domingo, 4 de março de 2012

MEDO DE QUÊ? LEMBREM-SE QUE SÓ QUEM É INTEIRO É RESPEITADO!



No campo da participação política, no actual contexto da Madeira, como é que se explicará o medo da participação nos processos que a todos diz respeito? Medo de quê? De não corresponder comportamentalmente ao que um grupo de pessoas espera de nós? Medo de ser excluído, de deixar de contar, de ser colocado no quarto escuro da atividade política, de ser substituído? E onde fica a consciência do certo e do errado e a coluna que não se verga à subserviência? Bom, estas interrogações resolvi-as há muitos e muitos anos. Mas há quem continue a viver ou a sobreviver, não pela consciência própria, não pelas convicções que os anima, mas pelo medo que evidenciam em perder um pouco de poder, um lugar, por humilde que seja na hierarquia, ao fim e ao cabo, o medo de baixar uns euros no recibo mensal. E assim violentam a consciência, dizem não à participação em fóruns políticos abertos à sociedade, apenas falam nos corredores e no seio dos mais próximos, mas olhando sempre em redor, não vá alguém, por portas travessas, transformar um desabafo em uma situação penosa de gerir junto dos que pertencem ao vértice da organização.



Há adultos (políticos) que parecem crianças
na fase dos medos!
Medo. Não sou especialista nessa profunda e complexa área de estudo capaz de explicar o comportamento humano. Pouco sei sobre psicologia e nada sobre psiquiatria. Da psicologia sei o essencial a que o estudo me conduziu pela natureza da formação específica para a actividade docente. Deixo, portanto, para quem sabe, a análise científica dos comportamentos. Transcrevo, no entanto, o que vem nos dicionários: "o medo é uma sensação que proporciona um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo" (Wikipédia). Entre outros, parece-me ser um bom conceito.
Apesar da minha ignorância nessas áreas, penso, todavia, que existindo uma escala de medos, naturalmente, que cada um de nós já experimentou uma situação dessas, de resposta do organismo perante uma dada situação. Por exemplo, o de ser atingido por uma doença. Presumo ser banal. Reportando-me à minha pessoa e ao que aqui me traz, sentindo-me aparentemente normal, há situações de medo para outros que, para mim, correspondem a inexplicáveis fantasmas. No campo da participação política, por exemplo, no actual contexto da Madeira, como é que se explicará o medo da participação nos processos que a todos diz respeito? Medo de quê? De não corresponder comportamentalmente ao que um grupo de pessoas espera de nós? Medo de ser excluído, de deixar de contar, de ser colocado no quarto escuro da atividade política, de ser substituído? E onde fica a consciência do certo e do errado e a coluna que não se verga à subserviência?
Bom, estas interrogações resolvi-as há muitos e muitos anos. Mas há quem continue a viver ou a sobreviver, não pela consciência própria, não pelas convicções que os anima, mas pelo medo que evidenciam em perder um pouco de poder, um lugar, por humilde que seja na hierarquia, ao fim e ao cabo, o medo de baixar uns euros no recibo mensal. E assim violentam a consciência, dizem não à participação em fóruns políticos abertos à sociedade, apenas falam nos corredores e no seio dos mais próximos, mas olhando sempre em redor, não vá alguém, por portas travessas, transformar um desabafo em uma situação penosa de gerir junto dos que pertencem ao vértice da organização. 
Ora, libertem-se, sejam inteiros, verdadeiros, autênticos, merecedores do respeito de todos, independentemente do partido a que pertençam. Têm medo de quê e de quem? Tenham consciência que não vão para o quarto escuro da vida, porque quem é inteiro é respeitado.
Ilustração: Google Imagens.

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