Hiperactividade e «Deficit de Atenção». Deu nome a esta «doença» um famoso psiquiatra americano, Eisenberg, que acabou por se retratar antes de morrer, por todos os males que provocou sem intenção, pois imediatamente a ter enunciado o «mal» os laboratórios apressaram-se a dizer que já tinham medicina para a cura. (...) A falta de emprego, a falta de habitação, a falta de felicidade, não se resolve com nenhum comprimido, apesar de algumas «aflições» poderem ser atenuadas, com eles. É urgente que a «teia» que envolve as crianças e implica os professores, que muitas vezes são parte deste processo errado de diagnóstico, seja desmantelada. É urgente que nos envolvamos, num processo educativo consistente, na resolução de um problema que estas substâncias agressivas apenas disfarçam, numa cura apenas ilusória. A nada ser feito, continuaremos a assistir ao «sucesso» e à «eficácia» de todas estas pastilhas mágicas, devastadoras, que todos procuramos para tudo, em detrimento da procura de solução do problema que, a maior parte das vezes porque tão simples e tão à vista, não conseguimos ver."
Ilustração: Google Imagens.

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