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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

SENHOR ROBERTO, A "MARÉ NEGRA" VAI CHEGAR, MAS EM 2015!


Começo pelo Porto Santo. O ex-presidente de Câmara, Senhor Roberto Silva, se tivesse um pouco de decência política, neste momento, o melhor que fazia era se manter discreto. Um homem que durante vários anos não conseguiu ver o perigo que representava uma palmeira inclinadíssima, denunciada, várias vezes, pelo DIÁRIO, a tal que viria a matar duas pessoas, tem a lata e sobretudo o mau gosto de vir falar do PS, partido que, segundo a sua opinião, precisa de uma "maré negra para justificar incapacidade", quando este executivo apenas têm quinze dias de mandato. Obviamente que não discuto a governação do senhor Roberto Silva. Não sou natural do Porto Santo, não acompanho a vida dos portosantenses, todavia, sei o essencial, aquilo que é do domínio público e transmitido através da comunicação social. Sei como se processou o crescimento da ilha (não o desenvolvimento) que veio a gerar um preocupante desemprego, conheço a percentagem de empresas em insolvência e, infelizmente, com problemas na Justiça, domino o essencial dos dramas da juventude que não consegue sonhar, sei o que se passa na hotelaria e na restauração, sei dos níveis de pobreza e sei o que foram os mandatos do PSD, os mandatos Roberto Silva, que não souberam acautelar e compatibilizar, repito, o crescimento com o desenvolvimento. Nem as questões relacionadas com os transportes, o que fará com tudo o resto! A palmeira não o deixou ver, porque o partido estava em primeiro lugar. Chocou-me, por isso, a história da "maré negra", como se pudesse brincar com coisas que são muito sérias. Teria sido melhor o silêncio, sobretudo quando não são poucos os telhados de vidro políticos.

Quem não viu isto, poderá ver o resto?

Mas é assim que esta gentinha se comporta. A manchete da edição de hoje do DIÁRIO é muito clara sobre o calibre de certas pessoas. O presidente da Câmara da S. Vicente, José António Garcês, que venceu com um expressivo resultado próximo dos 65%, contando com o apoio sobretudo do PS, quando questionado sobre as tentativas de persuasão, diz, claramente, "(...) O que é que acha? Não sabe como funciona o sistema?" (...) "Não foi nada que já não estivesse à espera" através de expressões como "toma cuidado…" ou "sabes onde trabalhas" tudo no sentido para que "não concorresse ao acto eleitoral" de 29 de Setembro passado. Até um lugar como deputado lhe ofereceram. E o que dizer da atitude do Presidente do Governo Regional sobre as dívidas das autarquias à Empresa de Electricidade da Madeira? Mais do que palavras, deixo aqui o exemplo noticiado pelo DIÁRIO, relativamente àquela execrável atitude de sugerir a  EXECUÇÃO das dívidas dos municípios à Empresa de Electricidade da Madeira. Estes dois documentos demonstram, inequivocamente, de que são capazes certos senhores:



O DIÁRIO noticiou, com base na informação recolhida; o  governo, logo de seguida, divulgou um comunicado contrariando o essencial das suas posições. Mais grave, ainda, com palavras impróprias mas costumeiras. É assim que funciona certa gente. Mentem, deturpam, ficam cheios de raiva, explodem, como se os cidadãos fossem uma cambada de mentecaptos. Entre o Senhor Roberto e outros que tentam sobreviver politicamente, venha o diabo e escolha! Em 2015 a população irá às urnas e o "ambiente" será limpo.
Ilustração: DN/com a devida vénia.     

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

OH HOMEM, ENXERGUE-SE!


"(...) A informação surpreendeu os próprios funcionários da Empresa de Electricidade da Madeira, mas o certo é que, segundo o DIÁRIO apurou, terão chegado à empresa instruções do Governo Regional para avançar com processos judiciais de execução das dívidas acumuladas pelas sete câmaras que não foram conquistadas pelo PSD-M nas últimas eleições. Esta medida terá sido imposta pelo próprio presidente do Governo Regional e líder do Partido Social Democrata, Alberto João Jardim". (DN-Madeira de 06.11.2013) Politicamente é-me difícil classificar esta atitude, apesar do esfarrapado comunicado a desmentir. O DN não iria inventar, pelo que, sejam três ou sete câmaras em causa, a posição leva-me a questionar: garotada? vingança? mau perder? ódio pelo povo que lhe virou as costas? perseguição? anormalidade democrática? terrorismo político? atitude "fascista"? Eu sei lá quantas interrogações poderão ser feitas. Que é inqualificável, é! Que demonstra ser um homem político que integra uma atitude contrária aos princípios e valores da democracia, do bom senso, do respeito, da tolerância e do diálogo que solucione os problemas, não tenho a mínima dúvida! Sobretudo quando  os telhados são de vidro, com dívidas por todos os lados, da saúde à educação até aos fornecedores de bens e serviços. Políticos destes não interessam. Políticos que, sob diversas capas, se apresentam como sucessores mas em cujo "chip" está integrada a matriz partidária, penso que os madeirenses e portosantenses devem dispensar.


Aliás, sobre aquela posição, no dia 27 de Outubro, deixei aqui um texto que, a páginas tantas sublinhava: "(...) Esquecem-se que não têm moral para o fazer ou assim actuar, face a milhares de facturas pregadas no tecto do gabinete do secretário das Finanças. O tal que, em tempo devido, não reportou à República muitos milhões. Esquecem-se que é sujo e indigno forçar, por exemplo, o pagamento da energia eléctrica pelos consumos da iluminação pública, quando hospitais e escolas, entre outros, também têm significativos atrasos nos pagamentos. E se fosse só a energia eléctrica! E pelos consumos de água? E se pagassem, tal como está previsto na tabela de taxas e licenças dos municípios, a ocupação do solo e do espaço aéreo pela passagem de toda a cablagem? Não sei quem ficaria a perder! Os que prometem "guerra" aos executivos legitimamente eleitos, já agora, talvez fosse interessante começarem a pagar as dívidas da Fundação à Câmara, à Electricidade da Madeira e aos bolseiros!"
Um governo CALOTEIRO, que não tem água com que se lave, mentiroso ao esconder facturas não reportadas, que submeteu a Região a uma dupla e penosa austeridade, que utiliza os dinheiros públicos para a sua própria propaganda, desde o Jornal da Madeira aos palcos das várias festas, um governo que manteve um sub-regime democrático baseado, entre outros aspectos, na subsidiodependência, um governo que, alegadamente, manda executar as dívidas da Empresa de Electricidade da Madeira, obviamente, que se expõe a um acto de grande indignidade e, sendo assim, a um comportamento vilão. Sinto nojo deste tipo de política reles. Aproximando-se o Natal, quotizemo-nos no sentido de oferecermos um espelho a fim de que o homem, uma vez por todos, se enxergue!
Ilustração: Google Imagens.