terça-feira, 25 de julho de 2017

SERÁ QUE HÁ PESSOAS A DECLINAR CONVITES?


A dança de cadeiras entre governantes sempre me deixou alguma perplexidade. Parece que existem aqueles e não mais do que aqueles. Obviamente que não discuto competências nem as opções de quem preside ao governo. Lá sabe(m), porquê. Agora, que deixa uma imagem de ser limitado o leque de escolha, isso parece-me evidente. Pode estar a acontecer a existência de pessoas que declinam convites ou, então, estamos em presença de um círculo vicioso de amizades. E porquê? Não sendo assunto novo, há dias, a candidatura de Rubina Leal à Câmara Municipal do Funchal, recrutou elementos que são membros do actual governo. Ontem, o governo, para substituir a secretária regional Rubina Leal, convidou Maria Rita de Andrade, actual presidente do Conselho Directivo do Instituto de Emprego da Madeira. Ora bem, ao longo de anos falaram da necessidade de estabilidade como valor maior, agora são os próprios que saltitam daqui para ali e dali para acolá como se tudo fosse normal. Do meu ponto de vista, não é, claro, no decorrer de uma legislatura.


O Instituto de Emprego tem muito que se lhe diga, porque se trata de uma área de intervenção política complexa e preocupante. O seu foco é o emprego ou a falta dele e isso é o que mais preocupa a população. Maria Rita Andrade para lá entrou no dia 01 de Maio de 2015. No Dia do Trabalhador, curiosamente. Dois anos depois, o mínimo exigível para conhecer os cantos à casa e determinar um rumo, que deveria estar muito para além do cumprimento de alguns programas, a Senhora salta para a governação regional. Pergunto: porque está mais à mão ou porque domina os dossiês da Inclusão e dos Assuntos Sociais? Fica a ideia de ser, repito, quem mais à mão estava. Já não refiro, sequer, a questão, se bem que importante, do passado e experiência no quadro político, outrossim em intervenções, escritas ou não, que permitam perceber e avaliar, nesse sector, o seu pensamento em matéria relevante quanto a dos Assuntos Sociais e Inclusão. Não basta uma Licenciatura em Sociologia! Trata-se de uma posição de governo. 
Neste contexto, porque levo muitos anos de vida, de experiências e de contacto com pessoas que muito considero, independentemente dos quadrantes políticos, pessoas que respeito pela sua visão de conjunto deste sector, obviamente que me nego a aceitar a inevitabilidade de uma sucessiva dança de cadeiras, como se tudo o resto fosse um imenso deserto.  
Ilustração: Google Imagens.

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