sexta-feira, 30 de março de 2012

O PODER É TÃO DESTRUIDOR COMO A COCAÍNA!


Este apego ao poder pode suscitar outras leituras, algumas até preocupantes. E algumas perguntas, entre muitas outras, são oportunas: o que faz um político agarrar-se ao poder como uma lapa? Eventualmente, o que esconde, o quer quer esconder, que grandes interesses políticos e económicos estarão por detrás? Que pressões existem? Que grupos se digladiam pelo poder direto e indireto? Perante tantos exemplos de líderes com uma enorme longevidade no poder e que estão a cair, o que levará um homem a sentir-se "único importante"? Afinal, que história não pode ser contada? Ora, estas perguntas são, do meu ponto de vista, legítimas, até porque a situação não se esgota no que é visível ou no simples ou complexo desejo do poder pelo poder. Há, com toda a certeza, uma espécie de "kinder surpresa" ampliado para um jogo de grandes. Ou, melhor, só depois de aberto este grande melão se saberá da qualidade ou má qualidade do produto. O que significa que é preciso abrir as páginas deste poder absoluto e descobrir o que consta nas pastas "secretas" da casa, isto é, a verdadeira história.


Leio que o "chefe" cá do sítio quer continuar "presidente da junta", parafraseando o humor de Herman José! Admitir recandidatar-se, depois de 36 anos de poder absoluto, ainda por cima a caminho dos 70 anos de idade, não é que seja um "case study", mas a denúncia pública clara que há muita coisa escondida que o povo não deve conhecer. Qualquer pessoa equilibrada, sabendo da efemeridade da vida, considera que há um tempo para estar e um tempo para partir. Ademais, a atividade política não é um emprego para a vida, é uma função que se desempenha balizada no tempo. É caso para dizer que o poder é tão destruidor como a cocaína! O poder é uma droga! Certo é que cada vez mais é claro que o POVO DA MADEIRA não precisa que mudem as pessoas, precisa, sim, que se mudem as POLÍTICAS. E neste caso, tal como por todo o lado, é óbvio que o PSD não deve suceder ao PSD. Este poder já teve o seu tempo, pelo que, uma longa cura de oposição é fundamental para a sua própria regeneração.
Agora, este apego ao poder pode suscitar outras leituras, algumas até preocupantes. E algumas perguntas, entre muitas outras, são oportunas: o que faz um político agarrar-se ao poder como uma lapa? Eventualmente, o que esconde, o quer quer esconder, que grandes interesses políticos e económicos estarão por detrás? Que pressões existem? Que grupos se digladiam pelo poder direto e indireto? Perante tantos exemplos de líderes com uma enorme longevidade no poder e que estão a cair, o que levará um homem a sentir-se "único importante"? Afinal, que história não pode ser contada? Ora, estas perguntas são, do meu ponto de vista, legítimas, até porque a situação não se esgota no que é visível ou no simples ou complexo desejo do poder pelo poder. Há, com toda a certeza, uma espécie de "kinder surpresa" ampliado para um jogo de grandes. Ou, melhor, só depois de aberto este grande melão se saberá da qualidade ou má qualidade do produto. O que significa que é preciso abri as páginas deste poder absoluto e descobrir o que consta nas pastas "secretas" da casa, isto é, a verdadeira história. Estou em crer, através de uma análise abstrata, que deve ser preocupante. Para além dos desequilíbrios internos, das correlações de forças, do "ajudei, ajudai-me", dos tentáculos do poder que se multiplicaram como cogumelos, será que existem mais dívidas escondidas, isto é, será que a verdade ainda não foi completamente transmitida?
É por isso que reafirmo que ao PSD-M não pode suceder o PSD-Madeira, nem aqueles de proximidade ideológica que já demonstraram, em tão pouco tempo de Assembleia, andarem por ali num jogo muito pouco transparente, pois no dia que o PSD-M se sinta ameaçado, não me restam dúvidas, tal como aconteceu na República, juntarão os trapinhos e farão um casamento de conveniência. E o que eu sinto é que a mudança terá de acontecer mas não por essa via de concubinato político. Uma coisa parece-me certa: a situação está a clarificar-se e, portanto, não sei se o Dr. Alberto João Jardim aguentará a carga ou se partirá, muito antes do congresso do seu partido, para eleições antecipadas. Porque correr o risco de perder no terreno de jogo interno, penso que lhe será demolidor do ponto de vista pessoal.
Ilustração: Google Imagens.

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